Do luar sombrio, ao nevoeiro que tão extenso, cobria toda superfície do mundo de Lowhard, os elmos dos guerreiros noturnos brilhavam, onde aquele conjunto prateado criava um extenso mar que poderia deixar cego instantaneamente qualquer um que visse, onde dava a vista da varanda, da torre mais alta do castelo, da primeira linhagem dos Markhens.

As ondas do mar batiam nas barragens de metais, que foram feitas pelos escravos ordenados pelos lordes, onde aquele som produzido, pelo encostar das ondas nas barragens, produzia um som ensurdecedor, que a quilômetros, assustava crianças que estava se preparando para dormir,

... A noite estava tranqüila...

"Mahadu gamaji, senaru setubal , andar sobre gramas verdes ,ao cair das lágrimas dos deuses Methair e Fundir, o clã mais próximo fará o porvir ,mas nunca ira pará-lo ,o perigo é iminente. Podemos criar um futuro prospero, sacrificando belos passados".

O livro que estava totalmente aberto, em questões de segundo se fecha de frente para trás, onde em algum lugar de Lowhard, via-se uma capa feita de couro, com bordas douradas, estava escrito na parte superior do livro, uma frase costurada com uma linha de mesma cor na capa de couro.

–Só o forte sobreviverá. Leu em voz baixa, uma garota de pele branca e cabelos negros, seus olhos, que eram mais azuis que o mar, ficou paralisado, ao ver aquela frase, a bela garota, que uns 16 anos lhe caíra muito bem, se chamava Katara Markhens, seu corpo esfriou naquela gigante cama, com lençóis de cores brancos e vermelho sangue, aonde chegava a engolir seu pequeno corpo magro. Um som futurista ecoou por todo quarto, e desviou o olhar de Katara para a porta de entrada, logo ela percebeu que alguém adentrava ao seu aposento.

–Princesa! Disse o ser que invadiu o quarto, ele estava vestindo uma capa branca, com capuz da cor vermelha. -Temos que ir, a segunda linhagem esta planejando uma rebelião, e a senhora é o alvo.

A pupila de Katara contraiu-se, para enxergar melhor o rapaz,logo ela viu um homem branco, com cabelos lisos e longos da mesma cor, seus olhos eram negros como as trevas que cercavam a fortaleza , ela percebeu que era um soldado da realeza ,pela capa que o envolvia. Em seguida mais dois soldados de mesma afeição, e com mesmos trajes apareceram, um deles encostou ao primeiro que chegou, e cochichou no ouvido esquerdo, Katara não podia ouvir, mas percebeu pela expressão no rosto do soldado de cabelo branco, que era algum tipo de alerta, em seguida os dois rapazes desceram as escadas da fortaleza.

–Tempo esgotado! Afirmou o soldado que invadiu o quarto, neste momento a tensão era grande, e não havia livro poético algum, que retiraria a expressão de espanto no rosto da Princesa Branca, Katara Markhens.