Notas iniciais
- É o inicio de tudo, eles estavam em um planeta aquático, por isso estavam naquela situação.

- O conflito inicial será entendido após algum tempo.

Em um tempo de tempestade, Akira, um ancião chamado Yamamoto e uma garota chamada Myrce se chacoalhavam em um tempo ruim, tentando escapar de um tufão que atingia o oceano, a nave deles estava com um pedaço faltando, quebrada, Akira, balançou seus cabelos longos e castanhos para trás ajudando em sua visão, seu corpo estudantil não-atlético parecia trêmulo, Myrce, com os cabelos lisos porém bagunçados ficavam de um lado para o outro naquela movimentação toda dentro da nave, o ancião, estressado, suava devido as reclamações dos dois pré-adolescentes, ele franziu as sobrancelhas, tornando visível as rugas em sua testa, e atrás dele, vários pessoas clonadas como ele tomando conta dos sistemas da nave, o ancião pilotava a nave, mas parecia não ter controle sobre ela por causa da tempestade, Akira, irritado, comentou sobre a situação:

- Nós vamos morrer! E eu vou morrer com fome! E essa tempestade vai nos matar! E...E... E... – Foi interrompido por um tapa que foi desferido em seu rosto – Ai! Yamamoto, você não tem direitos para fazer isso.

- Cala-te! Akira, Yamamoto está sobre pressão, mano, sei que é complicado, mas vai ter que aceitar! –Mryce deu um ponto final em Akira.

- Obrigado, Myrce, fez um bom trabalho. – O velho agradeceu Myrce, mas foi agitado fortemente pela nave.

- AAAAEEEEE!!! – Akira gritou alegremente, ele balançou sua cauda aleatoriamente, dando uns pulos de alegria, corria de um lado para o outro. – Finalmente saímos da atmosfera!

- Não se alegre muito, Akira, temos companhia. – Yamamoto apontou para outras naves que os seguiam, eram velozes, mas não possuíam equipamentos de guerra nelas, elas se encaixaram na nave de Yamamoto, conectando-se.

Yamamoto se levantou, seus clones prepararam suas armas, e ele, preparou sua adaga. Myrce e Akira recuaram assustados, uma fumaça saiu da nave inimiga, entrando ali dentro, então, vários homens estranhos, com máscaras contra gás tapando o rosto, uma roupa camuflada, botas amarradas, um cinto com várias utilizações, eles carregavam uma metralhadora, apontaram para todos, os clones de Yamamoto imobilizaram tais homens, e Yamamoto atacou a barriga deles, perfurando-os, eles então morreram com aquele grande corte feito o qual abriu a barriga dos sujeitos. Yamamoto falou curtamente, mas foi preciso.

- Desaparecer. – Os cadáveres dos mesmos apareceram no espaço, e seus sangues flutuavam por aí, logo eles se desencaixaram da nave inimiga e prosseguiram com sua viajem, curiosa, Myrce quis saber o que era aquilo.

- Yamamoto! Como fez isso? – Seus olhos brilharam, enquanto também olhava Akira ao fundo, que brincava com sua cauda.

- Myrce, é uma simples questão de magia... Você entenderá.

- Pra onde vamos agora? – Akira abriu um sorriso e se intrometeu, ficou curioso.

- Vamos para o Templo De Atháles, recuperar a katana de Kirito que foi deixada como herança de família para você. – Ele se sentou na cadeira de comando e então, ligou o turbo da nave, ela começou a brilhar, em uma imensa velocidade, ela viajou para um planeta pequeno, porém levemente habitado, eles pousaram naquele local que havia pouca habitação, era meio sombrio.

Akira saiu da nave, ansioso, Myrce meio tímida, observou os lados, fez outra pergunta breve.

- Que lugar é esse? – Ela olhou curiosa para Yamamoto.

- É... A Terra. – Ele respondeu com um ar de lamento, olhou para o chão, cravou sua bengala ali, e pode ver uma parte do desespero das pessoas por um momento breve.

- Eca, que nome estranho! Já vi melhores, por exemplo, Myrth, aquele planeta é muito bonito! – Akira, novamente se intrometeu, mas foi ignorado.

Eles começaram a andar quietos, Yamamoto olhando para os lados, esperto. Akira ficava olhando cada detalhe estranhando aquilo, às vezes tropeçava na própria cauda. Myrce passava pelo caminho extremamente cuidadosa, cuidando para não cair em algo perigoso, logo Akira foi observar uma ravina, se apoiando em uma árvore velha, logo, o tronco da árvore cedeu, e quebrou-se, uma mão feita de madeira, pálida e magra saiu da ravina e agarrou o pé de Akira, ele soltou um grito e foi puxado pra baixo, Myrce gritou, e Yamamoto, tranquilo, citou palavras simples.

- Venha. – Akira começou a se ralar no solo, mas atravessando-o, finalmente, chegou à superfície, ralado, mas conseguia andar, estava ofegante pela trilha que passou dentro da terra.

- Podia ser mais cuidadoso! – Ele resmungou.

- E você mais cauteloso. Alguém deve saber que estamos aqui. – Yamamoto deu um corte épico em Akira, ele ficou quieto, se redimindo, mas resmungando no caminho.

Ao adentrarem no templo, ficaram surpresos com o seu tamanho, era colossal, Akira se sentia um micróbio ali dentro, Yamamoto andava lentamente, examinando os adjetivos do local, Myrce andava olhando pra frente, otimista, o lugar era meio destruído, totalmente cinza, em seus cantos, havia ravinas, e em suas laterais, inúmeras estátuas budas, algumas com uns pedaços caídos, o local era sustentado por vários pilares, lanças estavam espalhadas pelo chão, esqueletos incompletos ficavam ali, o lugar tinha partes de madeira queimada, as quais caíram ao chão, pedaços do teto caídos, então, nos pedaços que caiam, vinha uma clareira do céu, parecia ser um dos únicos pontos bonitos ali, logo, Akira deu uma breve olhada para aquela clareira, seus olhos verdes brilharam ao ver aquela imagem brilhante, logo, viu um vulto passando ali por cima, recorreu a alcançar Yamamoto e Myrce que já estavam lá na frente, quando menos esperavam, foram cercados por inúmeros soldados, pareciam serem ladinos, Yamamoto sacou sua adaga, então, ele brilhou, vários homens com escudos apareceram, fazendo uma espécie de formação tartaruga para Myrce e Akira, logo Yamamoto correu contra os soldados, mesmo tendo 520 anos, ainda tinha uma boa forma, dois soldados vieram contra ele, ele esfaqueou a barriga de um, segurou-o pela gola e com um giro arremessou ele contra seu amigo, os dois caíram na ravina, morrendo ao se chocarem na queda, logo outro soldado corajoso foi contra o ancião, ele deu uma joelhada nas genitais do soldado, arriando-o, logo cravou sua adaga em entre seu pescoço e sua coluna servical, matando-o rapidamnete. Faltavam apenas mais dois, que estavam com arcos, começaram a disparar contra os escudeiros de Yamamoto, alguns caíam ao serem atingidos em brechas na defesa, uma flecha atravessou o escudo de um, chegando ao seu cérebro, o clone desapareceu em fumaça, Akira não se aguentou, seu cérebro bombeou adrenalina para o sangue, ele foi tomado por sua outra personalidade, saltou pelos escudos dos clones do ancião, saltando várias vezes, efetuando mortais e giros no ar, Yamamoto botou o pé na frente de sua rota, ele caiu de cara no chão, Myrce riu brevemente, logo se escondeu ao ver o olhar de raiva de Akira, Yamamoto fez aquilo para ele se conter, logo o ancião saltou, cortou a canela de um que acabou se arriar, ele deu um pulo sobre as costas dele, levando-o ao chão, e com o impulso para cima, girou no ar junto com a lâmina, atingindo o outro soldado várias vezes, ele caiu no chão, inérte, não se movia pela tremenda dor, logo, o outro soldado, ele chutou a cabeça, tendo piedade dele, um erro muito bobo.

Eles entraram em uma sala qualquer após esse combate tremendo, Yamamoto estava ofegante, mas conseguia andar, ao entrarem em uma sala qualquer, o ancião empurrou Akira contra uma porta, Myrce ficou parada, olhando para Akira, logo ele deu instruções.

- Olha, Akira, tenho que te explicar algo, você o parente mais honrado de Kirito, e ele selecionou o parente dele de 500 anos depois para herdar a sua espada, então, se vai honrar o voto dele, precisa passar no teste, e mostrar que é um verdadeiro Kutozimo.

- M-mas você não me treinou nem nada. – Ele falou meio trêmulo, com medo de morrer.

- Ai você irá honrar seu pai, e também, Kirito. – Ele respondeu quieto, fechou uma porta de pedra pesada e grossa, Myrce se despediu de Akira, chorando, ela foi em bora com Yamamoto.

Akira ficou meio quieto, viu então a espada de Kirito, havia uma rachadura em sua lâmina, ele a pegou e a embainhou, logo guardou em seu cinto, ele se virou, e viu uma forte luz que vinha do lado de fora, se espantou com a diferença, tudo era bonito, uma natureza bonita da Terra, ele se emocionou, andou lentamente para fora, olhando para os lados, desconfiado, desceu uma colina, e parou a frente de um lago com uma água meio verde, e na outra parte, mais transparente que o cristalino de um olho. Ele comentou sobre o local.

- A Terra, é linda mesmo... Merecia ser mais conhecida... O que é isso? – Ele viu um tigre dente-de-sabre tentando escalar uma árvore, ele se aproximou, para tentar acaricia-lo, o Tigre reagiu com violência.

O tigre abriu sua boca, expondo suas presas grandes e afiadas, Akira viu seu reflexo brevemente no dente do tigre, ele começou a correr, com medo, logo escalou uma árvore e se recolheu ali. Hoje sim que eu morro.

O tigre derrubou a árvore com a tremenda força que ele possuia, Akira, assustado, se encolheu em um beco, a cauda se remexia nervosamente, logo, Akira começou a ter uma convulsão, tomado pela segunda personalidade, gritou com fúria.

- FLAAAAAMEEES! – Ele brilhou, seus olhos ficaram vermelhos, chamas apareceram em seus palmos, pés e no centro de sua testa, ele desembainhou sua espada, pulou, girando batalhou contra o tigre, o tigre mandou sua espada pra longe, ele recuou, se assustando, soube realmente que era ali o momento da morte. – Eu... Vou honrar minha família, não morrerei!

Ele cerrou seus punhos, fez uma posição de “charge” inclinando sua coluna para trás, logo recitou palavras de uma língua estranha, sem nem perceber seu ato, disparou o que tinha a oferecer.

- Sho... PO...YAJI! – Uma onda azul mágica foi contra o tigre, mandando o tigre para longe, ele recuperou sua katana e fugiu.

Perdendo suas energias ao pouco, caiu no chão, ofegante, ele bebeu a água do lago que ficava ali perto, pensou bem, não faria uma fogueira, se houvesse mais daqueles saqueadores ele poderia acabar se ferrando, olhou os lados confusos, e começou a conversar sozinho.

- O q-que foi aquilo? Foi muito estranho, eu não entendo... Chamas? Será que herdei também poderes? – Ele balançou sua cabeça, confuso. – Não, aquilo deve ter sido minha imaginação e simplesmente ele deve ter fugido! Haha, ele tem medo de mim! Mas não é muito bom da parte de Yamamoto deixar um garoto de 11 anos aqui, que sacanagem, afinal, eu nem preciso desta espada... – Ele tentou ser pessimista, olhou para a espada, seus olhos brilharam, ele se espantou, se levantou, suspirando, fechou os olhos, começou a procurar alimento. – O que farei? Eu nunca soube como sobreviver sozinho, geralmente Myrce faz uma comida muito boa e Yamamoto da seus sermões de velhote. Mais que droga cara...

Ele foi interrompido, arregalando seus olhos assustado, teve uma breve visão de uma garota pedindo ajuda, ela parecia estar ali por perto, ela se comunicou com Akira por um breve momento, ele começou a correr para as direções que pareciam ser as vozes vindo de algum lugar, ele corria cada vez mais que houvia aqueles gritos em sua mente, finalmente viu a garota, ela estava com uma das pernas peladas, estava suada devido a uma fuga, e lá de cima, podia se ver um monte, e na ponta, aquele tigre que Akira encontrou mais cedo. A garota continuou a pedir ajuda.

- P-Por favor! Me ajude, e-eu quebrei minha perna, não sei o que farei, estou sozinha aqui! – Ela falou com uma voz intimidada.

- Como posso confiar em você? – Akira falou desconfiado da garota, ela podia ser uma ilusão.

- Por favor, te conto detalhes depois, só me ajude. – Ela continou a falar, meio hipnotizada na cauda de Akira.

Akira, sem dar respostas, a levantou, e ajudou-a a andar até uma espécie de acampamento estabelecido por ele, deu-a parte da comida que conseguiu, e logo, foi pegar folhas para cobrir sua perna quebrada, ela começou um diálogo.

- Obrigado por me ajudar, eu precisava de tua ajuda, você me salvou, aliás, me chamo Alicia, prazer.

- Hmf, sou Akira. – Ele pegou uma maçã que estava segurando em um galho, apoiado em cima da fogueira que Akira decidiu fazer, assim livrando a maçã de germes.

- Bem, eu estava perdida aqui, a muito tempo... Mas já me acostumei. – Ela pegou seu arco improvisado e pôs sob uma mochila também improvisada.

- Irei dormir, boa noite. – Akira, meio abalado, se virou, apoiando-se em seu casaco de couro que retirou para servir de travesseiro, adormeceu, Alicia, com uma cara preocupada, apenas resmungou e também dormiu.

Notas finais
- Eles continuaram seu caminho para a saída da Terra, pois não ficariam muito tempo lá.