Notas iniciais
Oiiii meus amores! Me perdoem por não ter postado antes. É que eu estou no último ano do ensino médio e o vestiba tá chegando...então, sorry e aproveitem o capítulo. Não tem muitas novidades, mas é que eu estou preparando umas surpresinhas para o desenrolar da história e certamente é nesse cap que tudo vai começar!

A semana passou bem rápido. No segundo dia, meu carro chegou e fiquei bem feliz porque assim posso ir aonde quiser sem depender de ninguém. Não que eu não tenha gostado de pegar carona com Bella, foi bom... nos reaproximamos e agora estamos como unha e carne. Eu expus tudo o que eu sentia em relação ao passado, quando ela parou de vir para Forks. Pude entender o lado dela também, o que me fez ficar um pouco chateada comigo mesma por ter a culpado sem pensar que poderia estar sofrendo também.

Duas coisas têm me preocupando recentemente. A primeira é que Mike parece estar cada vez mais interessado em mim e fico triste por ele, pois sei que não posso corresponder as suas expectativas de ficar comigo. Eu sempre tive um número considerável de pretendentes, mas namorar mesmo foram apenas duas vezes, ao contrário de Hanna que já perdi a conta de quantos relacionamentos ela teve. Mas enfim, não é por isso, mas não sei ao certo... de uns tempos para cá sinto como se devesse esperar. Talvez seja mais uma de minhas maluquices, mas é como se meu coração avisasse: não se precipite Emma, dê tempo a tempo.

A segunda é que Bella, por mais que tente não demonstrar aos outros, está bem aflita com o lance do Edward não ter aparecido mais na escola desde o incidente na secretaria. Disse a minha amiga para não ficar se martirizando com isso, mas o que posso dizer, ela é cabeça dura demais. No início, até cheguei a julgá-lo por ser um babaca de a tratar mal, mas sei lá... minha cabeça tem estado tão confusa ultimamente. Passei a perceber certas coisas que antes não teria dado muita importância. Por exemplo, o olhar do Cullen para Bella... confuso, angustiado. De alguma forma, sei que ele não é uma má pessoa e acredito que essa situação ainda vai se resolver. Ou talvez eu esteja imaginando demais. Talvez a minha volta a Forks tenha mexido com a minha cabeça mais do que pensei que pudesse acontecer.

Desde que cheguei não tive muito tempo para pensar em como me sinto estando de volta. É como se a ficha ainda não tivesse caído e sinceramente não sei o que esperar disso tudo. Pensei que quando viesse, de alguma forma, me sentiria mais perto da minha mãe. Mas acho que me precipitei. Começo a achar que não preciso de nada material que me faça lembrar dela. Eu tenho a mim. Quando fecho os olhos, consigo me lembrar exatamente de Mary escovando minhas madeixas avermelhadas, de seu olhar terno e de seu sorriso. Ou quando ela me ensinava a tocar piano, e até mesmo a fazer o dever de casa. Suas broncas, seus conselhos. Meu coração está cheio de saudade, sufocado até. Por que as vezes a vida tem que ser tão injusta?

— Emma! — meu pai gritou lá debaixo. — Hanna me ligou perguntando de você, disse que não está conseguindo falar contigo. Não demore pra descer, estou esquentando a janta.

— Okay! Obrigada! — gritei em resposta.

Peguei meu celular na cômoda e de cara vi que tinham umas sete ligações perdidas. Como estava no silencioso, não tocou e não senti vibrar.

Disquei o número tão conhecido por mim e esperei.

— Sua veada, por que não atendeu minhas ligações?! Tenho uma notícia daquelas pra te contar e você resolve sumir desse jeito.

Gargalhei, achando graça da situação. Hanna é sempre tão dramática. Aposto que se levasse a sério as aulas de teatro ela poderia se tornar uma artista famosa.

— Desculpa amiga! O celular estava no mudo, por isso não percebi nada. Mas me conta, o que aconteceu pra você estar assim toda eufórica?

— O Alex do segundo ano engravidou a Beatrice do primeiro e todo mundo na escola ficou sabendo porque ela fez o teste de gravidez na escola e a escrota da Tracy viu e espalhou pro ensino médio inteiro. Foi o maior auê amiga! O Alex começou a gritar no corredor pra Beatrice que não era o pai e até chamou ela de puta oferecida e ainda disse que ela dormiu com vários caras fora da escola.

— Ah meu Deus! Que merda! E o que aconteceu depois disso? Eles foram expulsos? — perguntei totalmente chocada com o que acabei de ouvir. Sem dúvidas o maior babado que já aconteceu naquele colégio.

— Deu a maior confusão. O diretor chegou e mandou os alunos de volta para as salas, menos os três que foram pra diretoria. Ninguém sabe ao certo o que vai acontecer com eles, mas pelo o que minha mãe me disse, a situação da Tracy e do Alex está bem crítica.

A mãe da Hanna, Eliza, faz parte do conselho da escola. Era muito legal porque quando aprontávamos, ela sempre conseguia livrar a nossa cara.

— Amiga, vou ter que desligar. Meu pai daqui a pouco vai subir aqui e me puxar pelos cabelos pra ir almoçar.

— Okay Em. A gente se fala depois. Beijo.

Desliguei o celular e desci para jantar. Papai já estava na mesa e como sempre o prato intacto enquanto ele revisava uns papéis que provavelmente eram do hospital. Ele sai do trabalho, mas o trabalho nunca sai dele. Isso se intensificou desde o acidente. É como se fosse a fuga dele para esquecer o passado. O problema é que com isso, ele acaba me esquecendo também. Já perdi a conta de quantas vezes deixamos de fazer um programa pai e filha por causa de um plantão ou etc.

— Querida, esses documentos são muito importantes. Preciso desses dados para uma cirurgia que farei amanhã. Já já eu acabo aqui. — ele falou quando percebeu que eu estava olhando feio enquanto colocava a comida no prato.

— Nós ainda vamos almoçar amanhã né? Você prometeu pai.

— Vamos filha. Mas a cirurgia vai ser no horário das dez, então pode ser que demore um pouquinho. Mas vamos fazer assim, você vai comigo de manhã pro hospital e me espera na minha sala. Aí quando eu acabar, nós vamos num restaurante que tem lá perto. Tudo bem?

Assenti com a cabeça e voltei a comer. É sempre assim. Eu sei que é o trabalho dele e que é uma causa muito nobre. Salvar vidas... Mas isso afeta a nossa relação porque quase não temos momentos em família.

No dia seguinte, acordei com o despertador e fiquei enrolando uns minutinhos até Mason vir bater na porta. Respondi que já estava ficando pronta e corri para o banheiro fazer minha higiene e logo em seguida coloquei uma roupa confortável, mas sem deixar de ser elegante. Fomos no seu carro e no caminho para o hospital de Forks, fui bebendo café em minha garrafa. Não tivemos tempo para café da manhã, mas a lanchonete de lá teria que servir para alguma coisa.

Não consigo me lembrar direito da última vez que vim nesse lugar quando ainda morávamos aqui em Forks, mas aparentemente muita coisa mudou. Uma das poucas memórias que tenho é de quando eu acompanhava meu pai e todos os funcionários me cumprimentavam. Todos sabiam quem era a filha do brilhante médico de Forks. Mason Anderson. No entanto, isso não aconteceu hoje... exceto por dois ou três colegas de meu pai que ainda continuam trabalhando aqui. Pelo visto os funcionários foram embora ou apenas não se lembram mais de mim. Não que seja de se espantar, afinal, não sou mais aquela garotinha de antes.

Agora me encontro na sala de meu pai. Fazem quatro horas que ele está lá dentro e eu estou morrendo de fome em pleno sábado. Meu estômago não para de roncar e sinto que tem um dragão soltando fogo aqui dentro. Okay, talvez esteja exagerando um pouquinho. Mas já são duas horas e pelo que me disseram ainda vai demorar. Era de se esperar que isso aconteceria. E de repente escuto duas batidas na porta. Falo alto para a pessoa entrar e me espanto quando vejo ninguém menos que Alice Cullen na minha frente.

— Ãn... posso ajudar? — perguntei confusa.

— Olá Emma, sou Alice. Temos algumas aulas juntas — diz com um sorriso perfeito e eu assinto — Desculpe a intromissão, mas escutei sua conversa lá fora com a enfermeira. Eu já almocei, mas se quiser ir a algum lugar para comer eu posso te acompanhar.

— Eu quero sim. — falei estranhando seu convite já que nunca nos falamos na escola antes — Obrigada... se passasse mais meia hora juro que comeria meus dedos!

Rimos.

— Ótimo! — disse alto e deu uns pulinhos de animação — sinto que seremos grandes amigas Emma.

— Posso dizer o mesmo Alice — respondi contente e surpresa com a nova amiga que acabei de fazer.

É... ao que parece Forks ainda me trará muitas surpresas.

Notas finais
Então é isso lovers! Espero que tenham gostado e até a próxima. Prometo não demorar tanto pra postar dessa vez e não desistam de mim porque o próximo cap vai ser revelador! deixo aí vcs na curiosidade. Xoxo, Florence.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.