A Saga Crepúsculo Amanhecer - Para sempre
19 Capítulo 19 - O estranho... de novo.
O restante do meu dia não é nada agradável para ninguém em minha casa, inclusive eu. Todos nós estamos nervosos e com muitas perguntas sem resposta. Quem é esse vampiro? O que ele é? Por que ele está aqui? Do que ele exatamente se alimenta? Será que ele apresenta algum perigo? Será que ele faz parte do clã dos Volturi?
Minha cabeça chega a doer de tanta curiosidade, preocupação e medo. Como eu queria que Jacob estivesse aqui. Mas, sei que ele precisa estar com a sua matilha, ele passa a maior parte do seu tempo comigo e como alpha não deveria. Preciso deixar que ele viva a sua vida. E logo ele terá um imprinting e se esquecerá de mim. Tomara que isso demore à acontecer, não suporto a ideia de perder o meu melhor amigo.
Estou no meu quarto há duas horas. Minhas primas estão no meu closet se divertindo com as centenas de roupas variadas. Gosto de vê-las felizes. Mal sabem elas que podemos estar em grande perigo. Minha tia Rose não permitiu que ninguém contasse à suas filhas sobre o que está acontecendo, e eu concordo plenamente com ela.
Como eu quero que esse vampiro não seja uma ameaça à minha família. Ainda insisto na possibilidade de que ele seja um vampiro legal, que se alimenta de animais, e que só quer um lugar bom para morar por algum tempo, como nós. Tem que ser isso.
- Nessie! Olha, serviu! – chamou Carly vindo até minha cama, onde eu estava sentada. Ri ao vê-la. Ela estava com um vestido e um sapato meu. O vestido era preto e estava se arrastando pelo chão. Já o sapato era quase duas vezes maior que o seu pé.
- Acho que não, querida. – falei hesitante.
- Mas eu gostei tanto dessa roupa. – ela disse cruzando os braços, pronta para chorar. Oh, não.
- Não chore. Tive uma ideia! – eu disse sorrindo e colocando-a no meu colo. – Que tal se eu levar você e a sua irmã para fazer compras? Quando eu era do tamanho de vocês também adorava as roupas da minha mãe e da tia Alice. Então, nossa tia me levou à uma loja muito legal, com roupas parecidas com as minhas. Vamos?
Carly pulou do meu colo sorridente e correu para contar a notícia à Blaire. Pelo menos eu teria algo para ocupar o meu tempo e esquecer os problemas, e seria divertido. Simplesmente adoro crianças. Na idade das minhas primas então, é interessante vê-las descobrindo o mundo.
Logo chegamos ao shopping. Minha tia fala sem parar o quanto é um dia perfeito para fazer compras. Carly e Blaire a ouvem com maior atenção e a animação está estampada no rostinho delas.
Minhas primas se divertem comprando tudo o que querem e gostam. Depois elas vão ao pequeno parque dentro do shopping enquanto minha tia e eu ficamos sentadas.
- Tia, você acha que esse novo vampiro pode causar algum perigo à nós? – perguntei cautelosamente. Ela se surpreendeu com a minha pergunta.
- Não sei, querida. – ela respondeu pensativa. – Não consigo ver nada em relação à esse estranho que possa nos causar algum mal. Mas, fique tranquila, se acontecer algo eu vou saber.
Eu sorrio e ela me abraça. Alice olha no relógio e chama as meninas para voltarmos para casa. Elas não ficam muito animadas com ideia, mas estão loucas para mostrar tudo o que compraram à mãe.
Estamos no estacionamento quando vejo alguém que não esperaria ver. O estranho. Robert. Ele me olha com curiosidade e sorri. Não sorrio, estou chocada demais para isso. É coincidência demais. Viro para avisar à minha tia e aperto Carly e Blaire, que estão de mãos dadas comigo, junto a mim. Mas, quando me viro novamente ele simplesmente sumiu. Mesmo sendo vampiro foi rápido demais, menos de meio segundo.
Alice pede para que eu e minhas primas entrarmos rapidamente no carro, enquanto ela olhava para ver se o estranho não nos seguia, era melhor que ele não soubesse onde morávamos.
No caminho, não consigo esconder o meu nervosismo e Alice segura a minha mão.
Ao chegar em casa, meus pais estão no hall e não demora muito para meu pai saber do que aconteceu. Ele some pela casa e minha mãe sai atrás. Percebo que ele ficou preocupado, consequentemente deixando minha mãe preocupada também.
Ouço um barulho de moto e corro para fora. Espero Jacob descer e imediatamente pulo em seus braços.
- Ei, calma. – ele murmura. – O que aconteceu?
Aperto meu melhor amigo mais para perto de mim e respondo:
- Acho que estamos correndo perigo.
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