A Saga Acorde-me: Desperta-me

9 Capítulo 9 - Ele Ainda Respira


– A transfusão já foi feita. – Wenniest concluiu – Ainda bem que Karine tinha o sangue compatível com o de Ollie.

– E ainda bem que Blair tinha o sangue compatível com o de Robert. – Karine disse – Mas ainda estou com raiva dela ter me usado para entrar em Winterbrook e salvar Ollie.

– Como assim? – Wennie perguntou – salvar Ollie?

– Esqueça. – Karine falou – O importante é que os dois estão a salvo.

– Os dois levarão alta ao amanhecer. – Wennie concluiu – Agora preciso ir. Acabou meu plantão há seis horas e ainda estou aqui ajudando vocês. Até mais, Karine.

– Adeus, Wennie. – Karine disse.

– Socorro! – Andra disse entrando no hospital – Minha amiga Anna sofreu um acidente saindo de Winterbrook.

– Eu te conheço de algum lugar. – Karine concluiu – Andra Haranda?

– Sim. – Andra concluiu – Você é Karine?

– Sou! Nós estudamos juntos em Vegas! – Karine concluiu – Me lembro bem quando cursei Administração com você. Foi em 2009, certo?

– Que época boa. – Andra concluiu – Agora, até fantasma eu vejo.

– Fantasma? – Karine perguntou.

– Uma coisa chamada Irmandade que circula esta cidade. – Andra concluiu – Minha amiga Anna está na emergência com alguns médicos e mandaram eu chamar uma tal de doutora Wenniest.

– Ela acabou de ir embora. – Karine concluiu – Mas talvez eu possa ajudar.

– Ela sofreu um acidente saindo de Winterbrook. – Andra concluiu – Estão dizendo que várias pessoas estão passando por isso.

– Talvez ela tenha perdido sangue. – Karine disse – Se alguém tem o mesmo tipo de sangue do que o dela, ela ficará bem.

– Acho que meu sangue e o dela é do mesmo tipo. – Andra concluiu – Eu já doei sangue para uma instituição de caridade e Anna também e eles disseram que nós éramos irmãs por causa do sangue do mesmo tipo.

– Então não perca seu tempo. – Karine disse – É só dar um pouco de sangue para ela que tudo ficará bem.

– Obrigada. – Andra concluiu – Vou falar com a enfermeira.

Depois que Andra virou até a recepção do hospital, Karine chegou perto de Blair.

– Não gostei nem um pouco do que você fez. – Karine falou – Como irão quebrar essa maldição?

– Só quando Mary voltar. – Blair concluiu – Já foram quase noventa vítimas.

3º Mundo...

– Ollie e Robert já estão salvos da minha maldição. – Mary concluiu – Já estamos aqui tem dois dias. Precisamos voltar.

– Eu resolvi ficar. – Duvur concluiu – Aqui é o meu lugar. Eu não irei voltar para Winterbrook.

– Então eu irei voltar sozinha. – Mary concluiu – Você é um ordinário. Me trouxe aqui só para gastar meu tempo. Agora eu não conseguirei matar Don sozinha porque ele está no passado e minha mãe também está no passado.

– Eu não quero saber mais de nada. – Duvur concluiu – O portal está aberto. Você pode ir quando quiser.

– Pois eu vou. – Mary concluiu – Adeus Duvur. Foi bom enquanto durou.

Mary deu um tiro em Duvu, que caiu morto. Ela entrou no portal e surgiu na casa de Jane.

– Cassie? Jane? – ela perguntou – Vocês estão aí?

Mary procurou elas pela casa toda e não achou.

Winterbrook do passado...

– Ei! Nolee! – Don disse – Acho que consegui abrir o portal para Winterbrook do futuro. Theodoro e Cerise Benjamin terão seu filho de volta!

– Isso! – Nolee concluiu – Agora entre no portal. Você sabe onde ele vai dar?

– Sei que será em Winterbrook do futuro. – Don disse entrando no portal – Adeus, Nolee. Foi bom enquanto durou.

Depois de um tempo que Don entrou no portal, Cerise bateu na porta de Nolee. Era o filho dela que aparecera no berço novamente.

Winterbrook do futuro...

Don surgiu na casa de Jane. Ele caminhou até a cozinha, onde encontrou Mary.

– Mary? – ele perguntou – É você?

Mary virou-se.

– Don? – ela perguntou – O que você está fazendo aqui?

– Eu voltei do passado. – Don concluiu – E você? Era pra estar no 3º Mundo.

– Não estou. – Mary disse – Agora eu irei lhe matar.

– Não faça isso! – Don pediu – Antes, deixe-me falar uma coisa.

– Diga. – Mary disse – E lembre-se. Nada do que você disser vai me fazer mudar de ideia. Hoje, você morrerá.

– Nesse tempo que fiquei em Winterbrook do passado, eu poderia ter lhe matado mais não o fiz. Porque se eu fizesse, nem Cassie nem Eliza estariam aqui, conosco. – Don concluiu – Mary, nós somos uma família. Nós merecemos ficar juntos.

– Sim. – Mary disse se aproximando de Don e abraçando – Você merece morrer.

Mary deu uma facada no tórax de Don, que caiu ainda acordado.

– O que você fez? – Don perguntou – Você me enganou...

Mary saiu dali e foi até a antiga casa de Bethany. Ela usou seus poderes para reerguer toda madeira que estava queimada. Ela fez um trono bem alto e se sentou nele. Com os seus poderes, fechou com paredes de ferro as entradas e saídas de Winterbrook. Agora, ninguém entrava e saia de jeito nenhum.

– Olha aquilo! – Karine disse – É uma parede imensa.

– Mary está de volta. – Blair concluiu – Precisamos encontrá-la.

Blair, Travis e Karine entraram no carro de Travis. Eles foram até a casa deles, mais Mary não estava lá. Na tentativa de ir até a casa de Jane, viram que as luzes estavam acesas.

– Don! – Karine gritou quando viu Don deitado no chão – Ele ainda respira. Mais muito pouco.

– Coloquem ele no carro! – Travis exclamou – Vamos levá-lo ao hospital.

– Você está louco? – Blair perguntou – Don não pode ficar muito tempo no 2º Mundo. Ele pode morrer se ficar aqui.

– Mas o ferimento... pode matá-lo. – Travis concluiu – Não podemos ir ao 1º Mundo com esses ferros impedindo a passagem.

– Podemos sim. – Karine concluiu – Pelo espelho, na sua casa.

Eles foram até a casa dos Scott e passaram pelo espelho.

– Tem alguém tentando entrar aqui. – Olivia concluiu – Vocês acham que eu deixo?

– Pode ser Mary. – Cotton concluiu – Mas também pode ser Ollie.

Olivia liberou a entrada e todos surgiram no centro.

Karine e Travis deitaram Don no chão.

– O que aconteceu? – Cotton perguntou – Ele está vivo! Posso ver a respiração.

– Você quer dizer que ele está morrendo, certo? – Karine perguntou – Ninguém de vocês sabem fazer trabalho medicinal?

– Eu sou cardiologista. – Cotton concluiu – O ferimento dele foi no tórax. Precisamos ver se afetou o estômago.

Olivia passou a mão pelo corpo de Don, que ficou todo transparente. Cotton pode ver tudo como se fosse um raio-X.

– Mãe? – Blair perguntou – É você?

– Sou protetora de vocês com a aparência de Olivia, que hoje, está falecida. – Olivia respondeu – Não sou sua mãe, querida. Sua mãe está morta.

– Ela é rigorosa mesmo. – Cotton disse – Não se preocupe com ela. Ela está aqui para nos proteger.

– Não atingiu nenhum órgão. Foi um ferimento leve. – Cotton concluiu – Mas é preciso dar pontos. Não tenho linha.

– Posso arrancar de minha blusa. – Travis concluiu – Aqui está.

Agulha? – Cotton perguntou.

– Meu vestido está preso com um alfinete. – Cassie disse – Toma.

– Agora Don está bem. – Cotton disse – Está com dor?

– Um pouco. – Don respondeu – Foi Mary quem me deu uma facada. A faca estava envenenada com a poção do amor. Agora, não poderei amar mais ninguém. Era isso que ela queria. Vingança. No fundo eu sempre soube que Mary nunca quis me matar. Apenas... vingança...

– O que iremos fazer agora? – Cassie perguntou. – Don, eu sei que você é meu pai!

– Eu, Karine e Travis voltaremos. – Blair concluiu – Meu pai e muitas outras pessoas estão correndo perigo e isso tudo é por causa de sua mãe, Cassie. Nós iremos matá-la.