A Saga Acorde-me: Desperta-me
3 Capítulo 3 - Fantasmas Ágeis
– Andra? – Anna perguntou abrindo a porta – O que aconteceu com você?
– Aquela menina que veio aqui ontem me prendeu. – Andra concluiu – Ela jogou um corpo morto no banheiro e me prendeu aqui na cama.
– Corpo morto? – Anna perguntou indo até o banheiro do hotel – Meu Deus! É a... É a Bethany!
Alguns minutos depois, todos estavam no térreo do prédio onde ficava o hotel. Ollie estava assustado, e Andra estava no canto dando o depoimento.
– Eu só vi alguém entrando e jogando ela no banheiro, depois me jogou em um canto onde bati a cabeça e acordei presa. – Andra dizia – Foi as piores horas da minha vida.
– Fique tranquila, Sra. Haranda, tudo ficará bem. – o policial disse – Vamos até a delegacia. Lá conversaremos melhor.
Andra entrou na viatura policial, enquanto Anna conversava com Travis e Amy.
– Estou com dó de Bethany. – Anna concluiu – Vocês tinham que ver o que eu vi. Bethany estava cheia de sangue.
– Você... A sua amiga... Disse quem entrou lá? – Amy perguntou.
– Sim, ela disse. – Anna concluiu – O fantasma de Kristen.
– O que? – Travis perguntou.
– Sim. Foi ela quem entrou lá e foi ela quem matou Bethany. – Anna concluiu – Iremos descobrir tudo. Fique tranquilo.
Dias depois...
– Eu tenho mesmo que ir, pai. – Blair concluiu – Minha mãe precisa de mim em Harris. E eu já vou começar a faculdade.
– Tudo bem, filha. – Ollie concluiu – Eu te levo até o aeroporto.
– Quando sairá os papéis de Bethany? – Blair perguntou.
– Amanhã terei que buscar na delegacia. – Ollie concluiu – Já faz quase um mês que ela se foi e até hoje não encontraram o assassino.
A campainha tocou, e Blair foi até a porta atender. Era Amy e Travis.
– Amy? – Ollie perguntou com os olhos arregalados.
– Olá, Sr. Scott. – Amy disse – Como vai você?
– Você... está viva? – Ollie perguntou.
– Ela nunca esteve morta, pai. – Travis falou – Esteve presa.
– Presa... presa por quem? – Ollie perguntou estremecendo.
– Por Bethany, pai. Foi ela quem prendeu Amy. – Travis disse.
– Mas seus pais já te viram? Você já contatou os policiais? – Ollie perguntou.
– Meus pais já sabem, mas eu não irei dizer nada para os policias. Isso não será bom. – Amy concluiu – Sr. Scott, jure por seus filhos que não irá contar para ninguém.
– Não. Não irei. – Ollie disse – Só estou um pouco surpreso. Há quanto tempo você voltou?
– Exatamente eu não sei, mas faz quase um mês. – Amy concluiu.
Harrisburg, dia seguinte.
– Olá, mãe. – Blair disse – Até que enfim! Que viagem demorada.
– De ônibus não demora tanto. – Sophia concluiu – De avião o voo faz muitas escalas, por isso demora. O que você me conta de bom de Winter?
– Bethany está morta e enterrada no mesmo cemitério que minha mãe. – Blair disse.
Sophia ficou parada, olhando para Blair. Em alguns segundos, ela caiu para trás.
– Não deixe ela morrer, por favor! – Blair pediu ao médico depois que a ambulância chegou – Já perdi uma mãe, e não quero perder a outra.
Winterbrook...
– Que bom que você veio. – Mary disse.
– Eu também te amo, Mary. – Duvur falou – Mas... Agora precisamos conversar sobre o nosso “assunto particular”.
– Claro que devemos. – Mary concluiu – Já que foi a gente quem matou minha sobrinha maravilhosa.
– Jane não pode ficar sabendo que foi a gente. – Duvur disse – Ela acha que Kristen está em um intercâmbio.
– Mas foi Kristen quem matou Bethany. – Mary disse – Até alguns dias atrás, eu não sabia que fantasmas fossem capaz de matar.
– Fantasmas mortos no 3º Mundo são ágeis. – Duvur disse – Meu pai era muito esperto e ainda foi depois que morreu até eu resolver faz o processo de purificação.
– Você precisa fazer isso com o fantasma dela. – Mary concluiu.
– Não posso. Não estamos mais no local que ela morreu. – Duvur disse.
Casa de Ollie...
– Vamos brindar por mais este dia vivido. – Cassie disse.
– Você sabe que eu lhe amo, não sabe? – Ollie perguntou a Cassie – Você é meu verdadeiro amor.
– Oi, galera. – Eliza disse entrando – Olha quem chegou!
– Cotton! Otavio! – Ollie disse se virando – Quanta saudades. Onde você teve nesse tempo?
– Em casa. Você que não foi visitar seu próprio filho. – Cotton concluiu – Tive que tomar uma atitude, concorda comigo?
– Quem é essa? – Cassie perguntou.
– Ela e Olivia estavam juntas antes de Olivia morrer. – Ollie concluiu – Agora, ela cuida de Otavio, meu filho.
– Seu nome é Otavio? – Cassie perguntou – Lindo nome.
– Obrigada! – Cotton disse.
– Não é você que tem que dizer obrigada, querida. É o pai da criança. – Cassie concluiu.
– Mãe, não fale assim com Cotton. – Eliza pediu – Ela também ficou comigo nesse tempo que você não esteve por aqui.
– Desculpe-me, Cotton. – Cassie pediu – Falei por impulso. Estou nervosa por ter voltado com meu grande amor.
Casa de Amy...
– Alô? Hunter? – Amy perguntou – Até que enfim encontrei seu número. Por onde você anda?
– Oi, gata. – Hunter disse – Estou dando uma volta por Las Vegas. Você já foi embora faz um tempo, hein?
– Faz um mês que voltei, Hunter. – Amy disse – Vou ter que desligar. Não se esqueça. Eu te amo!
Amy desligou seu telefone e colocou em baixo da almofada.
– Estava falando com alguém? – Amber, a mãe de Amy, perguntou.
– Com Travis, mãe. – Amy concluiu – Algum problema?
– Você não pode ficar fazendo ligações quando está morta para a sociedade. – Amber disse – Se alguém descobrir, Winter inteira ficará sabendo e não será uma coisa boa. Vão falar que nós somos uns mentirosos.
– Não irei contar para ninguém além de vocês, as pessoas que amo. – Amy concluiu – Fique tranquila, mama, pois eu estarei segura agora.
Casa de Jane...
– Você sabe o que aconteceu com Don? – Mary perguntou.
– Sim. Eu sei. E sei bem. – Duvur concluiu.
– O que aconteceu com ele? Foi algo grave? Uma pancada forte? – Mary perguntou.
– Don não está morto, Mary. – Duvur disse – Ele está vivo. E bem vivo.
– Mas, onde? – Mary perguntou.
– Ele está no ano de 1958. – Duvur concluiu – Na época que ele era um pequeno bebê.
Continua em Breve
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