A Saga Acorde-me: Alvoreça-me
17 Capítulo 17 - Talvez Seja Um Final Feliz
– Sim. O Pote irá se quebrar! Grace será testemunha! – Sophia disse.
– Oh, não. Uma visão! – Blair falou – Sophia, continue!
– Eu já disse que não posso. Pensei que essas visões loucas nunca mais iriam voltar. – Sophia bufou – Pote, meu Deus? Quem é Grace?
– Grace é uma amiga minha e de Travis que mora no Alaska, são vizinhos de minha falecida avó Jussara. – Blair concluiu – Agora, ela e o irmão, Max Weeka, estão aqui, em Harrisburg, estudando.
– Mas você formará na faculdade já no próximo mês, e só agora eles estão começando? – Sophia perguntou.
– Sim. Na cidade onde eles moravam, no Alaska, as coisas não eram tão simples. Era difícil chegar ao supermercado. O pai deles era um rico fazendeiro, porém, não sabia usar o dinheiro que ganhava. – Blair concluiu – Sempre foi muito protetor, não sei como deixou eles virem até aqui.
– É o destino Grace estar aqui. Ela precisa... ajudar nós, ou não. Eu ando sonhando com essa garota desde quando você foi presa, eu sabia que as visões iriam voltar logo depois, porque da primeira vez, foi assim que aconteceu. – Sophia disse – Onde ela está? Precisamos falar com ela!
– Precisamos rezar por Cotton. Ela está passando por uma cirurgia e meu pai está no hospital junto de Travis e Karine, esperando alguma resposta. – Blair disse – Eu vim te buscar para irmos até lá, só se você quiser. Se não quiser, ficamos aqui, assistimos a um filme até recebemos alguma notícia.
– Vamos até lá. Cotton é uma grande amiga. – Sophia disse – E além disso, o seu pai a ama. Precisamos ir mesmo até lá.
Um tempo depois, hospital...
– Olha só. O médico está vindo até aqui. – Ollie disse – Ela está bem, doutor? Ou aconteceu algo ruim?
– É um final feliz, afinal. – o médico disse – Cotton passou bem durante a cirurgia, e agora está em observação. Mas... temos que dizer uma coisa que talvez vocês não vão gostar.
– O que, doutor? – Ollie perguntou.
– Cotton acordou durante a cirurgia... e disse algumas palavras. E eu anotei o que pensei ter escutado. – o médico disse – Querem o... papel?
– Lógico. – Ollie disse entregando Otavio para Karine e levantando da cadeira – Onde está, doutor?
– Aqui. – o médico disse entregando o papel a Ollie – Faça bom uso. Aconselho que vocês vão para casa, apenas um fique aqui. Já é madrugada, e Cotton está bem.
O médico virou as costas e entrou novamente da sala onde tinha saído e Ollie leu o que estava escrito no papel.
– O que é, pai? – Travis perguntou – É algo ruim, ou bom?
– “A felicidade nos traz coisas boas, a Irmandade está plena...mas o fim está chegando. Coisas perigosas estão chegando. ”
– Cotton agora é uma vidente? – Blair perguntou.
– Acho que não é isso. – Karine retrucou – É algo sobre felicidade. Ela pode ter sonhado, e alguém ter dito isso para ela no sonho.
– Eu já ouvi essa frase em meu sonho. – Sophia concluiu – É quem a citou foi... Bethany, toda vestida de branco... E logo depois, ela ficou com uma roupa preta, quando disse “perigo”. Eu quis acordar, mas eu não conseguia. Então Bethany levou um tiro, e quando olhei para a pessoa que tinha a dado um tiro... Acordei sem saber quem era a pessoa.
1º Mundo...
– Antes de qualquer situação, respire fundo e aperte suas mãos umas nas outras. Tente flutuar entre suas memórias ou ler a mente das pessoas. Se você descobrir o que está acontecendo antes de agir, tudo ficará bem. – Don disse – Não é mesmo, Jane? Não é assim que te ensinei quando era mais jovem?
– Sim, e foi assim que aprendi. – Jane falou – Acabei de receber a notícia que tudo ocorreu bem na cirurgia de Cotton. Pode se sentir culpada por ter a machucado, Cassie, mas não por tê-la matado.
– Graças a Deus! – Cassie disse – Ufa. Menos um peso para carregar nas costas.
– Como assim, minha filha? – Don perguntou.
– Eu estou com a consciência muito pesada. Eu fiz Ollie ficar comigo, sendo que ele não queria. Eu devia ter deixado ele escolher. – Cassie falou – Se eu tivesse deixado e não fosse tirar satisfações com ele, nada disso teria acontecido e Cotton estaria realmente bem.
Harrisburg... Dia seguinte...
– Alô? Travis? É você? – Grace perguntou.
– Olá, Grace. Sim, sou eu. – Travis retrucou – Temos que nos encontrar...
– Travis? Com quem está falando? – Karine perguntou entrando na casa de Sophia.
– Tenho que desligar. – Travis disse — Oi, Ka. Com meu pai. Ele disse que chegou bem em Nova York.
– Ele já foi? – Karine perguntou – Ah, porque?
– Eliza estava perdendo muita aula. – Travis respondeu – Mas eles voltam no próximo final de semana, talvez. Me pediu para ficar aqui para buscar Cotton quando ela levar alta.
– Otavio ficou com quem? – Karine perguntou.
– Está com a babá, na casa de Cotton. – Travis respondeu – Eu preciso resolver alguns negócios na filial da empresa que trabalho em Nova York aqui, então, você pode esperar para jantarmos, ao invés de almoçarmos?
– Sim. Claro que posso. Só que eu não sabia que existia uma filial da empresa aqui. – Karine falou – Mas tudo bem, não é mesmo...
– Sim, existe. Irei trabalhar aqui como gerente de custos, logo quando eu terminar o estágio em Nova York. – Travis sorriu – Vou e volto bem rápido. Você não se importa, certo?
– Pode ir. Vou ficar aqui esperando Sophia e Blair chegarem do hospital. – Karine disse – Até, Travis.
Eles se beijaram e Travis entrou no elevador. Karine correu e desceu as escadas, ainda sentindo dor nas pernas por causa de seu acidente. Travis entrou em seu carro e Karine subiu em sua moto que havia comprado há alguns dias. Travis entrou em um restaurante e se sentou ao lado de Grace, e Karine presenciava tudo.
– Olá, lindo. – Grace disse – Sabe como consegui seu número?
– Não. Só quero lhe beijar. – Travis disse beijando-a – Você está mais linda hoje do que ontem.
Do lado de fora do restaurante, Karine chorava e enquanto limpava suas lágrimas, subia em sua moto de volta a casa de Sophia. Na verdade, aquilo não era um final feliz, afinal. Era um final triste que ninguém queria ter. Mas talvez não fosse o final para Karine e Travis...
Continua...
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