A Saga Acorde-me: Alvoreça-me

7 Capítulo 7 - A Mentora


– Ela está demorando. Já faz oito horas. – Blair disse – O que será que aconteceu?

– Tem as escalas do voo. Hawaii é bem longe de Harrisburg, Blair. Acalme-se. – Cassie disse – Eu devia estar em Nova York trabalhando e estou aqui apenas para ajudar sua mentora. Você já passou na mão de tantas.

– Isso é verdade. – Blair concluiu – Primeiramente, Bethany. Depois, Kristen. Agora, Karine. Não quero perder ela também.

– Se depender de mim, você não vai. – Cassie concluiu — Vou tentar ligar para ela. Talvez ela já desceu do avião e está no táxi vindo para cá.

– Ka? – Cassie perguntou – Onde você está?

– No táxi. Estou chegando na casa de Sophia. – Karine respondeu – Eu preciso muito contar uma coisa que aconteceu para vocês.

– O que foi, Karine? – Cassie perguntou – Karine, você está aí?

– SOCORRO! ME AJUDE! – Karine gritou do outro lado da linha – Quem é você? Cassiane??

A ligação caiu, Cassie, desesperada, tentou ligar de novo, e só caia na caixa postal.

– Posso dizer algo? – Cassie perguntou – Acho que Karine morreu.

– Vamos para o caminho do aeroporto até aqui. Talvez encontramos Karine. – Blair disse – Vamos. Rápido.

Blair entrou na direção, enquanto Cassie, no banco do passageiro. Ollie não desceu o elevador a tempo, e ficou com Sophia e Eliza ali.

Rapidamente, Blair e Cassie chegaram e encontraram um acidente. Só havia Karine dentro do carro do táxi, o taxista, não estara ali.

– O que aconteceu, policial? – Cassie perguntou.

– Foi um acidente. O taxista deu um tiro na passageira e... fugiu. – o policial respondeu – Você é parente da vítima?

– Não. Eu não sou. Ela é. – Cassie disse apontando para Blair.

– Oh não. O que será que aconteceu com Ka? – Blair perguntou chorando – Eu quero Karine de volta!

– Desculpe-me, senhorita, mais ela não está morta. – o policial disse – O tiro passou de raspão e o acidente apresentou com ferimentos leves. Fique tranquila. “Ka” está bem.

– Isso é sério? – Blair perguntou – Karine está mesmo bem? Não posso acreditar! Graças a Deus.

– Quem irá com a ambulância? – o policial perguntou.

– Eu vou. – Blair concluiu estremecendo – Cassie, você vem atrás no carro de Sophia.

– Tudo bem. – Cassie disse – Nós iremos descobrir o que Karine queria dizer.

Alguns minutos depois... Hospital...

– Os ferimentos foram leves, mais o que quer que Karine South estava esperando, ela perdeu. Não há mais um feto. – a doutora disse – Espero que esteja tudo bem para vocês.

– Sim, está. – Blair retrucou – Eu já posso falar com ela?

– Sim. Uma por vez. – a doutora concluiu.

– Eu irei primeiro. – Cassie disse – O assunto que tenho a tratar com ela é maior do que o seu, Blair. Desculpa.

Cassie entrou no quarto e se aproximou de Karine.

– O que você iria me falar mais cedo quando sofreu o acidente? – Cassie perguntou – Eu preciso saber.

– Eu iria te falar e aquela taxista me atacou. Eu não irei arriscar minha vida e de meu bebê novamente. – Karine concluiu – Não mesmo.

– Não há nenhum bebê dentro da sua barriga, Karine. – Cassie concluiu – Nunca teve. Era um fantasma ágil querendo lhe matar.

– O que? – Karine perguntou – Claro que era um bebê. Só que eu não sabia o sexo ainda mais... isso é o de menos.

– Robert não pode ter filhos. Você não percebeu isso ainda? – Cassie gritou – Largue de burrice, Karine. Acorde para vida.

– Eu preciso descansar. Desculpe-me. – Karine disse – Estou fraca. Cada vez mais.

– Me conte o que iria dizer naquela hora. – Cassie gritou – Agora, Karine. A-G-O-R-A.

– Não. – Karine disse – Eu não irei... contar.

Cassie saiu revoltada do quarto.

– Sua vez. – ela disse – Vê se tira algo dela. Parece que a boca dela virou um túmulo.

Nova York...

– Soube que Karine não morreu... – Carly perguntou – Eu também queria que ela morresse. Blair iria ficar triste igual quando eu fiquei quando Alison se foi.

– Ainda pensando em Alison? – o “Chefe” perguntou – Largue de pensar nela. Precisa pensar em nossos planos.

– Eu amava Alison. Já lhe disse isso várias vezes. Não me mande esquecê-la novamente. – Carly gritou – NUNCA!

– Desculpe-me, chefe. – o “Chefe” disse – Eu também te amo, Carly. Você sabe muito bem disso.

– Mais você é uma fantasma, chefe. – Carly concluiu – Eu sei que você é a Alison, a Alison que eu amo, mais não é ela viva. É apenas um fantasma ágil que acha que manda em mim.

– Na verdade, é você quem me pediu para te mandar. – Alison concluiu – Eu sou o “Chefe”. E nós iremos nos vingar de Blair por tudo que ela fez.

Harrisburg...

– O que ela disse? – Cassie perguntou.

– Não quis me contar nada, também. – Blair respondeu – Ela vai levar alta amanhã. Vamos para casa.

– Sim. Vamos. – Cassie concluiu – Agora. Eu não quero mais falar com Karine. Odeio quem esconde coisas de mim, e ela escondeu. Karine não merece nossa atenção, Blair. Ela precisa ser removida da Irmandade.

– Claro que não. Não diga isso novamente. – Blair disse – Ela é minha mentora. Ela quem mantém meus poderes em ordem.

– Sim. Ela é a mentora silenciosa, isso sim. Poupe-me, Blair. É eu quem comando a Irmandade agora na ausência do meu pai. Se eu quiser, ela sairá sim. Quem manda sou eu. – Cassei gritou – Agora vamos. Não estou com tempo para “conversinha”. Você ficou uma hora e meia com Karine. Parece que nunca conversou com ela.

– Porque está falando assim comigo, Cassiane? – Blair perguntou arregalando os olhos – Quem você acha que é? Minha mãe? Nem minha madrasta você é, pelo fato de meu pai atualmente estar com você apenas por causa de Eliza. Ele queria estar aqui, morando com Cotton e Otavio, mais você nunca deixa ele em paz, não é mesmo?

– Isso que você disse é verdade? – Cassie perguntou – Seu pai... gosta mesmo de Cotton?

– Sem nenhuma dúvida. – Blair respondeu rapidamente.

As lágrimas saiam dos olhos de Cassie junto com as fortes batidas de seu coração. Pela primeira vez, ela realmente se sentiu trocada.