A Saga Acorde-me: Alvoreça-me

6 Capítulo 6 - Sinto Sua Falta


– Eliza! Minha filha! – Cassie disse abraçando-a – Que bom que você voltou. Por onde esteve?

– Foi só sete dias, mãe. Uma semana. – Eliza falou – Com uma amiga de Blair.

– Que amiga? – Ollie perguntou arregalando os olhos.

– Carly Meredith. – Eliza disse – A Carly.

– Eu me lembro. Blair não é amiga dela faz tempo, Eliza. – Ollie disse – Essa garota mentiu para você.

– Tudo bem, pai... – Eliza concluiu – Vocês descobriram algo a mais sobre os livros de Olivia?

– Nem procuramos no tempo que esteve fora. – Cassie disse – Minha filha, ficamos muito preocupados. Fomos até na delegacia.

– Pai... – Eliza falou – Você tem uma fazenda chamada “Porão dos Campbell” há 120km daqui?

– Sim, tenho. Na verdade, a fazenda é de Cassie. – Ollie concluiu – Carly lhe contou a história quando Blair a prendeu nessa fazenda?

– Sim, contou. – Eliza falou – Eu queria ir a Harrisburg e levar Carly comigo para nós podermos conversar com Blair.

– Nós vamos. – Ollie falou – Deixe só amanhecer.

– Ah, pai... e sobre a fazenda... foi lá que ficamos nesse meio tempo. – Eliza falou.

No dia seguinte, Ollie, Cassie, Carly e Eliza foram a direção de Harrisburg, chegando antes do entardecer. Blair não estava em casa, e Sophia contou a Cassie sobre tudo que aconteceu no Hawaii, e Cassie contou a Sophia que Travis tinha começado o intercâmbio no Texas, e que ele, por sorte, conseguiu morar junto com Joseph.

– Blair chegou. – Sophia disse – Ela já está subindo.

Quando Blair chegou a e abriu a porta, deparou com todos sentados na mesa, e Carly em pé.

– Carly? – Blair perguntou – É você?

– Sou eu sim, Blair Lauren. – Carly concluiu – Sentiu minha falta?

– Faz quantos anos? Nove ou dez? – Blair perguntou abraçando Carly – De onde você surgiu, garota? Do portal do tempo?

– Eu estava em Nova York e encontrei com seu pai. – Carly exclamou – Ele me trouxe até aqui. Que falta eu estava sentindo de você.

– Onde está Alison? – Blair perguntou – Também em NY?

– Na verdade, não. – Carly concluiu – Está no cemitério de Hillrer.

– Quem da família dela faleceu? – Blair perguntou.

– Ninguém. Foi ela quem morreu há dois anos e está enterrada lá. – Carly falou.

– Meus pêsames. Vocês continuaram amigas depois daquilo? – Blair perguntou – Nunca mais tive notícias suas ou de Ali.

– Nós voltamos a nos falar e logo ela deu um câncer terminal e se foi. – Carly falou – Eu sinto muito, muito a falta dela.

– Nossa. Sinto muito mesmo por isso. – Blair disse – Sente-se para conversarmos melhor.

– Não temos tempo para conversas, Blair. – Cassie disse – Precisamos saber o que está escrito no segundo livro. Karine pode correr perigo e o filho que ela está esperando também.

– Eu descobri algumas senhas da minha mãe, de cofres ou coisas do tipo. – Blair falou – Está tudo anotado nesse papel. Você pode tentar.

– Mas você é quem tem que falar. – Cassie disse – Você é a filha.

– Eu já falei todas as senhas. – Blair falou – Esse livro é o mais recente. Minha mãe lia ele enquanto meu pai traia ela. Talvez quem tenha que falar é a “amante”.

– Salve Blair? Travis is my hero? – Cassie falou.

O mesmo vento de um mês atrás entrou no livro, e desbloqueou todas as páginas. Depois de ler todas as páginas, Blair chegou a uma conclusão.

– Karine está morrendo. – Cassie exclamou – Não é um bebê quem está dentro dela. É um... é um... fantasma ágil.

– O que estão fazendo? Quem é Karine? – Carly perguntou.

– Não é nada de importante. – Blair concluiu – Quando irão voltar para NY?

– Hoje mesmo. – Ollie concluiu – Amanhã eu trabalho.

– Mas como iremos avisar Karine? Ela bloqueou os nossos números. – Sophia disse – Eu nem mais visões estou tendo com medo dela.

– Fantasmas ágeis matam pessoas sem deixar vestígios. – Cassie concluiu – Se for assim, Karine vai morrer em alguns meses.

– Não podemos consultar nenhum. Não a magia da Irmandade aqui para algum fantasma aparecer, não é mesmo? – Blair perguntou – Mande uma mensagem do seu telefone, Cassiane. Por favor. Karine é minha mentora e ela não pode morrer.

– Não estou entendendo nada que vocês estão falando. – Carly concluiu – Traduza para mim, Eliza.

– Você acha que eu sei o que é? – Eliza perguntou – Não sei igual a você. Sou da Irmandade, mais ainda sou criança.

– Eu sou da Irmandade e não estou entendendo nada. – Carly disse – Não sei porque.

– Você é da onde? – Blair perguntou – Irmandade?

– Sim. Sou. – Carly concluiu – Meus pais são e herdei isso deles. Estão mortos agora, em Winter.

– Oh não. – Blair disse – Amy, a ex-namorada de Travis, veio para Harrisburg, e depois, resolveu voltar, e pulou o muro.

– Tem jeito de pular o muro? – Carly perguntou – Eu não acredito!

– Sim. Há uma forma. – Blair respondeu – Mas você não entra em Winterbrook viva.

– O que iremos fazer a respeito de Karine? – Cassie perguntou – Eu não irei perguntar novamente. Irei agir sozinha.

– O que você pretende fazer? – Ollie perguntou – Matá-la antes que o fantasma a mate?

– Claro que não. Quero que Karine saia viva dessa. – Cassie disse – Quero saber o envolvimento que minha mãe tem com isso também.

– Você acha que Mary está viva e tem alguma culpa nisso? – Ollie perguntou – Você acha mesmo?

– Não tenho dúvida alguma, Ollie. Blair e Travis não mataram ela a três anos atrás. – Cassie exclamou – Se ela estiver viva, vai querer vingança novamente e dessa vez não teremos outra escapatória.

– Eu preciso fazer algumas coisas em NY. – Carly disse – Vou pegar um ônibus para ir embora. Talvez vocês querem ficar mais.

– Você não quer mesmo esperar? – Blair perguntou – Eles não irão demorar. Só iremos resolver o que fazer com Karine.

– Tudo bem. Eu vou de ônibus mesmo. Fique tranquila, está tudo bem. – Carly disse – Até mais, pessoal. Tchau, lindinha.

Eliza abraçou Carly, que depois saiu pela porta da frente.

– Ela estava sumida. – Blair concluiu – É estranho ela voltar agora e dizer ser da Irmandade.

– Alô? Karine? – Cassie perguntou – Então, minha cara, precisamos muito conversar.

– Diga, Cassiane. – Karine falou do outro lado da linha – Aconteceu alguma coisa com Blair?

– Vai acontecer “alguma coisa” com você se não vier para Harrisburg agora. – Cassie falou – Isso não é um pedido. É uma ordem!

Enquanto isso, ponto de ônibus...

– “Chefe”? – Carly perguntou – Me leve a Nova York.

Carly abriu os olhos na casa do “Chefe”, em um bairro nobre de Nova York.

– Então, o que descobriu? – o “Chefe” perguntou.

– Pois bem. Há uma garota, chamada Karine, que Cassie disse que irá morrer. – Carly disse – Porque há um fantasma ágil agindo dentro dela.

– Há tanto tempo não ouço falar de fantasmas ágeis. Pois bem. Será muito bom ver Karine morrer. – o “Chefe” falou.