A Saga Acorde-me: Alvoreça-me

14 Capítulo 14 - Equipe WW


Travis. Precisamos conversar. – Karine falou – É muito importante para ser deixado de lado.

– O que foi, Ka? – Travis perguntou – Pode me dizer.

– Quando sofri aquele acidente, quando levei um tiro do taxista, sabe...? – Karine perguntou – Então...

– O que aconteceu, Karine? – Travis perguntou – O que você tem para me contar?

– Ele me disse uma coisa, e eu não quis contar nem para Cassie nem para Blair o que ele havia me dito. – Karine falou – Eu quero te contar o que ele me disse.

– E o que foi que ele falou? – Travis perguntou.

– Eu nunca serei capaz de esquecer o que ele falou. Aquilo me atormenta há muito tempo. – Karine concluiu – “O mal está chegando devagar. Alguém irá se vingar”.

– “Alguém”? Alguém quem? – Travis perguntou – Se vingar do que?

– Você e Blair meio que mataram Mary, a mãe de Cassie, e agora, não há mais nem um pingo de chance de Mary voltar a viver porque Don usou as cinzas para livrar Cassie de dentro do espelho. – Karine disse – Eu consegui ler a mente de Cassie. Ela está planejando um plano para se vingar de todos nós, um por um, devagar, para que ninguém perceba.

– Por quem ela vai começar, então? – Travis perguntou.

– Cotton. Ela quer matar Cotton para que a mesma saia do caminho dela. – Karine falou – Cotton não tem culpa de nada disso. Ela não pode morrer assim.

Delegacia...

– Então, doutora, mas, Winterbrook foi atingida pela maldição e todos que viviam lá morreram. – Ollie concluiu – Nós saímos a tempo, mas, você estava lá ainda.

– As pessoas que não pertenciam a Irmandade foram levadas dali. Eu acabei parando em Minnesota, e de lá, vim para cá junto de Wash. – Wennie concluiu – Wash também parou em Minnesota, mas, nós viemos para cá porque sabíamos que você e todos os outros estavam aqui, mais não os encontramos para dar notícias sobre o que vimos lá.

– E o que exatamente viram? – Ollie perguntou.

– Depois que o muro se ergueu novamente, todas as casas sumiram, junto das pessoas que eram membros da Irmandade. Quando abri meus olhos novamente, eu pude ver um campo verde, cheio de vacas, apenas isso. Tinha mais pessoas além de mim e de Wash, só que, eram, pessoas normais, nada de Irmandade. Hunter estava com os pais de Amy, porém ela e a filha não estavam. Tinham duas garotas, Anna e Andra, e outras pessoas. – Wennie falou – Mas eu andei pensando e essas pessoas podem ter ido há algum lugar, só que não sabemos onde.

– Eu conheço Anna e Andra. – Ollie disse – Você sabe para onde elas foram?

– Andra é irmã de Hunter, então, todos eles voltaram para Las Vegas junto dos pais de Amy. – Wennie disse – Uma pessoa que não vi foi Jane, irmã de Mary. Pensei que ela não fosse da Irmandade...

– Sim, ela é, mas está a salvo. – Ollie disse – Obrigado, Wennie, mas agora, preciso pagar a fiança de minha filha. Depois nos encontramos.

– Blair foi presa? – Wennie perguntou – Ou a pequena Eliza?

– Blair Lauren. – Ollie confirmou – Mas ela não cometeu nenhum crime... era Susan voltando.

– Eu me lembro quando Travis levou Blair até meu consultório e... – Wennie disse – E me contou sobre a Irmandade e também sobre Susan no corpo de Blair.

– O que? Foi Travis quem te contou? – Ollie perguntou – Ele nunca me disse que levava Blair até seu consultório.

– Sim. Ela foi durante um tempo. – Wennie disse – Agora, vá pagar a fiança. Até mais.

– Até. – Ollie disse e Sophia também. – Esperem... Podem me levar até a casa de vocês?

Um tempo depois...

– Você aceita um copo d’água, Wenniest? – Blair perguntou.

– Sim, obrigada. Eu preferia um café, mas tudo bem. – Wennie concluiu – Pode ser água.

– Aqui também tem café, não se preocupe. Já estou voltando. – Blair disse – Sair da prisão me deu uma vontade de... realizar as vontades dos outros.

Blair foi até a cozinha e Wennie até o quarto de Sophia, na qual estava lendo um livro. Wennie voltou até a mesa da sala de estar e pegou uma faca que estava no prato de bolo e foi em direção a Sophia, e Blair segurou sua mão.

– O que é isso? Acha que sou... idiota? – Blair perguntou – Você não serve café em seu consultório porque tem uma “alergia a café”, não é mesmo, Doutora Wenniest? Porque queria matar minha mãe?

– Que susto eu levei. – Sophia bufou – Eu nem tinha percebido que Wennie estava vindo.

– Alô? Pai? Chame a polícia. Wennie acabou de tentar enfiar uma faca de sobremesa em minha mãe. – Blair disse – Ande rápido. Ela pode ser esperta.

– Eu só queria me certificar se Sophia não é imortal. – Wennie falou – Perdoa-me, Blair. Não foi a intenção.

Mais tarde... Delegacia...

– Você ficará presa aqui até vermos o que iremos fazer. Wash ainda não chegou, e já que você é namorada dele... – Ollie disse – Onde conheceu Wash? Você sempre foi solteira, nunca imaginei que arrumaria um namorado com uma idade tão abaixo da sua.

– Você quase se casou com Bethany Sorenson que tinha idade para ser sua filha, Ollie Scott. Não me julgue, por favor, olhe para você primeiro. – Wennie disse – Wash com certeza já está chegando, e como eu o conheci, não é da sua conta.

– Uma psicóloga dando mal resposta em um cliente de longa data, não é mesmo? Ainda bem que Winterbrook não existe mais, porque se existisse, eu colocaria fogo em seu escritório com você lá dentro. – Ollie disse – Tenho que me retirar. Até mais, querida Wenniest.

Minutos depois...

– Como você demorou! Me tire logo daqui. – Wennie falou – Eu tentei matar Sophia como você pediu, mas você mesmo sabe, nunca é simples matar alguém que pertence a essa “Irmandade”.

– Eu não tenho as chaves das celas, e o policial que tem, não está de plantão hoje. – Wash concluiu – Eu terei que usar meus poderes.

Uma luz saiu das duas mãos de Wash e atingiram a porta de ferro da cela, que abriu rapidamente. Wennie saiu de dentro da cela ajeitando seu cabelo meio grisalho, e arrumando seu paletó.

– Obrigada, policial. – Wennie disse – Ainda somos a equipe WW?

– Sim, porém, eu não sou mais policial. – Wash concluiu – As câmeras já gravaram e arquivaram isso. Temos que fugir rapidamente.

Continua...