A Ruiva (o)

5 Me senti estranho em relação ao seu sorriso.


Notas iniciais
:) Oi Gente

Naquela manhã acordei com a voz do meu pai me chamando, meus olhos logo localização sua figura, em pé ao lado da minha cama.

—Vou lá pra fora, quer ir junto ?

Ir lá pra fora; Eu sabia o que significava.

—Vou.

Respondi já me sentado na cama, logo meus olhos focaram em Oliver que estava deitado no chão ao lado da minha cama, sobre um colchão o mesmo se cobria até os ombros com um cobertor.

—Pai ... Ele pode ir junto.

Pergunto ao meu pai que ainda me aguardava dentro do quarto, mas já estava perto de sair pela porta do mesmo.

—Você vai ficar responsável por ele.

Foi só que ouvi antes dele desaparecer pelo correr.

Sentado em minha cama enquanto ajeitava meus cabelos que estavam bagunçados, comecei a cutucar Oliver com meu pé.

O mesmo apenas se encolheu mais um pouco debaixo da coberto enquanto murmurou algo que não consegui entender.

—Ei Oliver.

Com meu dedos do pé peguei um pouco de pele de seu pescoço, Oliver abriu olhos e me lançou um olhar bravo como aviso, naqueles quase 27 dias de convívio eu já sabia diferencias seus olhares, pelos menos alguns deles, pois outros só serviam para me deixar confuso.

—Vamos ir lá pra fora, quer ir junto ?

Oliver deitou novamente a cabeça no travesseiro.

Revirei os olhos e logo me voltei para outro lado da cama, para calçar meus all stars.

—Fora... O lado de fora dos muros ?

Me deitei a travessado na cama, de barriga pra baixo, logo observei Oliver me encarar com seus olhos verdes sonolentos.

—é... Sabe pra chegar a redondezas.

Sorri enquanto observava Olive chutar do cobertor para enfim se livrar do mesmo.

—Vamos ficar muito tempo lá fora ?

Pelo seu olhar pude ver uma pitada de medo, Oliver estava com receio de ir para o lado de fora, tive vontade de tirar o convite, mas não fiz.

—O necessário... Vou esperar lá em baixo.. Não demora.

Avisei a ele quando me apressei para sair daquele quarto, quando me dei conta que olhei tempo demais para o garoto em minha frente.

Desci as escadas balançando a cabeça em negativo, na tentativa de afastar pensamentos que a cada dia se tornavam cada vez mais estranhos.

—Pão carl.

Me aproximei do meu pai que apontava para umas fatias do pão de caseiro que provavelmente tinham o gosto forte de farinha.

—O outro vai ir ?

Apenas balancei a cabeça em positivo respondendo a pergunta de meu pai, mas não demorou muito para ter passos atrás de mim e demorou muitos menos para meu chapéu ser forçado contra minha cabeça.

—Você esqueceu lá em cima.

Dei um sorriso enquanto arrumava meu cabelo, os colocando mais para lateral do meu rosto.

Pelos contos dos olhos observei Oliver enfiar uma fatia daquele pão em sua boca e mastiga-lo como se fosse uma delicia.

Meus olhos rapidamente correram para meu pai quando me senti observado pelo o mesmo.

Rick tinha uma sobrancelha erguida.

De repente eu não sabia mais para onde olhar, então simplesmente deixei meu olhar sobre a mesa enquanto minha mão buscava uma fatia.

—Vou resolver uma coisa... 10 minuto no portão garotos.

—oks...você e seu pai brigaram ?

Meu pai mal tinha passado pela porta e Oliver já me venho com perguntas.

—Não...Você realmente tá gostando desse pão ?

Perguntei lhe encarrando de volta, Oliver logo desviou o olhar e bebeu um gole do café amargo, pois o adoçante não adiantava muito, digo por experiência própria.

—Melhor que passar fome...

Oliver sorriu e logo um sorrisinho se destacava em meu rosto.

—...Seu pai estava com aquela cara de 'vamos conversar.

Observei cada movimento de Oliver enquanto o mesmo prendia seus cabelos em um coque no centro da cabeça.

—Acho que vou cortar.

—porque?

Perguntei meio no automático.

—Tá muito comprido.

—Tá legal assim.

Levai a mão a boca a cobrindo, quando dei por mim que meu pensamento tinha tido sido feito em voz alta.

—Então você gosto do meu cabelo.

Oliver se aproximou de mim e me vi obrigado me afastar.

—Vou indo na frente.

—idiota.

Dessa vez eu deixaria passar, pois tinha mais necessidade de sair de perto de Oliver e dos alcance dos seus olhos.

[...]

Não tive surpresa nem uma, em ver Daryl junto de Rick em frente do portão enquanto conversavam.

Assim como não tive surpresa nem uma, em sentir logo os braços e pernas de Oliver me abraçando enquanto pulava em minha costa.

—Você tem pernas sabia.

O Ruivo estava pegando mania de se pendurar em minha costa, ele não perdia um oportunidade.

—E você tem braços sabia... Minhas pernas estão escorregando.

Segurei sua perna esquerda, dei uma apertada enquanto a erguia, pude jurar ter escutado um som estranho contra minha nuca.

Engoli em seco quando chegado perto do outros dois, deixei as pernas de Oliver escorregar e logo ele estava em pé ao meu lado, sendo observado por aqueles dois pares de olhos adultos que trocavam alguns olhares entre si.

—Vamos logo.

Meu pai trocou algumas palavras com o homem que estava de guarda e logo duas armas e duas facas foram entregue para nos.

Logo o portão estava fechado atrás de nós e eu tinha um faca e uma pistola em minha mãos.

A outra faca tinha sido em entregue para Oliver, que tinha os olhos verdes arregalados enquanto olhava ou tentava olhar para varias direções ao mesmo tempo.

—Relaxa moleque... Nem entramos na floresta ainda.

A fala de Daryl só serviu para deixar Oliver ainda mais tenso.

—Não se afastem.

Apesar de meu pai ter falado no plural, ele olhava exclusivamente para mim.

Logo as costa de Rick e Daryl começaram a ficar distantes, uns dois metros talvez.

—Ei vamos.

Com um leve toque em seu ombro, Oliver finalmente olhou para mim e pude notar ele relaxando diante ao meu olhar.

[...]

Oliver tinha acabado de refazer seu coque, que tinha caído por causa dos movimentos brusco em enfiar a lamina da faca no cráneo apodrecido.

Eu ainda podia sentir os olhos dele em mim, olhando atentamente cada um dos meus movimentos, Oliver estava aparecendo uma daquelas câmeras que segue seus movimentos.

Ele estava conseguindo me deixar nervoso.

—O que você tanto me olha ?

Perguntei enfiando a minha faca no cós da calça e logo em seguida arremangando minha flanela a um pouco a cima dos cotovelos.

—Seu cabelo também da pra fazer coque.

Falou ele passando por mim e levando consigo meu chapéu.

—ei..

—Só quero vê como fica.. Vai

Pediu o ruivo escondendo meu chapéu atrás das costa, enquanto caminhava de costa em minha frente.

Mentalmente pedi que ele tropeçasse e caísse, eu iriar com vontade.

—Duas tartarugas lerdas.

A frase dita por Daryl foi como meus olhos voltassem a enxergar tudo em sua volta, pois por algum momento eu pude jurar que estava apenas eu e Oliver ali.

Meus pés pararam de se mover, minha mão tremou um pouco enquanto fazia o caminho até minha boca e queixo.

Gostando.

Apaixonado.

Como um pequeno filme, alguns momentos onde eu sentia coisas estranhas e Oliver sempre estava lá ou era o motivos delas.

Meus olhos que até então estava presos no chão, encontraram os pés dele e foram subindo pela pernas cobertas pela calça jeans preta, logo subiu pelo abdômen coberto por um camiseta azul escura de mangas curtas.

Seu rosto estava livre de qualquer fio de cabelo, por isso pude ver com perfeição, seus olhos verdes que pareciam sorrir para mim naquele momento assim como seus lábios que realmente sorriam para mim.

Lábios que não pareciam nem um pouco macio, mas estavam bem melhor des dá primeira vez que eu tinha visto.

—Se você não andar logo vai ficar pra trás Carl.

Meu nome saindo da sua boca, me deixava ainda mais tenso...confuso... Estranho.
...assustado.

Estar gostando de alguém era assustador.

Estar gostando do sorriso de Oliver era assustador.

Notas finais
Tchau gente :p