A Ruiva
1 Único.
Notas iniciais
Sentei na cama passando a mão no rosto, a Sala Precisa estava como foi solicitada, com uma grande cama confortável e com uma vela na mesa que se encostava ao móvel, ao meu lado estava agarota com o rosto sereno, acabei suspirando alto com os pensamentos no Baile de Primavera que me trouxe até ali, e ela se mexeu, com uma expressão sonolenta, percebi pela pouca luz que havia.
- Isso... É amor? – Ela mal acordou, nem se levantou e já me perguntou se era amor, muito típico.
- Calma meu bem, nem me conheceu, café primeiro. – Respondi dando uma leve risada, enquanto ela bocejava coçando os olhos azuis com lentidão, talvez o hidromel ou o vinho tivesse efeito afinal.
- Isso já aconteceu. – Seu tom tinha uma brincadeira no fundo. – Me arrependi, não quero de novo.
- Comigo também. Pode ficar calma. – Pisquei e ela se aproximou, deitando em cima do meu peito, mais tranqüila, passou os braços pela minha barriga, levantou a cabeça e sorriu pra mim.
- Scorpius, eu quero ver o sol! – Travei um pouco, seu sorriso ainda continuava o mesmo, eu comecei a passar a mão em seus fios cacheados com delicadeza, ela apoiou o queixo no meu tórax pra me olhar melhor.
- Você vai ver. – Não consigo falar pra uma pessoa com o sorriso desses, que ainda não amanheceu. Ela era tão linda, por isso eu não disse. — Pra vida inteira é muito tempo. – Comentei ainda com o cafuné, mudando o assunto e enrolando alguns cachos nos dedos, ela relaxou e deitou ouvindo meus batimentos cardíacos.
- Faz assim... – Sonolentamente disse. — Vamos tentar até amanhã, depois até quarta e deixa a vontade mostrar até quando. Você podia gostar de mim, um pouco...
- Não me pede pra gostar de você Rose, gostar tem que ser sem pedir, mesmo que seja sem querer. – Parei e passei mão na minha testa, tirando os fios loiros.
- Se você for embora, se cuida. Se não conseguir, vem pra cá, eu cuido de você. Não tenta disfarça, seus olhos cinza não mentem pra mim. – O seu corpo quente me deixou e foi para o outro lado virando ás costas pra mim e se encolhendo um pouco, parecia quase dormindo. – Eu quero ver o sol Malfoy...
- Já disse, você vai ver Rose.
- É Weasley. — O seu vestido de baile estava no chão com minhas roupas espalhadas por uma trilha que pessoas apaixonadas costumam fazer, como vou dizer que não lembrava o nome dela? Pra mim, só o primeiro era perfeito, sem pressões, sem famílias, sem problemas.
Deitei novamente abraçando-a por trás, sentindo-a ressonando e se reconfortando ao meu corpo. Moldes perfeitos. A analisei desde os cabelos, até a pele salpicada de sardas, depois o corpo e parei em sua boca que estava com um sorriso de lado, bem sutil.
- Como você quiser. – Falei em seu ouvindo, puxei-a delicadamente, e selei nossos lábios. Inalei o perfume de rosas, ironicamente, fechei meus olhos e deixei escapar meu próprio sorriso.
Como é que eu vou dizer pra uma ruiva cheia de sardinhas no rosto, que ainda é noite lá fora?
Por isso eu não disse.
Por isso eu nunca digo.
Notas finais
http://www.vagalume.com.br/soulstripper/a-ruiva.html
Espero que tenham gostado, deixem comentários, é minha primeira Scorose e quero tentar uma long com eles, sem dizer que é sempre bom saber a opinião de vocês ^^
Beijos;
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