A Royal Couple
8 O Governo e a Lei, enfim juntos...
Notas iniciais
A espera no hospital estava levado Mycroft à loucura. Havia passado algumas horas desde que a sombra da Rainha chegara ao hospital trazendo nos braços seu amado, ainda desacordado.
Sherlock e John também já havia chegado. O doutor estava tentando deixar o político mais calmo enquanto Sherlock mantinha-se calado, não queria começar a conjecturar sobre a saúde do Inspetor e deixar seu irmão ainda mais nervoso.
Alguns minutos depois o médico saiu para dar notícias e Mycroft praticamente encostou o doutor na parede:
– Como ele está? Por favor responda!
– Ele se feriu bastante, teve alguns rompimentos de vasos, mas, vai ficar bem!
– Graças a Deus!
– Devo apenas lhe avisar, Mr. Mycroft, que ele ficará bastante frágil por alguns dias, deve trata-lo com certa delicadeza...
– Ah... Claro, Entendo; ele será tratado com o maior cuidado.
Depois dos avisos, Mycroft pôde visitar Lestrade no quarto; vê-lo tão sensível em uma cama foi demais para o Holmes mais velho, mas só de saber que Lestrade não corria mais risco de morte, já lhe tirava um peso enorme do peito:
– Olá meu anjo que bom que acordou... Não sabe como me deixou preocupado!
– Perdão, meu anjo... Fui um inútil naquela casa.
– Não diga isso Greg, você não estava em condições de lutar naquela situação... Vamos esquecer isso; agora você precisa descansar... Durma agora – Disse Mycroft, beijando o rosto do inspetor calidamente e logo depois se afastando, mesmo sem deixar o quarto. Lestrade adormeceu enquanto segurava firmemente a mão do seu amado.
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Lestrade acordou quando a manhã já ia alta e instintivamente tentou levantar, mas foi prontamente impedido por Mycroft:
– Bom dia, Greg!
– Bom dia My... Você ainda está por aqui, pensei que já tinha ido trabalhar.
– Não... Você precisa de cuidados e eu não confio nessas enfermeiras rondando vinte quatro horas por dia; Anthea está me mantendo informado e eu estou resolvendo as coisas mais importantes por telefone.
– Ciúmes, My?
– Quem não ficaria?! Você já se olhou no espelho, Gregory; mesmo machucado e convalescente, basta um sorriso e você ilumina o quarto inteiro! – disse Mycroft vendo Lestrade corar, o que lhe fez sorrir.
– Quanto tempo vou ficar aqui?
– O médico disse que se eu tivesse cuidado, eu poderia te levar mais tarde... Mas esqueça isso agora; vou trazer seu café.
Os dois desfrutaram de um bom café encomendado por Mycroft, já que a comida de qualquer hospital não era necessariamente um item de desejo de pessoa alguma e Lestrade estava se recuperado muito bem.
À tarde, finalmente Lestrade pôde sair; Mycroft o ajudou a entrar no carro especialmente preparado para o inspetor. O policial passou o percurso inteiro recostado sobre o político, que o apoiava de forma firme, porém com o maior cuidado como se o detetive fosse feito de vidro.
Ao chegarem ao apartamento, Lestrade foi posto no sofá do flat, que estava repleto de almofadas. Mycroft o ajeitou no móvel e se certificou que ele estava o mais confortável possível.
Mycroft se ajoelhou próximo ao sofá e pousou a mão no rosto do policial:
– Está confortável o suficiente, meu bem?
– My... Está incrível... Você não precisa se preocupar tanto, só levei uma surra; estou meio dolorido, mas com uma bengala ou coisa do tipo eu posso andar tranquilamente... Você é tão ocupado; não quero ser um estorvo!
– Minha maior preocupação é você, meu caro. Claro que se for do seu agrado, providenciarei uma bengala, mas lembre-se que estarei sempre aqui para te ajudar; agora, deixe-me começar a fazer o jantar... Hoje não tem vinho pra você por causa dos seus analgésicos – Mycroft rumou em direção à cozinha rindo muito ao ver o beicinho de Greg quando escutou sua última frase.
O jantar foi incrível, cordeiro ao molho de tâmaras marroquinas; Lestrade sabia dos dotes culinários do seu namorado, mas se surpreendia a cada vez que ele ia para a cozinha.
Depois de um demorado banho juntos, foram para a cama; Mycroft estava pronto para dormir, mas Lestrade tinha outros planos.
Assim que se deitaram, o inspetor começou a beijar o político alternando entre carícias leves e intensas. Mycroft já estava ficando excitado, porém conseguiu reunir toda sua força de vontade e interromper o avanço do detetive:
– Meu bem, você ainda está em convalescência!
– Por favor, eu não posso sair, nem trabalhar; não me tire isso também!
Mycroft ponderou por um momento, mas não resistiu às súplicas do seu amado e cedeu:
– Tudo bem, mas você vai ficar quietinho ai... Deixa o resto comigo!
Lestrade deitou as costas na cama enquanto Mycroft ia descendo, beijando toda a extensão do corpo do policial, desde o tórax até o abdome. Finalmente chegando no ponto mais desejado; Mycroft resolveu torturar um pouco mais seu inspetor, beijando levemente seu membro ainda através da boxer branca que usava enquanto acariciava a região interna das coxas musculosas do seu amado, levando-o à loucura.
Mycroft observava atentamente o rosto de Lestrade; estava suado, com os olhos cerrados e lábios entreabertos, arfante, para Mycroft, essa era a definição da sensualidade. Resolveu então acabar com a tortura que estava impondo e arrancou de vez a boxer que o detetive estava usando.
Lestrade não podia controlar os gemidos roucos e graves enquanto Mycroft movimentava profusamente sua boca contra o membro do policial. O Holmes mais velho notou que a respiração do grisalho já estava deveras acelerada e decidiu terminar logo com aquilo para não exauri-lo em demasiado.
Aumentou a velocidade dos movimentos vertiginosamente sentindo o intenso sabor de anis proveniente do êxtase do inspetor.
Acabando o que fora fazer, o político rumou para o lado do seu amado, que estava exausto, porém mais feliz do que há tempos Mycroft não via.
– Obrigado amor; você não sabe como me relaxou agora!
– Acho que tenho uma vaga ideia, meu caro! – disse Mycroft, rindo junto ao policial enquanto afagava seus fios prateados – Greg... Eu ia deixar isso para quando você melhorasse por completo, mas acho que agora é o momento apropriado... Espere aqui; volto em seguida, tudo bem?
Lestrade assentiu, um pouco surpreso, um pouco curioso enquanto Mycroft se dirigia ao seu escritório. Não demorou muito para o político voltar com uma pequena caixa de veludo molhado nas mãos e sentar-se novamente na cama, olhando fixamente para os olhos do policial:
– Sei que tenho a fama de ser frio como gelo, não ter sentimentos... ser uma máquina; mas sei também que com você posso ser uma pessoa normal, que ri, chora, se emociona... Sente... Eu te amo mais do que a mim mesmo; Gregory Lestrade... Meu amor... Você me daria a honra de me casar com você?
Lestrade ficou atônito em meio às palavras do Holmes mais velho; seu queixo simplesmente despencou ao vê-lo abrir a caixinha que continha duas alianças grossas de ouro branco reluzente. Uma totalmente lisa e a outra cravejada de delicados brilhantes.
– E então, meu bem?
– My... É claro que sim... Eu te amo! – Lestrade se levantou e abraçou seu noivo rápido demais o que o fez gemer de dor.
– Cuidado, meu caro... Pronto fique assim – disse Mycroft, enquanto ajeitava Lestrade de volta na cama – suponho que já saiba qual é a sua aliança?
– Você me conhece bem demais; sabe da minha discrição... A minha deve ser a lisa...
– É... Que bom que eu tenha acertado!
– Você nunca erra “homem de gelo”!
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