A Royal Couple
4 Juntos de fato
Notas iniciais
Algumas semanas se passaram e Mycroft finalmente estava podendo andar, mesmo que ainda com dificuldades. Lestrade havia acabado de fazer o café da manhã e estava pronto para levá-lo para a cama quando percebe Mycroft atrás de si com um terno risca de giz ajustado e uma camisa em um tom cinzento:
– O que significa isso, My?
– O que... Não gostou?!
– Não foi isso que eu quis dizer e não adianta tentar disfarçar... Aonde o ‘senhor’ pensa que vai?!
– Trabalhar, Greg, meu caro, já se passaram muitas semanas e minha presença em meu escritório se faz totalmente necessária.
– Mas você ainda está em recuperação!
– Meu trabalho não exige esforço físico, a não ser que aquele maldito diplomata americano me force a cometer um assassinato... Bem, ademais um carro oficial está sempre a meu dispor Greg, não se preocupe.
– Tudo bem, mas tome seu café primeiro – disse Lestrade sabendo que havia perdido... Bem não seria mal passar na Scotland Yard depois de uns dias de licença.
...
Mycroft havia acabado de chegar em seu escritório e já era bombardeado com documentos, relatórios e agenda para reuniões. Anthea estava cheia de compromissos prontos e marcados para o político e ele já sabia que um dia muito longo o aguardava.
Lestrade chegou a Scotland Yard ainda preocupado com Mycroft, mas suas preocupações foram abafadas pela pilha de casos que Donovan e Anderson estavam com dificuldades para resolver:
– Eu disse para me falarem quando as coisas estivessem assim... Mas me digam, nem o Sherlock conseguiu esses?
– Nós... Bem... Não o chamamos...
– Vocês o que?
– Não conseguimos lidar com aquela aberração quando o Senhor não está aqui! – bradou Anderson
– E só por isso deixaram as pessoas interessadas na resolução desses casos em espera?! Chamem logo ele aqui!
Algum tempo depois, Lestrade reconhece a silhueta de um detetive consultor de temperamento bem peculiar pela janela da sua sala; Sherlock entra rapidamente no recinto, mal cumprimenta o inspetor e já começa a pôr a mão nos arquivos dos casos.
Menos de cinco horas depois, o Holmes mais novo já havia solucionado a maior parte dos casos e estava indo para casa com o último arquivo na mão a fim de consultar John a respeito desse caso em particular.
Lestrade havia feito as prisões mais complicadas deixando as outras a cargo da sargento. Já passava um tanto da hora do almoço e Gregory resolveu comer apenas um sanduíche.
Quando terminou o lanche só havia trabalho burocrático a ser feito e em meio a tantos relatórios estressantes a preocupação corriqueira voltou a sua cabeça; o inspetor resolveu que seria melhor ligar para o político de uma vez:
– Alô, My?
– Ah, Olá Greg. Como está sendo seu dia hoje?
– Começou bem corrido, com uns casos parados sendo resolvidos... Mas agora está bem tranquilo... Você vai em casa jantar hoje?
– Bem... Acho que depois dessa reunião em que estou prestes a entrar, vou ter apenas mais duas... Então eu chego por volta das oito.
– Fechado então... Até a noite meu bem...
– Até a noite – pela entonação, Lestrade sabia que Mycroft havia corado, provavelmente em frente às pessoas mais importantes da Grã-Bretanha, e isso o fez gargalhar sozinho em sua sala.
....
Lestrade saiu do trabalho por volta das seis horas e logo pegou seu carro e rumou para o apartamento de Mycroft, já considerado sua casa também. Logo após um banho rápido, o inspetor começou a separar os ingredientes para fazer o jantar.
Lestrade assistia à televisão enquanto esperava seu assado de carne de cordeiro ficava pronto; ele serviria acompanhado de uma salada verde temperada com manteiga de ervas e purê de batatas. Para sobremesa havia pudins Yorkshire, prato que Mycroft adorava mas evitava por conta das suas famosas dietas.
Tudo pronto, o detetive-inspetor pôs-se a colocar a mesa e ficou esperando o seu namorado sentado vendo a televisão.
Já se passava das dez horas quando Mycroft chegou. O político pôde sentir o maravilhoso cheiro da comida que vinha da cozinha, quando se virou em direção à sala, viu Gregory cochilando com uma taça de vinho em cima da mesinha de centro e a televisão ligada.
Uma imensa culpa atingiu em cheio o coração do homem de gelo; imediatamente Mycroft sentou-se ao lado de Gregory e começou a acariciá-lo lentamente até que por fim ele acordou:
– Mil perdões! Sei que não serve como desculpa, mas aconteceram imprevistos e eu fui...
– Ei... Tá tudo bem – disse Lestrade colocando os dedos sobre a boca do político – eu já sabia bem onde estava me metendo, a natureza do seu trabalho é bastante parecida com a minha... Imprevistos acontecem; podemos jantar agora, My?
– Claro Greg, meu caro!
O jantar seguiu maravilhosamente bem após Gregory esquentar os pratos; a sobremesa estava divina, apesar de Greg ter que ameaçar Mycroft a fim de fazê-lo comer. Mycroft estava emocionado com aquela demonstração de afeto e resolveu que era hora de retribuir a altura.
Quando Greg saiu do banho e deitou-se, o diplomata começou a beijá-lo timidamente por toda a extensão do seu tórax; Lestrade estava praticamente explodindo de prazer quando se lembrou da promessa que havia feito ao Holmes mais velho:
– Nós podemos ir mais devagar se você quiser... Temos muito tempo, My, não precisa se sentir obrigado a nada...
– Não! Eu quero você agora, Gregory e não me faça repetir!
Lestrade entendeu bem a mensagem e decidiu entrar de vez no clima; o inspetor se colocou em cima de Mycroft beijando seus lábios à medida em que o político acariciava seus cabelos prateados.
Mycroft começou a descer enquanto beijava cada parte do corpo do detetive que encontrava pelo caminho. Lestrade já estava bastante excitado e arfou de alívio quando Mycroft tirou suas roupas, uma sensação em nada comparada a quando seu membro foi tomado completamente pela boca ávida do diplomata.
As posições se inverteram, dessa vez com Mycroft por cima, extraindo cada gota de prazer do inspetor, que gemia roucamente, o que deixava o Holmes mais velho ainda mais excitado.
Gregory já estava completamente nu quando percebeu que Mycroft ainda estava dentro do seu terno risca de giz; Dessa vez foi o detetive que inverteu as posições e começou a desfazer o nó da gravata, seguido pelo paletó e pela camisa; quando Lestrade se aproximou da calça o político corou violentamente:
– Está tudo bem My! Não sei o que você pensa sobre si mesmo, mas quero que saiba que para mim você é lindo!
Mycroft finalmente relaxou e deixou o inspetor retirar de uma só vez sua calça e sua boxer preta. Lestrade ficou maravilhado com o que viu, o político já estava explodindo de excitação, mas mantinha-se sempre de olhos cerrados da forma mais contida que ele já tinha visto.
Posicionando-se entre as pernas do político, Lestrade começou a penetrá-lo bem devagar ao mesmo tempo em que o masturbava; quando finalmente estava totalmente dentro dele, Lestrade olhou seu namorado nos olhos.
Uma lágrima brincava com suas bochechas rubras enquanto Mycroft ainda mantinha uma expressão de dor.
– Apoie-se em mim para ajudar, My... Relaxe, se você não estiver confortável é só pedir que eu paro, tudo bem? – disse Lestrade beijando e acariciando o rosto do político.
Quando percebeu que ele já havia se acostumado, Lestrade começou a se movimentar lentamente; Mycroft cravou as unhas em suas costas enquanto o inspetor aumentava a intensidade dos movimentos.
Finalmente Mycroft perdeu o controle gemendo em uníssono com o inspetor, que o masturbava fortemente. O ápice veio para ambos quase que em mesmo tempo e Lestrade, exausto, desabou em cima do diplomata.
– Foi maravilhoso Greg!
– Como um sonho! – Mycroft riu e começou a se ajeitar entre os braços do inspetor, recostando a cabeça em seu peito. Ficou naquela posição sentindo afagos gentis em seus cabelos até cair no sono mais pesado que tivera em meses.
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