A Rosa e a Aranha
9 Apenas Um Milagre
Notas iniciais
Tudo pareceu escurecer de repente, como se uma nuvem tivesse tampado a luz do luar.
Quando Manigold e eu, vimos a brecha na defesa de Athos, atacamos sem saber o que se passava em volta. Acredito que foi pelo fato de querermos acabar com tudo antes do pior, o ruim é que ele já tinha acontecido e nem sequer tínhamos notado .
Após o corpo do espectro cair sem vida no chão, procurei onde estava Baghera. A cena que vi, quebrou meu coração em pedaços.
Ela estava desmaiada alguns metros dali e sangrava, muito. Manigold e eu fomos até o local. Antes que ele se aproximassem mais, a voz dela ecoou em minha cabeça, me lembrando do que me contou no barco: "Meu sangue é envenenado"
–Manigold não se aproxime dela. — Albafica interrompeu o italiano com o braço esquerdo. O outro rapaz o olhou sem entender nada, então ele completou.- O sangue dela também é envenenado como o meu.
Ele entendeu, mesmo que quisesse me desobedecer. Ele,assim como Kardia e Hasgard não gostavam da minha decisão de me afastar de todos. Mas apesar de tudo ele obedeceu.
Baghera fora atingida na barriga, não era fatal , mas ela precisava ser tratada antes que piorasse.
Peguei seu corpo nos braços e junto com Manigold fomos em busca de ajuda.
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Tudo estava tão escuro. Onde estão todos?
–Mamãe! Papai! Irmão!
As lagrimas escorriam e não pude deixar de segurar minhas próprias pernas contra o peito. A escuridão parecia engolir tudo ao redor.Ela era fria e cruel. Não havia ninguém e nada ao redor. Nenhum calor humano. Só um vazio, que me fazia tremer de medo.
–Estou só?- Perguntei exitante temendo qual seria a resposta.
Um aroma de rosas começou a preencher tudo ao meu redor. Pela primeira vez desde que o pesadelo havia começado, me senti verdadeiramente segura.
Uma voz doce, vinda de algum lugar que não sei dizer , respondeu minha pergunta.
–Aconteça o que acontecer, estarei sempre com você.
Com isso, aos poucos, a escuridão ao meu redor começou a se dissipar e meus sentidos começaram a retornar.
–Essa voz; eu conheço essa voz, mas de onde?
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O curandeiro da ilha havia nos informado, que talvez Baghera não sobrevivesse, apenas um milagre poderia salva-la.
Eu a levei até ele, depois de uma insistência tanto de Manigold, quanto do cocheiro, que ainda nos esperava.
Tenho que admitir, me senti mais tranquilo quando ele, colocou "proteções" necessárias, que ele preferiu não dizer qual.
Depois do atendimento, me sentei ao seu lado. Ela era tão bonita, mesmo tão ferida!
Após algumas horas, me assustei ao ouvir sua voz. Estava fraca, mas já era um avanço.
Ela chamava os pais e o irmão. Talvez fosse febre, o curandeiro disse que ela teria. Esperei. Depois de alguns minutos, ela fez uma pergunta que fez meu coração doer.
–Estou só?
Me aproximei ainda mais dela e respondi sua pergunta, com aquilo que meu mestre me disse uma vez:
–Aconteça o que acontecer, estarei sempre com você.
Suas feições relaxaram e ela se acalmou, seus dedos começaram a mexer. Só Atena sabia a felicidade que sentiu com tal ato.
–"Essa é uma prova de que você irá sobreviver. Eu acreditarei nisso até o fim." — Pensou Albafica com um sorriso no rosto, vendo a amazona em sua frente voltar a ter um sono tranquilo.
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