A Rosa e O Escorpião

25 Que a Guerra Comece!


Notas iniciais
Demorei de novo, me julguem, mas enfim :s sorry a demora... Gente, espero que tenha ficado bom e que vocês gostem do cap, e comentem please! Ps: queria agradecer à Perversa de todo o meu coração, porque eu amei de verdade a recomendação lindaaaaaa *--------* obrigada mesmo sua linda, significou muito pra mim!

Scorpius e eu fizemos amor no vagão do trem como dois loucos adolescentes apaixonados, e era bom se sentir assim, eu só espero que não tenhamos sido muito escandalosos e que ninguém tenha ouvido nada.

Tínhamos feito amor pela segunda vez em oito anos, e tenho que admitir que foi muito menos dolorosa, e muito mais prazerosa do que a primeira, mesmo tendo sido dentro de um trem, foi especial. Podem rir da gente, dizer que somos loucos, mas ao menos somos loucos felizes.

Sentimo-nos verdadeiramente pela primeira vez em todo esse tempo, e eu odiava pensar assim, mas talvez a ultima... Mas o importante era que pertencíamos um ao outro por completo mais uma vez.

Depois de chegarmos ao nosso destino, fomos falar com o diretor da escola e descobrimos todos onde deveríamos ficar. Scorpius e eu ficamos separados, eu fiquei com uma das passagens secretas, junto com Molly, e Scorpius ficou com um desconhecido em outra passagem secreta.

Nós nos despedimos e fomos aos nossos respectivos lugares, e eu senti um aperto muito grande no coração, de ter que deixa-lo.

–E então Rose, noiva! – Molly começou a puxar assunto comigo.

Eu sorri e respondi:

–Pois é. E como estão você e Alvo?

–Estamos bem...

O jeito que ela falou não me convenceu, por isso insisti:

–Você não me parece tão bem, o que houve Ly?

–Estou bem, é só que... Já fazem oito anos, seis que nossos pais descobriram e minha mãe ainda não consegue aceitar o nosso namoro. Mesmo que eu já seja madura suficiente para cuidar de mim mesma, e seja independente, eu queria mesmo a benção dela... Magoa-me muito vê-la brava ou triste quando nos vê juntos.

–Ah Molly, eu sinto muito... Mas tente faze-la ver que ela deveria estar feliz com a sua felicidade, e querer o seu bem, mesmo que seja difícil, ela ainda te ama e tenho certeza que um dia vai aceitar.

–Eu espero que sim...

Não deu nem tempo de Molly gritar ou fazer qualquer objeção, ela foi agarrada por trás pelo comensal, que segurava a varinha em direção à cabeça dela. Imediatamente apontei a minha varinha em direção à ele, que disse:

–Vai querer ver quem é mais rápido e mais esperto mesmo, coisinha linda? – depois que ele disse isso eu vi mais que vinte comensais saindo da mesma passagem secreta, um deles tomou minha varinha rapidamente e outro me puxou para trás, segurando minhas mãos de forma que eu não pudesse me defender e apontando a varinha para meu pescoço.

–Acha que devemos mata-las? – um dos comensais questionou ao resto.

–Uma só, talvez, só para mostrarmos que não estamos aqui de brincadeira – respondeu o que segurava Molly, vi que ela engoliu em seco, mas não perdeu a postura e nem clamou por piedade. – Quem são vocês, queridinhas? Com certeza não são alunas, ou estariam de uniforme, não?

Ele apertou a varinha agora contra o pescoço de Molly e eu quase gritei, será que toda aquela tortura de ver meus familiares morrendo começaria tão cedo?

–Eu fiz uma pergunta – ele gritou ao ouvido de Molly. – E quero que me responda.

–Molly... Molly Weasley.

–Weasleys... Então você também deve ser uma, não, ruivinha? – perguntou o cara que me segurava, ele tinha as mãos sujas e nojentas no meu braço, a ponta de sua varinha pressionando meu pescoço. – Qual seu nome?

Eu sabia que resistir seria burrice, uma hora eles iriam me fazer falar com torturas ou simplesmente me matariam. Mas eu também sabia que se dissesse meu nome provavelmente comprometeria não só à mim, como Molly também, já que o líder deles era o pai de meu namorado, e Scorpius havia meio que se “rebelado”.

–Rose Weasley – não fui eu quem disse, mas um dos comensais mais velhos ali no corredor, com cabelo branco e um olhar aterrorizante. – A famosa namorada do filhote traidor, Scorpius Malfoy. O chefe não a quer morta antes de sua ordem, e deu ordem explicitas disso. Já à outra Weasley, podem matar, não nos serve de nada e provavelmente servirá de aviso para essa dai.

–NÃO! – berrei. – Molly não! Por favor, deixem-na em paz!

O comensal mais velho, a quem os outros chamaram de Brandon, olhou-me com desprezo e depois olhou para Molly.

–Deixem-na que diga suas ultimas palavras, mas só vou ser educado esta vez – o outro que estava segurando minha prima, retirou a varinha de seu pescoço, ela tentou escapar, mas não teve sucesso, lágrimas escorriam de meus olhos, mas não dos dela, porque eu sabia que Molly queria morrer com honra, e assim seria se dependesse dela.

–Rose – começou ela. – Diga ao Alvo que eu o amo e que... E que... Ele me fez o mais feliz que alguém um dia poderia ter feito. Eu te amo Rose, seja feliz minha flor, por mim, ok?

–Molly – sussurrei ao mesmo tempo soluçando.

–Avada Kedavra! – Brandon gritou e meu coração explodiu de dor, eu tentei me desvencilhar do comensal que me segurava, já não via mais nada à minha volta além das lágrimas que cobriam meus olhos.

–Eu te amo, Molly – falei, mas já era tarde demais, minha prima havia ido e eu sabia disso.

E eu sabia que a culpa disso era minha, porque nós estávamos conversando e distraídas demais, por isso não percebemos quando a passagem se abriu. E a culpa era minha porque eu não pude impedir que isso acontecesse, assisti a morte de minha própria prima sem poder fazer nada.

O comensal Brandon ordenou que o outro que me segurava voltasse de onde eles haviam vindo e avisasse para todos que já estavam infiltrados. E ele mesmo tomou o lugar de me aprisionar.

–Mas o que é que vocês querem, seus malditos? Já não basta perder uma vez, vocês têm que ter a audácia de tentar novamente! Mas que ignorância!

–Cuide da sua boca, garota, eu não posso te matar, mas posso bem te torturar ou talvez achar mais entes queridos seus para fazer o mesmo que fiz com sua priminha querida. Nós estamos indo fazer uma visitinha ao diretor, dar uma voltinha no castelo, e você virá conosco.

Eu tinha uma vontade imensa de cuspir na cara dele, ou melhor, socar a cara daquele estupido que havia matado a minha prima. Mas as suas ameaças me fizeram repensar as minhas ações, eu sabia que se não colaborasse ele seria capaz de tudo o que disse...

Então, que outra escolha eu tinha? A vida de todos que eu amava estava em jogo... E eu estava perdida, não sabia o que fazer e me sentia uma inútil por isso.

Scorpius. Foi a primeira pessoa que vi quando os comensais adentravam na sala do diretor.

Seu olhar se voltou diretamente para mim quando a porta da sala foi arrombada pelos comensais. Engoli em seco quando o comensal chamado Brandon apontou a varinha para a minha garganta e começou a dar uma risada maléfica, os outros já haviam se apressado em aprisionar todos que conseguiram, eles haviam sido pegos desprevenidos, não estavam com varinhas em mão para se defender.

O comensal que havia pego Scorp fez questão de mantê-lo à minha frente com a varinha apontada para sua garganta. Apenas quando olhei melhor ao redor da sala que percebi que o diretor, a quem eles queriam realmente, não estava ali, graças a Merlin, pelo menos algo bom!

Evitei olhar para Scorpius, não sei porque, mas achei que aquilo poderia nos dar alguma credibilidade se ele fizesse o mesmo, e afinal ele realmente fez. Mas de nada adiantou.

–Scorpius Malfoy – disse Brandon. – E sua querida amada, juntos novamente, não?

Scorpius lhe direcionou um olhar assassino. Tive a impressão de que ele queria cuspir na cara dele tanto quanto eu desejava.

–Brandon – Scorpius disse. – Eu deveria saber, foi você quem influenciou meu pai, não foi, seu maldito?

Ele gritou as ultimas palavras, mas Brandon manteve a calma e o sorrisinho cínico no rosto.

–Eu? Seu pai fez as escolhas dele, e você não deve me culpar por isso. Afinal, todos têm uma escolha e culpar os outros por ela é covardia. Levem-nos para a floresta.

–Não, por favor, deixe a Rose em paz, ela não tem nada a ver com isso. Leve-me e faça de mim o que quiser, mas deixe-a ir, por favor.

O comensal deu uma risada sinistra e levantou o queixo de Scorpius, olhando-o nos olhos.

–Não tem nada a ver com isso? Pobre criança inocente, tolo, ainda tenta esse velho truque de cavalheirismo? Não vai funcionar, levem eles, o Lord os espera.

Notas finais
Aaaaaaaaaain eu sei, Molly :'( quem ai ta querendo me matar agora? Eu sei, foi triste gente, estou com o coração partido assim como vocês... E ai, como ficou?