A Rosa e O Escorpião
22 Ciúme
Notas iniciais
Eu não pude me controlar quando descobri que a Rose havia beijado outro alguém além de mim, e quando ela me disse que poderia sim ter se apaixonado por outro alguém meu coração se despedaçou de uma vez. Ela era minha Rose, a minha rosa, a minha princesa, minha e de mais ninguém.
Ela não havia me dito que havia alguma vez se apaixonado realmente por ele, mas um beijo já significava muita coisa para mim. Ah Rose...
Ok, Scorpius, você não foi exatamente um santo terminando com ela e a deixando, queria que ela ficasse a vida inteira a sua espera sendo que nem tinha consciência de que você ainda a amava e que não a havia deixado de propósito?
Mesmo assim, não consigo enfiar na cabeça essa história de beijo.
No dia seguinte à nossa pequena briga, eu fui até sua casa, mas porque queria ver Tris e finalmente dizer a ela que eu era seu pai. Quem atendeu a porta foi Rose.
—Oi – disse desconfortável.
—Oi – ela falou, tinha olheiras nos olhos e estava descabelada, como se tivesse acabado de acordar. Aliás, acho mesmo que ela havia acabado de acordar, pois vestia um roupão de cetim quase transparente por cima de uma camisola vermelha.
Tentei não prestar muito atenção em como ela estava vestida de forma extremamente provocante, e fui direto ao assunto:
—Eu vim ver a Tris, achei que poderia sair com ela hoje.
—Ah – ela respondeu sem jeito. – Ela ainda não acordou, você quer entrar e esperar um pouco?
—Acho que é melhor não incomodar seus pais – ou você e seu outro namorado talvez, eu queria dizer, mas me contive.
—Meus pais saíram, foram almoçar juntos – Rose disse. – Entre.
Então eu entrei. Rose estava fazendo torradas e começando a fritar ovos com bacon na cozinha, eu me sentei em uma das cadeiras na mesa.
Juro que tentei, mas o corpo dela não parava de me chamar, como se me obrigando a olhá-lo e não parar mais.
O roupão dela havia desamarrado, não sei se foi ela, ou se estava frouxo demais e desamarrou-se sozinho, e eu conseguia agora ver a camisola perfeitamente encaixada em seu corpo perfeito.
Ela percebeu que eu olhava e arqueou as sobrancelhas para mim.
—Cuidado pra não babar – disse enquanto colocava o ovo e o bacon em um prato em cima da mesa.
Virei o olhar para outro lado, não queria conversar com ela.
—Você sabe o quanto está sendo idiota Scorpius Malfoy?
Não respondi.
—Scorpius.
Dessa vez eu me levantei e me virei de costas para ela, os braços cruzados.
—Por Merlin, que infantilidade é essa agora? Será que você pode ao menos tentar olhar um pouco pelo meu ponto de vista?
Continuei de costas para ela, ouvi a frigideira sendo jogada violentamente na pia.
—Desisto, pense o que quiser, continue se torturando então, se não quer ouvir a voz da razão.
—Então quer dizer que agora você é a voz da razão, Rose Weasley? – então eu me virei finalmente e olhei em seus olhos. – É a única que sempre está certa? Bom saber.
—Você poderia parar de ser tão desprezível, não acha Malfoy?
—E você bem que poderia parar de ser tão orgulhosa Weasley.
Ela estreitou os olhos para mim e eu fiz o mesmo do outro lado da mesa.
—Por que não vai lá com seu namoradinho, é Luke o nome dele?
—Ah meu Deus, vai começar com isso de novo então? Scorpius pare de ser idiota, por que tem que duvidar tanto de mim e do meu amor?
—Por que teve que ficar com ele?
—De novo isso não, por favor! Eu te amo, não basta isso afinal, como você mesmo me disse?
—Weasley...
E de repente eu corri em direção a ela, não aguentei mais. Segurei-a pela cintura e a beijei tão intensamente quanto possível, senti suas mãos em meu pescoço e sua correspondência ao beijo.
Puxei-a cada vez mais forte contra mim, levantei-a e a coloquei sentada em cima da mesa. Caminhei minhas mãos por baixo de seu roupão, alcancei suas pernas nuas e as toquei fortemente, eu tinha um desejo ardente e insaciável dentro de mim.
—Scorpius, chega – Rose parou o beijo abruptamente e desceu da mesa. – Tris está aqui.
Eu estava sem ar, mas ainda assim puxei-a para mais um longo beijo. Rose sorriu e me encostou contra a parede.
—Ouça bem Scorpius Hyperion Malfoy, é você e mais ninguém que eu quero. Eu amo você de um jeito tão especial que seria impossível amar mais alguém do mesmo modo. Nunca mais duvide disso.
Ela me tocou por baixo da camiseta e eu senti que era só para me provocar.
—Mesmo assim, me desculpe por não ter lhe contado sobre Luke – ela sussurrou e depois se afastou de mim, tirando as torradas, que haviam ficado prontas, da torradeira. – Café da manhã.
—Você adora isso não é? Deixa-me louco e depois simplesmente sai.
Rose sorriu maliciosamente.
—Sim, adoro.
—Quanto amor, em?
Ela me mandou um beijo e piscou, tirou o roupão e o jogou em uma cadeira.
—Você está sendo muito provocante Rose Weasley – falei e então me sentei em uma cadeira, tentando por mais que tudo ignorar o fato de que Rose estava quase seminua na minha frente.
—Bom dia, maman — Tris apareceu esfregando os olhos e abrindo a boca de sono.
—Bom dia dorminhoca – Rose respondeu.
—Oi, Scorpius – ela falou sorrindo para mim, e eu devolvi o sorriso da forma mais feliz possível.
—Oi loirinha.
Ela entortou a cabeça e fez uma expressão pensativa, depois sorriu novamente.
—Gostei do apelido – falou e veio se sentar ao meu lado. – Ninguém havia me chamado assim antes.
—Então acho que podemos guardar e transformar em uma coisa só nossa, o que acha loirinha?
Tris sorriu novamente enquanto Rose servia um prato com ovos, bacon e torrada para ela.
—Acho que foi a melhor ideia do mundo – respondeu-me e depois começou a comer.
Olhei para cima e vi que Rose sorria para mim com os olhos brilhantes.
—Não quer comer? – perguntou.
—Obrigada, eu já comi.
Então ela se sentou e começou a comer também, e eu não pude deixar de observar que nós três formaríamos uma família linda.
—E então princesas, o que acham de irmos dar um passeio no parque e almoçar juntos hoje? – perguntei quando elas terminaram de comer.
Beatrice me olhou e disse:
—Legal, posso escolher o lugar?
—Com certeza – respondi.
Ela sorriu e eu tive vontade de abraça-la ali mesmo, pedir-lhe desculpas por não ter estado presente na maior parte de sua vida, mas que ainda sim era seu pai e que já a amava muito.
Tris me disse que queria ir a uma pizzaria perto do parque em que decidimos ir, e eu juro, nada me deu mais prazer naquele momento do que ver os seus olhinhos brilhantes depois que eu falei que a levaria para tomar sorvete após o almoço.
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