A Rosa de Hiroshima
1 Prólogo
Notas iniciais
Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 2014, 7:49 A.M.,
A luz do sol alumiava a estranhamente silenciosa Cidade Maravilhosa, cujos cidadãos circulavam calados. Na costa, havia um submarino fazendo patrulha próximo à Praia de Copacabana. Em uma ilha de frente para a cidade, havia um edifício, um quartel, no qual pendia uma bandeira do Brasil, só que preta no lugar do verde e do azul. Não haviam estrelas ou Ordem e Progresso, apenas a foice e o martelo. Do quartel, sai uma garota, se espreguiçando. Decidiu tomar um ar, claro. Parda, cabelo moreno, uns 15 anos de idade, trajava uniforme militar. O broche de ouro com a inscrição "Kathleen" reluzia como novo. Ela se sentou em um banquinho e ficou observando a cidade. Do nada, toca uma sirene conhecida. Não podia ser... Mas era... Um alarme que o Japão conhecia muito bem. Hiroshima que o diga. A jovem entrou em desespero e seus colegas saíram aos montes do prédio tentando salvar suas vidas. Seus melhores amigos: Christian, Beatriz e Victor simplesmente ficaram parados, olhando para o céu, confusos e com medo. Todos os outros correram para longe. Uma coisa brilhante foi jogada do avião, que fugiu a mil.
Christian: O que foi que fizemos?
Christian tirou uma pistola da mochila e deu um tiro na cabeça.
Beatriz: Deus nos perdoe.
Beatriz puxou uma faca do cinto e a fincou na barriga. Ela caiu no chão.
Victor: Chegou a hora.
Victor tirou uma garrafa pet de 2 litros da mochila e bebeu até o fim. Morreu na hora.
Kathleen: Arsênio...
Kathleen tirou do bolso uma 38 e apontou para o queixo. Houve um clarão. Ela largou a arma. Depois um cogumelo de fumaça, uma nuvem de cinzas e uma onda de destruição se aproximando. Ela ficou imóvel ali. Ela sentiu sua pele queimar com o fogo que vinha. Ela fechou os olhos e derramou uma lágrima. Era o fim dela. A última coisa que a menina viu foi alguém a carregando nos braços.
Continua...
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