A Rosa Serpenteada
16 A marca desconhecida
Notas iniciais
24 de setembro
POV Rose
O atrito entre o meu sapato e o piso gelado daquela manha ecoara pelo corredor do quarto andar a cada passo que eu dava, eu me perguntava se seria apenas imaginação minha ou o que acontecera na noite passada foi realidade. Só os céus o quanto foi difícil ter reprimido aquela vontade de ter beijado ele, o quanto aqueles olhos me hipnotizaram.
Os livros batiam com força na bolsa e rebatiam na minha costela, mas eu não estava nem ligando. Eu não estava vendo, mas eu sabia que a horas eu estava sorrindo a todo estante, nem mesmo o mal humor de Roxanne me fez para de ficar feliz naquela doce e nublada manhã. De fato o tempo ficara úmido e cinzento, o rosto de muitos moradores do castelo estava pálido e alguns espirravam a todo momento. Mesmo assim, meu dia já estava perfeito pelo ocorrido na noite passada.
Scorpius insistira que queria passar a noite ali comigo, apenas agarradinhos sobre o calor da lareira que crispava freneticamente. Contudo, eu fiquei com receio de Barry ou outro monitor nos pegassem na sala e ainda mais nos beijando no chão. Com muita relutância eu consegui me separar dos braços e beijos deles quando estávamos em um corredor adjacente ao Quadro da Mulher Gorda.
Dobro para esquerda e desço uma escada de pedra em formato de caracol e continuo pelo corredor do terceiro andar agora. Assim que entro no corredor do departamento de Feitiços me deparo com um pelo grupo de alunos e sobre suas cabeças o poltergeist Pirraça que lançava potinhos de vidro com ovas de rãs. Algumas garotas gritavam desesperadas e se sacudiam tentando tirar do cabelo as ovas.
– Cuidado Rose! – disse Scorpius que surgira do meio do aglomerado com a varinha na mão, tomando a minha frente. Eu não pude deixar de notar que ele tinha ovas de rã no cabelo também. Ele girou a varinha no momento em que Pirraça lançara quatro potinhos em nossa direção, os objetos pararam no ar e ficaram flutuando após um lampejo azulado ter irrompido da varinha de Malfoy.
– Pirraça, sua peste, pare com isso! – gritou Barry que estava muito nervoso.
– Vamos chamar o Barão Sangrento... ai!- disse Demétria Robins antes de ser atingida por mais ovas de rã.
– Vamos por esse lado... – puxou-me Scorpius e seguimos pelo lado oposto ao corredor.
– Para Scorpius... – digo não contendo o riso e fazendo ele parar quando estávamos no segundo andar.
– O que foi?
– Você está com ovas de rã no cabelo! – digo tirando uma que estava perto de sua testa.
– E você acha isso engraçado? – disse ele pondo as mãos na cintura – E se eu te beijar desse jeito?
– Não. Não faça isso! – digo me afastando dele e rindo. Eu sai correndo e ele veio atrás de mim dizendo que ia me pegar. Ele conseguiu me agarrar quando estávamos no primeiro andar, só que caímos no chão aos pés de uma porta. Começamos a rir mas logo paramos porque escutamos a voz da professora McGonagall vindo de dentro da sala.
– Como assim você não sabe se cessou o feitiço sobre seus bonecos? – perguntou ela em um tom nada agradável.
– Diretora, são muitos bonecos, eu não tenho certeza se cessei a magia em todos! – falou a voz do professor Price.
– Ora homem, você não está sendo nada sincero... – disse a voz de outra pessoa dentro da sala, era o professor Fourteberry.
– Espere, espere. Você está insinuando que eu tentei entrar dentro da sala da diretora? – rosnou Price.
– E se estiver, bonecos não criam vida sozinhos e saem andando por ai e tentam invadir escritórios! – ironizou o professor Foruteberry. Scorpius me olhara com os olhos bem abertos e me levantara para ficarmos escondidos atrás de uma gárgula.
– Calma senhores, não devemos tirar conclusões precipitadas! – disse a voz fina do professor Flitwick.
– Receio que terei que examinar cada boneco seu professor Price, sinto muito, é minha ultima palavra – ouve um barulho de uma batida em madeira e o professor Price saiu da sala escancarando a porta com uma expressão nada agradável no rosto. Ele mal percebera que estávamos ali.
– O que os dois fazem aqui? – perguntou o professor Fourtenberry que saíra da sala com um sorriso no rosto antes de nos ver.
– Estávamos fugindo do Pirraça, senhor! – disse Rose se separando de mim.
– Pirraça? – disse ele.
– Exato, ele estava atirando ovas de rã em cima de nós... – disse Scorpius mostrando seu cabelo.
– Pois bem, vão andando! – ordenou ele.
Seguimos calados em direção ao Salão Principal onde encontramos Alvo sentado na mesa da Grifinória mexendo o talher em seu ensopado.
– Você não vai acreditar no que acabamos de escutar... – eu disse a Alvo sentando-me com Scorpius à mesa. Contamos para ele o que ouvimos, ele pareceu pensativo e calculador.
– Quem quer que tenha sido o culpado pelo enfeitiçamento do boneco ou pelo atentado na explosão das ampulhetas, não foi o professor Price – disse o moreno.
– Como você sabe disso? – perguntou Scorpius.
– Eu perguntei para a Madame Clagg se ela tinha visto o professor Price naquela noite, ela me informara que ele estava ausente cuidando de um parente doente.
– É verdade, eu me recordo da professora Mcgonagall ter dito que o professor Price não estava na escola – disse o loiro olhando em direção ao saguão de entrada.
– Mas porque será que a professora ficou tão nervosa com essa situação? O que ela tem guardado no escritório dela? – perguntei. Os dois balançaram a cabeça em negação.
Fitei a mesa dos professores a procura do Sr. Price mas ele não viera almoçar.
01 de outubro
POV Rose
Acordei bastante cedo aquela manhã eu não conseguia de jeito nem um para de pensar como eu ia fazer para contar ao Fergus que eu não iria mais com ele a Hogsmead. Vislumbrei o outro lado da Sala Comunal e mantive os ouvidos atentos para a porta do dormitório masculino. Não era todo mundo que sabia que eu e Scorpius estávamos namorando, apenas meus primos e o Hugo e os amigos de Scorpius. Eu soube que Persephone teve um ataque de raiva quando ele contou sobre nosso namoro e tentou acerta-lo com um vaso de porcelana. Roxanne também não foi muito pacifica quando eu contei a ela: “Seu pai vai te matar quando descobrir. Eu te mataria!” disse ela me assustando.
Já eram quase oito horas da manhã e alguns alunos haviam ido tomar café quando Fergus aparecera, ele sorria para mim.
– Bom dia, Rose! – disse ele dando um beijo na minha bochecha. Eu me afastei dele um pouco e cruzei os braços, olhei para o lado oposto.
– ‘Dia, eu queria falar com você... – disse embargando.
– Pois diga ou vai me contar só quando formos para Hogsmead? – disse ele enrolando o cachecol no pescoço.
– Era exatamente sobre Hogsmead que eu queria falar! – estava morrendo de preocupação como ele iria reagir.
– Hum, então diga!
– Bem, eu não vou poder ir com você, me desculpe! – disse olhando para ele naquele momento. O semblante de felicidade se transformou em uma expressão apática.
– Por que? – perguntou ele triste.
– Entenda não é você, sou eu. Eu realmente não posso ir...
– ...comigo. – completou ele. – Quer dizer que você vai com outra pessoa?!
– Sim, meu namorado!
– Namorado? Quem? – perguntou ele franzindo a testa.
Eu fiquei em silencio e me encostei em uma poltrona.
– Responde !- ordenou ele.
– Scor-Scorpius Malfoy! – falei em quanto mirava o chão.
Ele colocou as mãos na cintura e olhou para o lado direito. Depois olhou nos meus olhos e fez menção de falar alguma coisa, mas ele me deixou seguindo para fora da sala comunal.
Assim que cheguei no saguão principal Scorpius estava me esperando para apanharmos uma carruagem, o frio de outono fazia com que ele parecesse ainda mais pálido e seu nariz rosado por conta da baixa temperatura. Quando o alcancei ele me beijou no rosto e me deu um bom dia. Era primeira vez que ele tinha me beijado na frente de outros estudantes, eu reparei o olhar espantado de algumas quartanistas da lufa-Lufa. Contei para ele como Fergus tinha reagido quando eu contei que não iria mais com ele.
– Bom, ele tem que aceitar! – disse ele segurando minha mão começamos a andar para o jardim.
– Que bom que vocês chegaram logo, estou congelando aqui! – disse Alvo que nos esperava do lado de uma carruagem. De fato o ar do lado de fora do castelo estava ainda mais frio e o céu estava totalmente nublado, algumas árvores já perdiam sua folhagem. Assim que entramos no carruagem Demétria Robins apareceu do nada e pulou para dentro. A garota tinha cabelos na altura do ombro e claros, seus olhos eram verdes bem claro e seus lábios estavam revestidos por um rosa bebê que a deixava muito exaltada.
– Demi? – disse surpresa.
– Oi gente, posso ir com vocês? – disse ela sentando-se do lado do Alvo que ficou sem reação.
– Por que não! – falei tentando não rir da cara do Alvo. Encostei minha cabeça no ombro de Scorpius assim que os trestálios começaram a andar.
– Vocês estão namorando? – perguntou Demi.
– Sim, recentemente! – falei sorrindo.
– Sempre achei que vocês ficavam muito bonitos juntos... – disse ela olhando para Avlo que olhava pela janela da carruagem.
– Alvo, você vai com a gente no três vassouras? – quis saber Malfoy.
– Não sei, não quero atrapalhar vocês – disse o moreno com a voz grossa.
– Não se preocupe, você é bem-vindo! – falei olhando para ele que sorria amarelo. – Você pode vir também Demi, se quiser é claro...
– Seria adorável. Eu ia passar o dia sozinha mesmo, eu faço companhia para o Alvo assim ele não atrapalha vocês dois... – eu notei que Alvo corara naquele instante. Scorpius também percebera e começara a rir, mas disfarçou com uma tose seca.
– Não seja patético! – disse Alvo amarrando a cara para o loiro.
A carruagem parou em frente à entrada para o povoado que estava cheio de estudantes que entravam e saiam das lojas, haviam alguns moradores e estrangeiros que faziam suas compras matinais também. Subimos a rua principal olhando as vitrines das lojas que estavam embaçadas do frio. Foi verdadeiramente um alivio termos entrado no Três Vassouras onde o calor emanava de uma enorme lareira. Procuramos por uma mesa vazia, pois o bar estava abarrotado de gente de todos os tipos que riam, bebiam e conversavam.
Demétria voltara a se sentar ao lado de Alvo que parecia ainda mais desconcertado, acho que ele tinha uma quedinha por ela, mas era covarde de mais para contar para mim ou para o Scorpius.
– Quatro cervejas amanteigadas por favor! – disse Malfoy a garçonete.
– Tudo bem querido... – a mulher se retirara para apanhar os pedidos.
– Então Demétria, eu soube que você está no time de Quadribol este ano! – falou Scorpius.
– Sim, eu sou artilheira junto com o Alvo – falou ela olhando para o moreno.
– E você acha que ele agarra bem? – perguntei.
– Até o que não deveria! – disse ela.
– Como assim? – perguntamos eu e Scorpius juntos. Alvo se afundara na cadeira e ficara ainda mais vermelho.
Demétria riu antes de dos contar.
– Foi no nosso primeiro treino e eu ia passar a Goles para o Alvo, só que ele se precipitou e segurou os meus – ela sussurrara – ‘seios’, foi com muita força!
Scorpius explodiu em risada.
– Foi um acidente, O.K.! – disse Alvo se irritando.
– É mais ainda doí – falou Demétria tocando de leve no lugar da lesão.
E olhei para Alvo que cruzara os braços e tentara não olhar para Robins. A garçonete trouxera os pedidos logo depois e ouve um momento de silencio na mesa. Eu vi quando Fergus entrou no pub e olhava enfurecido para mim e Scorpius, ele sentou-se sozinho em uma mesa próximo a janela que dava para rua e ficou nos encarando.
– Eu juro se ele não parar de olhar pra nós... – disse Scorpius batendo a caneca de cerveja na mesa.
– Deixa para lá, ele só está... – eu não sabia como ele estava para ser sincera.
– De quem vocês estão falando? – quis saber Robins.
– Fergus Finnigan! – falei e expliquei o que se passava.
– Esquece ele Scor – sugeriu Alvo que bebericava sua cerveja.
Estávamos tomando a segunda rodada de Cervejas Amanteigadas quando o professor Price entrou no bar mancando, ele se sentou no banco que havia no balcão. Aparentemente ele estava mais magro e seus cabelos mais grisalhos. A máscara na metade de seu rosto estava ensebada e percebi quando Madame Rosmerta torceu o nariz quando fora atende-lo.
Pagamos as bebidas e seguimos para a rua fria de Hogsmead. Scorpius insistira em parar na barraquinha de flores e me dar uma rosa vermelha.
– Ai, ninguém nunca me deu uma flor antes! – disse Demétria que tinha uma expressão de desejo no rosto.
– Eu também nunca tinha recebido uma antes – sorrir e cheirei a rosa -, não precisava Scorpius!
– Você merece... – e me deu um selinho.
– Isso é tão repugnante – disse Persephone para Cath quando passaram ao nosso lado, a loira tinha um olhar de repugnância sobre nós. Demétria a olhou de cima a baixo fitando-a.
– Babaca! – disse Demi percebendo que Persephone se referia a nós.
– Deixa isso para lá, não vale a pena – disse Scorpius segurando meu braço quando eu fiz menção de ir até Persephone.
– Ela é uma mal amada, você não acha? – perguntou Demi para Alvo que estivera olhando para as flores pensativo.
– Que?... Ah, sim, com certeza! – disse ele sem saber do que se tratava a conversa.
– Vamos voltar pro castelo, a não ser que vocês queiram ficar – falou Scorpius que me abraçava por trás para me aquecer.
– Não, por que não vamos dar uma volta na rua das residências?! – sugeriu Alvo.
– Tudo bem! – falei.
O vento sora mais a menos ao feito que íamos nos afastando da avenida principal, eu mantinha o braço cruzado no de Scorpius coberto pela manga macia de seu sobretudo. Ele e Alvo discutiam algumas coisas sobre táticas de voo que poucos conseguiam reproduzir. Não pude deixar de notar que Demétria olhava apaixonada as casinhas dos comerciantes de Hogsmead. Eram realmente encantadoras com suas chaminés altas emitindo baforadas de fumaça. Seguimos pela rua de paralelepípedo até onde iniciava uma estradinha de terra e o fim das residências.
– Quem é aquela? – perguntou Alvo ao ver uma mulher muito velha de vestes e cabelo sujo. A estranha figura se aproximou de nós, seu dedo enrugado e com unhas pontiagudas apontavam para o alto.
– O que ela quer dizer? – perguntou Demétria parecendo perplexa o quanto alguém poderia se tão desleixado daquele modo.
– É Hogwarts, o que tem Hogwarts, senhora?! – perguntei ao perceber que a mulher apontava para o castelo ao longe. Demétria assustada chegara mais perto de Alvo e segurara seu braço direito.
– Erro... erro, aquela que a muito tentou derrota o Mago estará de volta. Então, a era das trevas ira retornar... – disse a mulher com os olhos vidrados e a voz rouca, ela apressara os passos e segurara firme o pulso de Scorpius. -, a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts será a primeira a ser penalizada... você, você é o escolhido e têm que destruí-lo. Destrua-o!
Scorpius parecia escandalizado, a mulher segurara seu braço com muita força. A velha saiu de seu transe e parecia assustada em nos ver, ela cobria o rosto com um trapo velho que achei que lembrava um xale.
– A senhora precisa de ajuda? – disse Scorpius com sua voz calma e pacifica tentando segurar a mulher pelos ombros da forma mais gentil.
– Não, não. Não toque em mim... – ela saiu mancando de volta para floresta e ouvimos um crack revelando que ela havia desaparatado.
– O que foi isso? – quis saber Alvo que ficara vermelho a ver que eu percebera que Demi estava colada junto a ele.
– Não deve ser nada gente, ela só deve ter bebido de mais ou algo assim... – falei, mas eu não tinha certeza. Scorpius permanecera calado e pensativo em todo o trajeto de volta ao castelo. Insisti em acompanha-lo até as masmorras.
– Scorpius você está bem? – perguntei quando estávamos a frente da sala de poções.
– Sim, estou. Por que? – perguntou ele.
– Você está calado... – olhei fundo em seus olhos e passei a mão em seu rosto. – Você por acaso não levou a sério o que aquela mulher disse, levou?
– Não sei, eu realmente não sei – disse ele me abraçando e encostando o queixo no meu ombro.
– Ei, não fica assim... – abracei ele com força.
– Hem, hem – alguém pigarreara em algum lugar. Me separei de Scorpius o mais rápido que pude.
– Ah, é você Nott! – falei com desdém ao ver uma garoto de uma incrível cabeleira loira surgir de trás de uma coluna.
– Tsc, tsc. Malfoy e Weasley, quem diria não! – ele veio em nossa direção com as mãos no bolso. – Seu pai sabe disso Ruiva? E os seus, Malfoy?
– Nott, eu juro por Salazar Slytherin se você não calar essa sua boca de merda, eu vou fazer você se arrepender... – disse Scorpius alterado, dificilmente ele ficava desse jeito.
– Você é monitor, o que vai fazer comigo? Me bater e arriscar perder seu cargo? – disse ele rodeando-nos. – Você poderia perder a chance de foder com a Weasley em uma das patrulhas...
– CALA ESSA SUA DROGA DE BOCA, Nott! – gritou Scorpius, uma lufada de vento percorrera toda a extensão do corredor fazendo com que a maioria das tochas se apagassem. Parecia sobrenatural.
– Ui que medinho, vá a merda, você e essa sua namorada! – disse Alexander.
Scorpius apanhara sua varinha do bolço e jogara Nott contra parede apontando sua varinha direto para a jugular do garoto, uma lufada ainda mais forte percorrera o corredor. Scorpius estava com os dentes cerrados e bufava.
– Scorpius não, deixa ele para lá... – disse tentando segurar Scorpius.
– Me solta, ou vai se arrepender! – disse Alexander que se tremia da cabeça aos pés.
Scorpius parecia pronto a amaldiçoar Nott. Segurei Malfoy pela cintura e implorei para que ele não fizesse isso. Ele me escutou e se afastou do garoto que sorrira assustadoramente e seguira seu caminho como se nada tivesse acontecido.
– Por favor, deixa ele ir... não vale a pena – falei segurando em seu pulso.
– Ai! – disse ele se soltando de mim e olhando seu pulso. – Que isso?
Uma marca parecia ter sido cravada na pele do pulso com uma navalha, era um grande M com uma cobra ou dragão que se enroscava nele.
– Foi o Nott que fez isso? – perguntei horrorizada.
– Não, não. Acho que foi a mulher em Hogsmead... – disse ele tocando a marca.
– Vamos a mademe Pomfrey, acho que essência de Dtamino deve resolver...
– Não, eu só preciso ir pro meu dormitória. Até amanhã... – disse ele saindo pelo corredor me deixando plantada. Não fiquei com raiva, eu achava que entendia o que ele estava sentindo. Subi as escadarias em direção ao salão comunal da Grifinória onde Alvo que aguardava.
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