A Rosa Que Sangra
12 Asas de pétalas
Notas iniciais
Sou eu, Albáfica. Um escritor, um estudante de Medicina, uma rosa em um jardim renovado, um amante, um amado, um amigo, um sofredor, um ser errante, um humano...
Quando a jornada humana chega ao fim? Será mesmo que é com a benção da morte? Ou quem sabe, exista um novo resplandecer após as frias colinas do fim da vida. Fim? Talvez...
Nada neste mundo é certo ou incontestável. Há somente uma coisa que supera qualquer obstáculo, que derrota qualquer inimigo e que sana qualquer dor: o amor.
O amor é como uma rosa, uma rosa eterna que jamais morre. Uma rosa que sangra e por isso, é tão especial no nosso jardim da vida.
Na verdade, todos nós temos uma própria analogia. Eu era uma rosa solitária a espera do primeiro raio de Sol. Hoje, não sou mais. O Sol, agora, já é alcançável para mim. Por muito tempo, vivi entre alegrias e dores, entre pétalas e espinhos. Sofria sozinho e tinha apenas aquilo que uma rosa pode oferecer. Vivia em um jardim de sangue e esse mesmo jardim me fazia mal, me agredia com sua fragrância venenosa. Contudo, eu fui presenteado com a chegada da primavera. Agraciei o florescer de uma nova flor, ao mesmo tempo que percebi o sangue que está na rosa. O amor nós dá asas para voar. Alcançarei esse infinito céu azul e voarei por sua imensidão. O sangue que é da rosa não se foi, para que eu sempre possa lembrar da veracidade do verdadeiro amor e da luz de uma sincera amizade. Sim, o amor é a mais bela das rosas! E não importa qual adversidade devemos enfrentar, teremos sempre o grande e especial consolo: sabermos que, durante o orvalho a rosa é perfeita.
--- A ROSA QUE SANGRA- PRIMEIRA TEMPORADA- FIM---
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