A Rocha Vermelha

1 Capítulo 1 - Novos Tempos


Notas iniciais
- Prólogo

2015 – População atual – 7,4 bilhões de pessoas

3.324.451 Pessoas na cadeia

No ano de 2015, a população mundial aumentou gradativamente, chegando aos seus 7,4 bilhões de habitantes. Na China, as pessoas começaram a migrar para outros estados e países, a Europa totalmente falida foi obrigada a impor leis que só permitiam um filho por casal, independente do salário ganho. Nesse mesmo ano, o número de presos aumentou 17% em 10 anos, o que fez com que alguns países ficassem na espreita em relação ás leis usadas para crimes e delitos.

2020 – População atual – 8,1 bilhões de pessoas

4.234.249 Pessoas na cadeia

Cinco anos após alguns países estabelecerem pena de morte, alguns líderes opositores foram contra tais medidas em países com governo esquerdista, o que resultou um conflito direto de Cuba x Estados Unidos, o que culminou em várias mortes. Com os países entrando em acordo, a pena de morte, depois de ter um crescimento em vários países, agora era reduzida em 7%. O número de pessoas na cadeia crescia para 22%. A situação nos presídios pelo mundo era crítica, a falta de estrutura criava conflito entre presos, policiais, direitos humanos e todos os tipos de parlamentos envolvidos em ações para o fechamento de cadeias e pena de morte. O conflito ainda não havia terminado.

2021 – População atual – 8,3 bilhões de pessoas

4.899.312 Pessoas na cadeia

A NASA começou o seu projeto de vida em marte depois da descoberta de água e vegetais. Desde de 2014, depois de vários anos de estudo, finalmente onze astronautas foram enviados para testes, eles ficariam no planeta vermelho durante 2 meses, em um espécie de planta de vidro estabelecida em uma das partes mais iluminadas do planeta. Os tripulantes iriam calcular o que poderia ser feito, enquanto a NASA planejara montar sua primeira base no planeta caso os testes forem positivos. No mundo, a escasez de água e comida era evidente em países menos desenvolvidos e até mesmo na Europa que já se encontrava em ruínas. A América do Sul era a única que poderia sustentar todo o mundo, mas havia um grande problema, era o segundo continente com mais presos no mundo todo, perdendo apenas para o americano, não havia mais espaço para cadeias, em alguns estados do Brasil, houve revoltas em que presídios foram explodidos e isso causou um grande impulso no mundo todo, talvez seria a única solução sensata, foi o que alguns líderes da direita pensaram, mas o atual presidente dos Estados Unidos, unindo-se com a China, atual maior potência, eram contra tais atos desumanos.

2024 – População atual – 9 bilhões de pessoas

5.500.000 Pessoas na Cadeia

O desenvolvimento ficou claro em todos os cantos do mundo. A crise com os alimentos foi resolvida com vários acordos entre países como Brasil, regiões do Caribe e América Central. A NASA finalmente começava o seu projeto de população em Marte, a construção de um complexo para 500 mil pessoas já era uma realidade bastante próxima, a previsão era que até 2034 isso já estaria pronto. Por outro lado, a situação nos presídios só piorava. Com a ajuda do Japão, os EUA começaram projetos de prisões submarinas, mas com uma falha que resultou em 20 mil mortes, a idéia ficou desgastada, a cada 100 habitantes, 4 moravam em uma prisão no mundo todo.

2034 – População atual – 9,3 bilhões de pessoas

7.394.510 Pessoas na Cadeia

Com o controle natalino em todos os países do mundo, a população parou de crescer, a água começara a ficar mais escaza e o problema nos presídios se agravou ao ponto de que pessoas só estavam sendo presas por graves crimes, a população estava voltando a idade das cavernas, o mundo entrava na era do caos, todos roubavam e cometiam inflações sem se preocuparem, as igrejas perderam o controle que tinha sobre o povo. A NASA conseguiu completar com êxito seu projeto, no ano anterior, 100 pessoas foram transportadas para marte para serem os primeiros moradores do complexo que foi um sucesso. A cada 2 meses recursos eram enviados e trazidos para terra, a exploração pelo planeta se aprofundavam com o avanço da tecnologia, em pouco tempo, várias pessoas poderiam residir no planeta vermelho.

2035 – População atual – 9,2 bilhões de pessoas

7.543.765 Pessoas na Cadeia

A Ásia, América do Sul e América do Norte fizeram um acordo que mudaria a vida de toda humanidade. A situação nas ruas era crítica, a Europa se encontrava abaixo da África em índices humanos e sociais, países da América do Sul estavam vivendo em ditaduras e o comunismo se emergiu pelo Canadá e alguns países da Europa. O governo americano decidiu que marte seria o lugar para os presos do mundo, ou pelo menos, para a maioria deles, todos os habitantes que já residiam por lá deviam deixar seu lugar e voltar para terra, dando lugar à o maior presídio da via láctea, o a Rocha Vermelha. Com o aumento do complexo para 1.000.000 pessoas, a ordem era que 500.000 presos fossem mandados para lá, e o resto da população seriam apenas militares, pessoas da NASA e do governo, a tendência era a de aumentar o planejamento e em 2050, todas as pessoas presas da terra serem mandadas para lá, já que o transporte para marte era feito todos os meses sem maiores gastos.

2037 – População atual – 9,4 bilhões de pessoas

6.432.111 Pessoas na Cadeia

A nova ordem começou a ser estabelecida no mundo todo. Os crimes por mais pequenos que fossem eram tratados como os piores possíveis. A pena de morte era absoluta em todos os países. Presos com delitos pequenos eram enviados para as prisões ou em trabalhos comunitários. Presos com delitos altos eram mortos, e presos com delitos médios, eram mandados para marte, na maior prisão já construída, comportando 600.000 detentos. A cada mês, 50 detentos de cada estados dos Estados Unidos eram mandados para a Rocha Vermelha, os nomes eram sorteados entre aqueles que cometiam crimes de médio porte, enquanto que, em Marte, os presos com mal comportamento, penas muito graves eram levados à cadeira elétrica, e os com bom comportamento, mandados de volta para uma prisão na terra.Isso era feito para a prisão não ultrapassar seus limites, mas a estimativa até o final de 2037 eram a de 1 milhão de lugares para detentos no lugar.

Com isso, o mundo começava a mudar e a ficar mais pacífico, as pessoas temiam tanto serem mortas como serem mandadas para marte, pois os boatos eram que os tratamentos no planeta vermelho eram piores que tortura iraquiana. A prioridade eram os países da América do Norte, Ásia e América do Sul, a Europa e África possuíam seu próprio sistema.

Phoenix – Estados Unidos da América – 18 de Abril de 2037

- Ah, mas que droga Jenny, por que você sempre tem que carregar uma bolsa tão grande? Ultimamente, me pergunto se você leva uma HK48 aí dentro viu. – Henry reclamava enquanto dirigia o carro e via sua mulher, Jenny, procurando seu cartão dentro de uma bolsa.

- Falo o mesmo de você e suas gavetas do escritório, todas em desordem total, acho que encontrei um rato morto outro dia lá, e não estou brincando. – A mulher rebateu a crítica do marido fortemente.

- Haha, pode até ser, mas ao menos acho minhas coisas quando eu preciso, querida Jenny – O rapaz falava em um tom polido continuando à olhar para a movimentada rua que pegara.

- Está aqui! Acho que o problema é com a minha visão, Henry, me lembre de ir ao oftalmologista para aumentar as lentes de contato. – A mulher era irônica com seu marido, e após abrir a porta do carro, descia, colocava seu óculos de sol, e se dirigia até seu emprego depois de se despedir.

- Até a noite Henry, e tire os ratos mortos de sua gaveta, os vizinhos logo vão começar a reclamar do mal cheiro. – A mulher dava um breve beijo em seu marido, e sorrindo, se dirigia para seu trabalho. Ela era gerente de um banco de médio porte do centro de Phoenix. Ela tinha a estatura média, olhos grandes e queixo proporcional com seu delicado rosto, tinha por volta dos 24 anos, apesar de aparentar ser bem mais velha, era uma garota madura e bem vivida, tinha longos cabelos negros e a pele clara apesar de morar no Arizona, o que fazia com que isso fosse motivo de piada por seu marido, Henry, um rapaz alto e moreno, típico soldado que serviu ao exército no Vietnã com seus 35 anos, mas ao contrário do que a maioria pensa, ele é um dos maiores cientistas químicos dos Estados Unidos, morava em uma região privilegiada de Phoenix, era calmo e gostava de esportes, o que era também raro para um cientista, motivo bom o bastante para Jenny rebater as provocações por sua suposta albinês. O rapaz, antes de se tornar cientista, era engenheiro de aviação, em um dos estados pioneiros de equipamentos militares de aeronaves dos Estados Unidos, mas agora, trabalhava em um instituto na universidade de Phoenix fazendo pesquisas para o governo, só podia mesmo ficar com sua esposa depois das 20:00, o que pra ele não era o bastante, por isso planejava trabalhar em um laboratório particular em sua casa.

- Nada melhor do que um bom vinho tinto, jazz, e um pouco de ar condicionado sem ter que ouvir a Jenny gritar dizendo que está com frio. – Sentado no sofá de sua sala, Henry apreciava uma taça de vinho em seu dia de descanso, sentia falta de sua esposa mas, deixava claro que sem ela as coisas também eram bem calmas. Os dois eram casados apenas por três anos, se conheceram quando Jenny ainda estudava Economia na Universidade em que Henry trabalha.

5 anos atrás – Universidade de Phoenix – Laboratório de Pesquisas

- Bem alunos, esse é o professor Stern Henry, um nome bastante peculiar mas, garanto que ele não é tão maluco como aparenta, afinal, vocês nunca viram um químico que parece um jogador de hockey não é? – A classe toda entrava em gargalhada, o professor Hurley já estava acostumado a fazer piadinhas com Henry, e este, acostumado a levar isso na esportiva. O rapaz daria uma demonstração para a turma de Química do segundo ano, mas naquele mesmo dia, Jenny, que havia matado aula para fumar, estava passando por ali, e interessada na explicação de Henry sobre células tronco, decidira ficar. Entrava de mansinho e se sentava em um dos cantos do moderno laboratório. A universidade era enorme e sua estrutura de primeiro mundo, assim como todas as universidades dos Estados Unidos.

- Como vocês estão vendo, isso não faz parte da explicação. Então, acho bom não anotarem isso, haha. – Henry fazia uma pequena piada enquanto explicava em seu monitor, mas ao mesmo tempo em que olhava para a turma, bem no canto de sua sala, observava uma garota sentada e encolhida em uma pequeno banco. O olhar dela era penetrante, seus cabelos negros e sedosos davam um charme asiático á ela, coisa que Henry não via muito pela universidade, se perguntou, naquele momento, o porquê dela estar ali. Até o final de sua explicação, o homem batia seus olhos na garota que continua a olhá-lo intensamente, ele ficava corado por alguns segundos mas tentava se concentrar em seu trabalho, mas queria muito saber o motivo dela estar ali. No término de sua pequena aula gratuita e voluntária, a garota não esperou e saiu primeiro do laboratório. Henry não podia deixar tal chance escapar, ele correu até ela, sem pedir licença para os alunos, e ao ficar no corredor, viu que a mesma estava quase pegando o elevador, mas conseguiu chamá-la a tempo:

- HEY! Espere... você. – Henry se aproximou rapidamente e após uma pequena corrida estava na frente de Jenny.

- Veio me cobrar pela palestra? Tentei não me destacar mas, acho que acabou notando, não é? Haha. – A garota mantinha seu mesmo olhar penetrante ao conversar com Henry, o mesmo ficava um pouco sem jeito por estar na frente de uma garota tão bonita, mas tentava manter sua compostura:

- Você não é normal, é? Digo, uma garota que aparentemente faz Economia, em uma palestra de... química? Certamente isso não é nada normal, e quanto a se destacar, sua pele e cabelo não permitem que você passe batida. – O homem lançava um sorriso singelo em direção a jovem que se envergonhava com o elogio.

- Não é o primeiro que fala da minha pele, não que isso me deixe feliz, mas na infância eu era alvo de bullying por isso, mas ao contrário das outras crianças que choravam quando chegavam em casa, eu ficava feliz por saber que era diferente de todos, e sabe, foi muito boa a sua palestra. Agora me responda logo, como diabos sabe que faço economia? – O chute de Henry havia sido certeiro. Ele colocava suas mãos no bolso tentando falar algo que não a desmotive a terminar a conversa:

- Eu sou um bom observador, digamos (?) Você parece uma garota de negócios, não entenda pelo lado errado, haha. – Os dois passavam a se divertir com o diálogo despreocupado em frente ao elevador. Algumas pessoas ficavam olhando os dois conversarem por longos minutos, Henry parecia feliz, e o mesmo para Jenny. No final da conversa, a garota pegou sua tablet e deixou seu endereço no cartão magnético de Henry.

- Isso é um convite? Por acaso está interessada em células tronco? – O homem tentava parecer difícil, mas apenas por charme.

- Não pense em muitas coisas, só quero te pagar um jantar em troca da palestra, sempre me interessei por química desde pequena. – Ela sorria e se preparava para pegar o elevador.

- Sua mentirosa, devia dormir nas aulas no ensino médio, mas, em todo caso, aceito, afinal, não é todo dia que se pode ter uma palestra ‘minha’. – A garota esboçava um grande sorriso.

- E modestidade das pessoas também não. Enfim, preciso ir, espero que você goste de camarão empanado. Até mais professor Henry. – Antes da garota descer, Henry havia esquecido de perguntar por seu nome.

- AH, e... – Antes de poder perguntar, a garota se colocou em sua frente responde:

- É Jenny. Não me venha com piadas sobre Jenny the Genie ok? Isso só aconteceu até a quarta-série. – Com uma piscada sensual, a garota se virou e Henry a viu desaparecer enquanto o elevador descia.

O restante do dia foi bem longo para o rapaz. Ele não era exatamente um professor, talvez se envolver com uma aluna não fosse nada anti-ético, e na verdade, via todos os dias alunos e professores se pegando, não estava nem aí, se a universidade o demitisse, eles que sairiam perdendo. Mas estava feliz com o convite, apesar de uma estudante, a garota não era como as outras. Era madura, elegante, e tinha um charme que não Henry não resistira.

As 18:00, ao fechar seu laboratório, Henry não perdia tempo, corria para sua casa, se preparava, e ia até o endereço passado por Jenny.

- Peço perdão pela minha atecipação mas, estava curioso pra descobrir o gosto dos seus camarões. – Henry, todo bem vestido e perfumado, se deparava com Jenny atendendo a porta apenas com uma roupa casual. Eram apenas 19:14, e ela havia combinado o jantar às 20:00, o que a deixara bastante surpresa mas ao mesmo tempo animada.

- Bem, pelo visto é bastante faminto hm? – Os dois se fitavam violentamente, Henry ao vê-la com um shortinho e uma blusa regata apertada mostrando seus belos seios quase saltarem para fora, já ficara todo ereto.

- Quem sabe eu tenha ficado um pouco mais agora. – O rapaz possuía atitude, não economizava nas palavras, e por um lado, isso era algo que a garota adorava, o que a fez imediatamente o puxar para dentro e se jogar em seus braços.

- Quem sabe eu possa te deixar mais ainda. – Os dois, em pleno corredor começaram a se pegar com uma intensidade sem igual. Henry a beijava enquanto ela despia suas próprias roupas, estava quente como uma tocha, o rapaz sentia a macia língua da garota percorrer sobre a sua em um ritmo frenético, ele apertava seu corpo delicioso e seu perfume ficara em sua mente, a prensava contra a parede, e em poucos segundos, com os dois despidos totalmente, ele já estava chupando-a com certa vontade que nunca teve antes. Ajoelhado no chão, o rapaz abria as pernas de Jenny e penetrava sua língua por toda extensão da intimidade da garota que soltava leves gemidos arranhando suas costas.

Ao ser levada para cama, Jenny e Henry trocavam provocações e juras de amor, a cada beijo os dois ficavam ainda mais loucos, Henry, em cima da jovem, penetrava sua vagina fortemente querendo demonstrar toda paixão ardente que sentia no momento, o suor escorria pelos corpos de ambos e a noite se esticava ainda mais. Jenny cavalgava feito uma louca com o sangue fluindo a ecstasy enquanto Henry se continha para não acabar com a noite tão rápido. Eram 23:00, e os dois estavam agarrados na cama, cansados e acabados depois de gastarem todas as suas energias. O jantar, ao menos, era esquecido, nada mais importava para Henry nem para Jenny, apenas queriam ficar juntos. A garota era acolhida pelos braços fortes do capaz, mantinha sua cabeça encostada no peitoral do mesmo que a acariciava com uma das mãos:

- Como demorei tanto tempo pra te encontrar? E você já está no terceiro ano? Devia ter feito mais tours pela universidade. – Henty a beijava no pescoço.

- Mas agora não vou gostar se começar a fazer, tem muita biscatinha solta por aí. – A garota ainda conseguia manter seu humor mesmo cansada e atarracada com o homem.

- Depois que te encontrei, pode ter certeza que não vou querer mais nada. – Os dois se abraçaram fortemente e deram um beijo mas, ao contrário do beijo inicial, esse era mais lento, mais apaixonado.

Depois desse dia, os dois passaram a ter um relacionamento sério, e Henry não fazia questão de escondê-lo, por mais que Jenny ficasse constrangida no meio de suas amigas, mas com o tempo, se acostumou. Os dois passaram três anos juntos, felizes, planejando um futuro longe de Arizona, Jenny queria se mudar para a Ásia, o que atualmente, era o continente mais próspero do mundo e sonho de todos. Ambos sempre se ajudavam, Henry finalmente se casou com ela, dois anos depois de tê-la conhecido, sua vida de casado foi melhor do que imaginava, nunca se enjoava de Jenny, e Jenny, era obcecada por seu marido, os dois pensavam que estavam destinados a viverem juntos mas, haviam se esquecido que o mundo havia mudado.

Phoenix – Estados Unidos da América – 18 de Abril de 2037

- Vai se foder, juiz de merda, o que pensa que ta fazendo apitando um jogo? Devia estar em marte sendo estuprado por um negão! – Enquanto assistia um jogo de futebol americano, Henry esperava sua mulher, estava faminto, e não queria esquentar a comida chinesa que havia pedido sem ela.

- Já são 18:05... ela deve ter passado naquela maldita loja de cosméticos de novo, maldito capitalismo. – Henry estava um pouco alterado pela bebida, depois de mais alguns goles de vinho, ele recebeu um telefone. Ao atender, seus olhos quase saltaram de seu rosto, deixou o copo de vinho cair no chão de espatifando. Sem nem colocar o telefone de volta ao lugar, pegou as chaves de seu carro e partiu afobado.

Ao chegar na delegacia, via Jenny toda ensangüentada, com os olhos vazios, sem resistir aos policiais que a algemaram:

- JENNY! JENNY! – Henry corria desesperado em direção a sua mulher mas era parado por alguns policiais robustos.

- Devagar rapaz, ela é sua esposa mas está presa no momento, agora você não poderá falar com ela. – A mulher era levada para uma pequena cela da delegacia, enquanto o delegado chegava para explicar tudo à Henry.

O delegado disse que houve um incidente no banco onde Jenny trabalhava.

- Você sabe, meu caro Henry, sua mulher é muito temperamental, não é? – Henry apenas concordou com a cabeça apressado para que o delegado continuasse. Os dois estavam sentados em pequenas cadeiras no fundo da delegacia, em um lugar barulhento e sujo.

- Bem, mas isso não muda os fatos. Acho que você também tinha conhecimento de que o chefe de Jenny, Godwart Ridstone, um dos homens mais influentes de Phoenix, abusava de seus funcionários verbalmente. Ele sempre foi um porco maldito, isso eu não nego, mas para ela fazer o que fez... – Henty se levantou:

- O que diabos aconteceu!? – Ele começava a chorar ao pensar que sua esposa estava com grandes problemas.

- Se acalme, não pense em fazer estupidez, não é hora para isso. Ela me contou que estava apenas fazendo seu trabalho, no fim do expediente, quando o senhor Godwart começou a xingar uma das funcionárias novas contratadas por ele mesmo, ele começou a humilhá-la ao ponto dela chorar, Jenny se levantou e lhe deu um forte tapa no rosto. Ridstone não poderia deixar isso passar, ele pegou um pequeno banco e arremessou contra ela, mas a mulher na qual Jenny protegera se jogou na frente, caindo no chão, sem vida. A mulher havia fraturado o crânio e sua morte foi instantânea, Godwart tentou correr, mas com o mesmo banco, Jenny deu um forte golpe na cabeça de seu chefe, e com ele no chão, começou a golpeá-lo até desconfigurar por completo sua face. Ele foi dilacerado, Henry. Sua mulher não agüentou o que aconteceu, e para sua felicidade, isso já foi confirmado pelos peritos, um civil viu tudo que aconteceu quando estava passando na rua, a versão dela é verdadeira. – Henry começava a chorar, mas, olhando par ao delegado, perguntava:

- Na pior das hipóteses... – O delegado se levantava, acendia um cigarro, e depois de um trago, o respondia:

- Ela pagará 10 anos em marte por homicídio doloso. Sinto muito, Henry.

O rapaz caía no chão, amargurada, levando suas mãos em sua face soltando um enorme berro que se ecoava por toda delegacia.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.