— Escute. — disse o homem.

Sua mão foi até o ombro do garoto e o apertou com força. Ele inclinou seu corpo e ficou na altura do mesmo. Encostou seu rosto no menino e depois falou:

— Não á nada mais tenebroso que minha voz aqui nesse lugar miserável. Então... se não quiser ficar ouvindo ela enquanto estiver dormindo... É melhor começar a mover esse conjunto de carne pelo campo imediatamente. — o general não parecia brincar. — vou fazer de sua vida um inferno M.

Os outros imunes estavam mais atrás formando um semicírculo, e com certeza, falavam sobre ele.
Um deles viu o garoto se aproximar:

— Você realmente gosta de escutar essa linda voz, não é M?! — Os outros riram. — cara você precisa para de fazer burrice. Você pode até desclassificar a nossa equipe se continuar assim.
— Cale a boca K. — disse a garota ao seu lado — o M não tem nada a ver com o que aconteceu, você sabe muito bem disso.

Os dois trocaram olhares furiosos.

— Obrigado L. — disse Marcus. — não se preocupe, não direi o que aconteceu. Agora preciso pagar o castigo. A gente se vê mais tarde galera.

Os outros acenaram com a cabeça e depois se despediram. Eles estavam tristes. Não era culpa de seu colega o que havia acontecido.

Marcus saiu sem olhar para trás e foi em direção a seu castigo. Não acreditava que estava passando por aquilo por conta deles. Ele nem os conhecia direito, não sabia nem ao menos seus verdadeiros nomes, somente suas iniciais. Estava dando um tolo em não ter contado o verdadeiro motivo pelo qual a equipe tinha fracassado no exercício anterior.

— Strucker! — gritou general — venha até aqui. Hora dos exames semanais.

O garoto seguiu as ordens e foi ao encontro do homem robusto. Eles foram até a ala hospitalar.

— Quero ver o seu chip. — Ele disse.

Marcus obedeceu sem pestanejar virou de costas para o general e abaixou a cabeça.
O homem viu o objeto brilhante no pescoço do rapaz magricela.

— Tire sua camisa. — ordenou o homem — Quero ver a sua estrutura.

O menino obedeceu.

O general olhou para seu peito e depois colocou o objeto metálico bem onde seu coração de localizava. Ele escutou os batimentos do garoto por um longo tempo.
Logo depois ele pediu para o garoto se pesar. Depois que Marcus terminou ele sentou-se a frente do garoto e falou.
— Sua saúde só melhora.

O garoto fingiu não ouvir.

— Você poderia obter resultados melhores nos exames... você sabe muito bem disso. — o general analisou sua ficha em segundos — Marcus. Você sabe o que aconteceu naquele dia.

— Já se passaram meses... Não gosto de lembrar.
— Pois precisa. O que aconteceu lá, naquele dia, não foi culpa de ninguém.
— Aquilo foi culpa dos C.A.O.S.! — o garoto havia percebido tarde demais o seu tom de voz — Desculpa, senhor.

O general andou até o outro lado da sala e remexeu em alguns objetos. Seu tom sombrio deixava tudo muito perturbador.

Quando as veias saltadas do pescoço de Marcus começou a se normalizar, ele pode sentir a forte dor de cabeça que havia lhe perturbador por muito tempo.

— Você esqueceu de tomar seus remédios, não foi? — O homem veio andando até sua direção novamente e a lhe entregou um frasco de vidro familiar. — um dos soldados de sua equipe, deixou escapar que você deixou de tomar seus medicamentos, há algumas semanas e me entregou este frasco quase cheio.
— Acho que sei quem foi...
— Você precisa melhorar Marcus. — milhões de vida lá fora como a de seu irmão que precisam ser salvas.

Os dois quiseram deixar o momento quieto.
Enquanto no silêncio fazia seu trabalho, o general não conseguia contar sua insatisfação com os resultados do garoto. Ele com certeza havia apostado suas fichas em Marcus.
Sem ele, todo o novo distrito não existiria, sem ele não haveria experimentos como os imunes ou qualquer outra coisa. Mas sua indignação tinha que se manter dentro de si. Ele não poderia mostrar fraqueza não poderia demonstrar seus sentimentos ele deveria transparecer uma máquina.
E desejava que o garoto também.

— Eu vou tentar melhorar. — disse o garoto — Eu prometo. Se é para salvar pessoa a como meu irmão, então eu tentarei dar o melhor de mim
— Ótimo. — ele ficou contente com a resposta do garoto — comece dando o melhor tomando seus remédios corretamente. Você percebeu que sua audição melhorou, se deseja obter resultados melhores então continue tomando essas pílulas.
— Certo, mais alguma coisa?
— Sim, um conselho...

Ele fixou seus olhos nos do garoto, que pareceu tremer com o contato visual, deu de braços e falou com o tom mais sério que conseguia.

— Amanhã será sua primeira missão. Espero que comande bem sua equipe. Depois disso, se tiver êxito, tudo será diferente. Você será um verdadeiro soldado e enfrentará coisas bem maiores.
— Mais alguma coisa? — Marcus tentou deixar o clima mais alegre.
— Não. Pode ir.

O garoto vestiu suas roupas e pegou seu material e saiu da sala ainda com um pouco de raiva.
Ele com certeza daria o melhor, daria o melhor, mas não por conta do general ou para se manter ali. Assim que tivesse a oportunidade no outro dia, durante a missão, ele fugiria para bem longe dali.