Notas iniciais
Esse capítulo é maior que os outros. Mil perdões pela demora.
CAPÍTULO III

Adam olhou por toda a mesa de café da manhã. Toda a corte de Eternia estava lá, todos os seus amigos. Até mesmo sua irmã, Adora tinha vindo de Eteria para visitar a família. Todos estavam lá. Todos, exceto Teela. O príncipe sentiu uma forte cotovelada no braço. Rapidamente ele se virou para Adora.

— Ai. – disse

— Tá esperando o que, idiota?

— Hã?

— Vai falar com ela!

Adam se levantou.

— Valeu, maninha.

Teela ouviu alguém na porta.

— Pai, eu já disse que não vou descer de jeito nenhum... – ela disse e abriu a pensando tratar-se de Duncan e viu Adam a sua frente – a não, você não! – falou imediatamente fechando a porta.

— Teela, espere! – disse Adam segurando a porta.

Ouvindo aquela frase Teela lembrou-se do momento em que He-man a disse. Sinceramente esperava que Adam repetisse seu ato, mas isso não aconteceu.

— SEU IMBECIL!!! – ela gritou

— Dá pra falar mais alto? Acho que não deu pra te ouvir da dimensão do Gorpo.

— A infantilidade de sempre.

- Eu não sou infantil!

- Não é infantil?

- Não!

- Não é infantil? Adam, disser que você não é infantil é como dizer que o Esqueleto não...

Adam a beijou tão repentinamente quanto He-man o fizera. E o beijo era o mesmo. Exatamente igual! “Mas isso é impossível!” pensou Teela “A não ser que...”

- Adam, sai!

- O quê?

- Agora! Sai logo!

- Mas...

- FORA!!!

Adam voltou à sala de jantar, de onde com certeza tudo foi ouvido, e voltou-se para Adora:

- Valeu, maninha.

Depois disso foi para seu quarto. “Teela...” pensou “... como eu queria que você soubesse. Seria tudo tão mais fácil. Pensando bem, te contar seria meio tenso. Se o Duncan te contasse seria bem melhor... Peraí. É isso!”

— Duncan!

“É impossível!” Teela pensava em seu quarto “Adam e He-man... a mesma pessoa? Não. Se bem que faz muito sentido. Será?”

— Quer que eu conte o quê pra ela?! – Mentor estava abismado com o pedido do príncipe

— Sim, Duncan, preciso que conte para Teela... – olhou em volta — ...que eu sou He-man.

— Mas, por quê?

— Bem, depois que eu a beijei, acho que ela começou a ligar os fatos e...

— Você a beijou! – o Mentor o interrompeu, sentindo ativar seu instinto de pai super protetor.

— Sim, é uma longa história... Pode contar pra ela?

— Sinto muito, mas não – foi embora

“Vamos, Adam, pense. Quem mais conhece esse segredo?”

— Gorpo, não adianta. Eu venci! — dizia Pacato

— De maneira alguma! – o pequeno feiticeiro bateria o pé se o tivesse – Você trapaceou!

— Falou o carinha que usou magia de outra dimensão pra viciar os dados.

— Gente! – Adam interrompeu a discussão

— O que foi agora?! – perguntaram os dois em uníssono

— Calma. – ergueu as mãos num sinal de rendição – eu só quero que vocês me façam o favor de contar pra Teela... aquele segredo.

— Nada feito, irmão! – Gorpo cruzou os minúsculos braços

— O que? Por quê?

— Mudou de opinião do nada, seu bipolar? A Feiticeira nos mataria! – falou Pacato

— Eu acho que não.

— Ah, claro que não! – ironizou o mago – Primeiro fala isso pra impressionar sua “namorada” e depois toda Etérnia fica sabendo!

Os dois simplesmente saíram.

— Ma... mas – Adam ficou falando sozinho – Acho que vou ter mesmo que apelar pra Feiticeira.

Notas finais
Postarei o proximo o quanto antes, prometo.