A Reviravolta -Amity Chicago Virtual
6 O Reencontro
11 de fevereiro
Sete dias depois de entrar na Amizade
Desperto em um pulo ao escutar um grito perto de mim. Thalyta.
– Thalyta, o que você está fazendo? –Falo o mais alto que posso.
–Acordou o belo adormecido? –Ela cai na gargalhada com sua própria piada. –Acordei você para ver o nascer do sol. –Complementa com um sorriso.
– Não sei se vou, estou muito cansado. –Falo.
–Ah! Vamos, você tem que ir. Está todo mundo lá assistindo. – Thalyta faz uma cara que não pude recusar.
– Está bem. –Digo impaciente. –Agora, deixe eu me vestir.
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– Aonde, exatamente, estamos indo? –Pergunto.
–Você vai ver. –Thalyta fala ao pegar minha mão para me guiar.
Ela está me levando a um lugar totalmente desconhecido aos meus olhos. Ainda está muito escuro e tenho que prestar muita atenção para não tropeçar no caminho. Thalyta é muito espontânea, gosto disso. Além de ser muito bonita. Preciso prestar mais atenção ao meu redor. Preciso esquecer Beatrice. Nos últimos sete dias, eu fiquei aflito por não estar perto dela.
–Chegamos! –Fala Thalyta tirando-me de meus devaneios.
Olho ao meu redor, não há nada mais que casais abraçados sentados na grama. Estamos em algum lugar longe da cidade, mas a visão daqui é ótima. O nascer do sol logo aparece.
– Não é lindo?!- Thalyta fala, mas parece mais uma afirmação. Então apoia sua cabeça em meu ombro.
– Sim, é. –Então envolvo meus braços em torno dela – Qual é o nome deste lugar? — eu pergunto curioso, afinal não fazia ideia que existia um lugar tão lindo.
– Eu não sei — ela responde em um sorriso — mas desde o dia que eu conheço, chamo de paraíso!- Olhei pra ela e sorri. Definitivamente, esse lugar é um paraíso.
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Algumas horas depois de sairmos do paraíso, chegamos à amizade. Agora estou em meu quarto trocando de roupa para ir à cidade entregar comida ás facções. Um dos nossos papéis na iniciação da amizade.
–Chapéu lindo!- Laísa diz ironicamente para mim. Ela acaba soltando uma risada ao me ver dar uma voltinha.
–Ok, vamos. –Fala Carlos. Ele melhorou sua atitude comigo, no começo era sempre grosso e mal humorado, mas acho que era uma fase.
Eu sei dirigir, dirigia o carro do meu pai na abnegação ás vezes quando ia levar meus irmãos ao colégio. Abnegação não permitia que tivéssemos carro, mas meu pai trabalhava com isso. Então, eu vou dirigir o caminhão.
Com o caminhão já carregado de suprimentos para a cidade, estamos dirigindo até que temos que parar para o guarda da audácia abrir o portão para nossa passagem. O guarda abre e noto um grupo de pessoas de preto parada do outro lado. Entre elas estava Beatrice. Enquanto meus amigos abrem a traseira do caminhão para os guardas conferirem. Grito de onde estou. Não quero descer e me decepcionar em não encontrá-la.
— Beatrice? — Falo com um sorriso no rosto. Ela vira o rosto e agora tenho certeza. É ela. Desço depressa do caminhão e corro até ela, então a abraço. Não pensei apenas a abracei, mas ela não retribuiu. O sorriso que tinha há segundos atrás desaparece ao ver seu rosto machucado.
— Beatrice, o que aconteceu com você? O que aconteceu com seu rosto?- Falo preocupado, afinal, como tinha se machucado?
— Nada, só treinamento.–Ela fala de uma forma tão distante. Mas não deu tempo de responder, uma garota com cabelo curto se aproxima e fala.
— Beatrice? — Fala a garota, ela cruza seus braços e ri. — É esse o seu nome verdadeiro, Careta?
Ela a chamou de Careta. Será que Beatrice trocou seu nome ao chegar à audácia para ser apelidada de Careta? Não faz sentido.
— Do que você pensou que Tris fosse diminutivo? –Tris, então era assim que estava se chamando agora.
— Oh, eu não sei... Débil? — A garota rebate — Oh espere, isso não começa com Tris. Engano meu.
— Não há razão para contrariá-la — Digo o mais suave que consigo, não quero que Beatrice se irrite. — Eu sou Robert, você é?
— Alguém que não se importa com qual é o seu nome. –Ok agora ela foi desrespeitosa. — Por que você não volta para o seu caminhão? Nós não devemos fraternizar com os membros de outras facções.
— Por que você não se afasta da gente? — Beatrice, ou devo dizer Tris, fala a garota.
— Certo. Não iria querer ficar entre você e o seu namorado — A garota fala e sorri, então se afasta.
Namorado? Se ela disse isso quer dizer que a Tris não se envolveu com ninguém ainda. Tive vontade de sorrir, mas a situação não era nada alegre. Então a olho.
— Eles não parecem pessoas legais. -Falo.
— Alguns deles não são. –Tris fala
— Você poderia ir para casa, sabia. Tenho certeza de que a Abnegação faria uma exceção para você. –Falo calmamente.
— O que faz você achar que quero ir para casa? — Tris fala alterando um pouco a voz. — Acha que eu não posso aguentar isso ou algo assim?
— Não é isso — Balanço a cabeça. — Não é que você não possa, é que não deveria precisar. Você deveria ser feliz.
— Isso foi o que eu escolhi. É isso aqui —Ela olha para atrás de mim— Além disso, Robert. O grande objetivo da minha vida não é só... Ser feliz.
— Mas, não seria mais fácil se fosse assim? –Falei. Então chegou minha hora de ir embora. Toquei seu ombro e me viro em direção do caminhão. Laísa está lá com seu banjo prestes a tocar. Ela toca e começa a cantar. Então me sento e olho para Tris uma última vez e aceno, ela retribui. O caminhão vai se distanciando e deixando o meu passado para trás.
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