A Resistência
4 Inferno - parte II
Notas iniciais
QG da SS
Enxofre, o característico cheiro de enxofre, o cheiro do inferno, o cheiro do demônio, era o único cheiro que Peter era capaz de sentir, mas não sabia a razão dele estar sentindo tal odor, seria uma premonição? Peter não queria pensar no que poderia ser, apenas estava concentrado em esfaquear repetidamente o SS que acabara de atirar em seu amigo Hans, e agora? O que ele faria no meio do Quartel da SS, vendo a morte chegar lentamente ao seu amigo? O sangue de Peter estava tão quente quanto os desertos de onde ele veio, ele estava com tanto ódio quanto os leões que ele costumava matar antes de Hitler chegar ao poder e tirá-lo de sua família, quando finalmente Peter viu a vida do SS se esvaindo, ele parou para raciocinar um pouco, o que Hans faria?
Foi aí que veio a ideia, Peter não hesitou, tirou uma granada do bolso de Hans, e atirou o mais longe que conseguia, quando a granada estourou, Peter reuniu uma força que não sabia que tinha, e saiu carregando Hans em suas costas, o único sinal de civilização que havia era uma pequena estrada de terra, realmente estavam no meio do nada, onde nenhum alemão seria capaz de imaginar a crueldade e a desumanidade que ocorria por ali.
(Enquanto isso, no QG dos piratas)
Evelyn estava apreensiva, tentava manter sua mente ocupada lendo os arquivos da WunderWaffen, mas não conseguia parar de pensar no que estava acontecendo para Peter e Hans, pois eles não haviam voltado até agora.
Faust, que estava lendo uma matéria sobre Jesse Owens, o homem mais rápido do mundo, não pôde deixar de perceber a apreensão de Evelyn, e foi perguntar o que estava acontecendo:
"Algum problema Evelyn?"
"Faust, você acha que Peter e Hans estão bem?"
"Dadas as circunstâncias, acredito que eles devem ter tido um pequeno atraso, e já devem estar voltando, acalme-se, beba um pouco de Coca-cola!"
"Coca o quê?!"
"Coca-Cola, uma marca de um tipo de bebida que os estrangeiros chamam de refrigerante, experimente!"
Evelyn bebeu o primeiro gole, e como ela era viciada por doces, bebeu a garrafa inteira rapidamente.
A Coca-Cola estava gelada, mas não tão gelada quanto a chuva que caía sobre Peter e Hans, que neste momento, estava vivo por um milagre, a água da chuva caía sobre os ferimentos de Hans como uma guilhotina caindo sobre a cabeça de um condenado, manchando a camisa de Peter de vermelho, o vermelho que ele tanto odiava, o vermelho do sangue de inocentes, o vermelho forte como o ódio que os nazistas carregavam consigo, o vermelho do diabo, o vermelho da força, mas ao mesmo tempo da covardia que era ocultada bem debaixo do nariz do povo alemão.
Continua...
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