A Resistencia
3 Sua vida por um fio..
Pov. Laila
Já havia feito quase um dia que havia me perdido na floresta após a chuva de meteoros. Estava cansada e com sono, pois, não conseguia dormir de tanta dor. Meu braço cortado, nele eu havia feito um curativo de uma folha de bananeira que havia achado, e então consegui conter o sangue.
Após um tempo..para meu desagrado começa a chover, uma chuva que começou fraca,mas, logo foi aumentando.
Corri em busca de abrigo contra a chuva,mas, algo me chamou a atenção.. Eu comecei a escutar um grito de socorro abafado, e então fui a procura de onde ele vinha.
Pov. Gabriela
Estava muito cansada e com dor, já havia passado quase um dia desde que fiquei presa nessa caverna.
Logo escuto um enorme trovão. E olho para um buraco de tamanho médio que havia no topo da caverna; ele havia aparecido após a queda dos meteoros. Então, começou a chover e há água havia começado a escorre por aquele buraco, mas, no começo não liguei pois a chuva estava fraca... E então ela começou a engrossar. Eu estava perto do buraco e vi quando começou a cair água de lá. Após um tempo a caverna começou a encher, pouco a pouco. Foi quando eu comecei a gritar por socorro,tentei soltar minha perna,mas,de nada adiantou.
A água começou a subir até minha cintura e ela não parava de cair. Cada vez mais eu gritava por socorro. Até que ouço uma voz familiar, que perguntava:
–Quem esta pedindo por socorro?!!
Não queria nem saber quem era e logo respondi:
–Sou eu! Gabriela, por favor, me ajude!!! Estou na caverna! A água já esta no meu peito!!
–Gabriela?! É você?!!
Foi então que eu reconheci aquela voz.. Era Laila!!
–Laila?! Por favor, me ajude! Meu pé esta preso e não posso sair daqui!!
Pov. Laila
Corri o mais rápido para ajudá-la,mas, a entrada da caverna estava bloqueada pelas pedras! Então comecei a puxá-las e tira-las! Por mais que o meu braço doece por estar com aquele grande corte não deixaria minha amiga morrer. Puxava com todas as minhas forças as pedras com o único braço que tinha melhor. Logo vi que ele começou a sangrar novamente,mas,mesmo assim continuei! Aquela dor insuportável me matava!
–Vamos Laila! A água esta no meu ombro!!!
Gritou Gabriela!
Consegui abrir um buraco médio e entrei. A água estava na minha cintura e Gabriela estava lutando por ar.
–Tire a pedra dá minha perna!
Disse ela enquanto levantava a cabeça para poder respirar.
Corri e procurei a pedra que estava em sua perna, nos duas empurramos a pedra e a tiramos de lá. A perna de Gabriela estava muita Machucada, o sangue estava espalhado por sua perna e havia vários cortes. Tentei ajudá-la,mas,ela não conseguiu levantar,pois, estava com muita dor.
–Não consigo... Dói muito!
Disse ela meio que em um suspiro de dor.
Vi que havia um buraco no teto e disse:
–Vamos subir!
Ela me olhou como se fosse doida e disse:
– Você acha que eu consigo subir.. Nesse estado?
– Claro que sim!!
Ela se apoiou no meu ombro e subimos em cima de uma grande rocha que havia na caverna. A água já passava dos nossos rostos. Então, eu com meu braço já pingando de tanto sangrar, empurrei Gabriela para cima e ela subiu logo eu fiz o mesmo.
Então em cima da caverna, vimos o quão perto chegamos da morte; e nos abraçamos aos prantos.
Ajudei-a descer e fomos à busca de abrigo para a chuva que ainda caia.
Pov. Mari
Estava cansada, já fazia quase um dia que havia caído e ficado pendurada na beira desse precipício. Meu corpo doía, e então olhei para baixo e vi aquelas pedras ponte agudas e pensei “Por que não largo isso e morro logo?!” isso já tinha me vindo à cabeça milhares de vezes desde que havia feito 10 horas de que estava pendurada naquele precipício.
Logo que ia largar, escutei:
– Tem alguém ai? Tem alguém ai?!!! Se não tem.. vou embora,tchau!
Aquela voz me era familiar.
–Socorro! To aqui no precipício!
–Nossa a natureza ta falando comigo! Sabia que anos de boa com a natureza ela ia acabar se comunicando!
Foi ai que eu percebi que há única pessoa nesse mundo que falaria isso era.. Julia!
–Julia,vem cá!!!
–Ta bom, mãe natureza! Vou ganhar poderes da natureza? Vou poder falar com animais e fazer plantas crescerem?!!
–Julia, não é a mãe natureza! Sou eu a Mari, vem cá no precipício!
–AAAAAAA ta!
Logo vem Julia e pergunta:
–Que quê você ta fazendo ai?
Disse ela deitando na berrada e colocando a mão no queixo.
– Não é que eu quis ver quanto tempo agüentava ficar pendurada e quase morrendo...
Disse com sarcasmo.
–Legal!
–Não!!! Eu to pendurada quase morrendo,me puxa logo!
–Ta estressada!.. Era só ter falado!
Revirei os olhos pelo seu comentário desnecessário.
Pov. Luccas
Já estava cansado e com muitas queimaduras, mas..a coisa que mais doía.. era a..fome!!!
QUASE UM DIA SEM COMER!
E ouvi alguns trovões, mas, não liguei muito pra isso...
Pov. Emily
To com pouca água e comida. Estou muito cansada,meu corpo dói muito e aquele corte estava ardido e tinha que muda o esparadrapo pela 3x, meu corte não parava de sangrar.
Escuto trovões muito fortes e enxergo uma floresta logo a frente o que me faz continuar andando.
Pov. Luccas
Quando a chuva começou veio muito forte e a água veio com grande força descendo o moro da parte da floresta onde estava. E começou a me empurrar bruscamente para baixo. Então comecei a engolir muita água e a enxurrada, depois não lembro de nada.
Pov. Emily
A chuva começará a engrossar e graças a Deus estava a chegar à floresta. Quando chego vejo.. Luccas, desmaiado. Sua perna inchada e roxa, com varias queimaduras nela, suas mãos e braços com queimaduras de segundo grau, então fiz uma reanimação nele que acordou cuspindo água.
–O que houve? (Luccas)
–Acabei de salvar sua vida...vamos logo! Não me faça te salvar de novo!
Ele se apoiou no meu ombro e fomos em busca de abrigo.
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