A Resistência

2 O Inicio - Parte II


Notas iniciais
Mais um cap. ♡ xxx

Por mais incrível que parecesse, os Aliens – ou exterminadores – não eram tão diferentes de nós. Mas isso porque quando matavam um humano e estavam em sua forma original, eles usavam o corpo humano – como se fosse um cobertor – e tinham acesso a todas as lembranças e emoções da alma humana que ocupava aquele corpo para conseguirem se infiltrar nas resistências, além de influenciar algumas pessoas pessoalmente. A única diferença notável quando os exterminadores estão nos corpos humanos é que seus olhos possuem um vermelho vivo.

E os exterminadores que estavam na frente delas possuíam o olho mais vermelho possível. E tinham armas. Das boas.

Não temos chance alguma, pensou Aria.

– Annie... Não sei quanto a você, mas eu não sou lá muitas coisas em um confronto físico.

– Bem...Sempre é uma boa hora para aprender. – Annie disse sorrindo e os atacou.

Aria se impressionou no quanto Annie podia ser rápida e fatal.

Havia um carro velho abandonado por la então Aria decidiu se esconder atrás dele. Annie consegue cuidar disso sozinha, ela pensou.

Aria observava tudo. Cada ataque e cada desvio que Annie fazia.

Ela simplesmente matava os exterminadores como se fosse uma brincadeira de criança que já estava cansada de brincar.

– Hei! Medrosa! Pode sair daí. Eles estão todos mortos.

Aria se levantou. Um havia levado três toros na cabeça, outro não tinha cabeça e os outros três estavam completamente surrados e metralhados.

– Nunca tinha visto você lutar... Nesses dois anos que te conheço nunca precisamos enfrentar um assim, cara a cara. Eu nunca conseguiria. Você precisa me ensinar! – Aria estava empolgada.

Annie riu da empolgação da amiga. Sua boa estava suja de sangue e havia vários cortes no braço, mas ainda assim Annie continuava linda. Seu cabelo não embaraçara e seus olhos ainda possuíam o mesmo brilho.

Era difícil imaginar que uma garota dessas simplesmente detonou cinco exterminadores sozinha.

– Um dia desses, quem sabe. Mas agora precisamos ir. – ela deu um sorriso torto. – tudo o que precisa saber por agora é como atirar. Se souber isso, você consegue sobreviver... Eu acho.

– Vamos logo – disse Aria rindo que pegou suas sacolas e subiu em sua moto.

– Ok. – disse Annie com já com suas sacolas e em sua moto.

Antes de dar a partida, Annie escutou um pequeno ‘Beep’ em seu bolso.

Annie que antes possuía um olhar divertido ficou séria de repente.

– O que foi? O que aconteceu? – perguntou Aria preocupada.

Annie apenas mostrou a mensagem para a amiga – que à medida que lia ficava mais pálida do que já era.

– Ah meus Deuses! – Aria exclamou.

“Eles estão aqui!

São dois, ou três! Venham logo

***

Megs estava desesperada. Ela estava escondida na dispensa da cabana, enquanto escutava a voz dos exterminadores se aproximando.

– Onde você está humana? – um deles disse – posso sentir seu cheiro.

A loira baixinho. Onde elas estão? Pensou consigo mesma.

A porta da dispensa se abriu revelando os exterminadores. O mais alto que estava à esquerda tinha um cabelo negro e usava uma jaqueta de couro negra. O do meio era ruivo e usava apenas uma camisa azul marinho e calças jeans e o da direita era um loiro que so usava calças jeans, tinha um cabelo até a altura dos ombros e tinha uma barba que se Megs não estivesse entre a vida e a morte acharia sexy.

Ela só soube diferenciá-los dos humanos pelos olhos, vermelhos como rubis.

Eles deram um sorriso malicioso e a encararam.

– Onde estão seus amiguinhos? – Perguntou o ruivo.

Quando Megan não disse nada ele deu um olhar para os outros dois que se afastaram. O loiro foi para a porta e o outro ficou a poucos passos de distância do ruivo e Megan.

– Ah! Sinto muito! Esquecemos as apresentações. – disse ele sarcástico. – meu nome é James. Este é Erick – ele apontou para a porta onde o loiro estava – e este – ele apontou para o mais próximo a eles, que sorriu – é Damon. E você é...

– Meg... Megan. – sussurrou ela.

A porta se abriu num estrondo.

Erick se posicionou ao lado de Damon que estava pronto para atacar.

– Parece que seus amigos chegaram. – disse James a Spencer.

Ainda sorrindo, James pegou Megan e posicionou uma faca em sua garganta.

***

Annie praticamente arrombou a porta. Ela e Aria estavam com suas metralhadoras e suas facas.

– Eu acabei de matar outros três de vocês sozinha seus idiotas – começou Annie – Deixem-a ir ou eu... – A voz de Annie ficou no ar quando seus olhos pousaram em James. Mas não se iluda. Os olhos de Annie não demonstravam nenhuma alegria ou amor. Demonstravam apenas nojo.

James abriu um largo sorriso.

– Ah Annie! Já estávamos ficando preocupados por causa de seu desaparecimento. – disse James sarcástico.

– Chegou bem a tempo de ver todas morrendo. – Disse Damon com um olhar malicioso.

– Seus nojentos. Estamos em vantagem de armas. Vocês nunca nos venceriam assim. – disse Aria.

– Mas nós temos uma refém. – contradisse Damon.

– Como você se atreve... – disse Annie. – ESSE É O MEU ESPAÇO! NOS TINHAMOS UM TRATO!

– Annie, o que foi? – perguntou Aria que apontava sua arma para Erick.

– Aria não te interessa! – disse Annie com desprezo.

– Larguem as armas vocês duas. – disse Erick.

– Não. – disse Annie.

– Não quero ter que matar sua amiga. – ameaçou James.

Com um movimento súbito, James cortou a garganta de Megan.

Aria ficou perplexa no canto enquanto os outros dois iam em sua direção.

– Annie me ajude! – Suplicou ela – Eles vão me matar!

– Tem coisas mais importantes do que a sua vida.

– E o que é?! – Ela quis saber desesperada.

– A minha vida. – Ela sorriu e foi para o lado de James, olhando-o atentamente.

– Agora sim está justo. Um contra um. – disse ele sorrindo.

– Você realmente pensa que pode me matar assim? Conheço todos os seus truques, suas estratégias e suas fraquezas.

– Não me venha com conversa mole.

– Ok. Vamos conversar. – disse ele se sentando no único sofá da pequena cabana e jogando a arma longe.

– Prefiro matar você. Meu território James. Nós combinamos! – disse Annie sem pestanejar.

– Idéia intrigante, mas ambos sabemos que se você quisesse me matar já teria matado. – disse ele.

– O que você quer de mim? – disse ela.

Ele sorriu.

– Quero que seja minha companheira como nos velhos tempos.

Annie riu. Era uma risada seca sem emoção.

– Sem chance. – ela o encarou.

– Por que não? Nós nos dávamos tão bem eu e você, você e eu...

– Só tem um probleminha nisso. – disse Annie que ainda estava com a arma na mão, mas se sentou no sofá junto com o exterminador.

– Qual? – perguntou o exterminador sorrindo.

– Eu trabalho sozinha agora. – sussurrou Annie.

Notas finais
Comentários? Sugestões?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.