- Acho que você está errado quanto a isso — falei com o arco ainda a postos.

- Se essa não é a aspirante de Ártemis. Olhe aqui garota, vocês não vão roubar novamente i Coração para trazer Uranos de volta a vida. — disse o rei e eu fiquei com a cara meio tipo "WTF?". Até Renato e Rafael ficaram com essa cara.

- Trazer Urano de volta? Você tá puro? — perguntou Taina erguendo uma sobrancelha.

- É, você ta puro? — Nós viemos pegar o Coração de volta pois VOCÊ está tentando trazê-lo de volta. — falei. — Agamenon, tenou usar a mim e meus amigos como sacrifício para trazer Uranos de volta.

- O que? Não... não é possível... — murmurou ele consigo mesmo enquanto tentava pensar.

- Maltidos, vocês não vão impedir Urano de se reerguer ! — disse o sacerdote.

- Você estava tentando trazê-lo de volta a vida o tempo todo. Você me enganou ! — exclamou o rei.

- É claro seu velho tolo, seu eu tivesse lhe tido a verdade você nunca teria me arrumado todo esse exército ! — rosnou o sacerdote.

O rei levantou-se e tirou um pequeno pacote pardo de dentro de suas vestes e o jogou para Taina. Ele sacou sua espada e avançou em direção ao sacerdote.

- Heróis, peguem a moeda que está com vocês e botem em um dos olhos das estátuas, isso permitirá que os outros deuses entrem na ilha. — falou o rei e me perguntei como ele sabia da moeda.

Joguei a moeda para Clarinha, que correu até a estátua e botou a moeda em um dos olhos da mesma. Enquanto isso eu mirava no sacerdote e atirava contra ele, porém uma parede de energia negra o estava protegendo. Mesmo sem ter arma alguma ele estava ferindo o rei, então com um rápido aceno da mão cortou a garganta do velho, que caiu morto na hora.

- Seus tolos, vocês só estão adiando o inevitável ! — exclamou o sacerdote, então com um aceno de mão conseguiu fazer vários ferimentos graves em meus amigos, até mesmo em mim, porém foram só alguns arranhões que logo começaram a sangrar Icor, o sangue dourado dos deuses, porém minhas feridas logo estavam se cicatrizando, diferente das dos meus amigos.- Você pode ser uma deusa garota, mas ainda acharei um jeito de matá-la, lenta e dolorosamente.

Olhei para meus amigos e ao vê-los caídos no chão, feridos, estremeci, fiquei com uma raiva que nunca senti antes. Meus olhos então caíram sobre Renato e ao ver como meu futuro meio — irmão estava minha raiva se foi, agora o que eu sentia era o mais puro ódio. O ódio de uma deusa.

- Você nunca vai achar um jeito de me matar. — afirmei, então concentrei todo o meu ódio e poder na flecha prateada e a atirei contra o sacerdote. A flecha era tão poderosa, que brilhava em duas cores, ora ela estava prata, ora ela estava negra, a flecha passou pelo escudo de energia negra do sacerdote e passou entre seus olhos deixando um buraco em seu crânio. Ele caiu imóvel no chão, então corri para meus amigos. O estado deles era preocupante, mas o pior deles era Renato. O garoto tinha um pequeno corte na garganta, e haviam vários cortes profundos em seus braços e pernas, e ele perdia muito sangue. Corri até ele e deitei sua cabeça em meu colo.

- Você NÃO vai morrer 0 falei fechando os olhos e me concentrando.

Era uma deusa, devia ser capaz de conseguir fazer isso. Eu tinha de ser útil para alguma coisa. Senti meu corpo ficar mais quente a medida que ia me concentrando mas não ousei abrir os olhos. Enquanto passava a mão pelos cabelos de meu irmãozinho sentia sua respiração se normalizar, então abri os olhos. O lugar todo brilhava, olhei para meus braços. Eu estava emitindo todo aquele brilho. Escutei os arquejos dos meus amigos então me concetrei e por fim consegui fazer meu corpo parar de birlhar. Meus amigos, Rafael, Leandro, Clarinha e Taina se reuniram ao redor de mim e Renato.

- Ele.. ele está...? — perguntou Leandro.

- Não, eu consegui curá-lo, assim como vocês — falei fungando, então limpei uma lágrima que escorria por meu rosto.

- É devo falar que você foi muito bem — escutei alguém falar, mas não precisei olhar para ver quem era.

- Você me ajudou não foi? — perguntei me levantando cuidadosamente e olhando para Apolo.

- Um pouco, mas depois falaremos sobre isso. Agora, meu Pai Zeus, quer vê-los. Todos vocês virão para o Olimpo comigo — disse Apolo simplesmente.

- Até meu irmão? — perguntei olhando para Renato. Por mais que tivesse curado, ele ainda me preocupava com seus poucos ferimentos.

- Sim, até ele, mas não se preocupe. Eu irei tratar dele. — dsse Apolo.

- Está bem então, vamos logo, antes que eu mude minha decisão. — falei decidida e o deus sorriu.

Apolo estalou os dedos e então começou a brilhar, o mesmo aconteceu comigo e meus amigos. Fechei os olhos e quanto voltei a abrí-los meu irmão Renato estava perfeitamente bem ao meu lado junto de nossos amigos. Estávamos no Olimpo.