A Relíquia De Urano
18 Atacando o QG
O café da manhã foi rápido, apenas bebemos alguns goles da água gelada do rio e comemos os restos da carne do coelho, então voltamos a seguir o rio, pois segundo Pedro, logo chegaríamos ao QG, o nosso destino atual. Seguimos caverna adentro, mas logo estávamos fora dela, e pelo bom humor de Pedro, isso significava que estávamos chegando bem perto do QG.
Enquanto andávamos pensava se os outros no segundo batalhão, e os campistas no acampamento estariam bem. Como será que estava indo o desempenho deles? Será que todos estavam bem? Tudo o que eu queria era poder ter essas respostas no momento. Continuei andando automaticamente junto com os outros, mas quando senti alguém segurar meu braço com força, olhei alarmada e vi Gi com o dedo nos lábios indicanda para que eu não fizesse barulho algum. Ela apontou para frente, então olhei para onde ela apontava. Era claramente, um QG, seu portão estava sendo guardado por dois ciclopes de 10 metros aproximadamente, e no alto, nos postos de observação, estavam dracaenas munidas de arcos e flechas.
- O que vamos fazer? — perguntei em voz baixa para Gi
- O que VOCÊ vai fazer — disse ela. — Vai atirar com o seu arco mágico contra os ciclopes enquanto o resto de nós atira nas dracaenas.
- Por que eu tenho que atirar contra os ciclopes? — perguntei indgnada.
- Porque o seu arco tem as flechas mais poderosas e além do mais, você foi abençoada pelos arqueiros gêmeos. Ártemis e Apolo. — falou ela.
- Fui? — perguntei virando a cabeça para o lado, confusa.
- Ah vai logo! — exclamou a Gi.
Subi em uma das várias árvores que haviam ali, então transformei meu pingente de coruja em meu arco. Puxei a corda e uma flecha prateada apareceu, mirei no olho de um dos ciclopes e atirei. Antes mesmo da flecha ter chegado ao seu destino já estava puxando a corda no arco novamente e atirei mais uma vez contra o mesmo ciclope que com o segundo tiro se desfez em pó. Pixei a corda do arco mais duas vezes e atirei contra o outro ciclopes que logo também se desfez em pó. Olhei para as dracaenas mas elas não perceberam nada. Olhei para baixo e fiz um sinal para Gi para que ela autorizasse aos arqueiros para atirar, e assim que Gi viu, apenas assentiu e deu o sinal. Todos atiraram contra uma dracaena, mas um deles esqueceu de uma, a que estava no lado direito. A mesma ao ver que suas companheiras se desfizeram em pó gritou e deu o sinal de alerta. Puxei a corda do arco e então atirei contra ela, mas havia sido tarde demais. As portas do QG se abriram e delas irromperam monstros e guerreiros de verdade, eram de carno e osso, mas algo me dizia que aqueles guerreiros não eram semideuses.
*
Desci da árvore o mais rápido que pude, porém quase torci o pé por isso, a minha sorte foi que eu cai em cima de Renato e Gabriel, o filho de Hades, que me xingaram muito depois disso.
Corri com eles para batalha e percebi que teria sido melhor se eu tivesse ficado em cima da árvore atirando minhas flechas. Bati em uma dracaena com o arco, foi só então que descobri que eu podia fazê-lo mudar de forma. O transformei em uma espada, sua lâmina era de pura energia douraa e seu cabo feito de uma energia prateada. Todos os monstros que eu atravessava com a espada viravam pó, e os guerreiros morriam. Por mais que eles estivessem em número maior, nós estávamos ganhando. Entrei em uma luta com um dos guerreiros, ele lutava muito bem, e foi só então que percebi que ele era o capitão. Dado certo momento consegui tirar a espada de sua mão e pressionei a lâmina de energia contra sua garganta.
- Renda-se — falei.
- Nunca garota. Prefiro morrer, e é isso o que logo acontecerá com você quando encontrar meu mestre. — esbravejou ele.
- Se você prefere a morte, é isso o que terá. — falei friamente e então cortei sua garganta.
O corpo dele caiu no chão, e o sangue jorrava de sua garganta, mas então algo estranho aconteceu. Seu corpo comeceu a brilhar, até que foi doloroso olhá-lo, fechei os olhos e quando percebi que o brilho havia parado, abri os olhos novamente e no lugar aonde estava o cadáver pouco tempo antes agora havia uma grande moeda de prata e uma adaga, sua lâmina era feita de bronze celestial, e seu cabo era incrustado de pequenos diamantes. Recolhi ambos os itens, então me virei para meus amigos que me olhavam chocados e suspirei e entrei no QG.
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