A Real Herdeira.

1 Capítulo 1 - Valentina


Notas iniciais
Enjoy

Ela estava sentada em baixo da uma árvore olhando para o nada enquanto os outros gritavam e se divertiam no pátio. Seu nome era Valenttina. Aquilo era tudo muito novo para ela, um colégio interno em pleno começo do ensino médio.
Era uma manhã de inverno com cheiro de chocolate quente. As duas primeiras aulas foram horríveis, mas ela aguentou muito bem, ninguém à notou, exatamente o que ela queria.

A escola era imensa, mas não era tão tediosa, apesar de não ter nenhum amigo nesta nova cidade. Estava relembrando os amigos que tivera de deixar na antiga cidade. O sino tinha acabado de tocar, ela se mandou pra a biblioteca, pois em seu colégio interno às vezes acabava ocorrendo uma aula vaga.
A biblioteca mais parecia uma casa de dois andares, se não fosse pelas enormes e inúmeras janelas e pelas prateleiras lotadas de livros. O que os outros faziam na aula vaga não importava, pois ela realmente amava ler e a biblioteca estava quase vazia.

Foi dar uma olhada nos livros de suspense, mas nenhum a agradou. Foi até os de documentários, depois aos de ação. Parou na seção de aventura achou um livro que estava no fim da prateleira, sem capa, porém o que lhe chamou atenção foram os desenhos e algumas inscrições que não pareciam desse mundo. Começou a lê-lo não compreendia muito bem, se lhe perguntassem diria que se tratava de anões, feiticeiras, animais falantes e fantásticos. O sino tocou outra vez.

Teria que se apressar para chegar à sala, mas quando deu no pé tropeçou na escada (já que estava no segundo andar) e soltou o livro que parou no pé da escada e aberto bem no meio. Foi tudo muito confuso, como se ela tivesse batido a cabeça ou usado algum tipo de alucinógeno. Quando voltou a sí estava em uma planície gramada e com muitas flores. "Devo ter batido a cabeça com força demais, aposto que estou sonhando" pensou ela.
Mas não era sonho, era real. Só se deu conta disso quando uma criatura veio falar-lhe:

– O que uma filha de eva faz aqui nesses campos? deviam estar todos no castelo.
A criatura era um centauro, e todos sentem uma pontinha de medo de centauros. Boquiaberta a menina se levantou, engoliu em seco e a única coisa que conseguiu dizer foi:
– O-onde estou? Sonho? Mas porque haveria de sonhar com isso? – A menina continuava a falar esse tipo de coisa enquanto o centauro, chamado Passofacil, fitava-a.

Vendo que a menina não se encontrava em situação normal, ofereceu-se para levá-la até o castelo, quando Passofacil chegou perto dela, a menina não aguentou e desmaiou. O centauro, não vendo outra maneira, colocou a menina em suas costas de cavalo e a levou até o castelo de Cair Paravel.

No castelo, entrou e pediu à uma das damas mais novas da corte que fizesse companhia à garota. Seu nome era Attel. Era uma ótima pessoa, tirando o fato de que gostava de falar muito e era repetitiva.
Quando acordou em meio aos travesseiros, achou que tinha sonhado, mas o que viu foi o contrário. Acordou em um quarto com todas aquelas pompas da idade média.
–Senhorita? – Disse Attel, entrando pela porta do quarto – Está melhor? Lembra-se do que aconteceu?
Atordoada e assustada por não estar em seu quarto a menina só fez um sinal negativo com a cabeça.
Attel saiu do quarto e pediu à Chandre o coelho, acompanhar a estrangeira.
O coelho abriu a porta devagar e disse :
– Moça, estou aqui para levá-la à sala de jantar. Podemos ir?
Chandre ergueu seu braço e pegou a mão da moça que era mais alta, ele a conduziu até a sala, onde todos os tipos de criaturas a esperavam. Sentou-se e comeu a melhor comida que já tinha provado em sua curta vida de 16 verões.

Um garoto bem apessoado, loiro de olhos turquesa com roupas que eram adornadas por várias e várias jóias, chamou-a até outra sala onde já estavam Chandre, Attel e Passofacil. Ele se sentou na ponta de uma mesa e os outros se sentam todos do lado esquerdo.
– Querida – Começou Attel – Qual é seu nome?
– Va-valenttina – Respondeu
– É muito comprido, ruim para batalhas – opinou Chandre. Attel rebateu:
– Mas é um lindo nome.
– Ruim pra batalhas!
– LINDO NOME!
– RUIM PRA BATALHAS!
– O que o senhor acha alteza?- Attel disse, querendo encerrar a discussão.
O rapaz que até aquele momento estava calado disse:
– Bem, acho que podemos entrar em um consenso. Que tal diminuir o nome dela, não mudá-lo. Que tal só a última parte? Ficaria Tina, você gosta? – Perguntou para a garota. Ele falava muito bem para alguém tão jovem.
Attel intrometeu-se:
– Claro que nos padrões narnianos, ficará com dois Ns.

Notas finais
Se gostaram comentem, favoritem, recomendem.
se não gostaram eu apago. ^.^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.