Notas iniciais
Desculpa algum erro, primeira fic que escrevo...espero que gostem.

O que os pervencies não sabiam é que Jude, a garota que lutara bravamente, tinha sido chamada por Aslam, para servir Nárnia bravamente, na próxima guerra que se aproximaria brevemente. Não se parecia nada com Lúcia ou Susana nem com nenhuma jovem que os Pevencies haviam conhecido, tinha uma cara emburrada, um olhar de superioridade e um péssimo humor. Usava vestes estranhas, que mais pareciam masculinas, tinha um jeito de caminhar rude, suas mãos não eram nada delicadas e seus braços pareciam um pouco fortes demais para uma garota. Bem que Susana estava curiosa para saber como Jude havia chegado ali, mas não perguntaria para uma pessoa tão inconveniente e indelicada.

A tal garota se pôs na frente dos Pervencies, com a intenção de guia-los, porém Pedro achou melhor que Edmundo fosse ao seu lado, para garantir que nada mal ocorreria, e lúcia logo também queria seguir a garota misteriosa que tanto chamou sua atenção. Digamos que Lúcia e Edmundo (apesar da surra), gostaram de imediato da personalidade forte da garota, ou melhor, JUDE e a acharam até engraçada, porém Susana não havia simpatizado com o atrevimento da loira, e Pedro tinha medo do que ela poderia fazer ( caso fosse do mal).

—Vamos fazer o seguinte: há um grande rio, mas se nós o seguirmos, perderemos tempo, contornaremos as montanhas, indo para o leste, depois voltaremos ao centro da floresta, indo ao norte.- Jude disse sinalizando com as mãos.

— Não entendi muita coisa, mas seguiremos você para onde for – disse Pedro tentando passar uma impressão de confiança, embora seu rosto negava assustadoramente o que havia dito.

Lúcia que estava agora do lado da misteriosa jovem tratou de logo de puxar assunto:

Então você é de Veneza?- lucia disse com um grande sorriso no rosto.

Sim.- Jude respondeu sem nenhuma animação. – Mas antes que você me pergunte, seu falar seu idioma porque meu pai me ensinou. Ele já esteve lá, numa guerra, sabe.

Eu sou de Londres! – lúcia disse muito animada.

Que bom. – Jude respondeu novamente sem animação alguma.

Você é sempre assim? – lucia disse curiosa enquanto pulavam um grande galho.

Assim como?- Jude encarou séria.

Não sei...digamos que “mal-humorada” ?- disse lúcia fixando os olhos na garota.

Olha aqui eu...bem...eu não sou mal-humorada- Jude parou e fechou ainda mais a cara. – Somente não gosto de confraternizar com estranhos.

Claro que sim, olha aí- lúcia disse rindo apontando para a cara fechada de Jude.

Ai meu Deus, isso vai ser difícil! – Jude resmungou- e você é sempre assim...sorridente?- disse Jude imitando a pergunta de lúcia.

Sim! – lúcia disse simples.

Onde você aprendeu lutar? – perguntou lúcia curiosa.

Ah sim, meu pai me ensinou- Jude respondeu afastando um galho para lúcia passar.

Ele lutava? – lúcia perguntou com um tom inocente.

Não, não, imagina, ele dançava! – Jude disse emburrando- se para lúcia essa que caiu na gargalhada com a piada da mais nova amiga.

Acho que você deveria ficar no castelo quando chegarmos lá – Lúcia disse decidida – Sempre quis ter uma amiga engraçada como você.

Ah você acha é? – disse Jude em um murmuro infeliz.

Edmundo que vinha um pouco atrás, se aproximou das garotas, colocando- se entre as duas, só que mais próximo de sua irmã.

Sim lúcia, meu pai lutava- Jude continuou- quando eu completei cinco anos ele começou a me ensinar diversos tipos de luta, para que em uma situação ameaçadora eu pudesse me defender.- Jude completou. – Mas que droga! – Jude acabara de enfiar o pé em uma poça de lama.

E você aprendeu muito bem-disse Edmundo mostrando o roxão de seu braço.

Pois é- Jude sorriu orgulhosa- quem sabe eu possa te dar umas aulas? – Jude disse dando socos no ar. – Você precisa melhorar um pouco mais senão vai acabar apanhando por aí.

Seria adorável- Edmundo sorriu tímido – mas acho que seria estranho uma Dama me ensinando a lutar, sendo que eu já estive em tantas batalhas e enfrentei tantos inimigos. Mas tenho de admitir que você realmente me surpreendeu.

Que nada, bem melhor que apanhar por aí. – Jude fingiu lhe golpear, mas Edmundo desviou- Bem que eu não sou uma “Dama” como você disse , quer dizer pareço...sou mas não sou ao mesmo tempo. Damas gostam de outras coisas...estas coisas me dão ânsia- Jude explicou.

Acho que teremos muito trabalho, lúcia- disse Edmundo sorrindo.

...

E lá vinham Pedro e Susana, nada felizes com o comportamento dos irmãos mais novos, que pareciam estar em uma conversa prazerosa com a violenta e nada confiável “Juliet”, Susana fazia um para Pedro de “como não deveremos confiar em estranhos da floresta” e Pedro lhe respondia fazendo um também discurso só que sobre “ficar” perdido sem ajuda em um matagal.

A esse momento estavam já um pouco longe do lugar de partida, desciam inclinadas ladeiras, e desviavam de galhos e entre eles, podiam ver sequências de montanhas, uma após a outra, enquanto observavam o lugar, não esqueciam de segundo em segundo, dar uma olhadinha pra ver se o antigo lampião aparecia em algum lugar.

Depois de um tempo neste mesmo tipo de paisagem, chegavam em um lugar onde a floresta começava a se perder, dando lugar a um campo, vasto e verde, que era cercado de mais montanhas, e lá longe, podia- se ver uma cachoeira, e do lado oeste, havia um bosque, e do lado norte, quase que não dava para se ver, mas havia uma floresta, não tão selvagem quanto a que estavam saindo, mas com pinheiros e flores.

Pedro e Susana que vinham bem atrás podiam ver que lúcia, Edmundo e Jude já haviam sentavam na macia grama, apressaram os passos e logo os dois chegaram, e também sentaram, porém bem longe de Jude.

Susana tratou de olhar o lugar, observando bem onde estavam, porque se alguém futuramente perguntasse ela poderia dizer, Edmundo estava pensando se algum bicho selvagem viesse lhe atacar o que faria, lúcia estava preocupada em se aproximar mais da garota que tanto estava admirando e Pedro por sua vez, analisava a garota misteriosa, mas disfarçava olhando para o céu quando ela descobria a olhando: Cabelos loiros como o sol, olhos verdes, tão verdes que pareciam contrastar com o verde das árvores, um rosto belíssimo, lábios rosados, porém toda sua beleza também aparentava força, uma inigualável personalidade selvagem...se talvez fosse um pouco mais doce e suave, teria realmente chamado a atenção de Pedro.

Vamos passar a noite por aqui, pois já está anoitecendo. Quando amanhecer continuaremos caminhando. – Jude disse deitando na grama

Mas aqui estaremos seguros? — Pedro disse tentando ser oponente.

Vamos torcer – Jude mostrou um sorriso irônico.

Pedro ficou em silêncio.

Então podemos revezar- sugeriu Edmundo

Boa idéia Ed!- lúcia elogiou o irmão.

Eu posso começar já que Susana está sentindo dores- ofereceu Pedro.

Que seja, depois você me acorda- Jude disse se virando para o lado, Edmundo e Lúcia se entreolharam rindo enquanto Susana revirava os olhos e se deitava também.

Logo Edmundo e Lúcia também deitavam exaustos na grama do campo, e não demorou nada para os quatro dormirem, e Pedro tratou de pegar galhos e afiá-los nas pontas com pedras pontiagudas, fazendo algumas lanças bem feias, mas seriam úteis para espantar animais selvagens. Pedro sentou- se perto dos irmãos e começou a vigiar.

Olhava todo o ambiente ao seu redor, e ao mesmo tempo os quatro, e assim ficou durante horas, e quando estava quase cochilando, Edmundo despertou, se disponibilizando a ficar no lugar do irmão para que este pudesse dormir, e assim ficaram durante toda a noite, até o amanhecer do outro dia.

Bom dia!- lúcia despertou Jude assim que o dia amanheceu .Jude dormia como uma pedra.

Ãnh?Ah me deixa dormir! — Jude virou suavemente de lado e pegou novamente no sono.

Vai, Jude, acorda logo, lembre-se que você é nosso mapa! – Edmundo pegou um galho molhado e sacudiu, derramando água na garota.

Mas o quê é isso? –Jude disse furiosa enquanto analisava as partes molhadas do seu corpo e levantava ao mesmo tempo- Edmundo, você vai levar outra surra!- a garota saiu atrás dele com punhos fechados e Ed saiu correndo dando gargalhadas.

Susana e Pedro haviam saído para colher tâmaras em uma arvore perto dali, e de longe viam os irmãos se divertindo: lúcia sentada no chão sorrindo, Edmundo correndo muito e Jude o perseguindo com uma pedra gigante que acabara de pegar no chão.

Edmundo e Lúcia gostavam da garota.

Tão rápido e espontâneo que parecia mentira, Susana não podia negar que sentiu uma pontadinha de ciúmes no momento. Havia se afastado tanto dos irmãos mais novos que poderia facilmente acreditar que se apegariam tão facilmente a Jude que seriam capazes de despreza-la.

Mas mesmo assim Pedro tinha medo e Susana não gostava nada, nada da garota.

Depois de alguns minutos, os três se aproximaram, e Jude novamente iniciou uma caminhada, em direção ao norte, entraram na floresta que tinha ao norte, e partiram em direção ao castelo que ninguém além de Jude sabia, e não falaria por temer ser abandonada pelos mesmos. Depois da grande floresta, e depois de várias outras paisagens naturais (cachoeiras, montanhas, riachos, lagos...), e de mais algumas horas de caminhadas estavam agora há alguns poucos passos do castelo agora reconstruído: Cair parável.

Estamos chegando? — Lúcia perguntou exausta, encostando em Edmundo que quase caiu com seu peso.

Talvez...- Juliet respondeu – reconhece alguma coisa? — Jude afastou as folhas de uma planta que tampava a visão dos irmãos, mostrando um castelo enorme.

Venha ver Sú! –Edmundo chamou a irmã.

Cair parável!!- os olhos de lúcia brilharam.- Por Aslam , está perfeito!- lúcia disse estampando um enorme sorriso.

Notas finais
desculpa qualquer errinho, beijocas.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.