A Rainbow After Rain
1 One-shot
Depois dos últimos acontecimentos, o SIOC estava de cabeça para baixo. Assim que entro no vestiário, encontro Kurt sentado no banco entre os armários, de olhos fechados e com a cabeça apoiada entre as mãos.
− Hei. — digo me aproximando.
− Hei.. Jane.. Acho que.. Nossa bebida.. — diz ele levantando a cabeça e tentando se desculpar por estar desmarcando nosso compromisso.
A tristeza no olhar de Weller faz a culpa me atingir com força máxima. Também estou sofrendo por tudo isso, mas nada se compara ao ver o quanto algo que eu fiz, o atingiu dessa maneira. Abaixo na frente dele e me apoio em seus joelhos para me equilibrar.
− Eu acho que hoje, especialmente hoje, nós dois estamos precisando daquela bebida. — digo encarando seus olhos azuis, que ao invés do brilho de sempre, hoje estão abatidos. Posso não poder resolver o problema todo agora, mas acho que posso pelo menos ajudá-lo a esquecer dele por algumas horas.
− Jane.. não acho que eu seria uma boa companhia para.. — ele começa a protestar, então coloco um dedo em sua boca, impedindo-o de terminar a frase.
− Estou falando sério. Nós estamos precisando de alguma folga. Merecemos isso. Você merece isso, Kurt. — seu olhar se abranda ao encontrar o meu, me fazendo sorrir. − Eu ganhei a corrida nas escadas, você ainda está de devendo uma bebida de aniversario, mas.. Me deixa te levar para beber? Eu pago. Você pode me pagar uma bebida em outra ocasião. — digo sorrindo e piscando para ele.
Ele abre um meio sorriso.
− Você continua aumentando a divida.. — diz ele.
− Quem sabe um dia você consiga saldá-la completamente.. — digo sorrindo também.
Ele mantem seu olhar no meu por mais alguns segundos, respira fundo e responde:
− Ok. Você venceu. Vamos lá.
Eu me levanto e estendo a mão para ele. Ele olha para a minha mão estendida, ri levemente e a pega.
* * *
Cerca de 15 minutos depois estamos em um bar não muito longe da minha casa; o mesmo que fui com Tasha e Patterson uma vez.
− O que você vai querer para começar? — Kurt me pergunta quando nos sentamos em uma mesa ao fundo do estabelecimento.
− Não conheço muita coisa. Que tal você me apresentar algumas bebidas? — digo sorrindo e pegando o menu de bebidas para olhar.
− É uma ótima ideia. Assim podemos descobrir qual a sua bebida. — diz Kurt encostando em sua cadeira e olhando as garrafas de bebidas que estão atrás do balcão.
− E até descobrirmos, eu ficarei completamente bêbada. Dizem que não é seguro.. — digo o encarando por cima do menu de bebidas.
− Eu estarei aqui para garantir que você fique em segurança. — ele volta sua atenção toda para mim, me encarando fixamente e sorrindo levemente.
− E quem me protegerá de você? — pergunto, com um sorriso provocativo surgindo no canto dos lábios.
Kurt fica sem fala por alguns instantes, mas logo responde: − E quem garante que não sou eu que precisarei me proteger de você?
− Bom argumento. Quem garante? — Nos encaramos por um tempo, ambos sorrindo e sentindo a tensão crescer e preencher o ambiente. Nosso contato visual é quebrado pela chegada de uma garçonete.
− Boa noite. O que vão querer hoje? — diz a moça. Ela estava olhando para mim, mas assim que olha para Kurt, direciona toda a sua atenção a ele, entrando em 'modo flerte'. − Hei bonitão. O que vai querer hoje? Nosso cardápio é bem extenso, mas temos outras coisas fora dele também, se você quiser..
Fico boquiaberta com o que esta acontecendo bem na minha frente. A garçonete está claramente flertando com ele, e pior, ele parece estar gostando! Reviro os olhos e faço uma careta de desaprovação. Kurt percebe minha reação e posso perceber que ele está segurando o riso.
− Vou querer um uísque puro e um Martini Rose para começar. — diz ele olhando fixamente para mim, desviando os olhos apenas por alguns segundos para piscar para a garçonete.
− Pode deixar. — diz a mulher, que sorri e sai rebolando exageradamente.
Desvio olhar de Kurt e finjo estar observando o bar e as pessoas que estão nas mesas, mas pelo canto do olho, vejo que ele está me encarando e sorrindo abertamente.
− O que foi? — digo voltando a olhar para ele.
− Você. — diz ele já começando a rir.
− O que tem eu? — pergunto. A risada dele é contagiante, então tenho que me segurar para não rir com ele.
− Eu não sabia que você tinha ciúmes de mim. — diz ele presunçoso.
− Eu não estava com.. Ciúmes. — Não me lembro exatamente de como é ter ciúmes de alguém, mas não acho que eu esteja com ciúmes de Kurt. Ou será que estou?
− Então o que foi aquilo? — pergunta ele se divertindo.
− Eu só.. Eu não.. — tento explicar, mas a verdade é que Kurt está certo. Eu senti ciúme dele. − Ela estava praticamente se oferecendo como parte do cardápio!
Assim que termino de falar, Kurt explode em uma gargalhada. Tento permanecer séria, mas não consigo e logo estou rindo também.
Nossas bebidas chegam em seguida. Por milagre ou sorte, a garçonete apenas as coloca na mesa e sai. Estou prestes a tomar um gole do Martini quando percebo um papel com algo escrito, que estava embaixo do copo de Kurt. Estico a mão e o pego. Não consigo evitar o revirar de olhos quando leio seu conteúdo. O guardanapo contém um numero de celular e abaixo, o nome "Britney". Kurt obviamente sabe o conteúdo do guardanapo, porque já está rindo. Largo o guardanapo na mesa e quando meu olhar encontra o dele, começo a rir também.
− Você já me fez rir mais hoje do que ri o mês inteiro. Obrigado. — diz ele sorrindo e tomando um gole do seu Uísque.
− Que bom que alguém está se divertindo. — digo apenas para brincar com ele, porque apesar do momento de ciúme, também estou me divertindo. Estar com ele sempre me deixa feliz.
Kurt se vira para trás e olha o ambiente a procura de alguma coisa. Então ele se levanta e para ao meu lado.
− Então vamos tentar fazer você se divertir também. Que tal jogarmos um pouco de sinuca?
− Sinuca? Acho que não conheço. — a palavra me soa brevemente familiar, mas não me lembro do jogo.
− Eu te ensino. — ele sorri.
− Vamos lá então. — me levanto e aceito a mão que ele estende para mim.
Sigo Kurt até uma mesa grande na área mais cheia do estabelecimento. Ele pega dois tacos e começa a arrumar as bolas no centro da mesa.
− O objetivo do jogo é você encaçapar todas as bolas. Você bate na bola branca e ela deve bater nas outras e jogá-las nas caçapas. Entendeu? — explica ele.
− Bater na bola branca e colocar as outras na caçapa.. Acho que sim. — digo pegando o taco que ele estende para mim.
− Ok. Então segure o taco assim. — ele para atrás de mim e firma meu braço esquerdo com o seu. − .. Ai você apoia ele na mesa, atrás da bola branca.. E com o seu braço direito.. — ele se aproxima ainda mais de mim e coloca meu braço direito na posição certa, junto com o seu. − .. Você define a força que vai usar.
O rosto dele está a centímetros do meu. Sua voz grave está baixa, quase um sussurro. Posso sentir seu hálito e ele faz cócegas em minha pele, me causando arrepios no pescoço. Respiro algumas vezes para tentar me concentrar e dou a primeira tacada. A bola branca bate nas demais, espalhando-as pela mesa. Uma delas, cai na caçapa.
Kurt sai de trás de mim e bate palmas, sorrindo. − Muito bom! Será que você também domina os jogos de mesa?
Rio com ele e continuo a jogar. Consigo colocar mais 2 bolas na caçapa. Quando erro, Kurt assume. Ele se inclina na mesa com naturalidade, seu corpo dominando com firmeza o taco. Ele e acerta 4 bolas, errando a 5ª por bem pouco.
− Pensei que não fosse me deixar jogar mais. — digo, colocando meu copo no balcão e entrando bem na frente dele, esbarrando meu corpo no seu propositalmente. Ele não se afasta.
− Eu pretendia jogar mais, mas a sua presença acabou de desconcentrando. — diz ele olhando de lado para mim, com aquele sorriso provocante no canto dos lábios.
Seguro o taco errado de propósito e antes que eu possa jogar, ele vem me corrigir, me abraçando por trás, arrumando a pegada do taco.
− Se você não aprender a segurar o taco corretamente, não vai conseguir ganhar, então ai é você que vai ficar me devendo uma bebida. — diz ele perto do meu ouvido. Consigo sentir um sorriso em sua voz.
Novamente sua voz me faz cocegas, enviando arrepios pelo meu corpo. Respiro fundo tentando me controlar e me endireito procurando manter a postura. Seguro o saco corretamente dessa vez e bato. A bola branca bate em uma bola que estava no canto, e essa por sua vez, bate em outra, jogando na caçapa duas bolas de uma só vez.
Kurt fica impressionado e sorri.
− Alguém está pegando o jeito.
− Tive um excelente professor. — digo ao me inclinar meu corpo de modo em cima da mesa. Pelo canto do olho, vejo Kurt com o olhar fixo em mim. Ele toma um gole do seu Uísque sem tirar os olhos de mim. Continuo jogando até que erro faltando 3 bolas.
− Pensei que não fosse me deixar jogar mais. — diz ele repetindo o que falei antes. Ele assume a mesa enquanto tomo o final da minha bebida e vou até o bar pegar mais uma dose para nós dois. Estou o observando de longe quando um homem para ao meu lado.
− Oi gostosa — diz ele.
Penso em não responder, mas acabo dizendo um simples "oi" sem dar atenção a ele.
− Você é uma ótima jogadora. Gostaria de se juntar a mim e aos meus colegas na outra mesa? — ele indica a mesa um pouco a frente da que estou com Kurt. − Seria um prazer para todos nós ter uma mulher tão bela jogando conosco.. — Seus colegas acenam para ele e me chamam.
− Não, obrigada, eu já estou jogand-- .. — sou interrompida pela chegada de Kurt, que para ao meu lado e me abraça pela cintura possessivamente.
− Ela está comigo. Cai fora. — diz ele me mantendo junto de si.
− Calma cara, eu só estava perguntando se .. — o homem nem termina a frase porque Kurt o interrompe.
− Sim, estava. Porque agora você está de saída. Quer que eu te leve até a porta? — diz Kurt num tom de voz sério.
− Não, ta tranquilo cara.. — o homem levanta as mãos em sinal de rendição e volta para junto de seus amigos, que começam a zoá-lo.
Voltamos para a mesa de sinuca com nossas bebidas. Kurt ainda está fuzilando o homem.
− Kurt, você já pode parar de fuzilar o sujeito. — digo rindo, me apoiando na mesa para realizar minha jogada. − Isso tudo foi só porque o cara estava me convidando para ir para a mesa dele? — pergunto sorrindo e me virando de frente para ele.
Ele não diz nada, apenas se aproxima e rouba o taco da minha mão.
— Ei! — digo rindo.
− Estava na minha vez quando tive que ir salvá-la daquele cara. — diz ele se inclinando para jogar. − Ou você queria ir para a mesa dele. Se quiser..
De propósito, finjo tropeçar e quase caio em cima dele no momento exato em que ele esta dando sua tacada, o fazendo errar.
− Jane! — diz ele prontamente me segurando. − Acho que chega de bebidas pra você por hoje..
Abaixo a cabeça e tentando segurar o riso, mas não consigo. Kurt me lança um olhar serio mas ao mesmo tempo um sorriso aparece no canto dos seus lábios.
− Eu não acredito que você fez isso, Jane. — diz ele sorrindo e balançando a cabeça.
Ele pega novamente o taco e se prepara para fazer sua jogada, mas num só movimento, passo por baixo dos braços dele, entrando na sua frente. Estou prestes a dar a tacada quando Kurt empurra meu braço, me fazendo errar.
− Eu não acredito que você fez isso, Kurt. — digo repetindo a frase que ele acabou de falar.
Ambos nos olhamos e na mesma hora tentamos bater na bola. Nossos tacos se chocam varias vezes até que uma hora, a bola vai para a caçapa. Nos olhamos e imediatamente começamos a rir.
− Estamos parecendo duas crianças. — digo encostada na mesa, rindo.
− Pelo menos estamos nos divertindo. — diz ele sorrindo e me empurrando de leve com o ombro.
Decidindo dar a noite por encerada, pagamos a conta e saímos caminhando. A noite está bonita, clara e fresca. No caminho, vamos conversando, discutindo sobre o jogo e rindo.
− Foi uma ótima noite. Obrigada Jane. — diz Kurt quando chegamos na porta da minha casa.
− Estávamos precisando disso. — digo sorrindo.
− Depois do dia tenso e a coisa toda com Mayfair.. Aquilo tudo não pod.. — e antes que ele comece a falar sobre o assunto, eu coloco a mão delicadamente em cima de sua boca, o impedindo de continuar.
− Não vamos falar sobre isso. Não agora. A noite foi tão boa.. — digo.
Kurt coloca sua mão sobre a minha e a segura. Nossos olhares se encontram e novamente aquele arrepio percorre meu corpo. A tensão que tanto nos rondou durante toda a noite, esta de volta.
− Para essa noite ficar melhor só falta uma coisa. — diz ele me olhando intensamente.
− O que? — digo presa em seu olhar.
− Isso. — Ele se aproxima e me beija, me prendendo contra a contra a parede. Sua boca é quente contra a minha. Tem gosto de Whisky e Kurt. Desde que o beijei pela primeira vez em frente a sua casa, o gosto de seu beijo não sai da minha cabeça. Inesperadamente, ele esta melhor do que eu me lembrava. As mãos de Kurt passeiam pelo meu corpo enquanto as minhas vão para o seu cabelo. O beijo vai adquirindo uma ferocidade desconhecida, e sem que eu me dê conta, Kurt abre a porta e nos leva para dentro, sem nunca quebrar o beijo. Estou perdida em sensações, quando uma frase me assombra: "..eles vão matar o agente Weller."
Imediatamente rompo nosso beijo, ofegante.
− Não, Kurt.. A gente não.. — Tento me afastar mais mas Kurt me segura onde estou, me impedindo de fugir.
− Não. Jane.. Não nos afasta de novo. Por favor. — pede ele.
− É que.. Tem tanta coisa acontecendo e.. — não consigo terminar a frase. Tudo o que eu queria, era contar toda a verdade para ele, mas como contar a Kurt que a vida dele corre perigo por minha causa, que Mayfair esta sendo acusada por crimes que não cometeu e com provas que eu ajudei a plantar?
− Jane.. — diz Kurt me tirando dos meus pensamentos. − Eu sei que está tudo uma bagunça e eu sei que alguma coisa esta acontecendo com você. Eu não sei o que é.. mas seja o que for, não importa hoje. Não aqui, não agora.
A intensidade em seu olhar me atinge como um soco no estomago. Kurt não faz ideia do que eu tenho feito, de que tudo isso que está caindo em nossas cabeças, é de alguma forma um plano elaborado por Taylor Shaw, a antiga eu. Kurt está sofrendo e parte desse sofrimento, é por minha culpa.
− Kurt.. — abro a boca para dizer alguma coisa, mas ele me interrompe.
− Apenas deixa rolar. Só por hoje, esqueça tudo. Hoje, somos só eu e você. — E quando ele me pede isso, sou incapaz de resistir.
Mentir para ele tem consumido tudo de mim, mas nesse momento, nada mais importa. Tudo o que consigo sentir, são os braços de Kurt me envolvendo e seu corpo colado ao meu. Concordo com a cabeça e volto a beijá-lo. O beijo começa suave, mas em pouco tempo, estamos nos beijando avidamente. Suas mãos percorrem cada parte do meu corpo, enquanto as minhas puxam levemente os cabelos de sua nuca, arrancando um suspiro dele. Ele deixa uma trilha de beijos da minha orelha ao meu ombro e sua barba me faz cocegas, me fazendo arrepiar de prazer. Quando ele volta a beijar meu pescoço, mordo sua orelha levemente, o que o faz soltar um gemido. Imediatamente, minhas mãos vão para a barra de sua camisa e a puxo para cima, ignorando os botões na parte da frente. Ele entende minha intenção e a tira por cima da cabeça, jogando-a em qualquer lugar da sala. Ele volta a me beijar e suas mãos percorrem minha coxa até que chegam em minha bunda; Ele me impulsiona para cima, fazendo com que eu monte nele, entrelaçando minhas pernas ao redor de sua cintura.
− Onde é o seu quarto? — pergunta ele ofegante, me lançando um olhar que é puro desejo.
− Escadas. Segunda porta a esquerda. — respondo também ofegante, enquanto ele sobe as escadas, me carregando.
Ele sobe as escadas ainda me segurando e só me solta quando já estamos na cama. Kurt abre o zíper da minha jaqueta lentamente, me olhando nos olhos e de alguma forma isso se torna muito sensual e excitante. O ajudo a tirar minha jaqueta e em seguida ele tira também a minha blusa e a minha calça, puxando uma perna de cada vez, me deixando apenas de calcinha e sutiã. Ele começa a deixar beijos úmidos a partir da minha panturrilha e vai subindo em direção a minha coxa. A cada beijo deixado, um arrepio percorre meu corpo.
− Você é tão linda, Jane. — diz ele enquanto beija a parte interna da minha coxa − Cada centímetro do seu corpo, cada tatuagem.. É lindo.
Me contorço em baixo dele, a excitação tomando conta de mim. Kurt continua seu caminho até chegar ao meu sexo, onde deposita um beijo demorado por cima da minha calcinha, quase me levando ao delírio.
Num impulso, prendo Kurt com as pernas e me viro, me colocando em cima dele, invertendo nossas posições.
− Você está com roupa demais, agente Weller. — digo tirando suas calças e tocando em sua ereção propositalmente. Ele estremece e me lança um olhar selvagem. Subo em cima dele e começo a distribuir beijos e pequenas mordidas pelo seu peitoral, mexendo meu quadril para frente e para trás ocasionalmente, fazendo o corpo de Kurt reagir a mim. Enquanto faço isso, suas mãos que passeiam pelo meu corpo, param em meus seios, massageando-os. O toque dele me leva à loucura, me deixa embriagada de prazer. Kurt aproveita meu breve momento de distração e inverte nossas posições novamente, se colocando por cima de mim.
− Ei! — digo rindo.
− Na próxima, quem sabe.. — diz sorrindo perversamente para mim. Ele se estica até o criado mundo ao lado da cama e apanha um preservativo. Ele se levanta apenas para retirar sua cueca e colocá-lo. Ele volta a me beijar avidamente.
− Jane .. — pergunta ele, como se estivesse me pedindo permissão.
Sorrio e afirmo com a cabeça. E então ele se coloca dentro de mim, juntando nossos corpos em um só. Ele começa a se movimentar lentamente no começo, me levando com ele, mas a medida que o prazer vai crescendo, seus movimentos se aceleram. Minhas unhas arranham suas costas, nossos corpos se movendo em perfeita sincronia, não um contra o outro, mas os dois juntos. Nesse momento, somos um só. Estou quase beirando o clímax quando Kurt me aperta pela cintura contra o seu corpo nos levando mais longe, mais fundo. Quando ele faz isso, cravo minhas unhas com tanta força em suas costas, que tenho certeza que deixarei marcas. Isso basta para Kurt chegar ao ápice apenas algumas estocadas depois, chamando pelo meu nome e me levando com ele.
Ficamos apenas em silêncio durante um tempo, acalmando nossas respirações e nossos batimentos cardíacos descontrolados. Kurt é o primeiro a falar.
− Jane? — chama ele.
− Hmm.. — digo ainda meio grogue, normalizando minha respiração.
− Você é maravilhosa. — diz ele, e consigo sentir o sorriso em sua voz.
− Você também é. Nem nos meus melhores sonhos isso foi tão bom. — digo sorrindo e me espreguiçando com os olhos fechados.
− Concordo totalmente. — diz ele sorrindo.
Kurt se retira de dentro de mim e puxa uma coberta para nós dois.
− Você já sonhou comigo? — pergunta ele curioso.
− Sim. Várias vezes.. E você? — pergunto.
Viro o rosto para ele a espera da resposta e encontro seu olhar.
Toda aquela angústia e sofrimento se foram, dando lugar a uma expressão tranquila, suave e feliz. Ele me abraça pela cintura, me trazendo para mais perto.
− Eu sonhei com você a minha vida toda.
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