Notas iniciais
Bom, ta aqui o capítulo que eu ia postar sábado ;*

Ando mais rápido, já estou encharcada e com frio. O carro acompanha meus passos e eu começo a ficar com medo, ele para ao meu lado e o motorista abre a janela.

Escuto uma voz conhecida. Quatro.

— Entra – manda

— Não – falo e continuo andando

— Você prefere mesmo ficar aí, andando na chuva, do que entrar em um carro? – pergunta como se eu fosse uma problemática

— Não, eu prefiro isso a entrar no seu carro

— Qual é? Não é como se eu fosse te sequestrar ou algo do tipo – fala rindo

— E como é que eu vou saber? – paro

— Sério? Somos do mesmo colégio, eu te vejo todo dia. Fizemos um trabalho ju...

— Juntos? Juntos!? — o interrompo irritada – Você tá falando do trabalho que eu fiz? Eu fiquei esperando por horas naquela maldita biblioteca, enquanto você fazia sei lá o quê, ainda chega com a maior cara de pau como se tivesse apenas se atrasado alguns minutos e agora eu estou aqui completamente encharcada e com frio, sem bateria e com você enchendo minha paciência – e por algum motivo chuto seu carro

Me arrependo logo em seguida.

— Merda! – grito meio pela frustração, meio pela dor

— O que aconteceu? – pergunta preocupado?

Claro que não sua neurótica, por que ele estaria preocupado? — diz um vozinha na minha cabeça

Ótimo, agora estou ficando louca — penso

Isso você sempre foi querida — diz a vozinha

— Cala a boca – falo com raiva

— Mas eu estou calado – diz Quatro

— Não foi com você idiota

— A não ser que existam pessoas invisíveis, nós somos os únicos aqui – fala

Ia me aproximar dele para tentar batê-lo, mas assim que começo a andar sinto uma forte dor no tornozelo. Tento disfarçar a careta de dor, porém ele percebe

— Como você se machucou? – fala se aproximando

— Eu chutei seu carro – assim que termino de falar ele começa a rir – Tá rindo de que sua hiena?

— Da genialidade – ia rebater mas ele continua – vem, vou te levar pra casa antes que você tenha outra ideia genial – fala acalmando a respiração

— Eu já falei que não vou

— Não lhe dei escolha – me empurra para dentro do carro

Tento sair mas ele já entrou no carro e travou as portas

— Você é bem irritadinha não é? – fala

— Sou mesmo. E daí? Algum problema? – falo olhando pra ele que está com os olhos fixos no trânsito

Se bem que as avenidas estão vazias.

— Nenhum problema – fala – Eu até gosto – diz me olhando rapidamente

Apenas ignoro a última parte e viro o rosto

— Não sabia que sua namorada deixava você dar caronas pra qualquer garota

— Primeiro: Eu não tenho namorada – diz me olhando – segundo: você não é qualquer uma — completa com um meio sorriso

— Se a Nita não é sua namorada deveria falar isso pra ela – falo com cara de nojo

— Ela sabe disso – diz

Tive a leve impressão que ele fez uma careta.

— Mas se queria saber se estou solteiro era só ter perguntado – completa e pisca pra mim

— Não estou interessada se é isso que está pensando – falo

— Por que não? Todas se interessam por mim – diz com um ar superior

— Eu não, e além de mais já tenho alguém – falo tentando fugir da conversa

— E o que essa pessoa diria se soubesse que você pegou uma carona comigo a noite e que eu poderia fazer o que quisesse?

— O Uriah não é tão ciumento

Ele para o carro de repente e eu me assusto

— Você quer nos matar? – falo incrédula

— Vocês estão namorando? Mal se conhecem – fala confuso

— Ele não é um completo desconhecido, e não é da sua conta

— Chegamos – ele fala

Abro a porta e saio, me viro para perguntar como ele sabia o endereço mas ele já saiu com o carro.

O que eu fiz? — penso

Você simplesmente falou que estava namorando — fala a vozinha

E só agora percebo o que eu fiz, entro em casa o mais rápido que a dor no meu tornozelo permite. Vou para cozinha, pego um saco de gelo e coloco o celular pra carregar, assim que ele liga eu mando uma mensagem para o Uriah.

Tris: Tenho novidades

Uriah: Manda

Tris: Estamos namorando XD

Notas finais
Espero que tenham gostado. Comentem e favoritem, até o próximo ;* Desculpem qualquer erro