A Queda da Aliança

1 Os fins justificam os meios.


1963

Cidade de Noitis

Estavam todos do Ministério dos 12, todos idealizadores dos testes e as duas finalistas; caminhando por um grande corredor prateado com teto de vidro, com grandes quadros clássicos pelas paredes: um deles era de um grande anjo descendo do céu e esmagando a cabeça do demônio e outro era de uma grande besta de cinco cabeças queimando no fogo. Todos representando as crenças dos humanos. Eles caminhavam naquele corredor, rumo à sala do ultimo teste, onde quem o cumprisse perfeitamente, iria ganhar.

O teste que estava sendo realizado era para saber quem seria o próximo eleito ao cargo que pertencia á Anahi, por sua morte está próxima e o trono de eleito nunca devia estar vazio. Anahi era uma grande senhora, poderosa e majestosa; Ela era uma descendente verdadeira de anjo, assim como uma das competidoras. Anahi tinha 93 anos, com 19 foi capaz de manifestar com perfeição os 11 poderes divino (Ao qual para ser eleito tem que manifestar todos), mas agora Anahi estava ficando fraca e doente.

Quando começou á fazer os testes com 10 descendentes de anjos, seis mulheres e cinco homens, seis deles morreram e dois desistiram, sobrando apenas duas garotas: Judith e Amanda. Judith era uma mulher de 21 anos, ela usava um grande vestido dourado feito de ceda e bordado com pequenas pedras preciosas, seus cabelos loiros caiam no vestido e ressaltavam seus lindos olhos negros, ela era linda como um anjo. Amanda usava um vestido simples azul, sua pele parda e seus olhos verdes eram lindos, mas sua beleza estava escondida pela falta de trato dela consigo mesma.

Todos que andavam pelo corredor, param. Getulius, Marie e Delphine, os três eram os idealizadores dos testes e nas suas frentes se localizava uma grande porta de madeira de pinheiro.

Getulius fica de costa para a porta e de frente para o grupo, Marie e Delphine continuam de frente á porta.

-Eu gostaria de fazer um discurso – Diz Getulius.

-Ótimo – Diz Judith sarcasticamente, se queixando.

-Vocês conseguiram sobreviver num dos testes mais duros que existe. – Diz Getulius – Mas apenas uma de vocês vai poder receber a coroa de Protetora. Não importa o que aconteça, vocês duas são igualmente poderosas.

Judith ri debochadamente, enquanto Amanda fica calada. Todos, exceto Judith, colocam a mão no coração e em seguida estendem ao céu, com mãos abertas, como se fossem receber algo. E realmente esperavam receber algo: a graça divina dos anjos, isso que esse gesto significava.

Getulius fica de frente pra porta e junto com as outras, entra na sala onde seria feito o ultimo teste. Os 12 do ministério e Judith e Amanda entram em seguida.

Todos eles estavam numa grande sala com paredes e tetos de vidro, o chão estava coberto por madeira. No centro da sala havia uma mesa grande, preta, com duas velas acesas e á três metros, na frente da porta, havia dos tapetes pequenos, estilos medievais. Todos, exceto Judith e Amanda, vão para trás da mesa. Amanda e Judith dão quatro passos e cada uma fica em cima de um tapete e as pessoas do ministério e os idealizadores vão para trás da mesa.

-O teste é simples – Diz Getulius pacientemente – Simplesmente peguem essa vela e quem conseguir, será a eleita. MAS – diz ele antes de alguém correr para pegar a vela (Amanda estava planejando isso) – Vocês não devem sair do lugar, apenas a Protetora poderia fazer isso.

-Tele cinese – sussurra Amanda.

-Exato. Usem a tele cinese (Poder de controlar objetos com a mente) e peguem as velas. Simples e fácil.

Amanda e Judith estendem a mão em direção à vela, mas diferente de Amanda, Judith não se concentra para poder usar a tele cinese, ela estava tão certa de que seria eleita que deixaria Amanda fracassar antes dela triunfar. Amanda fecha seus olhos, ela se concentra naquela vela na esperança de conseguir usar a tele cinese, mas ela não sente nenhuma dor na cabeça, como sempre acontecia quando ela usava algum poder. Judith ri e estende sua mão também e começa a se concentrar pouco para poder usar o poder, mas nada acontece com ela também.

-Mas... O que? – diz ela.

Então Judith também se concentra ao máximo, fechando os seus olhos e usa todas as suas forças para tentar manifestar a tele cinese, mas de nada adianta; e então Judith ouve um grito, um grito feliz, um grito vindo de Amanda, Ela abre os olhos e vê Amanda chorando com a vela em sua mão.

***

Amanda se preparava para a festa de coroação para coroação da Protetora que iria ocorrer daqui á duas horas, ela mal acreditava que realmente conseguira passar por todos os testes, por sua humildade, ninguém acreditava que ela seria eleita, e agora ali estava ela: Com um grande vestido negro feito da ceda mais cara e com um grande colar com vários diamantes, pronta para ser coroada e todos se ajoelharem na sua frente pela gratidão dos serviços que ela iria prestar.

Ela estava preocupada, ser eleita tinha as suas vantagens, mas também tinha suas desvantagens que eram: Ela não poderia ter filhos, nunca poderia sair da cidade a não ser para algum serviço em outra cidade e também nunca poderia abandonar o seu titulo de protetora, a menos que ela morre-se,

Amanda olha para o seu quarto, um quarto simples pintando de branco com um grande lustre, uma cama organizada, um guarda roupa simples de madeira e uma escrivaninha. Amanda vai para perto da escrivaninha e pega uma foto de sua mãe e começa a derramar algumas poucas lagrimas, se sua mãe soubesse onde ela está agora...

-Amanda? – Diz uma Mulher batendo a porta.

Amanda se vira, desconfiada, em direção à porta. Ela não estava esperando ninguém, pois todo estava na cerimonia de coroação.

-Quem é?

-É a Judith. Abre, por favor.

Amanda se dirige a porta e a abre. Judith estava estranha, seus olhos estavam inchados e vermelhos e ela usava a mesma roupa que usara nos testes.

-Eu gostaria de te dar os parabéns. – Diz ela.

Amanda se afasta da porta e se senta na sua cama.

-Pode entrar.

Judith entra e começa a usar um poder que Amanda nem percebe: concilium (controle da mente), porém a mente de Amanda era forte então a influencia de Judith nela era fraca.

-O que você sentiu quando ganhou? – Pergunta Judith.

Amanda olha para ela confusa.

-Eu fiquei muito feliz.

-Você finalmente consegui o que queria, não é? – diz ela de um jeito sarcástico. – Você finalmente conseguiu arruinar a minha vida.

-O que?

Uma lagrima escorre do rosto de Judith, era por isso que seus olhos estavam inchados. Ela havia chorado desde que perdeu nos testes.

-Você sabe o quanto eu me esforcei? Você sabe o quanto eu acreditava que eu seria Protetora? E graças a você – Judith começa a gritar, apontando o dedo para o rosto de Amanda. – Tudo foi em vão.

-Acho melhor você ir embora. – Diz Amanda preocupada, se levantando da cama.

-SENTA. – Diz Judith

E Amanda se senta rapidamente, ela não sabia o por que de obedecer, simplesmente obedece contra a vontade dela.

-Eu gostaria de dizer isso antes de ver a vida se esvair de seus olhos. – Diz Judith sem gritar, mas agora com um tom frio e ameaçador.

-O que?

Judith pega uma faca pequena que estava escondida num pequeno bolso de seu vestido; ela se aproxima e aponta para a garganta de Amanda.

-Lhe vejo no inferno.

Amanda faz o maior esforço para sair daquele lugar ou impedir Judith de fazer qualquer coisa, mas sua mente estava entorpecida, era como se ela se esquecesse de como usar os poderes.

-Não faça isso – Diz Amanda chorando.

Judith ri.

-Você sabia que em 1912 fora eleita uma protetora que não havia manifestado todos os 11 poderes? Com a falta de uma, eles simplesmente a elegeram. Eu não tenho a tele cinese, mas isso não me impede de ser eleita, o único problema é que você está entre mim e o titulo.

-Por favor. – sussurra Amanda.

Judith a ignora e friamente atravessa a garganta de Amanda.

***

-Nossa não-eleita Amanda se foi, porém certamente sabemos que ela não gostaria que a cidade ficasse sem proteção. – Diz Getulius na cerimonia de coroação, não na cerimonia de Amanda. – Com a sua falta, uma garota corajosa se voluntariou e hoje nós a homenagearemos com a coroação. – Getulius pega uma pequena tiara prateada com diamantes por toda ela e fica por trás de Judith, que estava na frente de uma enorme multidão aplaudindo. – Eu lhe dou o titulo de Protetora.

Toda a multidão coloca o punho fechado em seu peito e em seguida estende para onde estava Judith, como um sinal de respeito.

-Salve nosso Anjo da graça – dizem todos. – O inferno está a nossos pés e de proteção nós precisamos – gritavam eles. – Que todos que se opuserem á nossos princípios, sejam mortos pela mão da protetora. – Adoravam eles.

Notas finais
O capitulo serviu apenas para dar inicio a estoria e mostrar o inicio sangrento de Judith
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.