A Queda {Nova Versão}
1 Prólogo
Notas iniciais
Volteiiiiiiii. Tô preparada para atacar! Shy voltou 100%, e ainda lembrou de A Queda. Sobre essa nova versão... Tá no topo, viu? Nossas irmãs voltaram repaginadas e cheias de segredos!
Nada na minha vida podia me preparar para esse momento. Um momento tão precoce, tão inesperado...
Eu perdi meu pai. O rei. Meu coração estava ferido, meus olhos ardiam, eu tremia. O capitão da guarda real deu a notícia para mim. Audrey, minha irmã mais velha, estava em estado de choque, e não teve coragem de me contar pessoalmente. Eu já sabia que algo estava errado. Quando Jacobs entrou na sala de música – Onde eu tocava piano – com seu chapéu sobre o peito. Eu parei abruptamente meus ensaios, e o olhei, apreensiva e confusa.— Sinto muitíssimo, senhora. Não queria ser a pessoa te dá essa notícia, mas... Sua majestade, o rei, está... Morto. Meu mundo desabou. Afundei em um estado crítico entre pânico e choque, e entrei em crise. Chorei copiosamente, e Jacobs não sabia como me consolar. Meu pai... O homem que me pegava todos os dias no colo, me abraçava e me beijava todas as noites. O homem que me ensinou sobre o mundo, me ensinou a observar as estrelas... Me ensinou que eu sempre devia ser forte, e me levantar. O homem que ocupou majestosamente o lugar de mamãe, mesmo com todos os problemas. O homem que nunca fez distinção entre mim e Audrey – A filha mais velha, a futura rainha. O homem que era por mim, para mim. O homem que além de um rei sensato, era um pai maravilhoso para as suas duas filhas. Este homem, havia me deixado. Agora eu não tinha nem mãe, e nem pai. Éramos só eu e Audrey... Ela se tornaria rainha, teria compromissos de rainha. Só nós duas, sozinhas. Desamparadas de mãe, e agora de pai. Eu saí da sala de música transtornada, sem reação. Cheguei ao corredor que dava acesso aos quartos reais. O quarto de papai estava movimentada, entravam e saiam guardas e criados a todo instante. A ficha caiu. Me joguei no chão do corredor, e em cima da sua frieza, me debulhei em lágrimas. Eu estava presa dentro do luto e da tristeza, e acabei tomando um susto quando senti uma mão nas minhas costas. Audrey... Seus cabelos ruivos estavam uma bagunça completa. Seu rosto inchado e vermelho, denunciava que chorou durante muito tempo. Ela me abraçou, e me senti envolvida pelo seu amor fraterno.— Vai ficar tudo bem. – Ela falou com a voz falha. – Eu estou aqui, do seu lado. Não consegui dizer nada. Só sabia chorar e chorar. Assim ficamos. Duas órfãs de mãe, e agora de pai, chorando no meio de um corredor frio e sem vida.
Notas finais
Gostaram do nosso novo Prólogo? Amanhã, teremos o novo capítulo! Amei essa nova versão, sei que vocês vão amar também.
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