A Queda Dum Anjo
61 O Advogado
Notas iniciais
Demorei para postar, porque estava com visita aqui em casa.
Como eu disse ele é longuinho e entramos nos últimos capítulos da FIC :(. Minhas férias estão acabando, pois segunda-feira voltarei às aulas.
Esse capítulo terá uma pequena dica sobre umas das surpresas que estou preparando para vocês. Tenho uma péssima notícia para vocês, não farei o epílogo :(, isso mesmo que vocês leram. Não farei porque to sem ideias.
Amei os reviews, mas quero que os leitores fantasmas apareçam, ou chamarei os caças fantasmas para vocês kkkk'.
Espero que gostem do capítulo.
Em 5, 4, 3, 2...
POV Da Paola
Eu juro que não fui eu que envenenei a Sam, sou inocente dessa historia e nem conheço a cidade direito. Faz mais ou menos quatro meses que moro aqui em Los Angeles e quase nem saio de casa, só vou para a escola e no hospital ver o meu pai. Estou desesperada, não sei se meu pai tem dinheiro para pagar o advogado, pois gastamos quase todo o nosso dinheiro com a internação dele no hospital. Agora estou na delegacia, estou aguardando o delegado tomar o meu depoimento.
- Senhorita Silva, o delegado está te aguardando na sala dele. –disse um policial enquanto me levava para uma sala.
Vamos para a sala do advogado, a sala era mediana, tinha duas mesas de madeira uma do delegado outra do escrivão que estava mexendo em um computador, tinha um ventilador de teto ligado e três cadeiras que não são nada confortáveis, onde os presos sentam, a cadeira onde o delegado e o escrivão sentam parece ser de couro. Sentei em uma cadeira e o delegado começa a me interrogar.
- Muito bem senhorita Silva, me diga onde você estava na terça-feira durante o período da manhã? –perguntou o delegado olhando fixamente a mim.
- Na terça-feira de manhã tomei o café da manhã as 07:00 A.M. e as 07:30 A.M. peguei o ônibus para ir a escola e as 08:00 A.M estava na escola. –respondi olhando para os olhos do delegado.
- Durante a tarde, o que a senhorita estava fazendo?
- Durante a tarde fiquei na escola preparando o meu projeto para a feira de ciências da escola, sai de lá as 06:00 A.M. e fui direto ao hospital visitar o meu pai.
- A senhorita sabe onde fica a Empório dos Doces?
- Não senhor, eu me mudei para cá a mais ou menos quatro meses e quase nem conheço a cidade.
- Mas a senhorita já ouviu falar dessa loja?
- Não, só fui saber da existência dessa loja hoje.
- A senhorita tem direito somente a um telefonema. –disse o delegado pegando um telefone.
- Você sabe o número do telefone do hospital Santa Casa de Misericórdia?
O delegado me passa o numero do hospital e ligo para o hospital.
POV da Marissa
Hoje estou dando as ultimas refeições do dia para o Carl, ele está ficando mais forte a cada dia e acredito que amanhã ele tem alta, os médicos me garantiram que ele está se recuperando em tempo recorde. Eles me passaram a dieta que ele deve seguir, eu espero que os meninos gostem dele.
- Não vejo a hora de sair daqui e conhecer a nossa casa. –falou ele enquanto tomava um pouco de sopa.
- O medico disse que talvez amanhã você tenha alta... –eu ia dizendo quando o telefone do quarto toca.
- Você poderia atender ao telefone para mim, fazendo o favor?
- Claro.
LIGAÇÃO-ON
- Alô, é do quarto do senhor Benson? –perguntou, a voz parecia ser de uma menina.
- Sim, quem está falando?
- É a filha dele, a Paola, queria falar com ele URGENTE.
- Carl, é a sua filha Paola ela quer falar com você urgentemente. –falei tampando parcialmente o telefone, ele pega o telefone.
- Oi filha, o que aconteceu? –perguntou o meu amado preocupado.
- Pai, eu estou presa por envenenar a Sam Puckett. Não fui eu que cometi esse crime, por favor, contrate um advogado para me ajudar a provar a minha inocência.
- Não chore querida, amanhã receberei alta do hospital e contratarei um advogado, eu sei que você não é capaz de cometer isso. Fique tranquila querida, acredito em você.
- Contrate o mais rápido possível pai, aqui é horrível eu juro que nunca fiz isso, você sabe como eu sou.
- Calma querida, eu sei como você é e que não é capaz disso. Amanhã contratarei um bom advogado, tenho que desligar o telefone.
- Tchau pai.
- Tchau.
LIGAÇÃO-OFF
- O que aconteceu querido? –perguntei, pois a cara dele estava aterrorizada.
- A Paola foi presa, ela foi culpada pelo envenenamento da Sam Puckett.
- A Paola que envenenou a Sam? Não acredito nisso, ela sempre se mostrou ser uma pessoa controlada.
- Eu tenho a certeza que não foi ela que fez isso, já suspeito de uma pessoa que tem raiva dela.
- Quem é essa pessoa então? –perguntei arqueando uma sobrancelha.
- Não quero mencionar o nome dessa pessoa, pois as minhas suspeitas não são concretas.
- Se você receber alta amanhã eu quero que você fique em minha casa para cuidar de você.
- Tudo bem então, eu espero que os meninos gostem de mim.
- Você já terminou de jantar, vou indo para a cozinha e depois, vou à ala das crianças que tem câncer.
- Tchau querida, até amanhã.
- Tchau, até.
POV da Sam
Bem que a Jennifer me avisou, a Paola não vale nada. Ela me envenenou ao ver que eu estava sendo o destaque da agência e que também tenho um namorado muito bonito e atraente. Depois que a policia apareceu na praia, o ensaio foi cancelado e voltaremos a fotografar quando arrumarmos uma modelo substituta para entrar no lugar da Paola. Agora é outro dia e estou na escola almoçando com a Tina, a Tori, a Carly e o Freddie.
- O que aconteceu com a Paola ontem Sam? Queria tanto falar com ela. –perguntou Tori enquanto comia pizza.
- Ela foi presa.
- Mas o que ela fez para ser presa? –perguntou Tina indignada.
- Ela está sendo acusada por ter me envenenada, depois que ela foi presa o ensaio foi cancelado.
- Eles estão à procura de uma modelo substituta? –perguntou Tina entusiasmada.
- Sim, por quê? –respondi, lá vêm coisas.
- É que quero entrar no lugar dela, meu sonho sempre foi ser uma top model reconhecida internacionalmente agora tenho a chance de realizar. Você pode me levar na agencia hoje depois da escola?
- Claro, venha conosco também Tori.
- Não muito obrigada, hoje marquei de terminar a trilha sonora para a peça da escola com o André.
- Tudo bem então, ainda ira ver se a Bia ou a Jade topam ir a agencia comigo. –falei para mexer com o ego da Tina.
- Então tá, na hora da saída encontrará na porta da escola.
- Pode deixar. Vou ali falar com a Jade e a Bia.
Sai e fui até a outra mesa, onde a Jade, o Beck e a Bia estão sentados.
- Oi meninas, como estão?
- Oi, alguém te convidou para sentar conosco? –perguntou Jade irritada, acho que ela não vai com a minha cara.
- Jade! Não seja grossa com a Sam. –repreendeu Beck.
- Oi Sam, quais são as novidades? –perguntou a Bia animada.
- Bem, vim chamar você e a Jade para fazer um teste para ser modelo na agencia, devido à prisão da Paola eles estão à procura de uma nova modelo para substituí-la.
- A Paola cometeu a maior burrada da vida dela, se metendo no mundo do crime. Mas a justiça está sendo feita. –disse Bia enquanto comia seu pretzel.
- Eu não estou muito a fim de ser modelo, pois não combino muito com o mundo da moda. –disse Jade se apoiando no Beck.
- Vai querida, você é muito bonita. Quem sabe você seja uma modelo internacionalmente reconhecida e ainda pode ser uma atriz de Hollywood? Acompanharei você no teste, viu. –disse Beck tentando convencê-la.
- Agora que me lembrei, tenho ensaios da peça e não poderei ir a agencia com você e o Beck também tem o ensaio. –lembrou-se Jade.
- Tinha me esquecido disso, logo a grande peça da escola.
- Então tudo bem, Bia te encontrarei na porta da escola. Tchau.
POV DA TORI
Não vejo a grande hora de a peça estrear, parece que o nome dela será AMOR SEM LIMITES, essa peça foi baseada em um livro com o mesmo titulo. O Lane está nervoso, parece que a autora do livro virá assistir a peça temos que ser perfeitos. Eu e o André estamos tentando compor uma musica e nenhuma saiu boa, agora estamos na minha casa pesquisando musicas para interpretarmos.
- Olha essa musica Tori, ela é bonita. Escute-a. –disse o André me entregando um par de fones de ouvidos.
Começo a escutar a musica e ela é linda, fala tudo sobre a personagem principal e acho que combinara perfeitamente com a história.
- Essa musica é linda e combina muito com a personagem principal, qual é o nome da musica? –pergunto depois de escuta-la.
- O nome da musica é I RUN TO YOU, vamos testá-la em sua voz como fica. –ele diz pegando o teclado.
Começo a cantar as primeiras notas, eu percebi que a musica fica perfeita em minha voz.
- A musica ficou linda em sua voz, o que acha de mostrarmos ao Lane isso?
- Uma boa ideia e também se colocarmos muita musica na peça ficará muito enjoativa. Mas me responda como você achou essa musica?
- Simples, a autora colocou uma musica no livro e ela foi gravada por uma banda. –disse André dando de ombro.
- Vamos ao teatro Caixa Preta falarmos com o Lane sobre isto.
POV do Carl
Ainda não acredito que sai do hospital, depois de anos sofrendo do coração agora ficarei despreocupado disso. Agora veio outra preocupação bombástica, como contratarei um advogado para a Paola, não conheço ninguém daqui além da Marissa. Agora me lembrei de um velho amigo, que mora aqui em Los Angeles e é advogado, ele desistiu da farda do exercito para exercer a profissão, o nome dele era Matthew Finley, com muita dificuldade localizo o numero dele.
- Advocacia Finley, boa tarde. –disse uma voz feminina do outro lado da linha.
- Boa tarde, queria falar com o senhor Finley.
- Quem deseja falar com ele?
- É o senhor Benson.
- Espere um momento que irei passar a sua ligação para a sala dele.
Aguardo um momento, até que uma voz masculina começa a falar.
- Boa tarde, com quem eu falo?
- Oi Matthew, sou eu o Carl Benson.
- Carl Benson? Fiquei sabendo que você estava desaparecido que honra, onde você estava todo esse tempo?
- É uma longa história, bem vou direto ao assunto. Minha filha adotiva está presa por um crime que não cometeu e queria que você pegasse essa causa, eu lhe pagarei muito bem.
- Vem aqui no meu escritório e explique-me melhor essa historia.
- Daqui à meia hora estarei ai.
- Esperarei você.
LIGAÇÃO-OFF
Anoto o endereço que está indicado na agenda, pego um táxi e vou para o escritório do Matthew. Chegando lá...
- Bom dia, o que o senhor deseja? –perguntou a secretaria.
- Quero falar com o Matthew.
- O senhor tem hora marcada com ele? –perguntou ela mexendo no computador.
- Sim, avisa a ele que é o senhor Benson.
A secretaria liga e me guia até a sala do Matthew, chegando lá...
- Carl, quanto tempo! –disse ele apertando a minha mão.
- Estou aqui, em carne e osso.
- Sente-se, achei que era trote quando ligaram aqui falando que era você.
Sento-me na cadeira e começo a contar minha historia, ele presta atenção atentamente à história que conto.
- Nossa, que história hein. Pode fazer um filme dela, mas o que aconteceu com a sua filha para ela ir presa? –ele disse impressionado.
- Bem, ela foi acusada por envenenar uma colega de trabalho, mas tenho a certeza que não foi ela que cometeu o crime. Queria contrata-lo para defendê-la, ela é o bem mais valioso que tenho.
- Aceito pegar a causa então, em relação ao preço dos meus honorários, lhe darei um bom desconto, pois vou pagar aquela vez que você convenceu o general a me liberar mais cedo do exercito. Vou à delegacia me apresentar como advogado quer uma carona?
- Claro.
POV do Larry
Estou muito nervoso em relação à peça, estamos ensaiando em dobro para tudo sair perfeito. O Lane ficava tomando calmante toda hora, ele está tão nervoso que decidiram colocar o Sikowitz no lugar dele até que ele se acalme um pouco. Agora estou no meio de uma fala do meu personagem.
- Tenho idade para ser o seu filho, imagina a reação da Juliana ao saber que a mãe está namorando o ex-noivo, ainda por cima tenho medo da reação do Heitor ele é um grande amigo e se ele souber disso a nossa amizade será muito abalada.
- O amor não tem idade, não escolhemos isso para acontecer. Isso foi natural, como se fosse uma planta que cresce um dia essa planta ficou grande demais e é impossível esconde-la. –disse a Jade.
- O seu marido está... –eu ia dizendo quando Sikowitz grita.
- Corta, chega de atuação. O drama que vocês querem transmitir aos espectadores não está fluindo. Vocês estão muito artificiais em relações as falas, coloquem um pouco de emoção e sejam naturais até o meu sobrinho de 3 anos atuam melhor do que vocês dois.
- O Larry foi bem dramático. –defendeu Jade.
- Ah Jade, tinha que ser você hein, cinco minutos de intervalo.
Sento-me em uma cadeira e bebo um pouco de água.
- Sikowitz, queremos falar com o Lane. –disse o André segurando um papel.
- O Lane está na casa dele em repouso, temporariamente estou cuidando da peça. Digam-me o que vocês querem?
- Queremos mostrar essa canção para o Lane, mas vamos a casa dele mostrar então. –disse a Tori saindo.
- Não precisam ir lá, deixem com a minha secretaria depois ela entrega a ele.
O André entrega o papel e ele e a Tori vão embora.
POV Da Paola
Não aguento mais ficar aqui, tudo é ruim aqui, até a comida. Estou em uma cela separada das outros detentos, pois eles acham que ofereço risco a integridade física delas. Começo a me lembrar da minha infância em Portugal até que o carcereiro chega.
- Senhorita Santos, tem visita para você. –diz ele abrindo a cela.
Ele me leva até a sala do delegado, chegando lá vejo o meu pai e um homem com terno.
- Como você está querida? –meu pai disse me abraçando.
- Não estou muito bem, você já contratou um advogado para me soltar?
- Sim, amanhã ele entrará com o pedido de habeas-corpus para você responder o processo em liberdade.
- Nem acredito nisso, não vejo a hora de estar em casa. Mas estou com medo de ser humilhada na escola e na agencia.
- Você não sairá de casa e será cuidada por mim durante 24 horas.
Fiquei conversando com o meu pai e dele disse que está morando com a mulher que ele sempre amou que está feliz. Fiquei sabendo que ela tem dois filhos e que ela cuida bem da família dela. Me despido do meu pai e volto para minha cela, fico pensando como será a minha nova vida.
NO DIA SEGUINTE...
Estou almoçando na minha cela, a comida é fria e ruim, mas já comi algo pior na África e se for comparar isso é melhor do que eu comia por lá. Quando o carcereiro aparece com o meu advogado e meu pai.
- Filha, eu vim te buscar. O juiz aceitou o pedido de habeas-corpus e você responderá o processo em liberdade.
Na hora fico em estado de choque de tanta felicidade, mal acredito que vou ter minha liberdade de volta. A partir de hoje começarei uma nova vida.
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