A Queda Dos Sete Grandes.

1 Um piquenique sai dos planos e destroi um carro


Notas iniciais
Apenas um capítulo de introdução da FIC. Me perdoem os erros, por favor.

Aquele dia estava perfeito para o tão desejado piquenique.

Perfeito até demais.

O sol estava alto, mas não fazia calor, havia diversas nuvens espaçadas, uma brisa que tornava tudo mais agradável e o orvalho ainda estava sendo absorvido pelas plantas. Em resumo, um dia em que nada podia dar errado. Até que deu. E foi tudo de uma vez só.

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-Maria, você vai se atrasar.

-Jonas, cala a boca, eu já “to” me quase pronta. Falta só passar um batom.

-Vamos logo Ma-

Jonas ficou sem fala. Maria tinha 18 anos e estava deslumbrante. Ela não estava muito arrumada, mas estava linda. Vestia o seu lindo vestido amarelo florido, uma sandália de tranças com um hibisco, um chapéu comprido amarelo com uma fita rosa que combinava perfeitamente com o resto da roupa e o que não podia faltar, uma cesta de piquenique cheíssima de coisas gostosas.

-Ficou sem palavras, mô?

Jonas também não ficava pra trás, mesmo com seus 19. Uma camisa vermelha com detalhes de sua banda favorita – Artic Monkeys – em branco, seu chinelo preto com flores em azul – presente de Maria- e uma bermuda cargo preta com detalhes vermelhos e com cerca de 8 bolsos pra guardar todas suas facas e agulhas. Jonas era um lutador de Kung Fu desde que tinha 6 anos. Era um prodígio! Tornou-se mestre aos 13 e nunca perdeu pros outros alunos. Sua especialidade era o taoísmo e lidava muito bem com armas de longa distância, mas sua favorita era a lança que ele sempre levava consigo. Sua mochila estava repleta de equipamentos de treinamento porque havia dado uma aula logo cedo, seu presente secreto pro seu cunhado.

-Você está linda, Maria.

-Você também, Jonas. Agora vamos, o Victor já foi buscar o Henrique.

-Vamos.

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-Rique, nós precisamos ir. Você tá arrumado já, vamos logo.

-Vi, você tem a capacidade de estar sempre na hora, como consegue?

-É porque eu não fico jogando LoL.

-Tá certo. Okay, vou só colocar uma blusa e já vamos.

- Porque você não coloca aquela que eu te dei de aniversário?

Henrique tem 17, é forte e engraçado, além de ter um corte de cabelo incrível, que fazia o maior sucesso entre as garotas, mas devemos admitir que vestir-se não era sua melhor qualidade, embora estivesse bem bonito nesse dia. Vestia uma bermuda xadrez cinza e uma blusa azul da escrito “Beba até me querer” em branco com seu chinelo branco.

Victor não tinha problemas pra se vestir, porém, se sentia sempre inferior ao melhor amigo. Sua blusa roxa de gola “v” demarcava bem seus músculos e chamava bastante atenção ao seu grande nariz, mas sua perna torneada e lisinha ficava bem a vista com aquela bermuda que ele odiava, mas que usava por ser presente do Henrique de 10 anos de amizade, a bermuda era bege e combinava perfeitamente com o chinelo preto. Victor fazia patinação artística e acompanhava sempre que podia o Henrique no SkyDiving, nem aparentava ter 18.

Henrique e Victor eram amigos fazia cerca de onze anos, estudaram juntos, faziam Kung Fu juntos –e com o Jonas- e até mesmo praticavam esportes radicais juntos. Rique adorava esportes como SkyDiving, Paraquedas, KaitySurf e coisas do tipo, Vi adorava ir a parques e piqueniques, mas fazia de tudo pelo amigo.

-Vamos, Victor, sua irmã e o Jonas esperam pela gente.

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Chegar ao local “secreto” dos gêmeos não era difícil, Era um local muito agradável e com uma grama verdejante bem aparada. Eles iam lá desde que se lembravam. A mãe deles desaparecera quando eles nasceram e só tinham uma foto dela e cada um deles o presente que ela havia deixado. O desaparecimento da mãe deles fez seu pai se aproximar deles ao máximo. Giovanni era um florista bem sucedido e sempre que podia levava seus filhos para lá. Porém, o pai deles também havia falecido devido a um câncer de metástase pulmonar em estágio final. No fim, ele apenas disse para eles se cuidarem e se amarem, coisa não muito difícil pra eles, já que faziam de tudo juntos.

Ao chegarem, Maria logo colocou a toalha de flanela no chão e desfez a bolsa de palha colocando todas as guloseimas sobre ela. Jonas e Henrique treinavam em fronte e Victor lia um livro qualquer. Era um dia muito agradável e bonito, até mesmo as gaivotas, que costumavam ficar nas árvores por ali, voavam tranquilamente.

Todos se sentaram, lancharam e conversaram. Maria e Jonas contavam de seus planos de viajar pela Europa, Henrique comentou que ia competir em Massachusetts e pediu pro Victor lhe acompanhar, como sempre. Henrique dizia que ele era seu amuleto da sorte.

Tudo corria bem, quando de uma hora para outra o clima ficou pesado. As gaivotas voavam desesperadamente pro norte e um estrondo estourou nos ouvidos dos jovens.

Maria foi quem viu o estranho ser aparecendo no campo de visão. Era alto, muito alto. Devia ter por volta de 4 metros e era robusto, com um bastão espinhoso nas mãos. O engraçado é que ele só tinha um olho. Por quê?

Logo apareceu outro, e depois outro. Três. Três ciclopes gigantes indo na direção deles.

Victor os viu logo depois, seguido pelos outros garotos. Num ato desesperado, os garotos foram pra frente de Maria, que logo arrumou tudo e pegou a chave do carro. Quando eles se deram conta de que não tinham chance com os gigantes, foram atrás de Maria para a caminhonete. O carro ligou num ronco e eles foram desesperadamente em direção ao Norte. Pra onde quer que as aves tenham ido é um lugar melhor do que lá.

Os gigantes pareciam correr tão rápido quanto eles e não paravam de arremessar árvores e mais árvores na direção deles. Quando uma das árvores voou acima deles, se arrastou por uns metros e parou na horizontal, bloqueando o resto da estrada à frente. O carro bateu e quase capotou. A dor caiu sobre eles numa forma absurda, mas a adrenalina os permitiu sair do carro e pular sobre a árvore. Sejam quem fossem eles, queria definitivamente a morte deles.

Jonas ainda estava com sua mochila nas costas, mas Maria deixara a cesta para trás, afinal, do que adiantaria ter uma cesta de piquenique se eles fossem morrer. Victor corria como nunca, sempre fora o mais rápido entre eles, mas Henrique corria bem próximo dele. Daí outro estrondo assolou eles. As expressões faciais diziam a mesma coisa: MEDO.

Ainda correndo, Jonas tinha a mão dentro da mochila procurando uma de suas facas cumpridas para tacar nos gigantes. Arremessou três facas. Uma acertou o olho do que estava no meio e as outras duas no bastão dele. Impressionado por aquelas facas não ter feito estrago algum no olho dele, além de ter o feito ficar mais zangado.

Como se o dia não pudesse ficar mais estranho, um cavalo com asas desceu dos céus com uma pessoa em cima. De cima do cavalo voavam flechas flamejantes em direção aos monstros. Num salto a garota pulou do cavalo e com uma lança encravou na cabeça do gigante armado e ele simplesmente virou poeira. Desferiu mais dois golpes no da esquerda, que se transformou em cinzas também. Correndo em direção ao terceiro, Jonas pegou sua lança favorita, arremessou as facas restantes para os outros dois e partiu para cima do monstro.

-NÃO! ELES SÓ SÃO ATINGIDOS POR BRONZE CELESTIAL! – Disse a garota.

Mas eles não ouviram. Correram e continuaram atacando e chamando a atenção do gigante que sobrara. A garota, não perdendo a chance, pulou nas costas dele e rasgou de cima a baixo com sua lança, derrotando o terceiro ciclope.

-COMO VOCÊ FAZ ISSO? – Disse Jonas.

-Eu já disse, eles só são atingidos por Bronze Celestial. E como vocês conseguem ver isso?

-Porque eles só tinham um olho? – Disse Victor, alarmado.

-Pera, pera, vocês viram que eles só tinham um olho? Todos vocês?

-Sim – Manifestou-se Maria.

-Então vocês virão comigo pro Acampamento, e eu não estou perguntando.

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FIM DO PRIMEIRO CAPÍTULO

Notas finais
Espero que gostem. Vou enviar um capítulo a cada dois ou três dias. Beijos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.