A Queda Do Sequestrador Divino
2 Mais um DNA Aquático
Não ter missão nunca foi um problema, mas realmente está ficando cansativa a rotina treinar, comer, dormir e ensinar. É, faz tanto tempo que eu estou aqui que eu ensino muitas coisas aos novos campistas, faço tour pelo acampamento, ajudo a escolher uma arma e preparo dinâmicas esportivas. Tudo pelo bem do acampamento, diz D toda vez que eu reclamo. Sim, eu chamo o deus de vinho de D. Ele me deixa chama-lo assim. E admito que é muito legal ver a cara dos outros semideuses, quando não ouvem a palavra senhor.
Isabela já havia chamado ele assim, e por um momento ela virou um cacho de uva grande e cheiroso. Quíron repreendeu D e depois disso, todos aprenderam a lição.
Isabela é uma amiga, do chalé de Hermes. Olhos castanhos e cabelo um pouco mais claro. Tem 13 anos e é uns 2 cm menor que eu. Ela é muito querida quando não está tentando te roubar. Eu conheço quase todos no acampamento, sou social e converso bastante com alguns semideuses.
Além da Isabela, tem a Isabel, cabelo castanho até o ombro, os olhos da mesma cor, 8 cm a menos que eu e mais velha por 2 meses e alguns dias, minha meia-irmã, que vive me chamando de cabeção, ou alguma outra coisa ruim que termine com ão. Sempre com aquele sorriso estranho.
Recentemente, chegou um campista, filho de Deméter, se chama Rafael, loiro, olhos azuis, com seus, como diz Isabel, 1,75 cm de pura beleza. A gente só se cumprimenta, já que as filhas de Afrodite estão sempre em cima dele, mas realmente gostaria de poder chama-lo para um canto e saber pelo menos o seu sobrenome.
...
Estava no chalé 3, sentada na minha cama, olhando pela janela.
Hoje, estava igual a todos os outros dias da semana. Frio, pois o inverno está chegando, meio nublado, mas sem ameaça, já que tudo é muito mágico no acampamento.Havia poucos semideuses ali. A maioria devia estar com a família, agora. Eu também vou ficar com minha família, pensei.
Levantei, me arrumei e sai para a manhã fria de outono. Fui até a Casa Grande onde D estava me esperando com um sorriso caloroso.
–Olá minha campista favorita. Senta aqui, assim o vento não pega na sua cara. Você não pode pegar gripe. – disse D, sempre com um sorriso. – Quer um chocolate quente? — Eu apenas fiz que sim com a cabeça e antes de acabar o movimento, uma xícara apareceu na mesa em minha frente.
Encaixei o indicador na asa da xícara e tomei um gole, era simplesmente divino. Deu um sorriso para D e ele devolveu uma piscadela.
Olhei de relance para a colina e vi Quíron, metade garanhão branco, trotando em direção à Casa Grande, conversando com um sátiro e com um menino de cabelo escuro, olhos verdes, com mais ou menos 1,70 cm de altura.
O garoto estava sujo e com uma aparência péssima. Sua roupa estava rasgada e ele segurava uma lança quebrada. Logo, pairou um símbolo bem conhecido em sua cabeça, o tridente.
Definitivamente era um semideus. E com certeza um meio-irmão.
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