A Queda

3 I'm a cold night's intake


Notas iniciais
Hey people! Esse vai ser o último capítulo provavelmente da semana, já que eu vou viajar e ficar sem o PC ;-; Enfim, esse é o primeiro cap, tenso... Então se for sensível a esses tipos de assuntos, leia com precaução. Enfim, vou parar de falar e deixar vocês lerem a história, até as notas finais.

Abro os olhos, e enfio as mãos no rosto. Esses sonhos de novo não. Por favor.

O que eu fiz pra merecer isso?

Eu não podia fazer nada!

Foi a escolha dela!

Porque a culpa é minha?

Porque você fez isso?

Porque..?

Tiro as mãos do rosto e vou até o banheiro, para encarar a visão de olhos vazios no espelho, olheiras profundas, uma cicatriz na sobrancelha e um rosto seco, tudo misturado com um cabelo loiro-castanho bagunçado que não melhora muito o meu semblante de acabado.

Vejo que Lucy acordou e me seguiu. Ela tem feito isso ultimamente, não sei se é algo bom ou ruim.

— Hey, garota, você não devia estar me seguindo a essa hora da noite sabia?

Silêncio

Por que você faz isso consigo mesmo?

— De qualquer maneira, tudo bem com você? Você está meio agitada atualmente.

Ela balança a cabeça em negação, droga o que está acontecendo agora?

Ouço o som de alguém andando no quarto, porra, o que alguém faria acordado á essa hora? Eu só quero ficar sozinho, com ela. Vou a uma cabine do banheiro, Lucy me segue e no ficamos os dois lá.

Você é uma piada sabia?

Encaro-a por algum tempo, segurando sua mão. Começo a brincar com ela um pouco, fazia tempo que não fazíamos algo desse jeito. Ela coloca as mãos em meu pescoço e se aproxima, em uma distância quase mortal, minha única vontade é de terminar logo com essa distância, me deixar levar e ficarmos lá pra sempre.

— Ei, eu odeio ser estraga prazeres, mas, não agora, aqui e com gente. Desculpe.

Ela entende, acho, e volta a segurar minhas mãos, até que ela decide subir um pouco e se apoiar em meus pulsos, fazendo leves movimentos neles, eu tinha esquecido de como seu toque conseguia fazer tudo passar, parece que somos só eu e ela, sem tempo ou espaço. Eu queria ficar assim pra sempre, mas tenho que voltar a realidade e ela também.

Saio da cabine com calma, enquanto isso Lucy decide ficar nela, quer um tempo sozinho, caminho até a pia e lavo o rosto.

O que você acabou de fazer Will?

Vejo que foi Nathan quem acordou, ele está mexendo nas coisas de Sophie, acho que esse é o nome dela, até começar a mexer nas peças de roupa dela como blusas e calças. Começo a andar até ele, o que ele está fazendo?

— Will? Saí daqui, por favor. — Sua voz era tremida, ele em si tremia.

— Como é que você sabia que era eu? — Falo me aproximando devagar.

— Tem uma cama bagunçada e você é o único que não está em nenhuma — Ele parece achar o que procura, um tubo laranja. —, não precisa ser nenhum Sherlock Holmes pra descobrir disso.

Chego do lado de Nathan, me apoiando na cama de Sophie, ele treme muito. Ele vira o tubo na mão, revelando remédios, uma grande parte cai da mão dele. Já sei o que ele quer fazer, mas uma vitima da vida. Mas mesmo eu não o conhecendo, e sendo um tanto quanto hipócrita, eu sinto que preciso ajuda-lo. Quer dizer, ele tem alguém de apoio quando precisa aqui.

— Ei, o que você está fazendo? — Pergunto,descansando um pouco a cabeça.

Ele ouve minha pergunta e olha pra mim, depois pra mão cheia de remédios, então fica encarando o nada, até começar a rir de maneira desesperada, ele coloca as mãos no rosto, ainda rindo, lágrimas começam a escorrer de seu rosto, ele para um pouco e toma um pouco de fôlego.

— Eu acordei com uma puta duma enxaqueca, então eu vim pegar alguns analgésicos da Sophie, eu até iria te oferecer alguns, mas pelo visto você não quer ficar dopado.

Analgésicos... Metafórico, alguns fazem a dor do corpo acabar, muitos acabam com a dor da mente.

— Vamos fingir que acredito na sua desculpa. Eu sei sue plano, acho que todos aqui sabem pelo jeito como eles olham pra você com preocupação, olh...

— Ahh, eu preciso de um alivio. — E tira um maço do bolso, colocando um cigarro entre os dedos, e apalpando os bolsos com a outra mão. — Eu devolvi pro Kurt? Não me lembro direito; acho que não... Aqui! — Ele acha um isqueiro e acende o cigarro, começando a fumar. — Se você quiser eu saio daqui, o resto já está acostumado.

— Não precisa não, eu só vou descansar um pouco aqui e depois talvez eu volte a dormir. — Além do mais, eu vou sair andando daqui o mais rápido possível, Lucy não pertence a esse lugar.

Ficamos meia-hora desse jeito, com uns três cigarros no chão e o rosto de Nathan vermelho com o caminho das lágrimas que saiam ocasionalmente. Até que mais alguém acorda, tossindo já que a fumaça já infestava um pouco o quarto.

Notas finais
Olha eu falando de novo. E então o que acharam? Primeira cena com uma crise emocional dos personagens. (Eu sou novo no drama psicológico então se ficou ruim desculpe, aliás qualquer dica é bem vinda)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.