A Psicóloga
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Espero que gostem ;D e leiam as notinhas lá embaixo sim?
Capítulo 6
|Narrado por Edward|
–Emmett não vale você está roubando!
–Jacob presta atenção nas suas cartas que presto nas minhas!
–Não quero mais jogar! –Jacob jogou suas cartas na mesa e encostou no sofá ao lado de Vanessa, emburrado.
–Porque você sempre faz isso hein?–Alice, assim como eu e o restante do pessoal encarávamos Jacob sem acreditar em sua infantilidade.
–Ele estava roubando. –ele apontou para Emmett, como se fosse uma criancinha dedurando o irmão, que nesse momento puxava as fixas do jogo de encontro a ele e sorria triunfante.
–Querido você conhece ele, não precisa ficar assim. –Vanessa apertou a mão no ombro de Jacob tentando acalmá-lo ao mesmo tempo em que tentava esconder o riso.
Encostei-me no sofá, enquanto assistia a briga que se seguiu entre Emmett e Jacob, e Alice metendo o bedelho no meio só para colocar mais lenha na fogueira. Meu olhar procurou por Bella. A encontrei sentada no sofá de dois lugares, comendo frutas cobertas por chocolate, e observei com muita atenção o cantinho de sua boca sujinho e desejei ir até ela e limpar eu mesmo, com a minha língua o doce de sua boca.
–Hora do bolo!
Rosalie entrou na sala trazendo uma travessa com um bolo coberto de glacê cor de rosa e uma vela de 25 anos acesa e faiscando por cima.
Bella estava corada, sentada em seu lugar e sem que eu ao menos percebesse, um sorriso se abriu em meu rosto. Ela ficava tão linda e adorável corada!
Todo mundo se levantou e fez uma roda envolta de Bella para cantar os parabéns e ela continuou lá, toda coradinha.
–Com quem será... –Emmett tentou puxar a musiquinha brega e irritante, mas quando viu que ninguém o acompanhou, parou no meio da musica completamente desconfortável. –Ai gente cadê o espirito dos aniversários?
–Amor quantas cervejas você já bebeu? –Rose perguntou, fazendo todos rirem ao ver algo inédito acontecer, Emmett ficar constrangido a ponto de corar.
–Vamos Bella, faça um pedido! –Rose encarou a amiga animada.
Bella se inclinou em direção ao bolo, fechou os olhos por alguns segundos e então assoprou a vela.
–Aposto que ela pediu um namorado!
Revirei os olhos ao ouvir o comentário inapropriado de Emmett. Mas de repente fiquei feliz ao saber que a doutora sexy era solteira.
Esperei que todos a abraçassem até chegar a minha vez de parabenizá-la.
–Parabéns doutora.
Então a abracei e naqueles poucos segundos em que a tive em meus braços, meu mundo parou, e parecia que só existia nós dois nele.
–Obrigada. –e mais rápido do que eu gostaria nos separamos. –E, por favor, pode me chamar de Bella aqui.
–Aqui?
–Sim, mas no consultório continuou sendo a doutora Swan. –e então ela sorriu lindamente, e mesmo estando de noite, parecia que o sol havia acabado de raiar.
–Não querendo tirar vocês dessa bolha de tesão, mas já tirando... –tinha que ser Emmett. –Rose e eu temos um comunicado a dar a vocês, se não se importam.
Todos prestavam atenção ao casal que se abraçavam de lado com ternura e sorriam apaixonados.
–Estamos grávidos! –os dois disseram ao mesmo tempo.
Levei dois segundos para entender o que eles haviam dito, e ao que parece eu não era o único.
–Ai meu Deus! –Alice foi a primeira a explodir e então todos ali os parabenizavam animados!
–Parabéns cara!
Abracei meu amigo sinceramente feliz por ele, pois eu sabia que ele e Rose sonhavam muito com isso desde que se casaram e vinham lutando por isso ao longo dos anos.
–Calma que tem mais. –Emmett disse ainda com um sorriso insanamente feliz em seu rosto.
–Edward, Emmett e eu queremos que você e Bella sejam os padrinhos do nosso bebê. –Rose disse amavelmente.
–Rose. –Bella abraçou a amiga, e algumas lágrimas escorriam de seu doce rosto.
–Edward você tá bem cara? –Emmett bateu em meu ombro, me trazendo para a realidade.
–Eu... –todos ali pararam para me encarar como se eu fosse um monstro de sete cabeças.
–Cara, você é meu melhor amigo, eu não consigo pensar em ninguém melhor para confiar meu bem mais precioso.
–Tem certeza?
–Claro. –eu o abracei emocionado.
–Você tá chorando? –Alice disse quando me afastei de meu amigo.
–Claro que não nanica, caiu um cisco no meu olho. –resmunguei.
–Um cisco de emoção né? Sei bem como é. –Alice sorriu petulante.
–Chata.
Eu observava de um canto da cozinha o pessoal conversando animados sobre crianças e família. Emmett e Rose estavam no céu por serem pais e estavam quase fechando negocio na compra de uma casa, pois segundo eles, não dava para criar uma criança em um apartamento.
–Você sabe que pode ter isso também né?
A voz de Alice interrompeu meus devaneios.
–Ter o que? –perguntei confuso.
–Uma família. Assim como Emm está formando a dele, e Jacob e eu também.
–Nem vem anãzinha, você sabe que isso não é pra mim. –dei de ombros, sinalizando que não me importava.
–Se não é para você, porque ficou tão emocionado por ser padrinho do filho deles?
–É uma grande demonstração de amizade, fiquei emocionado. –disse. –Não tem nenhum motivo oculto, não coloque coisas que não existem em sua mente fértil.
–Você quer isso também eu sei. Eu sei que você quer uma família! –ela bateu pé.
–Alice não começa. –implorei.
–Não começa com o que? A falar a verdade? Fala sério Edward, é impossível alguém não querer ter a própria família e querer ficar sozinho como você!
–Eu não sou sozinho, tenho a Bernie e isso me basta.
–Edward, apesar de você amar a Bernie e ela te amar também, você sabe que não é desse tipo de amor que você precisa.
–Alice, já tenho uma psicóloga, não preciso de outra. Obrigada.
–Não estou tentando dar uma de psicóloga e sim ser sua amiga. –ela me lançou um olhar feio por alguns segundos, e então um sorriso medonho surgiu em seus lábios. –Aliás, vi como você olha para sua psicóloga. –e dizendo isso deu as costas para mim e me deixou ali sozinho.
Enquanto estava ali fiquei pensando nas palavras de Alice. Não que eu não quisesse ter uma família um dia, mas eu sabia que aquilo não era para mim. Afinal, querer não é poder não é? Eu era um cara que já nasceu fadado ao desastre familiar, não pude conviver com minha mãe e meu pai não me quis e apesar de meus avós terem me criado com muito carinho e amor, não era a mesma coisa. Eles sempre estiveram lá para mim, mas não tinham a mesma disposição que um pai ou uma mãe teriam com o filho, eles já haviam tido a carga de filhos deles, então quando fiz 18 anos, resolvi sair das asas deles e lhes dar o sossego que eles mereciam.
E por falar em meus avós, que eram pessoas maravilhosas, eu sentia muita falta deles, talvez em minha próxima folga fosse visitá-los.
Emmett ter me convidado para ser padrinho de seu filho foi a maior honra que já tive em minha vida. E eu sabia que no fundo, meu amigo sabia o que aquilo significava para mim. Eu muito provavelmente nunca teria um filho meu, e um afilhado seria coisa mais próxima de família que eu chegaria a ter. Eu seria alguém muito próximo de meu afilhado, e faria por ele o que meu pai não fez por mim.
Eu já havia ficado mais do que o previsto ali, então fui até a sala para me despedir do pessoal.
–Mas Bella tá cedo ainda. –ouvi a voz de Alice reclamar.
–Alice eu estou cansada e querendo muito dormir.
–Ah tudo bem, você é uma estraga prazeres mesmo.
–Também já vou indo. –eu disse ao me aproximar.
–Reformulando o que eu disse antes, vocês dois são uns estraga prazeres. –Alice disse emburrada.
–A festa pode muito bem continuar sem a gente. –eu disse.
–É Alice, para de ser estraga prazeres dos outros. –Emmett disse com uma risadinha maliciosa e revirei meus olhos.
Ele já estava pra lá de Bagdá de tão bêbado. Não sei como Rosalie conseguia suportar ele nesses dias.
–Tchau. –me despedi de meus amigos e Bella fez o mesmo.
Esperei o elevador subir em silencio ao lado de Bella no corredor do apartamento de Emmett. Um guincho metálico anunciou a chegada do elevador, era daqueles tipos de elevadores de carga bem antigos, então ele fazia muito mais barulho do que qualquer outra coisa no mundo.
–Primeiro as damas. –eu disse ao subir a porta do elevador. Mas na verdade eu não estava sendo nada cavalheiro, eu queria mesmo era dar uma conferida na retaguarda de Bella e o que vi não me decepcionou. E eu só conseguia imaginar em como seria ter aquela bela bunda nua a minha frente e porra a imagem que fiz em minha mente era de enlouquecer. Se só na minha mente já era assim imagine ao vivo e a cores, podendo tocar e tudo.
Eu era um caso perdido de pervertido. Fato!
–Edward. –ela chamou vendo que eu continuava parado na entrada do elevador.
Constrangido por ser pego no flagra, fiquei em um canto e ela em outro enquanto elevador descia. Então um forte solavanco fez com que Bella se desequilibrasse em seus saltos e caísse em meus braços. Obrigada meu Deus!
–Ah desculpe por isso. –seu rosto estava a centímetros do meu, e ela estava corada e ofegante e eu quase podia sentir o gosto de seu hálito em minha língua de tão perto que estávamos.
–Não tem porque se desculpar. –sussurrei.
Não consegui me segurar, e nem seria capaz de me controlar ao tê-la tão próxima de mim daquele jeito. Grudei minha boca a sua, pedindo passagem com a minha língua que ela rapidamente cedeu. Eu ainda podia sentir o gosto do chocolate em sua língua e aquilo era delicioso. Suas mãos agarravam meus cabelos, enquanto eu a prensava contra a parede do elevador, uma mão em sua nuca mantendo-a presa a mim, e a outra em sua cintura deixando-a mais colada a mim ainda. Eu podia sentir todo o calor de seu corpo que estava moldado ao meu daquela forma, e aquilo mandou vibrações direto para o meu pau.
–Boa noite. –uma voz masculina nos surpreendeu fazendo com que nos afastássemos ofegantes.
Um senhor parado na porta do elevador nos encarava com um olhar e sorriso malicioso. Eu nem havia notado que o elevador havia parado de se movimentar e pelo visto Bella também não.
–Desculpa interromper, mas preciso usar o elevador. –ele disse.
–Me desculpe. –Bella disse totalmente desconfortável. –Já vou indo.
Então ela saiu dali sem nem ao menos se despedir de mim e com o olhar a acompanhei sair do prédio.
–Valeu cara, muito obrigado mesmo. –eu disse ao senhor, completamente chateado por ele ter interrompido o melhor momento de minha vida.
Sai de lá antes que eu fizesse algo impensado. Como socar a cara de um senhor de idade. Provavelmente eu seria preso por isso e jogaria minha carreira na CIA no lixo, mas eu não me arrependeria nem por um segundo.
Acionei o alarme de meu carro e ele piscou na escuridão da rua, que era parcamente iluminada pela luz de um posto de gasolina que ficava na esquina da dali. As luzes dos postes de iluminação estavam acesas, mas muito fracas. Ouvi o som de um motor que não queria pegar, olhei mais a frente e vi uma caminhonete grande e vermelha parada a alguns carros a frente do meu. Só podia ser dali que aquele som quase animalesco vinha.
Bati no vidro da caminhonete.
–Precisa de ajuda? –gritei, já que a pessoa não abaixou o vidro e era quase impossível ver algo lá de dentro.
–Não. –a voz vinda dali de dentro me surpreendeu.
–Bella?
O vidro começou a abaixar e vi Bella ofegante lá dentro, ela mordia os lábios e balancei a cabeça, para clarear meus pensamentos. Ela precisava de ajuda e ficar pensando em como seria vê-la morder os lábio enquanto eu estivesse entre suas pernas não ajudava em nada a minha situação.
–O que aconteceu?
–Não quer pegar essa porcaria. –ela esmurrou o volante.
–Calma, bater no volante não vai ajudar, abre o capô pra mim. –dita a frase em minha mete comecei a pensar em outras coisas que ela poderia abrir para mim, e não tinha nada de automobilístico nisso.
–Você entende de carros? –ela veio ao meu lado, com uma lanterninha em mãos.
–Não muito, mas essa fumaça vinda do motor não é um bom sinal.
–Caramba e eu nem terminei de pagar essa lata velha.
–Desculpe dizer isso, mas a pessoa que te vendeu isso te enganou bonito.
–Droga, eu não tinha muito dinheiro e precisava de um carro.
–Não se preocupe, eu conheço um bom mecânico e ele vai poder vir aqui pela manhã para levar ela para a oficina. –dei de ombros.
–Mas como vou para casa? Acho que não tem mais nenhum taxi agora.
–Assim você me ofende, vamos tranque o carro que eu te levo para casa.
–Melhor não. –ela disse com uma voz constrangida.
–Prometo não fazer nada que você não queira.
Ela resmungou algo que não entendi e então respirou fundo.
–Tudo bem.
~✿~
–Você vai ter que deixar a chave da caminhonete comigo para que o meu mecânico venha buscá-la pela manhã. –eu disse quando estacionei o carro em frente ao seu prédio.
–Ele é muito caro? –ela perguntou insegura.
–Não o Seth faz um preço bom, pode deixar comigo.
–Tudo bem. –ela me entregou as chaves. –Agradeço pela ajuda Edward.
–Não tem porque agradecer.
–Bom já vou indo então. –ela abriu a porta do passageiro fazendo um arzinho gelado da noite entrar ali, e os pelos do meu braço se arrepiarem.
–Bella. –chamei e ela se virou para mim. –Não se esqueça das fotos da Bernie na terça feira.
–Ah sim, pode deixar que vou levar. –ela balançou a cabeça. –Boa noite.
Antes que ela pudesse sair, segurei seu pulso fazendo ela se virar para mim e lhe dei um beijo no canto de sua boca.
–Agora sim, boa noite. –eu disse sorridente.
Ela saiu meio cambaleante do carro e fiquei ali até ter certeza de que ela havia entrado sem segurança em seu prédio.
Dirigi pelas ruas calmas de LA com uma pequena centelha de esperança surgindo em meu peito. Talvez, só talvez eu não fosse fadado a estar sozinho. Porque eu tinha certeza de que eu nunca senti nada do que o que eu havia sentido quando beijei Bella naquele elevador, todas as transas sem sentido que já tive na minha vida não se comparavam com a sensação dos lábios de Bella colados nos meus. Beijá-la havia sido a coisa mais incrível que já fiz na vida, até a minha primeira vez perdia pra isso.
Ao chegar a meu apartamento entrei silenciosamente. A TV ainda estava ligada no canal de desenhos e Bernie estava enroscada em seu cobertor no sofá, dormindo um sono muito profundo.
Belo cão de guarda ela era, se entrasse um ladrão aqui podia levar tudo e ela não ia nem perceber.
–Ei garota. –a acordei e ela fez um som tipicamente canino, que traduzindo para a nossa língua, ela estava resmungando como uma velhinha de 90 anos. –Quer ir dormir com o papai? –ela se levantou do sofá rapidamente, pegou seu cobertor pela boca e foi batendo o rabinho animada até o meu quarto, ao chegar lá ela já estava espalhada em minha cama e novamente atarracada no sono.
Tomei um banho rápido e vesti o meu pijama.
–Boa noite garota. –fiz um carinho em Bernie, que nem ao menos se mexeu e me ajeitei melhor, procurando uma boa posição para dormir.
A última coisa que me lembro de pensar antes de cair na inconsciência do sono foi de como o gosto de Bella em minha boca era bom.
Notas finais
Comunicado importante: Vocês devem estar se perguntando, mas quando eles vão ficar de verdade? E a cena hot? Calma gente, a fic não seria +18 sem sentido kkkkk Vai acontecer e tenho algo bem hot planejado para a fic, mas eu quero seguir meu ritmo, com calma e colocar tudo o que quero para a fic antes da tão esperada cena. Não quero basear minhas fics só em sexo para atrair leitores, quero que elas tenham muito mais do que isso, que elas tenham história. Então espero poder continuar com vocês e os lindos comentários. Estou adorando todos eles, serio vocês são lindas demais!
Então gostaram do capitulo? Mereço comentários? Recomendações?
Até quarta que vem ninas... ou antes, vai que eu consigo escrever antes. Tudo depende de vocês e o incentivo que vão me dar kkkkk
Bjus Leh ;D
Fale com o autor