A Psicóloga
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Gammy Masen sua linda! Obrigada pela recomendação divônica!
Espero que gostem do cap!
Capítulo 16
Narrado por Bella
Acordei antes que Edward e fiquei ali deitada, aninhada em seus braços relembrando as horas que passamos juntos no dia anterior, e até mesmo nessa madrugada, porque em momento algum deixei de ter consciência de seu corpo ao lado do meu.
Foi uma loucura o que fizemos em meu consultório, mas uma deliciosa loucura. Eu não sabia muito bem em como lidaria com o que aconteceu entre nós lá, mas eu deixaria as decisões complicadas para quando esse fim de semana, que tinha tudo para ser perfeito, acabasse. Edward tinha uma forma de lidar com o que aconteceu entre a gente e isso se resumia a uma única pergunta feita a mim: “Quer namorar comigo?”.
A pergunta ainda assombrava minha mente mesmo depois de horas de ter sido feita e respondia.
“Sim.” Foi à resposta que dei com simplicidade, e então ele havia me tomado de forma deliciosa em seus braços, me fazendo dele e me dando um prazer que eu jamais havia sentido antes, não foi e não era somente sexo entre a gente, eu sabia que era muito mais desde que nos beijamos pela primeira vez, e mesmo quando transamos em meu consultório não foi só sexo, tinha muito mais emoção e desejo impregnado em nossos atos do que muito casal que se diz apaixonado por ai. Edward e eu fizemos amor até que nenhum de nós aguentasse mais se mover, embora eu acreditasse que com certo incentivo ele partiria para outra rodada sem problemas, ele era incansável.
Nós precisávamos conversar sobre nós, eu sei que era muito cedo para nos envolvermos em um relacionamento serio, mas eu queria mais do que tudo estar com ele, e não somente pelo melhor sexo da minha vida, mas eu gostava de sua companhia e me sentia completamente apaixonada por ele, como nunca me senti por nenhum outro antes. E por falar em ‘como nunca me senti com nenhum outro antes’, a questão era que eu nunca havia sentido prazer com nenhum parceiro até estar em seus braços. Os dois homens com que eu já havia me envolvido antes eram egoístas e se eu quisesse sentir algo quando estava na cama com eles, teria que assumir o controle da situação e eu não me sentia a vontade fazendo isso, nunca dormi com um homem que se preocupasse com o meu prazer também. E Edward se preocupava, e como ele se preocupava, só de me lembrar dos momentos que dividimos eu já sentia meu coração palpitar e não era só meu coração que palpitava com as lembranças.
Edward se remexeu ao meu lado e resmungou alguma coisa em seu sono, e quando ele se mexeu senti algo cutucar em minha coxa, olhei para baixo e vislumbrei uma gloriosa ereção matinal dando boas vindas. Sorri tendo uma boa ideia de como acordar, meu agora, namorado, será que ele pensaria mal sobre mim depois do que eu fizesse? Provavelmente não, eu não estava fazendo nada de errado, ele era meu namorado e eu queria muito fazer aquilo.
Então me esgueirei de seus braços tomando o cuidado de não fazer movimentos muito bruscos e acordá-lo. Engatinhei até seus pés e passei uma perna de cada lá de seu corpo ficando cara a cara com seu membro enrijecido. Parei um minuto para admirar seu corpo bem trabalhado, não que Edward fosse o tipo de cara que frequenta academia e faz musculação, mas ele tem um corpo perfeito, na medida certa, não tem uma barriga de tanquinho, mas também não é de shop é lisa e tem poucos pelos que iam em direção ao caminho do paraíso, seus braços tinham músculos, mas como já disse antes nada que fosse fabricado. Edward era perfeito e natural, ele conseguia fazer com que eu me apaixonasse por ele cada vez mais e pra isso nem precisava abrir a boca ou os olhos visto que ele continuava a dormir profundamente.
Voltei minha atenção para seu membro, não era gigante como já vi em alguns filmes pornôs — não que eu assistisse muitos, mas às vezes as noites eram solitárias-, mas também não era pequeno, só vou dizer que tinha o tamanho perfeito para fazer com que qualquer mulher corresse atrás dele implorando por atenção. Quer dizer, o conjunto inteiro da obra fazia com que qualquer mulher corresse atrás dele. Peguei seu membro com cuidado em minha mão e comecei lentos movimentos de vai e vem.
–Bella. –olhei para cima assustada ao ouvir meu nome, pensando ter sido pega no flagra, mas Edward continuava a dormir, então quer dizer que ele estava sonhando comigo?
Sorri mais ainda antes de substituir minha mão pela boca, começando pela cabeça de seu membro e descendo lentamente pela extensão. Ele tinha um gosto salgado, não vou ser hipócrita e dizer que era o melhor gosto, mas não era ruim também. Em certo momento apliquei mais velocidade nos movimentos de vai e vem de minha boca sugando-o com vontade, e usei uma de minhas mãos para massagear suas bolas.
–Porra. –ouvi um grunhido e olhei para cima vendo que ele já estava completamente acordado os olhos cravados em mim e cheios de desejo, continuei meu trabalho em sua ereção sem tirar meus olhos dele.
Edward mordia os lábios com força e agora uma mão sua agarrava meu cabelo, me mostrando a velocidade que ele gostava e seu quadril acompanhava os movimentos de minha boca.
–Bella eu vou... –senti a pressão de sua mão em meu cabelo, tentando me afastar, me mantive firme em meu objetivo. –Porra neném. –ele gemeu alto e então senti seu liquido quente em minha boca, engoli seu prazer rapidamente e antes de abandoná-lo completamente, dei um beijinho na cabeça de seu membro e me engatinhei por cima dele, ficando deitada em seu peito.
–Bom dia namorado. –Edward me encarava com olhos cheio de luxuria, senti sua mão apertar minhas coxas e então subirem e pousarem meu bumbum.
–Isso é o que eu chamo de um bom dia. –ele sorriu maliciosamente. –Se quiser me acordar assim todos os dias não vou reclamar, juro.
–Vou pensar no seu caso.
Edward ergueu sua cabeça e encostou seus lábios no meu, me puxando para um beijo lascivo e então em um movimento repentino ele nos virou ficando por cima do meu corpo, entre minhas pernas.
–Quero dar bom dia para minha namorada também. –sussurrou em meu ouvido antes de começar a distribuir pequenas mordidinhas em meu pescoço, tenho certeza de que eu estaria cheia de marcas de chupão em meu pescoço a essa altura do campeonato e quem se importa? Eu com certeza não ligava nem um pouco que elas estivessem ali.
Meu namorado continuou a descer beijos pela extensão do meu pescoço e só parou quando chegou aos meus seios.
–Olá minhas meninas!
–Suas meninas? –perguntei rindo da cara de bobo que ele fazia.
–Sim, seus peitos agora tem um dono. –sem espaço para mais brincadeiras ele começou a beijar suas meninas, quem era eu para contraria-lo quando eu tinha sua boca em meus peitos?
Eu só sabia gemer seu nome sentindo seus toques em meu corpo, e a cada minuto mais excitada com a expectativa do que ele faria a seguir quando seus beijos começaram a descer por minha barriga rumo a minha intimidade. Eu prendia a respiração em expectativa quando Edward havia chegado entre minhas pernas, com um sorrisinho malicioso nos lábios quando barulhos vieram do corredor e ouvi rosnados e granidos vindo de lá.
–Droga. –Edward resmungou.
–Tudo bem. –me levantei e me enrolei no lençol indo ver o que acontecia.
Senti Edward caminhando logo atrás de mim e eu juro que eu podia rir do que via, eu estava chateada por termos sido interrompidos em um momento importante onde eu ganharia um bom dia bem merecido, mas a cena a minha frente não tinha como deixar de ser engraçada.
Bear e Bernie estavam em lados opostos da sala. Bernie com cara de brava e os dentes arreganhados de um lado e Bear com o rabinho ente as pernas e orelhas murchas do outro encolhido em um canto.
–O que aconteceu Ber? –Edward, agora vestido com uma cueca boxer, caminhou até sua cachorra e eu fui até o meu.
–O que você aprontou? –perguntei sabendo que havia sido ele que provou.
Bear só meu olhou com olhos pidões e choramingou.
–Ele deve ter tentado mexer em algum brinquedo dela. –Edward disse ao meu lado. –Vamos voltar pro quarto.
–Depois agora eu estou com fome.
–Nunca vou perdoar vocês dois. –Edward olhou com olhos acusadores para nossos amiguinhos, um emburrado em cada lado da sala.
–Eles vão superar. –o abracei.
–Mas eu não. –remungou.
–Você não existe. –dei um tapinha em seu braço.
–Vamos voltar pro quarto que eu vou provar se existo ou não.
–Você fica aqui fazendo nosso café e eu vou tomar um banho. –disse.
–É melhor a gente ir junto pra economizar agua. –ele disse com uma tentativa de expressão seria, mas seus olhos maliciosos entregavam o que ele estava pensando.
–Melhor não. –murmurei.
–Porque neném? Você não quer mais? –agora ele expressava preocupação em seu rosto.
–Não é isso é que fazia muito tempo desde... Você sabe! –respondi constrangida.
–Hmm tudo bem, entendi, só me avise quando estiver melhor. –deu um selinho demorado em mim e antes que eu fosse tomar meu banho.
Assim que sai do chuveiro procurei algo confortável para vestir, então peguei um shortinho jeans que havia colocado em minha bolsa e a camisa que Edward vestia no dia anterior, não coloquei sutiã e então desembaracei meu cabelo com os dedos desfazendo os nós nas pontas.
Assim que sai no corredor senti um cheiro estranho no ar, parecia que algo estava queimando então ouvi um grito vindo da cozinha. Corri apressada até lá.
–O que aconteceu? –perguntei aturdida ao entrar na cozinha e ver Edward vestido apenas em sua cueca branca com um dedo na boca e uma fumaça densa sair de dentro da pia, a torneira aberta jorrava agua em algo.
–Nosso café da amanhã me queimou. –Edward deu de ombros.
–Ou você queimou nosso café da manhã?
–Dá tudo na mesma, ambos saímos queimados.
Não teve como conter o riso diante daquela situação, mas tentei segurar um pouco o riso vendo que Edward havia ficado chateado.
–Não fica assim. –me aproximei dele fazendo carinho em seu rosto. –Tá doendo? –peguei sua mão vendo uma marca vermelha em seu dedo.
–Um pouco, mas se você beijar aposto que sara rapidinho.
Dei um beijinho em seu dedo e então subi minha mão em direção ao seu cabelo puxando sua cabeça em minha direção e então beijei seus lábios, que se moldaram aos meus com perfeição em um beijo lento e sensual.
–Já me sinto bem melhor. –disse com um grande sorriso depois de nos afastarmos.
–Sei muitas maneiras de fazer você se sentir melhor. –ri ao ver sua cara de agoniado.
–Se você ficar me provocando vou te pegar em cima dessa mesa. –Edward murmurou entre beijos.
–Certo, vou fazer nosso café então. –me afastei dele indo até a geladeira e analisando as possibilidades.
20 minutos depois eu havia feito um omelete com bacon e algumas torradas e um café bem forte para nós dois.
–Você está me mimando demais. –Edward disse depois de engolir a grande garfada de omelete que ele havia enfiado na boca. –Primeiro um maravilhoso boquete matinal e agora fazendo nosso café. Estamos indo muito bem para nosso primeiro dia como namorados.
Corei quando ele mencionou o que eu havia feito nesta amanha e resolvi mudar de assunto.
–Porque eu? –fiz a pergunta que tanto me incomodara desde que eu havia aberto os olhos hoje.
–Porque você o que?
–De tantas mulheres por ai porque você quis namorar justo comigo?
Edward me encarou por alguns segundos, provavelmente pensando em sua resposta e eu aguardei silenciosamente.
–Vem cá. –abriu seus braços me convidando e em segundos eu estava sentada em seu colo, seus braços me envolvendo carinhosamente. –Eu já disse, você não é como nenhum outra, é diferente.
–Não consigo entender o que você viu em mim que te deixou tão interessado, eu sou tão normal. –apontei para meu corpo, eu não tinha nenhum atrativo que atraísse olhares masculinos e não era o tipo de mulher que por onde passava os homens entortassem o pescoço para me ver passar.
–Interessado? Neném, estamos falando de você, estou fascinado na verdade. –Edward colocou uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha e se inclinou para beijar meu pescoço. –E você é uma mulher incrível, gostosa e sexy, tão linda por fora quanto é por dentro, não se diminua ao dizer que é normal. De normal você não tem nada.
E como que para provar seu ponto e finalizar a discussão Edward me puxou para um beijo carregado de malicia e segundas intenções, e isso ficou bem claro quando senti alguém ficando animado abaixo de mim.
–E quanto a mim? –ele perguntou quando nos separamos.
–Você o que? –perguntei confusa.
–O que você viu em mim para aceitar namorar comigo? –ele tinha um sorrisinho brincalhão nos lábios, sorriso esse que me deixava deslumbrada.
–Acho que é porque você foi o melhor sexo da minha vida. –dei de ombros e acabei rindo com a cara chocada que ele fez. –Que foi? Você foi mesmo.
–Espero que eu seja o único melhor sexo da sua vida então. –disse e então seus olhos se voltaram para o que eu vestia. –Você ficou muito bonita com a minha camisa, tem algo debaixo dela? –Edward nem esperou que eu respondesse e suas mãos já entravam por dentro da sua camisa que eu vestia, constatando que eu não vestia nada por baixo da peça de roupa ao apertar meu seio em sua mão. –Eu gosto muito disso, gosto mesmo, mas prefiro você sem nada. –então se levantou comigo ainda em seu colo.
–Edward pra onde você esta me levando?
–Ainda estou te devendo um ‘bom dia’ apropriado. –senti todo meu corpo se contrair em expectativa quando entendi suas palavras.
E realmente ele me deu um bom dia bem mais do que apropriado!
Notas finais
E aí vocês gostaram do cap? Sei que prometi muitas coisas pro cap, mas não consigo colocar tudo em um só sem fazer ele enorme então está saindo tudo fragmentado!
Se você gostou vai recomendar e comentar certo??
Bjus da Leh ;D
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