A Psicóloga
31 Capítulo 31
Notas iniciais
Capítulo 31
|Narrado por Edward|
–Lar doce lar! –bradei assim que entrei no apartamento de Bella.
–Bom, não é exatamente o seu ‘lar’, mas está valendo. –Bella disse ao jogar a mala com as roupas que minha mãe exageradamente havia preparado para a minha estadia no apartamento de Bella.
–Neném não importa onde eu esteja, se você estiver lá é o meu lar. –com o braço que não estava engessado a puxei pela cintura, girando nossos corpos para que ela ficasse prensada entre mim e a parede.
–Pode ir parando por aí. –ela me empurrou gentilmente.
–Por quê? –a prensei novamente contra a parede.
–O Dr. Robert disse repouso absoluto por no mínimo duas semanas. –ela se desvencilhou de mim.
–Ele está é tentando me manter afastado de você isso sim. –disse bravo.
–Como assim te manter afastado de mim? –Bella deu uma risadinha.
–Eu percebi a forma como ele olhava para você.
–E eu percebi o jeito que aquela enfermeira Kristen ficou te olhando e te tocando desnecessariamente. –colocou as mãos na cintura me encarando.
–Somos lindos Neném, agora vem cá que eu estou com saudades. –tentei ir a sua direção, mas ela correu e colocou o sofá como barreira entre nós dois.
–Duas semanas não é muita coisa Edward é pela sua saúde. –disse com um biquinho fofo.
–Vamos ver se você aguenta essas duas semanas. –me joguei no sofá relaxando as costas e nesse momento a campainha tocou. –Quem é? –perguntei.
–Surpresa. –Bella correu animadamente em direção à porta.
Como eu estava com preguiça demais para levantar fiquei esperando a tal da surpresa e enquanto esperava ouvi alguns resmungos. Eu estava ali deitado quando do nada uma bola de pelos amarela pulou em cima de mim e começou a lamber o meu rosto.
–Bernie. –me sentei meio desajeitado, tomando cuidado para que Bernie não acertasse o braço engessado. –Menina como você está hein mamãe, sentiu saudades do papai? –ela estava de língua pra fora e abanando o rabo loucamente. –Bella? –olhei para trás e me deparei com a seguinte cena:
Jacob segurava uma cesta com cinco filhotes resmungões dentro dela e Bella segurava um deles no colo que lambia seu rosto carinhosamente.
–A gente pode ficar com esse? –ela me encarou com os olhos brilhando.
–Não eram oito? –me lembrei de que a Dra. Leah havia visto no ultrassom oito filhotes não seis.
–Infelizmente dois deles não resistiram. –Jacob disse cabisbaixo.
Ouvi um resmungo e encarei Bernie que estava sentada a minha frente com o olhar meio triste e meio ansioso encarando a cesta com os filhotes.
–É uma pena. –disse entristecido. –Mas felizmente todos esses nasceram com saúde né?
–Sim, todos os seis vieram perfeitos e saudáveis.
–Traga eles aqui. –pedi ao ver que Bernie olhava ansiosa para seus bebês, eu podia imaginar que ela estava agoniada querendo-os por perto.
–A Bernie é bem ciumenta com os filhotes, deu o que ver para conseguir trazer eles para cá, ela não queria me deixar chegar nem perto deles.
Jacob colocou a cesta no chão e os filhotes foram saindo de lá tropeçando em direção à mamãe deles que os recebeu cheia de carinho, aquela era uma cena linda.
–Esse aqui vai se chamar Ron. –Bella disse balançando em seu colo o filhote marrom de peito branco e grandes orelhas pontudas.
–Porque Ron? –perguntei para Bella estranhando o nome. Era diferente, mas de alguma forma estranha combinava perfeitamente com ele.
–Por dois motivos: eu sou fã de Harry Potter e amo o Ronald Weasley e a família dele o chama de Ron, e porque esse bebezinho é marrom, sei lá combina com ele. –Bella deu de ombros e voltou a mimar o filhote em seus braços, filhote esse que tinha potencial para ser o cachorro mais mimado do mundo.
–Vem com o vovô vem coisinha linda. –o peguei no colo e ele se aninhou para dormir.
–Amor você sabe que a gente não tem condições de ficar com todos esses filhotes né? –Bella disse ao meu lado.
–Eu sei. –disse chateado. –Eu estava pensando, podemos dar um para o Emmett e a Rose, para os meus pais, Alice e Jasper e um ao Jacob e os outros dois ficam com a gente. Assim todos ficam em família, o que acha?
–Isso soa perfeito! –Bella sorriu animada.
–Não sei se é uma boa ideia não sei como cuidar de um cachorro sozinho. –Jacob disse e pude notar que ele ainda estava abatido, a vida dele não tem sido nada fácil nos últimos meses e nada melhor do que um cachorro como amigo para fazer a vida de qualquer um mais fácil e feliz.
–Você cuidou de seis filhotes e uma adulta por quatro dias e se saiu muito bem. –apontei.
–É diferente. –ele murmurou.
–Não é não, para de manha e escolhe um pra você, assim que eles desmamarem você pode levar o que escolheu. –apontei para os filhotes que dormiam aconchegados em volta da mamãe.
Jacob encarou a ninhada de filhotes e apontou para um preto de patinhas brancas.
–Como você vai chamá-lo Jake? –Bella perguntou.
–Ele tem cara de Floyd. –deu de ombros.
–Não me diga que é por causa daquela banda que você gosta, Pink Floyd? –Bella deu uma risadinha.
–E se for? –Jacob a encarou em desafio. –Você acabou de dar o nome do seu cachorro de um personagem do Harry Potter!
–Tudo bem gente é um nome estiloso. –com cuidado coloquei o Ron perto da Bernie para que ele dormisse junto a sua mãe. –Cadê o Bear? –perguntei.
–Está com os seus pais por uns dias, acho que não vai ser uma boa ideia deixar ele perto de tantos filhotes, pensa na bagunça que ele vai fazer.
–Isso é verdade, mas ele podia vir pra cá para conhecer os filhos dele. –dei de ombros como quem não quer nada.
–Edward não começa... –Bella riu.
–Que foi? –perguntei. –Tá achando que vou deixá-lo escapar da responsabilidade é?
–Deixa de ser besta homem. –Bella me encarou com um olhar atravessado.
–Bom à conversa está boa, mas tenho que ir trabalhar gente. –Jacob se levantou.
–Obrigada por cuidar deles enquanto não pude cara, nunca vou esquecer disso. –dei um tapinha nas costas de Jacob enquanto me despedia dele.
–Imagina, cuida bem do Floyd hein!
–Pode deixar. –fechei a porta e ao me virar vi Bella esparramada no chão ao lado de Bernie brincando com os filhotes.
–Pensei que ela era ciumenta. –disse ao me sentar no sofá para poder admirar mais de perto a cena.
–Ela sabe que não precisa ter ciúmes de mim, conquistei o coração do papai dela isso deve significar alguma coisa. –Bella me encarou com um sorriso capaz de desanuviar um dia nublado.
–Isso é verdade. –sorri.
–Essa aqui tem cara de Monnie. –ela ergueu uma filhotinha marrom e começou a balançá-la cuidadosamente.
–Ei eu quero escolher os nomes também.
–Ninguém está te impedindo está? –Bella pegou uma fêmea preta em mãos. –Como essa vai se chamar?
–Lila. –disse.
–E essa? –pegou outra feminha, a cor parecida com a do Ron, mais puxada pro alaranjado.
–Me deixa ver... –disse pensativo. –Ela tem a cor de uma moeda de cinco centavos então vai se chamar Penny.
–Nossa você é muito criativo. –deu uma risadinha. –E esse menininho aqui? –ergueu um filhote marrom claro com uma faixa preta que ia da cabeça até a ponta do rabinho.
–Baylor. –disse.
–Legal! –Bella recolocou o filhote perto de Bernie e pegou o Ron novamente no colo. –Vem com a vovó principezinho. –disse com uma voz manhosa.
–Bella deixa o Ron com a Bernie daqui a pouco ele vai querer mamar.
–Aí eu o coloco de volta perto dela. –retrucou.
–Já estou vendo que essa vai ser a criança mais mimada da casa.
–Me deixa vai. –Bella resmungou e se sentou ao meu lado com o Ron no colo.
Fiquei observando Bella brincar com os filhotes e foi com essa visão em mente que adormeci.
Quando acordei nem Bella, Bernie e os filhotes estavam por perto, me sentei olhando a minha volta a procura deles.
–Bella? –a chamei.
–Que foi está com dor? –Bella apareceu na sala para o meu completo desespero vestindo um shortinho curto, regatinha amarela que deixava óbvio que ela não usava nada por baixo e os cabelos molhados, pingando algumas gotas de água em sua blusinha deixando-a transparente em algumas partes.
–Porra. –resmunguei tentando me controlar para não atacá-la.
–O que disse?
–Onde está Bernie e os filhotes? –perguntei tentando distrair minha mente para não cometer uma loucura.
–Fiz um ninho para eles lá no quarto, estão todos dormindo. –disse despreocupadamente.
–Então vem cá. –bati em meu colo e a observei corar.
–Edward melhor não. –disse baixinho.
–Só quero te namorar um pouquinho Neném, vem. –bati mais uma vez em minha perna e relutante ela veio se sentar meu colo, fazendo com que eu sentisse seu cheiro pós-banho. Deliciosa.
–Só namorar, sem segundas intenções. –ela disse apontando um dedo pra mim.
–Claro, totalmente sem segundas intenções. –murmurei.
Ah se ela soubesse que eu já estava na vigésima intenção, não confiaria tanto assim em mim, pensei comigo mesmo antes de agarrá-la com o braço bom puxando-a para um beijo de tirar o folego.
Minutos depois estávamos os dois sentados no chão e ambos nus, depois de um pouco de dificuldade Bella havia conseguido arrancar minha camisa, que por sorte era de botões. Bella estava montada em meu colo me beijando com desespero.
–Senti tanto sua falta. –murmurou enquanto espalhava beijos e mordidinhas em meu pescoço, fazendo com que eu estremecesse a cada toque seu.
–Eu sabia que você não ia aguentar nem um dia, quem diria duas semanas. –dei uma risadinha ao senti-la esfregar sua intimidade molhada em minha ereção pulsante.
–Se quiser podemos parar. –ronronou em meu ouvido.
–Nem pense nisso. –com a mão que não estava obstruída pelo gesso guiei minha ereção para sua entrada receptiva. –Senta Neném. –pedi só para ser prontamente obedecido.
Quando eu estava todo dentro dela, sentindo seu agradável calor, agarrei um lado de seu bumbum com a mão livre guiando-a na cavalgada que eu sabia que começaria lenta, mas que dentro de poucos minutos Bella estaria completamente sem controle sobre mim.
Eu fazia o que podia com a minha mão livre, a apertava em todos os centímetros possíveis e volta e meia minha mão ia parar no meio das pernas de Bella para massagear seu clitóris inchado e ouvi-la gemer meu nome em abandono enquanto guiava o melhor sexo da minha vida, claro que o melhor depois da nossa primeira vez.
Em algum momento minha mão voltou a apertar aquela bundinha empinadinha e durinha, e curioso como eu era deixei um dedo escorregar, ‘sem querer querendo’, em suas dobras, encontrando aquele buraquinho apertado e intocado.
–Edward. –Bella gemeu sem fôlego.
–Que foi Isabella? –a encarei, ela mordia os lábios com força e seus olhos se pudessem estariam em chamas enquanto eu explorava aquela parte de seu corpo, me atrevendo a introduzir o dedo ali.
–Eu não consigo mais. –ela se jogou contra o meu corpo se mexendo sem controle sobre mim.
–Consegue sim. –continuei a estimulá-la.
Bella não era muito boa em conduzir os orgasmos dela, como era boa em conduzir os meus, mas daquela vez ela teria que fazer boa parte do serviço sozinha, já que eu não poderia dar meu 100%.
–Esfrega seu clitóris amor. –sussurrei em seu ouvido e ela fez o que pedi.
Como ela estava meio afastada de mim pude ver sua mão trabalhando em sua intimidade, meu pau se afundando dentro dela e estava pronto para gozar, mas Bella teria que ir antes. Então com o dedo que eu ainda mantinha em seu ânus comecei a massagear lentamente aquela parte de seu corpo e primeiro Bella gemeu, depois gritou, apertou com força meu pau dentro dela e gozou lindamente e só então me deixei segui-la.
Nós dois estávamos sem folego, Bella jogada sobre mim, com o meu dedo e o meu pau ainda dentro dela, então ela lentamente se afastou me tirando de dentro dela, mas meu dedo meio que foi mais para dentro.
–Hmmm isso foi... –ela começou a dizer, mas parou completamente envergonhada.
–Gostoso pra caralho? –perguntei.
–Sim. –sussurrou timidamente.
–Isso é porque não foi ele no lugar do meu dedo. –apontei para meu membro meio enrijecido.
–Edward. –ela deu um tapa em meu ombro bom e tirou minha mão dela.
–Vai dizer que nunca pensou nisso, ainda mais agora depois de experimentar como pode ser? –perguntei ansioso.
–Sim. –declarou. –Mas a gente só vai tentar fazer assim quando estiver bom de novo.
–Por quê? Nós podemos tentar agora mesmo se quiser. –me senti como uma criança numa manhã de Natal.
–Porque eu quero você dando tudo o que tem garotão. –se inclinou sobre mim e mordiscou minha orelha.
–Porra mulher olha o que você fez. –apontei para o meu pau, que digamos estava completamente pronto pra outra.
–Nem vem, você acabou comigo preciso descansar. –deu uma risadinha se afastando e sentando ao meu lado.
–Que bela enfermeira você está sendo deixando seu paciente cheio de dor assim. –resmunguei chateado.
–Será que se eu der um beijinho passa? –perguntou com um sorrisinho safado nos lábios.
–Com certeza que passa, totalmente, sem dúvidas. –me apressei a dizer.
–Então senta no sofá para que eu cuide melhor do meu paciente dolorido.
Ela não ia precisar mandar duas vezes, desajeitadamente e dentro de poucos segundos eu já estava sentado no sofá como ela havia mandado a espera do que ela faria logo em seguida. E foi assim que observei Bella se ajoelhar entre as minhas pernas se preparando para cuidar de mim como havia prometido.
Ai caralho eu não ia durar um minuto!
Eu estava jogado no sofá tentando recuperar a respiração, enquanto Bella subiu no sofá, nua e ofegante também, jogando suas pernas sobre as minhas. Ela tinha um pequeno sorriso safado nos lábios, não sei quem gostava mais do que ela havia acabado de fazer eu ou ela.
–Você é ótima Neném. –passei a mão não machucada por suas pernas nuas parando somente quando cheguei em meu objetivo.
–Edward não. –Bella segurou meu pulso me impedindo de dar continuidade ao que pretendia fazer.
–Porque não? –perguntei confuso.
–Não aguento mais. –ela deu uma risadinha, mas corou envergonhada.
–Aguenta sim. –murmurei, e mesmo Bella tentando me impedir comecei a mover minhas mãos entre suas pernas, ouvindo seus pequenos gemidos e vendo-a levantar o quadril de encontro a minha mão.
(...)
Bella estava vestindo minha camisa, e estava de frente para o fogão mexendo em alguma coisa em uma panela, eu estava sentado em uma cadeira apoiando o braço engessado na mesa de sua pequena cozinha. Eu olhava fixamente para ela, sabendo que por baixo daquela camisa não tinha nada, tudo o que eu precisava era andar alguns passos em sua direção, tirar aquela camisa e me divertir, mas meu braço incomodava um pouco depois de toda atividade extra curricular que Bella e eu havíamos praticado no chão e no sofá da sala, não que eu esteja reclamando.
–Quer remédio pra dor? –Bella me encarou segurando uma colher de madeira na mão.
–Mais tarde quando incomodar mais talvez. –dei de ombros, percebendo que aquilo não foi muito esperto e gemi de dor.
–Eu disse que a gente não devia ter feito nada, agora vocês esta com dor. –Bella me encarou em uma mistura de arrependimento e preocupação.
–Amor eu não me arrependo de um segundo isso eu te garanto, você foi maravilhosa. –Bella corou e virou o rosto para que eu não visse suas bochechas vermelhas, ela não sabia lidar muito bem com elogios relacionados a sua performance sexual. Ela era perfeita.
–Então... –ela pigarreou. –Você conversou com o Anthony no hospital? –perguntou meio incerta.
–Sim.
–E...? –voltou a me encarar em expectativa.
–Eu resolvi dar uma chance para ele. –eu disse. –Não quer dizer que a gente vai ter um relacionamento de pai e filho, por enquanto eu posso oferecer a minha amizade para ele, não quero o deixar entrar de cabeça na minha vida para me abandonar de novo. –disse, afinal eu ainda estava incomodado com o fato de ele aceitar que sua doença iria vencer.
–Isso é um começo, é muito mais do que ele ou você tinham há pouco tempo atrás. –Bella disse timidamente.
–Sim e ele prometeu que vai lutar contra a doença dele.
–Sério? –Bella me encarou de olhos arregalados. –A família toda dele já tentou convencê-lo a não desistir e eu também durante as sessões, mas nada fazia mudar de ideia ele era cabeça dura demais. –ela me lançou um olhar cheio de significados e de sincera alegria.
–Que bom. –dei um pequeno sorriso.
Naquele momento eu pude sentir algo dentro de mim, em meu peito, se inflar com aquela noticia. Ele iria lutar por mim. Eu estava feliz em ouvir aquilo e por mais infantil que isso soasse, como o pensamento de um garotinho de 8 anos sem o pai, eu não podia deixar de me sentir um super herói por saber que de alguma forma eu havia salvado a vida de Anthony.
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