A Psicóloga

26 Capítulo 26


Notas iniciais
IsaRK minha querida, muito obrigada por sua linda recomendação Neném... Sigam o exemplo dela viu gente hahah' Desculpem pela demora e vamos ao capitulo que tá cut-cut :3

Capitulo 26

|Narrado por Edward|

Eu observava com o canto do olho minha namorada dormir tranquilamente no banco do passageiro. Pelo espelho retrovisor eu podia ver Bernie sentada observando a vista com a língua de fora enquanto Bear estava enrolado em bolinha dormindo profundamente, assim como sua dona.

–É amigona somos só nós dois, quase como nos velhos tempos.

Bernie fez um barulho engraçado em consentimento e voltou sua atenção para a estrada, observando as arvores e os outros carros passarem a nossa volta.

–Neném. –chamei Bella e nada. –Neném. –chamei-a novamente, dessa vez cutucando levemente sua bochecha.

–Que foi? –resmungou ainda de olhos fechados.

–Acorda. –disse.

–Pra que? –perguntou, mas seus olhos continuavam fechados.

–Pra me fazer companhia. –murmurei.

–Serio que você me acordou só pra isso? –abriu os olhos me encarando irritada.

–Preciso conversar com alguém se não vou dormir também. –resmunguei. –Já faz 6 horas que estou dirigindo.

–Quer que eu vá dirigindo pra você dormir então? –perguntou com a voz uma pouco mais doce, uma expressão compreensiva em seu rosto.

–Não precisa.

–Então vou voltar a dormir, com licença. –resmungou e voltou a fechar os olhos, e a abusada ainda desceu um pouco mais o banco para que ficasse mais confortável.

–Da próxima vez, vamos vir de avião. –resmunguei afinal se tivéssemos viajado de avião como eu havia sugerido, já teríamos chegado há horas.

–Faça como quiser querido.

Se eu não podia dormir naquele carro ninguém mais iria dormir. Decidido a acordar a todos os seres vivos e dorminhocos liguei o radio e tocava uma musica daquela cantora da Disney que a Bernie gostava de assistir a serie dela e mesmo eu não sabendo cantar a musica comecei a cantar junto só para irritar a minha namorada. Era tão difícil assim conseguir um pouco de atenção aqui poxa vida?

–Para que você ta me matando. –Bella deu uma risadinha ainda de olhos fechados.

Ergui o radio e o tom de voz junto e Bella começou a gargalhar, agora de olhos abertos. Bear deu um bufo irritado do banco de trás e o encarei pelo retrovisor, moleque abusado, engravida a minha filha e quer dá uma de marrento pro meu lado ainda por cima?

–Amor, você não canta nada! –riu.

–Faz melhor então. –resmunguei chateado e estreitando os olhos rapidamente em sua direção e depois voltando à atenção para a estrada, eu estava dando um show se você quer saber, Bella que não sabe apreciar uma boa voz quando ouve uma.

–Você quem pediu. –e Bella começou a cantar.

Aquilo soava horrível, mas era engraçado e então comecei a acompanhá-la pelas musicas seguintes que tocavam na rádio, até começar a tocar alguma musica do Eminem que eu não sabia o nome, serio era difícil acompanhar aquele cara.

–Se vivêssemos de musica já estaríamos falidos.

–Só se for você, porque eu canto muitíssimo bem. –Bella disse com uma expressão superior.

–Quem foi o maluco que te disse isso?

–Meus ouvidos.

–Pobrezinhos. –ri

–Ei eu canto tão mal assim? –Bella perguntou chateada.

–Eu poderia mentir e dizer que sim, você canta muito bem, ai você iria pedir para que eu parasse no motel mais próximo e me daria o melhor sexo da minha vida, mas baby nossa relação tem que ser baseada na verdade. Então não, você não canta nada bem, essa é a verdade. –Bella virou seu rosto para a janela e suspirou, serio que ela havia ficado chateada porque eu disse que ela cantava mal? –Neném você ficou chateada por isso?

–Não. –me encarou com um pequeno sorriso sem graça em seus belos lábios.

–Serio que você achava que cantava bem?

–Quando eu me ouço cantar a minha voz é linda. –murmurou.

–Sua voz é linda. –eu disse querendo animá-la um pouco.

–Serio? –perguntou com seus lindos olhos brilhando.

–Sim. –eu disse. –Principalmente quando você tá gemendo e rebolando no meu pau.

–Edward! –me deu um tapa ardido em meu braço e corou, mas havia um sorriso malicioso em seus lábios, que me fez desejar que aparecesse um motel em nosso caminho o quanto antes.

As próximas horas de nossa viajem haviam sido assim, cheias de brincadeiras maliciosas entre nós, até que eu já estava de saco cheio de só falar e queria agir então fui prestando a atenção na estrada até que um hotel aparecesse em meu campo de visão e não demorou muito para que isso acontecesse e mais do que depressa eu guiei o carro em direção ao estacionamento para clientes do modesto hotel de beira de estrada.

–Que foi, estou cansado. –disse depois de ver o olhar que Bella lançava em minha direção.

–Cansado sei. –estreitou os olhos, mas desceu do carro e foi pegar nossos amiguinhos do banco de trás soltando os cintos próprios para cachorros e ajudando ambos a descer. –Espero que nesse hotel eles permitam a entrada cachorros.

–Mas eles estão de fralda, não vão sujar nada aqui.

–Sim, de fralda e ridículos. –ouve um choramingo e então Bella olhou para Bear. –Que isso meu amor, você esta ridículo de fralda, mas ta uma fofura.

–Você o mima demais. –resmunguei.

–Sói disse a verdade.

–Boa noite. –uma senhora baixinha, de expressão bondosa e com um coque alto e grisalho nos recepcionou quando entramos no hotel. –Bem vindos ao Bates Hotel.

–Muito obrigada, vamos querer um quarto de casal, por favor.

–Sim, sim, só preencham essa ficha de cadastro. –me entregou um papel onde eu deveria colocar alguns dados meus. –Quanto tempo vocês vão ficar?

–Apenas essa noite, vamos embora amanhã pela manhã. –disse enquanto adicionava rapidamente as informações solicitadas na ficha.

Que foi eu estava com pressa. Você também teria pressa para subir para o quarto mais próximo se sua namorada fosse Isabella Swan.

–Quantas pessoas estão hospedadas aqui no momento? –minha namorada questionou a senhora de aparência simpática atrás do balcão.

–Vocês são os únicos no momento. –disse quando lhe entreguei ficha completamente preenchida. –Vão quer o café da manhã a que horas.

–Pode ser as 07h30min. –respondi e ela me entregou a chave do quarto 13.

–Baby eu não sei você, mas esse hotel me dá calafrios. –Bella disse enquanto subíamos as escadas lentamente.

–Baby?

–Se você me chama de Neném vou te chamar de Baby, algum problema? –Bella me encarou com uma expressão meio psicótica.

–Nenhum. –respondi rapidamente. –Mas porque esse hotel te dá calafrios?

–Sei lá, ele aprece aqueles hotéis de filmes de terror.

–Não se preocupe Neném eu te protejo. –disse ao pararmos em frente ao nosso quarto.

Assim que entramos no quarto Bella soltou os cachorros da coleira e eu coloquei a nossa mala no chão para em seguida agarrar minha Neném prendendo-a entre mim e a parede, beijando-a sem sentido, apenas querendo senti-la contra mim.

–Edward. -resmungou enquanto eu dava pequenas mordidas em seu pescoço.

–Hmmm. –murmurei, continuando a distribuir pequenos beijos em qualquer pedaço de pelo livre no meu caminho.

–Edward para. –me empurrou um pouco.

–Que foi? –perguntei chateado.

–Eu não vou conseguir. –resmungou.

–Por quê? –perguntei meio indignado.

–Não vou conseguir com eles olhando pra gente. –apontou para algum lugar atrás de mim e quando me virei me deparei com Bernie e Bear sentados lado a lado, nos encarando com a língua de fora.

–Então vamos tomar um banho. –tranquei a porta do quarto e puxei Bella para o meu colo e ela entrelaçou as pernas em volta de mim e caminhei rapidamente para o banheiro. –Vocês se comportem, mamãe e eu temos assuntos sérios para discutir, se escutarem gritos não estamos brigando.

–Idiota.

–Ai. –resmunguei ao sentir um tapa em meu braço.

~✿~

O restante da viajem até a casa de meus avós, foi entre passar um bom tempo na estrada, Bella e eu revezando quem ficava no volante para que não cansássemos muito, e mais uma estadia em um hotel de beira de estrada, para em seguida voltarmos para a estrada.

Bella dormia tranquilamente ao meu lado no momento que entramos em New Orleans e eu fui observando as ruelas, prédios e praças conhecidas, vendo a igreja que meus avós me obrigavam a frequentar em minha infância, lembrando-me das aulas de catequese, e do padre Tomas que sempre corria atrás de mim quando eu aprontava alguma coisa, do tipo roubar as hóstias e levar para as crianças que ainda não haviam terminado o curso da catequese. Passei também em frente à escola onde fiz o ensino médio e tive um vislumbre do velho carvalho, a arvore que me era muito conhecida, pois era para lá que eu levava as garotas para dar uns amassos em minha adolescência.

Ao estacionar em frente à casa onde passei minha infância não pude deixar de sorrir com a nostalgia. Continuava a mesma da minha lembrança, as sacadas e persianas azuis, o jardim repleto de flores e bem cuidado de dona Esme e a antiga arvore centenária, quebrando a calçada com suas grossas raízes, mas minha avó se recusava a deixar a prefeitura a cortá-la.

–Neném. –cutuquei a barriga de minha namorada.

–Que foi me deixa dormir. –se remexeu no banco de forma que ficasse de costas para mim.

–Mas Neném nós já chegamos. –eu disse.

–Que? –sentou meio atordoada, olhando a sua volta. –Mas não tínhamos combinado de trocar a direção?

–Você estava dormindo tão bonitinha que fiquei com dó de te acordar e eu não estava cansado também. –dei de ombros destravando meu sinto de segurança e abri minha porta. –Vamos?

Fui até à porta malas descarregando nossas coisas e ajudei Bella a descer Bernie e Bear do carro e parei em frente ao pequeno portão que rodeava a casa de meus avós.

–Vó. –gritei.

–Não grita. –Bella me deu uma cotovelada.

–Mas se eu não gritar ela não ouve.

–Sua avó é surda? –Bella perguntou.

–Não. –respondi meio confuso pela sua pergunta.

–Então não grita.

–Mas ela vive lá no fundo se eu não gritar ela não vai escutar. –dei de ombros.

–Meu menino. –ouvi um guincho alto e fechei os olhos e encolhendo os ombros.

–Neném essa é a minha avó. –apontei para a mulher com um longo vestido floral, uma comprida trançada jogada sobre os ombros e um lenço vermelho cobrindo sua cabeça por baixo do grande chapéu de palha, que vinha correndo através do jardim em nossa direção.

–Meu Deus do céu como sua namorada é linda. –dona Esme gritou a uns passos do portão. -
Espera que vou chamar seu avô.

–Abre o portão antes. –tentei fazer com que ela me ouvisse, mas era tarde a porta de entrada da casa já estava escancarada e ela corria casa adentro gritando para chamar meu avô.

–Já vi de onde foi que você tirou essa mania de gritar. –Bella deu uma risadinha enquanto esperávamos minha avó retornar de seu surto com meu vô a tiracolo.

Minutos depois dona Esme surgia à porta, agarrando o braço do meu avô, que estava com um avental preto coberto de pó de farinha e uma touca branca na cabeça, ele tentava limpar as mãos cobertas de farinha da melhor maneira possível, já que sua esposa o agarrava fortemente arrastando-o através do caminho da porta até o portão.

–Eu não disse que ela era linda! –minha mãe apontou para Bella. –Olha como a namorada do Edward é linda.

–Realmente ela é muito bonita meu filho, parabéns. –Carlisle disse com um pequeno sorriso no rosto. –Agora Esme minha querida, porque você não abre o portão para que o Edward e sua namorada entrem.

–Ah claro. –mamãe corou um pouco e abriu o portão apara que entrássemos e Bernie foi na frente, escapando da coleira e correndo até o meu avô pulando sobre ele tentando lambê-lo.

–Calma menina, eu estava com saudades também! –meu avô deu um passo para trás segurando Bernie pelas patas dianteiras e afagando sua grande cabeça amarela.

–Mãe, pai essa é a minha Bella. Bella esses são meus pais e avós. –apresentei minha namorada para duas das pessoas mais importantes da minha vida.

–Prazer querida. –minha mãe correu para abraçar Bella carinhosamente e sorri ao ver a cena, as duas mulheres de minha vida juntas.

–Eu te abraçaria se essa menina deixasse. –Carlisle riu enquanto Bernie ainda o rodeava toda contente por vê-lo.

–Vejo que trouxeram as crianças. –minha mãe olhou por cima do meu ombro observando Bear sentadinho e incrivelmente quieto. Não dava para acreditar que ele estava com vergonha.

–Tivemos que trazer porque alguém aqui. –apontei para Bella. –Ficou resmungando sobre não gostar de aviões e querer viajar de carro para poder trazê-los.

–Não seja grosseiro Edward. –dona Esme resmungou. –Não se esqueça de que você tem medo andar de bicicleta também.

–Serio que você medo de bicicletas? –Bella riu.

–Digamos que Carlisle não foi um bom professor e o deixou cair em sua primeira volta, o menino ficou traumatizado. –minha mãe disse com uma risadinha.

–Cadê a Bailey? –estranhei ela não ter aparecido ainda e aproveitando para cortar o assunto, antes que a dona Esme começasse a contar para a minha namorada todos os momentos constrangedores pelos quais eu havia passado na minha vida ao longo de meus 27 anos.

–Tá lá na cozinha esperando o pão ficar pronto. –meu pai disse.

Bailey era a cachorra dos meus avós. Uma grande rottwailer preta e carinhosa, que a visse teria medo de sua aparência feroz, mas depois de passar dois segundos em sua presença faria com que qualquer pessoa percebesse o quão boa e bobona ela era.

–Bernie esta esperando filhotes. –eu disse enquanto carregava as malas para dentro da casa.

–Mas você não tinha castrado ela querido? –minha mãe perguntou.

–Não exatamente. –dei de ombros.

–Não tem essa de ‘não exatamente’ ou é sim ou não.

–Fiquei com preguiça de levar ela no veterinário e eu jurava que o Bear era castrado já que a Bella adotou ele em um abrigo para animais. –tentei justificar a minha preguiça.

–E ainda por cima ela está esperando filhotes do cachorro da sua namorada. –meu pai gargalhou.

–E nós vamos morar juntos dentro de poucas semanas. –Bella disse.

–Mas porque tão cedo? –meu pai perguntou. –Tem certeza mesmo que é a Bernie quem esta gravida filho. –olhou para a barriga de minha namorada com um sorrisinho meio malicioso.

–Tenho pai. –resmunguei.

–Então não estão praticando direito. –meu pai gargalhou.

–Carlisle vá cuidar do seu pão e para de encher o saco do meu menino. –minha mãe ralhou com ele. –Vamos meu querido não ligue para o bobo do seu pai, eu arrumei seu antigo quarto para vocês.

–Obrigada mãe. –disse agradecido enquanto estreitava os olhos em direção ao meu pai que ria sem vergonha nenhuma.

–Suba e descansem um pouco da viajem e depois desçam para podermos tomar o café da tarde juntos.

–Certo. –agarrei a mão de Bella e a levei em direção à escadaria que levava em direção aos quartos. –Vou deixar a Ber e o Bear aqui e baixo tudo bem, não é bom para Bernie ficar subindo escadas, ela está a um mês de ter os filhotes.

–Pode deixar querido vou cuidar bem deles. –minha mãe sorriu amavelmente.

–Vamos Neném. –segurando a mão de Bella subi as escadas com ela ao meu lado e ouvi uma risadinha escapar dela.

–O que foi? –perguntei curioso para saber do que tanto ela ria.

–Nada, é que estou imaginando meus pais juntos com os seus.

–Imagem mental ruim. –eu ri a acompanhando. –Não iria ser uma boa ideia imagino.

–Não mesmo.

Parei quando dei de cara com a porta do quarto onde passe a minha infância e adolescência e prendi a respiração ao abrir a porta. Continuava da mesma forma que eu me lembrava, a não ser pelo fato de dona Esme ter trocado a antiga cama de solteiro por uma de casal, era o mesmo quarto. Paredes brancas com vários pôsteres de carros, do meu time de futebol e banda favoritos colados na parede.

–O típico quarto de um adolescente a não ser pela falta de fotos de mulheres peladas coladas na parede. –Bella disse.

–Que isso Neném você acha que eu ia deixar fotos de mulheres peladas onde minha mãe pudesse encontrar com facilidade? –fui até a estante de livros pegando uma grande enciclopédia velha a abrindo e pegando as fotos que faziam a mente de um Edward adolescente e na puberdade delirar, claro que essas fotos não tinham mais o mesmo efeito em mim como antes. Talvez tivessem se eu não tivesse conhecido Isabella Swan.

–Seu safado. –Bella resmungou. –Pode ir jogando essas porcarias fora! –Bella puxou o velho livro de minha mão o fechando com força.

–Não precisa ter ciúmes Neném à única mulher que quero ver pelada agora é você. –sorri maliciosamente caminhando em sua direção.

–Nem vem Edward, na casa dos seus pais não. –Bella deu um passo para trás.

–Então quer dizer que podemos transar com seus pais na sala ao lado, mas na casa dos meus não?

–É diferente, eles estavam na minha casa não o contrário. –disse ao bater as costas contra o guarda-roupa atrás dela.

–Vamos Neném, você não imagina o tesão que eu estou só de pensar em foder você no quarto em que bati minha primeira punnheta.

–Você é muito pervertido isso sim. –mas agarrou a minha camisa quando parei em sua frente me puxando com força em sua direção, fazendo nossos corpos se chocarem e nossos lábios ficarem a centímetros um do outro.

–Eu né? –perguntei antes de colar meus lábios no dela, aliviado por finalmente tê-la em meus braços depois de horas sem sequer toca-la.

~✿~

Mais tarde depois de estar devidamente descansado e satisfeito desci as escadas com Bella ao meu lado depois de termos tomado banho, infelizmente separados porque a minha namorada ficou com vergonha da possibilidade de um dos meus pais nos pegarem saindo do banheiro juntos. Como se por acaso eles não soubessem o que estávamos fazendo sozinhos em meu quarto durante todo aquele tempo e Bella não era lá muito silenciosa apesar de ter tentado se conter ao máximo e não fazer barulho nenhum enquanto estávamos fazendo amor.

–Finalmente vocês desceram, o pão ia esfriar e vocês iam continuar lá em cima. –meu pai brincou e pude ver o rosto de Bella corar.

–Carlisle o que eu te disse sobre constranger nosso menino na frente da namorada dele. –minha mãe encarou meu pai com um olhar severo.

–Tudo bem. –meu pai resmungou, mas deu uma piscadela em minha direção me fazendo revirar os olhos. O tempo podia passar o quanto for, mas aqueles dois não mudariam nunca e eu realmente era grato por eles não terem mudado em nada a não ser pela aparência, afinal eles não eram mais jovenzinhos.

–Oi menina. –acariciei a cabeça preta com pelos brancos aqui e ali de Bailey, afinal não era só meus avós que não eram mais jovenzinhos, Bailey também já não era nenhuma criança e os pelos brancos espalhados por seu grande corpo revelavam isso.

–Humf. –ouvi um resmungo tipicamente canino de Bernie e olhei em direção a ela que virou a cara para mim bem na hora.

–Não se preocupe Ber só você tem lugar no meu coração. –tentei tranquiliza-la e ela me encarou timidamente.

–Hei. –Bella deu um tapa em meu braço, aquilo estava virando um costume dela por sinal.

–E agora eu sento aqui confortavelmente e observo meu neto tentar sair dessa enrascada. –meu avô disse com um grande sorriso no rosto.

–Nossa valeu pai. –resmunguei. –Bella, Neném você sabe muito bem o que eu quis dizer.

–E o que você quis dizer? –Bella cruzou os braços em frente ao seu peito com uma expressão emburrada em seu belo rosto.

–Que a Bernie é a única cachorra que tem espaço no meu coração e você é a única mulher. –sorri amarelo para Bella observando sua expressão emburrada se suavizar.

–Hei. –dessa vez foi dona Esme a me dar um tapa.

–Isso esta ficando cada vez mais divertido. –ouvi a voz de meu avô dizer.

–Dona Esme nem vem que você entendeu o que quis dizer. –disse desesperado.

–Que foi...

–Que a Bernie é a única cachorra e a Bella a única mulher e você a única mãe/ avó a ter lugar no meu coração. –eu disse, esperando que ninguém mais se ofendesse com algo que eu dissesse. –Vocês são as únicas em meu coração e sabem disso, aqui é que nem coração de mãe tem espaço pra todo mundo. –dei outro sorriso amarelo e me senti aliviado ao não ouvir ninguém mais dizer ‘hei’ e eu ter que começar a me explicar novamente.

–Doce falador, é isso o que você é, um doce falador. –dona Esme resmungou e se sentou à mesa ao lado de meu avô com um pequeno sorrisinho em seus lábios.

–Posso comer estou com fome e esse pão tá cheirando muito bem vovô. –eu disse pegando uma faca para fatiar o pão quentinho que estava na mesa.

–Doce falador, é isso o que você é. –sendo Carlisle Cullen ele não poderia perder a chance de tirar sarro de algo que sua esposa dissesse.

–Quer dormir no sofá Carlisle? –dona Esme perguntou e eu explodi em uma gargalhada.

–Não aquele troço é duro pra cacete. –ele resmungou e ficou com uma expressão vaga no rosto, provavelmente se lembrando de noite anteriores que teve que passar no duro sofá da sala.

Eu realmente não sabia o quanto sentia a falta de meus avós até estar com eles ali naquela casa que me trazia inúmeras e boas lembranças.

Por mais constrangimentos que passar uma semana com meus avós pudesse me trazer valeria a pena.

Encostei-me mais contra a cadeira que estava sentado, observando minha família interagir.

Bernie estava deitada toda espalhada ao meu lado esperando que eu jogasse coisas para ela comer. Bailey ficava andando atrás de Bear que fugia dela e os dois estavam em uma infinita volta ao redor da mesa, com a Bailey tentando cheirar o traseiro de Bear arranco risos de todo mundo.

Bella comia como se não houvesse o amanhã os quitutes que meus avós prepararam para a nossa chegada. Dona Esme sorria orgulhosa em minha direção. E meu avô não exibia aquele sorriso de mostrar os dentes como a vovó, mas ele sorria com os olhos formando rugas em volta deles demonstrando todo o cansaço e sabedoria que a vida havia lhe trazido ao longo de seus anos.

Porque agora, observando meus avós interagirem com a Bella, a mulher com quem eu passaria o resto de minha vida, fazia com que eu sentisse algo em meu peito que eu nunca havia sentido antes. Eu sentia satisfação por ter as pessoas que eu mais amava reunidas e orgulho por ter me tornado alguém digno de uma mulher como Bella e não um filho da puta qualquer como meu pai biológico que abandona um filho sem mais nem menos.

Sai de meus devaneios ao ouvir a estrondosa risada de meu pai -meu verdadeiro pai- depois de Bella ter lhe dito algo, provavelmente contando algo que poderia me envergonhar, mas quer saber, se ficar envergonhado significa ver os sorrisos que eu via nos rostos de minha família, até que valeria a pena passar um pouco de constrangimento.

Notas finais
Eu sei eu sei e eu sei, me desculpem pela demora, mas tive um bloqueio criativo e esse final e começo de ano foi tão cansativo no meu trabalho que eu só queria chegar em casa e dormir nem lendo muito eu tou, só livros pq dá pra eu ficar deitada em minha doce cama ;D Mas enfim o que acharam do capitulo? Gostaram, amaram ou odiaram? Digam okay! Deixem-se ser seduzidas pela caixa de comentários, vejam como ela é sensual e deliciosa.... Comentar não mata e faz a autora que vos fala feliz e incentivada ;D Recomendem também porque eu gosto de recomendações, acariciam o meu ego de autora de fanfics ;D Estou preparando uma surpresa para quando e se A Psicóloga chegar aos 2 mil comentários okay ;D Bjus da Leh ^^ xoxo