Notas iniciais
Oi pessoal *sorri e acena loucamente* Aqui estou eu novamente, com mais um novo capítulo. Espero que gostem e divirtam-se :)

Eu estava me divertindo. Realmente, observar Lian tentar jogar golfe era uma das coisas que eu adorava. Preste atenção no tentar. Lian simplesmente não tinha a graça ou a coordenação motora que um jogador de golfe possui, e como resultado ele mais parecia estar surrando a grama do que jogando.

– Você não vai conseguir Lian! – Gritei pra ele, que se virou pra mim e fez uma careta, me fazendo rir ainda mais. Rebeca apenas revirou os olhos por trás de seu livro, mas ela não conseguia me enganar, eu sabia que ela estava achando tanta graça quanto eu.

Já haviam se passado algumas semanas desde que o idiota real havia enviado as rosas, mas desde aquele dia eu me forcei a esquecer de que Antony existia. Meus irmãos e eu não contamos pra ninguém das rosas ou da minha crise de choro, mas tenho certeza de que mamãe desconfia de algo. Papai está sempre trancado no escritório, o que é bom pra mim. Sempre que o vejo lembro-me das palavras de Rebeca: ‘Papai sabe disso e quer tirar proveito. Seu casamento será muito vantajoso para Costa Luna. ’.

Não é como se eu odeio o meu pai, eu apenas odeio o que ele quer fazer. Usar-me para conseguir o que ele acha que é o melhor. Isso é imoral e errado, pelo menos a meu ver.

– Dóris – Chamou Rebeca e me virei para olhar pra ela.

– Sim? – Perguntei confusa, então notei o olhar em seus olhos. – O que foi?

– Olha quem está vindo pra cá. – Disse ela e eu me virei. Trajando vestes reais, o cabelo negro em um penteado perfeito e os olhos negros brilhando com malicia, este era príncipe Antony. Eu não podia deixar de olhar, a descrença estampada em meu rosto pra todo mundo ver. Quando eu finalmente estava no controle das minhas emoções, esse idiota resolve aparecer.

– Olá Dóris. – Disse ele ao finalmente chegar até onde eu estava.

– O que você está fazendo aqui? – Exigi. Eu não me importava mais com a cortesia, só queria que esse idiota me deixasse em paz.

– Isso são modos de me receber? – Perguntou ele e eu senti Rebeca se prostrar ao meu lado.

– O que você quer? – Perguntou minha irmã, sua voz fria como gelo. O rosto de Antony assumiu uma expressão de escárnio.

– Eu estou apenas tentando falar com sua irmã, então se você nos desse licença princesa Rebeca, seria muito apreciado. – Respondeu ele, a ameaça clara em seu tom de voz, mas Rebeca apenas levantou uma sobrancelha.

– Digamos que eu não estou com vontade de sair daqui e, como você mesmo apontou, eu sou uma princesa, eu sou uma das donas desta propriedade. Mas você príncipe Antony, está na minha propriedade, é apenas um convidado e não tem autoridade para me dar ordens como se eu fosse uma simples camponesa. – Rebeca estalou e um rubor subiu pelo pescoço de Antony, mas ele não deu nenhum outro sinal de que iria recuar.

– Não era a minha intenção te ofender princesa. – Disse ele e eu segurei minha vontade de revirar os olhos.

– Tenho certeza que não. – Disse Rebeca. Lian então escolheu esse momento pra vir até nós.

– O que você está fazendo aqui? – Ele perguntou pra Antony, que suspirou dramaticamente.

– Eu quero falar com Dóris, sozinho. – Disse ele e Lian soltou uma gargalhada zombeteira.

– Como se isso vai acontecer. – Disse Lian. Os dois se encaram por um momento, nenhum disposto a recuar. Olhos castanhos estavam trancados com negros, até que Antony desviou o olhar e os olhos negros pousaram em mim.

– Você vem comigo. – Disse ele avançando e pegando meu braço; ele então começou a se afastar em direção do castelo. Mas ele não deu mais que alguns passos antes que Lian me puxou pra trás, fazendo com que Antony me soltasse. Como Antony se voltou pra me pegar novamente, Lian se adiantou e lhe deu um forte soco no nariz. Antony cambaleou pra trás, o sangue imediatamente escorrendo pelo rosto, mas então um grunhido passou por seus lábios e esse foi seu único aviso antes que ele atacou Lian. Rebeca e eu nos afastamos alguns passos de onde os dois estavam, no chão, apontando socos e chutes para o outro. Os guardas, que até então tinham visto a cena de longe, correram para separar os dois garotos um do outro.

Bem, eu tenho orgulho de dizer que Antony estava em pior estado. Enquanto Lian tinha um hematoma na bochecha direita e o lábio partido, Antony tinha um olho roxo, marcas que pareciam arranhões na bochecha, o nariz quebrado e o lábio partido. Minha irmã e eu corremos para segurar Lian, que queria avançar em Antony novamente.

– Isso não acabou. – Rosnou Lian. Eu nunca o tinha visto tão enfurecido.

– Você vai ser minha Dóris. – Disse Antony, como Rebeca e eu arrastamos Lian para o castelo. Eu não olhei pra trás.

– Da próxima vez eu vou matá-lo! – Rosnou Lian quando chegamos ao meu quarto.

– Eu serei seu álibi. – Disse Rebeca, ajudando nosso irmão a sentar na cama, enquanto eu enchia uma tigela com água e procurava por um pano e meu kit de primeiro socorros.

– Aqui Lian, fique parado. – Eu disse sentando em frente a ele e começando a limpar seu rosto delicadamente. Lian fez uma careta quando eu passei o pano por sua bochecha, mas por outro lado não reclamou.

– Obrigada. – Falei quando terminei e peguei o kit de primeiros socorros.

– Eu prometi que iria te proteger, foi isso que eu fiz. – Respondeu ele me olhando nos olhos, eu sorri.

– Eu sei. – Falei começando a passar o creme curativo no hematoma em seu rosto.

– Eu não gostei das ultimas palavras dele. – Disse Rebeca e eu suspirei.

– Somos duas, mas o único recurso que temos é esperar por outra jogada dele. – Respondi terminando de passar o creme no rosto de Lian e começando a guardar tudo no lugar.

– E pensar que eu estava com um humor brilhante antes dele chegar. – Disse Lian melancolicamente e, apesar da situação, fez com que Beca e eu ríssemos.

Notas finais
Comentários me fazem feliz :)