A Prova De Fogo
3 Proximidade perigosa
Notas iniciais
Me lembro exatamente dos detalhes, minha mesa estava lotada de papéis, por alguns momentos eu até me permitia distrair, me deixar levar pelo trabalho, porém, logo voltava a pensar em Castle e Kristina.
O que eles estariam fazendo?
Minha mente imaginava mil coisas e a maioria delas não era nada boa.
Foi quando ouvi a campahia do elevador, avisando que alguem havia chegado, olhei para trás e vi os dois. Estavam sorrindo, Castle carregava uma caixa de tamanho médio nas mãos e Kristina ao lado dele. Andavam devagar, como quem não tinha pressa em chegar.
A aparente alegria estampada no rosto dele desapareceu quando me levantei e fui ao encontro os dois.
–Vocês demoraram!
Castle bateu os dedos na caixa, parecia nervoso.
–Bom, é que nós tivemos um pouco de dificuldade pra encontrar os arquivos. — explicou ele
Fiz uma careta.
–A culpa foi minha, é que eu mudo tanto as coisas de lugar... — a voz dela estava melosa
–Sei... Bom, mas vamos ao que interessa! — eu mal conseguia olhá-la
Tentei pegar a caixa mas ele impediu:
–Está pesada, eu levo! — ele disse
–Castle, eu não sou de vidro tá bom? — minha voz demonstrava meu humor, que por sinal não era bom
Peguei a caixa das mãos dele e me dirigi à sala de interrogatório.
Kristina entrou primeiro, estranhei pois Castle nem ao menos tentou entrar também, é claro que eu não permitiria mas ele não tinha como saber disso. Coloquei a caixa em cima da mesa e ao vê-lo parado do lado de fora, perguntei:
–Você não vêm?
–Ah é que na verdade... — ele não me olhava –Eu já vi o que tem lá dentro.
Arregalei os olhos.
–Você fez o que?
–Ela quis me mostrar e...
–E nada! Você não é policial e o conteúdo daquela caixa faz parte de uma investigação de homicídio! — eu estava realmente muito brava
Ele ficou cada vez mais nervoso, sabia que não estava certo.
–Eu sei que foi errado, mas ela insistiu tanto...
–Ah claro, e como dizer 'não' à ela é uma tarefa impossível não é mesmo? — ele entendeu que eu me referia ao convite feito por Kristina
–Beckett eu...
–Esquece!
Entrei na sala, Ryan e Esposito fizeram o mesmo.
Eu mesma abri a tal caixa, ela era preta com uma faixa vermelha no meio.
Ao ver o conteúdo entendi o porque de todo o sigilo que Grace havia pedido à Kristina: tratavam-se de documentos e gravações que comprovavam os relacionamentos extraconjugais de várias personalidades de Nova Iorque.
–Mas isso é... — eu estava em choque
–Impressionante? Sim, eu sei!
–Você e Grace trabalhavam nisso juntas? — perguntou Ryan enquanto folheava algumas páginas de uma pasta
Eu continuei parada.
–Exatamente! Não foi tão difícil conseguir reunir todas essas provas. — ela se gabou
–Mas isso envolve gente muito influente. O que vocês pretendiam fazer com todas essas informações? — perguntei
–O que nós repórteres fazemos de melhor: ' jogar tudo no ventilador'.
–Isso me parece motivo suficiente pra que alguem quisesse matá-la. — opinou Esposito
–Alguem relacionado a isso pode ter descoberto o que você estavam fazendo?
–Eu acho difícil, as únicas pessoas que sabiam eramos a Grace, eu e... — ela fitou o chão como quem tivesse se lembrado de algo – Espera aí...
–O que foi?
–Ela me disse que nós receberíamos a ajuda de uma amigo dela. No começo eu achei normal mas depois de um tempo começei a reparar mais nele.
–Aonde quer chegar?
–É que ele começou a agir de um jeito estranho, parecia que estava sempre querendo passar na nossa frente.
–E você falou sobre isso com ela? — perguntou Ryan
–Sim, eu falei. Eu disse que desconfiava dele e ela me garantiu que ia averiguar isso, acho que no fundo ela também não confiava nele.
–E ainda assim eram amigos?
–Foi o que ela me disse, mas pensando bem, no mesmo dia que nós conversamos eu presenciei uma briga dos dois.
–E você sabe o motivo? — foi a vez de Esposito
–Eles gritavam muito, ele ficava ameaçando ela, dizia que sem ele ela não seria nada.
–Tudo bem, me diga o nome dele.
–Will Thurman.
–Está bem! — assenti – Mas preciso que fique aqui.
Ela me encarou.
–Por quê? Ainda sou considerada suspeita?
–Talvez, mas o fato é que está envolvida, podemos precisar de mais informações.
–Claro! Só espero que não demore, pois como já sabe, eu tenho um compromisso! — falou ao se sentar
Era óbvio que eu sabia, um compromisso com Castle!
Decidi ignorar o comentário e saí, seguida por Esposito e Ryan, a quem falei:
–Investiguem esse homem, descubram endereço e tudo mais e me informem.
Eles saíram e eu voltei para minha mesa.
Estava organizando alguns relatórios quando Castle apareceu.
–Posso falar com você?
–Agora, não, preciso terminar isso aqui. — na verdade eu não precisava, mas tinha medo do tema da conversa que teríamos
–Por favor Kate, é importante. — usou meu primeiro nome, sabia que isso chamaria minha anteção.
–Está bem! — concordei e andei até uma das diversas salas do 12º distrito. Entrei, ele fez o mesmo e fechou a porta.
Ficamos alguns segundos sem dizer nada, ambos estávamos tensos.
–Pode falar, o que foi? — perguntei olhando para ele
–Sobre os arquivos...
–Ah, esqueça isso. Você já viu, não há como voltar atrás.
–É verdade, mas eu queria dizer que não pedi para vê-los, quando me dei conta ela já havia aberto a caixa e estava me mostrando o que tinha dentro. Eu não quis fazer nada pelas suas costas.
–Eu sei Castle, em nenhum momento pensei que quisesse. Só não gostei que tenha acontecido.
–Eu entendo.
Nós dois fitamos o chão, até que ele disse:
–E a respeito do jantar... Eu posso cancelar.
–Pode mas não deve.
Sinceramente não sei como pude dizer aquilo.
–Eu não entendi. — semicerrou os olhos
–Se você cancelar pode parecer estranho. É melhor que continuem pensando que você está disponível. — afirmei
A expressão dele mudou, o ar de preocupação e cautela desapareceu e deu lugar a um sorriso de deboche.
–Está certo, se você pensa mesmo assim...
–Sim, eu penso.
Quando percebi que ele pretendia continuar, avistei Esposito e Ryan e fui até eles.
–E então, o que descobriram?
–Esse Will tem uma ficha e tanto, mas já faz algum tempo que não se mete em encrenca. — disse Ryan
–E qual a ligação dele com a vítima? Como se conheceram?
–Fizeram faculdade juntos.
–Certo, e conseguiu o endereço?
–Consegui, aqui está. — afirmou me entregando um pequeno papel
–Ótimo, você vêm comigo e Esposito, quero que fique aqui de olho naquela repórter. Não confio nela!
Castle me olhou, eu podia notar o quanto ele gostava de me ouvir dizendo aquilo, porque sabia o motivo do meu desconforto com a presença de Kristina.
–Quer que eu mantenha ela aqui?
–Isso. Talvez ainda precise falar com ela.
Quando estava me preparando para sair, Castle resolveu se manifestar.
–Tomara que seja rápido Beckett, pois como você sabe, eu tenho um encontro com a Kristina e não gostaria que ela se atrasasse porque você a manteve aqui. — o tom de voz dele era provocante, queria me irritar e conseguiu.
Eu o encarei.
–Não se preocupe, eu vou liberá-la logo. Não quero estragar os seus planos.
Ele sorriu, como um sinal de vitória.
Ryan e eu nos dirigimos até a casa do suspeito, ao chegarmos ele abriu a porta.
–Oi, posso ajudar?
–Sr. Thurman? — perguntei
–Sou eu.
–Polícia de Nova Iorque, sou a Det. Beckett e esse é o Det. Ryan. — falei enquanto mostrava meu distintivo e Ryan fez o mesmo
–Pois não.
–Queremos falar sobre a sua relação com Grace Adams.
Ainda estávamos do lado de fora.
–Ah, eu soube do que aconteceu com ela. Por favor, entrem! — disse abrindo passagem
Nós entramos, demos alguns passos e esperamos por ele.
–Grace e eu fizemos faculdade juntos... Mas eu não tinha contato com ela a algum tempo.
–É mesmo? — ele assentiu – Isso é estranho, já que fomos informados de que vocês estavam trabalhando juntos em uma importante matéria, chamada "Jenua".
Me olhou com espanto ao ouvir falar sobre o assunto.
Deu alguns passos pela casa.
–Como souberam disso?
–Não importa, o fato é que uma testemunha presenciou uma briga entre vocês, na qual você ameaçou Grace.
Ele suspirou e cruzou os braços.
–Foi ela não foi? A Kristina? Aquela ordinária! — se exaltou
–Sr. Thurman...
–Ela nunca gostou de mim, sempre se achando superior, melhor. Sempre me envenenando contra a Grace.
–Está negando que tiveram uma discussão?
–Não, a gente brigou sim. Eu não entendia como alguem como ela, tão doce e gentil pudesse ser amiga daquela mulher.
–O que quer dizer? Sabe algo sobre a Srta. Coterra? — Ryan perguntou
–Nada demais. Só o que todos que a conhecem sabem: que ela não mede esforços pra conseguir o que quer. Que passa por cima de qualquer um pra alcançar seus objetivos.
Aquela frase me impressionou, pensei que se Castle era o objetivo de Kristina, isso fazia de mim um obstáculo, que obviamente ela não sabia da existência.
Fiquei sem palavras, pude sentir o olhar de Ryan sobre mim, ele esperava que eu dissesse algo, e como não fiz isso, tomou a frente:
–Então esse foi o motivo da discussão?
–Não, quer dizer, no começo sim, mas depois a coisa mudou de rumo.
–Como assim? — finalmente consegui falar
–É que a Grace andava se metendo com umas coisas erradas, e com 'coisas' eu quero dizer pessoas.
–E você tem os nomes?
–Na verdade eu só sei de um, que vale por uns dez.
–E que seria?
–Jeff Simons.
Ryan olhou para mim.
–Esse nome me é familiar... Mas por quê?
Ele parecia perdido em pensamentos, tentando achar o que procurava.
–Já sei! — afirmou para mim – Estava nos arquivos da matéria que a vítima investigava. Era um dos nomes envolvidos nos escândalos.
–Pois é. — concordou Will – Ele é um cirurgião plástico. Só mais um dos safados que traem as esposas.
–E qual era o envolvimento dos dois? — perguntei
–Eu não sei direito. Mas uma vez ouvi uma conversa, a Grace pensou que eu tivesse ido embora, mas voltei pra pegar minha carteira e vi os dois no estúdio.
–E sobre o que falavam?
–Bom, eu pensei que ele tinha ido até lá porque tinha descoberto sobre a matéria e queria convencê-la a não publicar. Mas quando cheguei mais perto vi que estava enganado.
Fiz sinal para que ele continuasse.
–Ele disse algo sobre ela o estar traindo, sobre querer atingi-lo de alguma forma. Então se inclinou para beijá-la, que para minha supresa permitiu e correspondeu ao beijo.
–Eles estavam tendo um caso?
–Foi o que eu pensei, mas me recusei a acreditar que ela tinha chegado a esse ponto. Aí quando toquei no assunto, ela ficou furiosa e me disse que eu estava fora da matéria. Que inclusive, eu soube que ela não publicou.
–Desistiu de última hora. — comentou Ryan.
–Bom, obrigada Sr. Thurman. E fique disponível, podemos precisar falar com o senhor de novo. — pedi ao caminhar em direção à saída
–Tudo bem. E fiquem de olho na Kristina tá bom? Porque essas coisas começaram a acontecer com a Grace depois que as duas viraram 'amigas'. — também pediu enquanto abria porta.
O modo como ele disse 'amigas' foi estranho, mas confirmei com a cabeça e fui até o carro, ao entrar, falei:
–Precisamos conversar com esse tal de Jeff Simons.
–É, não podemos descartar a hipótese de que a vítima tenha desistido da matéria por causa dele.
Liguei o carro e saí.
Ao chegar na NYPD avistei Castle sentado na cadeira ao lado da minha mesa, parecia entediado.
–Oi! — disse ele ao se levantar
–Oi. — respondi.
–Como foi com o amigo da vítima?
–Ele nos deu um nome, alguem com quem ela estaria tendo um caso...
–Mas não qualquer caso, era um dos nomes envolvidos nos escândalos que ela investigava. — disse Ryan, me interrompendo
–Uh! Isso torna tudo muito mais interessante! — comentou Castle
Assenti.
–Mas agora vou falar com a Srta. Coterra, preciso liberá-la. — falei com certo desanimo, pois tinha consciência do que ela faria assim que saísse daquela sala.
Andei um pouco mas Castle passou a minha frente e disse:
–Ela não está aqui! — afirmou
–Como assim? Por quê não? Eu disse para o Esposito ficar de olho nela e...
–Eu sei. Não se preocupe, ele está com ela.
–Onde?
–Ela queria trocar de roupa para o nosso jantar mas aí ele disse que você tinha pedido pra mantê-la aqui... — fez uma pausa para tomar fôlego – Então ela sugeriu que ele a acompanhasse e depois a trouxesse de volta.
Não podia acreditar. Ela conseguia tudo o que queria, manipulava à todos e eu não conseguia fazê-la parar.
–Só pode estar brincando comigo! — exclamei
–Mas não estou.
Antes que eu pudesse manifestar minha indignação percebi que Castle olhava algo por cima do meu ombro, sem piscar. Me virei e a imagem despertou ainda mais meus olhos, mas dessa vez de um jeito ainda pior: lá estava ela, em um vestido verde água, tomara que caia e na altura dos joelhos. O cabelo preso e na mão carregava uma pequena bolsa combinando com o resto.
Por alguns instantes eu fiquei parada, até que caminhei em direção a Esposito, que estava um pouco atrás dela. Tenho certeza de que ele notou minha irritação pois encarou o vazio antes de dizer:
–Beckett, sei que deve estar brava...
–Se fosse só isso... — coloquei as mãos na cintura – Eu estou decepcionada! Pedi pra você fazer uma coisa e você foi lá e fez exatamente o contrário.
–Eu sei, é que... — tentou se justificar, mas Kristina o interrompeu e se aproximou.
–Ah por favor detetive, não brigue com ele. Fui eu quem insistiu. Eu só queria poder tomar um bom banho e esquecer um pouco toda essa história de assassinato. — e o sorriso cínico estava de volta, mais irritante do que nunca. – E além do mais, também tenho um jantar pra ir.
Olhou para Castle intensamente.
–Por quê será que não pensei nisso? — exagerei na ironia, mas não me arrependo
–Bom, o que importa é que eu estou aqui, e não fiz nada de errado.
Eu a encarei um pouco, sem mencionar uma palavra, a vi andar até Castle, se bem que considero a palavra 'desfilar' muito mais apropriada, já que ela não perdeu a chance de rebolar em tão poucos passos.
–Vamos? — convidou ao chegar perto dele, mais perto do que eu gostaria na verdade
–Claro! — me olhou, senti que havia aceitado tão prontamente devido a última conversa que tivémos, na qual estupidamente eu disse que ele deveria sair com ela – Não vai mais precisar de mim por hoje não é Beckett?
–Não. Pode ir. — as palavras saíram automaticamente, contrariando meus sentimentos
Então ele ofereceu o braço à ela, que aceitou rapidamente, entrelaçando-os.
–Me diga, quais são os planos? — perguntou enquanto caminhava lentamente ao lado dela.
–A questão não é o jantar, e sim o que faremos depois dele!
Meu coração disparou, minhas mãos suaram frio, tudo estava tão confuso e tão claro ao mesmo tempo.
–Boa noite pessoal, até amanhã! — se despediu sorrindo, especialmente para mim
Entraram no elevador e antes que a porta se fechasse, Castle me olhou novamente, dessa vez com a feição séria, então, junto com aquela porta, se fecharam todas as minhas esperanças de evitar que aquilo ocorresse.
Ryan e Esposito ficaram calados, de algum modo pareciam entender.
–Beckett, me descule por isso, eu devia ter dito não à ela...
–Está tudo bem, contanto que não se repita. — falei enquanto pegava meu casaco
Eu não podia culpá-lo pelo que estava acontecendo.
–E não vai! — afirmou
–Eu já vou indo, Jenny está me esperando para jantar. — avisou Ryan
Esposito suspirou.
–É, eu também. Preciso resolver umas coisas...
–Está certo, amanhã vamos procurar o homem que o amigo da vítimia mencionou. — falei ao me virar para o computador
–Você vai ficar bem? — perguntou Esposito ao se inclinar para entrar no meu 'campo de visão'
–Sim, podem ir. Boa noite.
Eu tinha que continuar fingindo, mesmo sabendo que no fundo eles desconfiavam do meu real estado.
Precisava ter a ilusão de fazer com que acreditassem que aquela situação não me afetava, pois só assim manteria minha relaçao com Castle em segurança.
Apesar de que a 'segurança' não dependia mais apenas do sigilo que mantínhamos na NYPD, também envolvia a proximidade perigosa que crescia entre Kristina e ele bem diante dos meus olhos.
–Ok, boa noite. — disse Esposito
–É, boa noite.
Os dois foram embora e eu fiquei, porém logo percebi que não tinha mais nada para fazer ali, e fui para casa.
Enquanto dirigia várias imagens de Castle e Kristina juntos vinham na minha cabeça.
Cheguei no meu apartamento, abri a porta, fechei, joguei as chaves em cima da mesa junto com minha arma e distintivo.
Tirei o casaco e o coloquei no sofá, onde me sentei em seguida. Olhei ao redor e me senti sozinha.
Em apenas um dia tanta coisa tinha acontecido, tanta coisa havia sido colocada em risco. De manhã Castle estava logo ali na cozinha, comigo, tomávamos café juntos e estávamos tão bem. Nunca imaginei que passaria por isso, ou pelo menos não dessa forma. Podia imaginar aquele dia terminando de muitas maneiras, menos daquela, com ele em algum restaurante da cidade com outra mulher e eu ali, em meio a tantos pensamentos cheios de possibilidades perturbadoras.
Peguei meu celular e o coloquei ao meu lado, o olhei e cogitei a possibilidade de ligar ou mandar uma mensagem ara Castle, mas ao pensar melhor, desisti. Afinal, por alguma razão Kristina poderia atender ou ler a mensagem, o que certamente não seria bom.
Mas e se eu ligasse?
Então pensei:
"Se ela antender será pior, pois ficarei me perguntando aonde ele estava e o porque de ter permitido que atendesse o telefone dele."
Eu sabia que aquilo só me machucaria ainda mais, então decidi não fazer nada, só esperar.
Resolvi confiar no amor que ele dizia sentir por mim. Admito, não foi fácil, mas precisava aceitar que ao menos a curto prazo, estava de mãos atadas.
Continua...
Notas finais
Reviews plis?? "-"
Fale com o autor