A Prova
3 Dor de cabeça, fraqueza, já não entedia suas palavras.
Notas iniciais
[Quadro Negro]
" Filha, seu pai sofreu um acidente muito feio, e agora esta internado naquele hospital em que vicê passa, aquele em frente à praia, é um pouco longe, venha de bicicleta. Foi algo realmente sério, se prepare para noticias nada boas, cuidado, eu te amo. "
[Fim do Quadro Negro]
Pego minha bicicleta e sua corrente e cadeado que ficam em um lugar específico no prédio. Vou para o hospital o mais rápido possível, quase sem enxergar nada, as lágrimas em meus olhos não me deixavam enxergar.
Minha mãe estava certa o caminho é mesmo muito longo, porém na velocidade em que estou, chego lá muito rápido.
Vejo que lá não tem lugar para deixar bicicletas, porém, o quiosque bem em frente ao hospital tem lugar para guardar bicicletas, deixo a minha lá, logo quando entro no hospital, vejo minha tia Lulu chorando e seu marido à abraçando.
– Tia ? Tio ? — Eu grito sem me importar com quem está na recepção à espera de atendento. — Por favor tia, não, por favor não ! — Eu começo à me desesperar e já imaginar o pior quando vejo que ela não consegue parar de chorar.
E ela nem se quer tenta se acalmar, sinto meus olhos enchendo de lágrimas novamente me ajoelho em frente da minha tia, e deito minha cabeça nos joelhos dela, pois ela esta sentada, minha mãe aparece, e tenta me levar para o quarto onde ele estava.
– Ele . Está. Bem ? — Digo soluçando.
Minha mãe não diz nada, apenas olha para mim, chorando, na verdade, com os olhos já cansados de tanto chorar.
– Desculpas filha, mas ele, ele, mo... — Ela para de falar e se senta ao lado da irmã do papai, que era minha tia Lulu.
Eu saio correndo do hospital, em direção à praia, atravesso a rua sem me importar com os carros que podem me matar naquele mesmo instante, corro até onde minhas pernas deixam.
Enquanto eu estava correndo, Luka, Judi e Benjamin estavam andando de long, só Judi que estava de bicicleta.
Judi para Luka:
– Eieiei, acho que vi a Luana.
Todos correm para ver se sou eu, Luka me reconhece, vê que tem algo de errado e pede para Benjamin e Judi irem para casa e deixar ele ir me ver.
Quando ele chega perto de mim, coloca a mão em minhas costas, pois estou curvada chorando, ele diz:
– Hey! Tampinha ?
Eu viro para trás rápidamente, e quando vejo que é ele, logo o abraço e volto à chorar.
– Eieiei, o que houve ? — Ele me pergunta, me tirando do abraço dele, me segurando pelo ombro com as duas mãos.
– M-me-u, pa-i !! — Não consigo nem respirar. — Morreu. — digo logo de uma vez.
Acho que aquilo foi como um tiro na cara dele, ele entrou em choque, ficou olhando para mim, com os olhos cheios de lágrimas.
Ele tem muitos motivos para chorar pelo meu pai e um deles foi quando o único restaurante de seu pai faliu, e sem dinheiro não tinha como pagar o aluguel da casa, acabaram ficando sem casa com apenas um mês de prazo para entregarem a casa. Em um dos torneios de vôlei em que meu pai e o pai de Luka estavam juntos, meu pai acabou sabendo da cituação deles, e deu um apartamento para eles ficarem até a cituação melhorar, e acabou melhorando foi quando o pai de Luka abriu um restaurante e começou à pagar o apartamento normalmente, e após um tempo o pai de Luka abriu outro restaurante e depois outro. Talvez o pai de Luka nem teria seus restaurantes se não fosse pelo meu pai. Meu pai tabém era amigo íntimo do pai de Luka, meu pai por onde passava fazia amigos e agora tenho certeza que vai fazer muitos amigos ... no céu.
Eu e Luka choramos juntos por uns 5 minutos olhando para o mar, até que então eu pego no sono, no colo dele, ele me acorda, para me arrumar e deitar direito. Mas eu prefiro voltar para casa.
– Eu também tenho que ir, esqueci que tenho vídeio para gravar do canal hoje. — Luka diz, com um tom meio triste. — Você não quer ir para casa comigo ?? Nem precisamos gravar o vídeo, vamos fazer outra coisa, quero te destrair. — Ele acrescenta, animado.
{Esqueci de avisar que o Luka é dono de um canal *game play* no youtube, o canal e ele são bem famosos, e ele está começando à ganhar dinheiro com isso}
Eu aceito a proposta dele, vou avisar minha mãe, e ela achou até melhor, pelo menos eu iria estar com alguém que ela confiava. Pego minha bicicleta e ele pega seu long e vamos para a casa dele juntos.
Chegando lá, só vemos Judi na sala mexendo no celular.
– JUDI !! Cheguei. — Luka avisa sua irmã. — Quer brigadeiro ? — Ele me pergunta.
– Não iria fazer vídeo ? — Perguntei confusa.
– Não estou em clima para isso. — Ele disse meio chateado. — Judi onde o papai está ? — Ele pergunta para Judi.
– Saiu, foi ver um amigo no hospital ou algo do tipo. — Ele respondeu.
Eu olho para Luka e ele olha para mim, já sabemos do que Judi esta falando.
– Vou aceitar o brigadeiro. — Digo à ele abrindo um sorrisinho.
Vamos até a cozinha e ele manda eu me sentar na cadeira da mesa, enquanto ele fazia o brigadeiro, fomos conversando e conversando, tentando ao máximo esquecer o ocorrido. E então o brigadeiro fica pronto e esperamos ele esfriar.
– Vamos assistir um filme por enquanto ? — Luka propôs, e eu aceitei.
Estavamos escolhendo o que assistir, ele mostrou um filme de drama onde a garota tem um tipo de câncer no cérebro, porém só descobrem no final do filme depois que ela sofre muito, e a menina acaba morrendo, então eu disse para não assistirmos, e eu dei a idéia de vermos um filme de comédia e ele aceitou, uma comédia romântica, nos levantamos das cadeiras da cozinha e quando estavamos subindo os quatro degrauzinhos que separam a cozinha da sala, senti uma fraqueza, como se alguma coisa estivesse me impurrando para o chão, como se eu fosse o ferro e o chão fosse um imã me atraindo. Por sorte o Luka estava vindo bem depois de mim, e ao invéz de cair no chão caio nele, por eu ter pego ele despercebido e despreparado, ele também cai no chão.
Eu me viro.
– Desculpa. — Eu digo envergonhada por estar em cima dele, nossos rostos estão muito próximos.
– Não é nada. — Ele diz também ficando vermelho.
Nossos rostos vão ficando cada vez mais próximos, posso sentir a respiração pesada dele. Eu olho fixamente para os olhos azuis dele, e ele olha para meus olhos verdes.
E agora estamos nos beijando, lentamente, um beijo apaixonante e fofo, ele segura com uma mão em minha cintura e a outra mão está acariciando minha nuca.
Uma mão minha está acariciando a bochecha dele, perto do pescoço, e a outra mão está acariciando os cabelos sedosos e negros dele.
Em alguns momentos paramos, e ainda com nossos olhos fechados, encostamos nossas testas umas nas outras, e então damos um leve sorriso, ele me dá um selinho demorado, eu me levanto e ajudo ele à levantar e então vamos ver o filme.
No meio do filme rimos muito, ele me abraçou e me fez deitar em seu ombro, eu ainda estava com sono, e acabei dormindo no colo dele.
Eu acordo no meio do filme com uma dor de cabeça muito forte mesmo, achando que doeria menos cortar minha cabeça com uma faca de carne bem lentamente, chega à dar vontade de chorar.
– O que foi, pequena ? — Ele me pergunta segurando em meu queixo.
– O que disse ? — Eu não conseguia entender o que ele fala.
– Perguntei se está tudo bem, você acordou assustada. — Ele disse, mesmo assim não consegui entende-lo, parecia que eu já não conhecia as palavras. — Você está bem ?
Só ai consegui entende-lo
– Estou sim, acho melhor eu ir para casa. — Eu disse com a mão na cabeça, parecia que a dor de cabeça só aumentava.
– Eu te levo, só vou avisar minha irmã e podemos ir. — Ele me disse se levantando do sofá onde estavamos, indo até o quarto da irmã, ele bate na porta e fala:
– Estou indo levar a Luana em casa. — Ele diz em um tom de voz mais auto, a porta ainda esta fechada.
– Okay, só não demore muito. — Judi diz, com a porta ainda fechada.
Eu pego meu celular e meu chinelo e ele pega o brigadeiro.
Eu vou levando a bicicleta ao meu lado, não há necessidade de ir de bicicleta da casa dele até a minha.
Chegando em casa, eu ofereço refrigerande à ele, ele aceita, peço para ele esperar na sala, e é isso o que ele faz, vou até a cozinha, abro a geladeira, pego o refrigerante e dois copos de vidro, mas algo muito estranho acontece quando estou pegando o copo dele ... game play
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