A Protetora
8 Como é que é?
Notas iniciais
Enquanto caia, podia sentir o pânico tomando conta de mim. Enquanto isso Liam me segurava com força, e em um milionésimo de segundo atingimos o fundo não conseguia enxergar mais nada ao não ser o negro da escuridão.
....................................................................................................................................................................
Estava correndo por uma rua deserta, com um garoto. Ele tinha cabelos pretos bagunçados porte atlético e olhos intensos azuis que lembrava o mar. De repende ele me puxa para um beco escuro, parecia irritado.
– Posso saber, por que tem um troll da floresta me perseguindo? – Olhei nervosa para o meu relógio, o tempo estava passando.
– Agora, não dá – O tempo estava passando e o troll nos alcançando, dava para ouvir os seus rugidos a quilômetros de onde estávamos. Tentei sair, mas ele me segurou.
– Agora, dá sim – Disse ele me segurando. Se aquele ser tivesse noção do perigo, não me seguraria assim novamente – O que esta acontecendo?
– Se você quiser ser morto por um troll da floresta, talvez eu te fale – falei irritada.
– Talvez eu queira mesmo – Disse ele igualmente irritado – Talvez eu queira que uma louca parece-se quando eu acabei de sair do reformatório, falando coisas sem sentindo e que aparecesse um troll tentando nos matar – Ele tinha me chamado do que? – Não vou voltar para aquele lugar de novo por causa dessa maluquice de protetor.
Podia sentir o seu poder se manifestando ao mesmo tempo em que acontecia comigo também, por causa da raiva. Olhei pare ele e disse entre os dentes.
– Não faz ideia da vontade que eu tenho de te dar um soco agora! — Foi ai em que o troll aparece e nos acerta com o seu bastão.
Acordo assustada, olhe em volta e reconheci aquela cama e guarda-roupa de madeira escura às paredes em tons de creme a poltrona clara e o espelho. Era o meu quarto na casa da vovó. Tentei me lembra do que aconteceu, mas tudo que consegui foi uma bela dor de cabeça e sinceramente ainda estava tonta com aquele sonho. Quem será que era aquele idiota? Foi ai que Liam entra no quarto.
– Você acordou! – Disse ele como se tivesse acabado de ganhar na loteria enquanto me abraçava. Se aquele abraço fosse grana com certeza eu já estaria rica, porque fiquei sei ar com a sua força.
– Vai com calma ai, Hulk– brinquei.
– Como está se sentindo?
– Eu estou ótima! – Falei– Liam o que aconteceu depois que eu apaguei? – perguntei indo logo para o que interessa.
– Eu te trouxe para cima e te coloquei no barco e depois te trouxemos para cá – Disse ele bastante sério – Alex, sobre aquilo de eu ter te jogado. Me desculpa, tá? Eu sabia sobre o seu medo e mesmo assim eu... Eu... Me desculpe...
– Tá tudo bem! – Fale tentando ignorar o fato de que ele quase me matou, mas se não fosse por ele eu já estaria morta há muito tempo – Eu estou inteira não estou? – Ele pareceu pensar alguns minutos e depois disse:
– E... Que... Pensei que tivesse te matado – Depois que disse isso ele balançou a cabeça como estivesse se livrando desse pensamento.
– Eu estou aqui não estou? E além do mais quem iria desempenhar o meu papel diário de fazer a vida do Liam Break um inferno? – O provoquei.
– Eu iria dar uma festa! – Falou ele rindo, fingir está magoada.
– Bom saber que você me ama – Disse enquanto me afastava rindo então ele me puxou para outro longo abraço.
– Como está James, e Leila e a vovó? – Perguntei já que ele não tinha os mencionado, na hora ele me soltou a simples menção do nome James.
– A sua avó deu uma saída para explicar o seu sumiço para a sua mãe e aquela sua amiga histérica está tentando se recuperar do choque, mas bem – Respondeu ele e depois pareceu pensar um pouco — James? Quem o sinistrinho?
– Como?
– A qual é ale, você não pode negar aquele garoto é sinistro. Vive aparecendo de repente e sem falar que fez a você e... – Enquanto ele falava podia ver os seus olhos mudando de cor de raiva. Acho melhor acalmar a fera antes que ele machuque a bela, só que nesse caso a bela seria James. Esperai! Isso soou estranho. Ignorando esse pensamento o abracei até que ele se acalmasse.
– Melhorou? E seguro te soltar? — Perguntei rindo.
– A não ser que a sua avó queira ver a sua casa destruída – Brincou.
Assim que saímos do quarto damos de cara com James no corredor.
– Preciso falar com você – falamos na mesma hora, o que fez Liam revirar os olhos, mas não saiu do lugar.
– Liam – O chamei. Ele olhou para mim.
– Eu e James precisamos conversar.
– Estou por caso impedindo vocês de falarem algo? – Falou ele inocentemente.
– A sós – Disse James se pronunciando, ele não saiu do seu posto, ele me olhava com aquela cara de: De jeito nenhum, vou deixar você sozinha com esse ai! O encarei novamente tentando dizer que era para ele para de me tratar com criança. Ficamos nessa troca de olhares por algum tempo até que ele desistiu e se afastou revirando os olhos. Sempre que jogamos esse jogo eu sempre ganho, já era para ele ter previsto o que iria acontecer.
– Então... Você e o lobo estão...? – começou James.
– NÃO, não, não, eu e Liam somos só amigos. — Ele pareceu um pouco aliviado, enquanto nos afastávamos para fora da casa e sentamos na varanda.
– O que queria falar comigo?
– Um bilhão de coisas – Respondi – Como foi capturado? Onde esteve por todo aquele tempo? Quando estávamos lá nos chamaram de os elementos, sabe o que isso quer dizer? – Falei jogando as perguntas nele.
– Como está se sentindo? – Perguntou ele ignorando as minhas perguntas. Só vou dar uma dica, NUNCA me ignore ao não ser que queira morrer, e ele sabia disso.
– Estou ótima! – Falei irritada pela segunda vez hoje – Agora, sobre o que eu falei...
– A primeira vez sempre é a pior – Comentou-o me interrompendo. Um minuto! Que primeira vez?
– Da pra ir direto ao ponto? – Falei tentando evitar horas de papo furado.
O jeito em que ele estava agindo, me lembrou o dia do nosso término. Todo o nosso namoro eu posso considerar que foi perfeito, Todas as imagens que eu tinha dele foram momento felizes, o conheci quando vovó me levou para conhecer o conselho dos protetores e desde que nos encontramos não nos separamos mais. Nos víamos todos os dias, lembro que um dia ele estava dizendo que me amava mais do que tudo. Palavras, eu tinha falado quando ele perguntou o que tinha de fazer para provar, e eu respondi que era ele que tinha que dizer isso.
Desde aquele dia ele começou a colocar rosas vermelhas na minha cama, muitas vezes com bilhetinhos dizendo coisas tipo: Pensando em você. O pai do James era um escultor, ele fazia esculturas em pedra, cerâmica, cera e entre outras coisas e ele herdou o talento do pai, em um desses dias escuto alguém tocando a campainha abro a porta do lado do carro do James tinha um escultura minha em cerâmica segurando uma rosa e na base tinha escrito: para a razão da minha vida. Olhei para os lados e vi ele escondendo atrás do seu carro para ver a minha reação sem aguenta mais o puxei para um longo beijo. Uma semana depois disso ele chegou de uma visita a um amigo, que tinha ido para o reformatório e ele voltou meio distraído e se esquivava de qualquer pergunta que eu fizesse e na maior parte do tempo ficava calado, até que ele disse que não tava dando mais certo. Na hora eu nem sabia o que estava acontecendo, cheguei em casa e encontrei Liam lá, que tinha voltado de uma viaje e como se ele soubesse do que eu precisava ele me abraçou.
– Se lembra da história da grande guerra, Alex? – perguntou James, me retirando dos meus devaneios.
– Claro – Respondi ainda sem interder o que ele queria dizer.
– E se não tivessem contado a história toda para agente? – Falou ele misterioso. O olhei sem entender, do que ele estava falando? Será que ninguém podia me dar uma resposta direta pelo menos uma vez?
– Foi quando formos criados, não foi? – Falei prometendo a mim mesma se ele fugisse novamente das perguntas iria acontecer uma coisa péssima, pra ELE – Os seres sobrenaturais e os mortais viviam em harmonia até eles se revoltarem como as coisas funcionavam, eles achavam que não serviam do que pouco mais do que comida para alguns deles e passaram a lutar pela a sua independência, no final conseguiram, mas tiveram que perde a memória sobre aquele acontecimento. Então o criador, criou uma nova espécie, uma espécie que poderia viver dos dois lados e que tinha o dever de manter o equilíbrio entre os dois lados – Enquanto falava me lembra das palavras da minha avó me contando essa história: “Você é especial minha querida, deve se sentir feliz pelo grande poder que tem nas mãos, porque o criador acredita em você” Até agora não sabia se sentia tão feliz assim.
– É isso que eles querem que agente acredite – Comentou-o.
– Uma resposta direta, por favor!
– Se lembra da história de Simon? – Falou ele como se estivesse explicando tudo.
– O senhor das trevas, mas o que ele tem haver com TUDO ISSO?
– Tudo, Alex – ele parecia irritado comigo como se eu não conseguisse ver o obvio – Você sabe que o criador criou tudo em uma perfeita simetria, certo? Tudo tem o seu oposto, noite, dia, fogo, água, luz e trevas protetores, caçadores e até os mortais tem alguém que é completamente o oposto do outro, mas quando ele criou a luz e as trevas, aconteceu uma coisa de que ele não contava, eles se apaixonaram e no final de todos os dias eles se encontravam ao por do sol porque era o único momento do dia em que eles podiam se tocar e dessa união nasceu...
– Simon – Respondi.
– Ele foi a primeira criatura no mundo que possuía os dois lados, ele era o seu próprio oposto. E claro que todos nós possuímos luz e trevas, mas ele possuía bastante dos dois lados, como dois lados de uma mesma moeda. Mas o seu lado negro foi mais esperto e matou o seu lado de luz, se tornando o senhor das trevas, matou o se próprio pai para conseguir esse título, ele se alimenta da escuridão do desespero e da dor, então controlou a mente dos mortais que eram mais fáceis de manipular causando a grande guerra ele queria que todo o mundo virasse os seus domínios onde ele seria o rei. Os protetores não foram criados só para manter o equilíbrio desses dois mundos, mas com um propósito muito maior, deter Simon. Os quatros mais poderosos de nós ganharam poderes suficientes para combatê-lo os poderes dos quatro elementos da natureza. E só assim aprisiona-lo na sua dimensão. Durante os séculos Simon tenta escapar e terminar o que começou. E quando isso acontece um dos descendentes dos quatros recebem os seus poderes, são os chamados elementos – Não sei o porquê, mas quando James disse isso sentir uma sensação estranha, talvez seja porque tinham chamando nós dois de elementos quando estávamos no covil dos caçadores? Talvez.
– Você perguntou como eu fui capturado – lembrou – Simon não pode fazer nada no local onde ele está, mas os servos podem. Eles foram treinados para atrair, rastrear e matar todo elemento que aparecer, me pegaram em uma emboscada e assim que meus poderes apareceram sabia que era uma questão de tempo até virem atrás de mim, não podia te colocar em risco então fui embora. Só não sabia que você era um também – Disse ele muito sério.
– Então você está me dizendo que esse tempo todo que se manteve afastado, foi para me proteger? E que Simon foi o grande responsável pela grande guerra? Coisa que o conselho dos protetores manteve em segredo? E que você e eu temos poderes para salvar o mundo da destruição? Quer mesmo que eu acredite nisso? – Praticamente gritei a ultima parte, serrando os punhos. Só bastava dizer que não estava afim, pensei com toda força.
– Quero! – Disse ele com determinação, essa era umas das coisas que eu mais admirava em James, ele era determinado quando começava uma coisa ia até o fim mesmo que ele acabe ganhando um belo soco na cara. Como estou prestes a dar um soco na cara dele, talvez não seja uma boa ficar pensando nas coisas que eu admiro nele. Ele se afastou para a rua se ajoelhou no chão e colocou as mãos na terra. Por uns segundos nada aconteceu até um enorme bloco de pedra se desprender do chão e começar a levitar, como-se ele estivesse a controlando.
– Acredita em mim agora? – perguntou ele olhando para mim com os seus olhos.
– Acredito – Sussurrei quase sem acreditar. Liam aparece na porta segurando o seu celular.
– Sua avó ligou, está indo na casa da sua amiga para apagar a sua memória.
Fale com o autor