Notas iniciais
Entãããooo...
Tive essa ideia de fic a pelo menos dois anos atrás e sempre adiava, por que não sabia se seria capaz de escrever uma fic de época, por vários motivos: linguagem de personagens, sem ideia fixa, um pouco temerosa sobre a recepção de vocês. Mas, lancei a sorte e espero realmente que gostem!! :D
Nesse prologo gostaria de agradecer imensamente a Nannah por ter dado uma olhadeenha no capitulo. bom, é isso... leiam as notas finais.

Boa Leitura

Castelo de Dumfries – Clã Black 1335

Pela grande janela do aposento Sarah Black olhou para a vastidão das terras Black. A apreensão a assolava respirou o ar frio e olhou para o céu. Este dia não teria neve, como nos anteriores. O inverno castigava os planaltos inclusive o povo do clã Black.

Há três dias seu marido viajara apressadamente, a deixando apreensiva. A mensagem do chefe Cullen era verdadeira? Seria um insulto expor suas duvidas para com o chefe do outro clã, mas era difícil crer que, o que os povos de Cullen e Black esperavam durante tanto tempo, finalmente tinha acontecido...

Ela virou-se para dentro do aposento observando seu lindo e saudável menino, o futuro laird dos Black, estava dormindo, alheio a tudo o que poderia significar se as noticias fossem verdadeiras. Suspirou melancolicamente. Talvez o destino de seu filho estivesse sendo traçado neste momento.

Sarah sobressaltou quando a enorme porta de carvalho abriu-se de repente. O grande corpo do marido apareceu reluzente pela soleira da porta. Um suspiro escapou de seus lábios, mesmo em alguns anos de casados, a jovem lady ainda se via embevecida pela poderosa presença de seu marido.

__diga-me Billy, estou aspirando ansiedade!__ declarou nervosa. Sua respiração acelerou enquanto via seu marido cruzar o quarto rapidamente indo em direção á cama do menino.

William Black parou ao lado da pequena cama e sentou-se na beirada. Jacob estava profundamente adormecido. Sorriu, seu pequeno guerreiro já tinha a ferocidade e espirito de liderança herdadas do pai e do avô, de quem recebeu o nome, porém tinha os doces e alegres olhos da mãe. Tocou-lhe os fios negros de seus cabelos. Seria uma honra para ele cumprir a tão esperada profecia.

__Billy...__ a voz frágil da esposa o fez suspirar. Seria tão difícil contar-lhe isso.

__sim Sarah__ disse em outro suspiro carregado e virando-se para bela esposa. Ainda não compreendia como teve tanta sorte em torna-la sua senhora.__ o que dizia a mensagem é realidade. A menina Cullen nasceu á cinco dias.

Sarah colocou uma das mãos na boca, completamente incrédula. Depois de tantas décadas... Tantos anos...

__não__ sussurrou. Viu seu marido caminhar em sua direção e segurar-lhe os ombros tentando confortá-la.

__ sim, minha senhora. A menina nasceu depois de 13 horas de parto da mãe, segundo Edward. Lady Isabella ainda se recupera e a menina também, nasceu com o pulmão frágil, isso me disse a parteira. Mas vive!__ explicou o que ouviu do outro laird__ já... Tratamos tudo. Finalmente a espera acabou.__ completou dando a ela um olhar para que compreendesse, vendo o rosto moreno de sua esposa empalidecer aos poucos.

__então... Me diz que...__ não terminou a frase, Billy apenas acenou concordando.__ mas eles são apenas crianças!__ declarou enfurecida. Seu marido a prendeu em um abraço, sabia que a esposa era contra o futuro do único filho.

__sabe que um dia aconteceria. Se não fosse com Jacob, seria com um de nossos descendentes__ disse colocando seu queixo no topo de sua cabeça__ Jacob foi escolhido antes de nascer e a menina também, devem sentir orgulho a honra que lhes foi dada. A honra de cumprir a profecia que vai salvar os Black e os Cullen.

Sua esposa afastou-se, abraçando a si própria.

__não pode permitir que decidam a vida de seu filho por uma lenda de um século atrás!__ disse zangada. Billy suspirou.

Tudo estava acertado e não tinham como voltar atrás, mas tinha que mostrar a sua senhora que este era o destino do filho.

__sei que incomoda-te que Jacob não possa escolher ele mesmo sua esposa. Mas é o que era para acontecer. Aliás não são incomuns casamentos arranjados na Escócia assim como não é na Inglaterra, deves te conformar, como o menino o fará__ colocou a mão cuidadosamente no ombro da esposa.

__não é o que deve acontecer! Fora decidido sem sua opinião por causa de algo que talvez nem tenha ocorrido. Talvez Jacob não queira isso para si.__ retrucou relutante.

__ tenho certeza que meu filho, como um honrado Black cumprirá com o acordo sem relutância.__ jogou uma olhada para a cama admirando o menino__ mesmo tão pequeno já possui orgulho e honra, como um futuro laird deve ser.__ voltou-se para sua esposa, tornando seu semblante sóbrio__ esposa__ disse aproximando-se__ seja sensata, essa maldição vem sido recitada e esperada há anos pelos dois clãs, não pode desmerecê-la só porque Jacob não escolherá sua noiva. Ele se conformará com isso.

__seja sensato você, marido!__ disse o olhando transtornada__ certamente não acredita em uma fantasia assim.__ para ela, tudo isso era uma história inventada para explicar as continuas guerras em que se envolviam.

__creio. Mas o que me importa é o que todos os Black acreditam!

__não é mais que uma superstição, não vê?__ falou perdendo sua compostura e lhe agarrando o kilt__ não pode se guiar por temor a uma história de cem anos! Não existe nenhuma maldição!

__chega!__ disse em um tom mais alto. Sarah se encolheu, o marido nunca havia lhe levantado a voz__ sou um laird de honra e já dei minha palavra. Está feito! __ deu-lhe as costas e saiu do quarto.

Lady Sarah virou para cama de seu filho com lágrimas nos olhos. Queria tanto poder lhe dar alguma escolha, mas nada poderia fazer.

__ só espero que seja feliz, meu filho.__ sussurrou acariciando seus fios negros e saindo do quarto.

Faz cem anos...

Faz cem anos, o latifundiário Duncan Black vivia nas terras Black com sua dama. Ela era considerada a mais bela da região. O latifundiário amava a esta bela dama e ela a ele e ambos governavam seu clã com justiça e paz. Foram dias de riqueza para eles, de longos verões e invernos suaves, os cervos eram abundantes e grandes.

Mas uma moça inglesa, filha do aliado clã Cullen, que tinha observado e ansiado ao belo guerreiro Duncan, turvou aquela paz. Queria tornar-se a senhora do castelo e do coração do laird Black. Todas suas tentativas de sedução foram em vão por que o coração do bravo guerreiro pertencia a sua esposa.

Sentindo-se humilhada pelo seu rechaço, a moça decidiu levar uma mentira ao chefe Cullen. Disse-o que Duncan a havia desonrado e exigia reparação.

__conheço a Duncan Black como ao meu próprio filho. Sei que ele seria incapaz de trair a sua senhora, deitando-se com alguém como você!__ disse impetuosamente. Robert Cullen conhecia a moça, sabia de suas artimanhas.

Então, ainda mais irada que antes, a moça inglesa abandonou a sua fé e fez um pacto com o diabo.

O diabo apareceu bem a sua frente em uma campina, entre os dois clãs, em meio á fumaça e sulfureto.

—O que quer que faça? —perguntou o diabo.

—Vingança!—gritou a moça ressentida e de coração negro.__ quero vingança contra os malditos Black e os Cullen.

O diabo lhe lançou um sorriso debochado.

__com o quê pretende me pagar?__ perguntou.

__leve minha alma__ a moça disse sem hesitar.

Em um piscar de olhos a moça estava diante dos dois chefes – Duncan e Robert – que surpresos olhavam ao seu redor incrédulos.

Como haviam chegado ali?

__O que...?__ murmurou confuso o chefe Cullen. Porém, antes que pudesse concluir o diabo lhes chamou a atenção.

__Os pacíficos clãs Cullen e Black, seus filhos e os seus descendentes pelo sangue conhecerão a morte pela espada. A paz que tanto é prezada pelos seus chefes será desconhecida pelos seus filhos. Seus dias antes dourados serão arrebatados, as mães choraram pelos seus jovens filhos que morrerão em combate!__ Declarou implacável Lúcifer.

Desacreditados pelo ser que flutuava em sua frente, os dois chefes emudeceram diante a maldição lançada.

O diabo implacável virou-se para moça que se encontrava sorridente.

__fiz o que pediu. Agora quero o meu pagamento.__ disse o diabo matreiro.

O sorriso da moça foi desvaindo-se quando se deu conta no que tinha prometido. Duncan tinha acabado de compreender o porquê do que seu povo e clã tinham sido amaldiçoados, quando um grito agudo e agoniado saiu dos lábios da malvada moça.

Seu corpo foi tomado por chamas, se transformando em uma bola de fogo, enquanto seus gritos iam diminuindo de intensidade. A cena era agonizante. O diabo sorria satisfeito por ter ganhado mais uma alma.

Mas, um raio de luz apareceu dentre as nuvens, então o maligno soltou uma maldição quando uma luz branca quase o cegou. Os antigos espíritos protetores dos dois clãs, vieram pelos seus descendentes. Então, o diabo soube que Deus estava escutando e teve de suavizar a maldição.

Cheio de rancor, cuspiu as palavras finais.

__esta maldição durará cem anos__ voltou-se para Cullen__ até que dentre seus descendentes surja uma moça, bondosa e possuidora de dons, uma filha de seu clã que despose com um laird Black. O nascimento da criança descendente dos dois clãs trará a união, paz e glória aos Black e Cullen. __ ele ainda resmungou baixinho__ Mas moça será orgulhosa e odiará ao nome dos Cullen e dos Black!

E como era o diabo, acrescentou sorrindo diabolicamente algo a mais antes de ser tragado pela terra.

__Porém se o futuro herdeiro não for reconhecido como tal, a desgraça se derramará nos dois clãs, os extinguindo por toda a eternidade...

Northumberland — Castelo do clã Cullen 1335

Os olhos castanhos continuaram fixos na cortina de seda branca da grande janela, as dores em seu corpo estavam mais amenas, mas ela sentia-se fraca a cada hora passada, o que a fazia continuar em seu leito.

O som de passos suaves foi-se ouvido dentro do quarto, tamanho era o silencio ao seu redor, e por mais que houvesse tantos criados e familiares ali nos últimos dias, lady Isabella sabia que se tratava de seu marido.

__já se foi?__ perguntou ela assim que enorme porta de carvalho do seu quarto foi aberta.

Edward não respondeu de imediato, com passos cuidadosos dirigiu-se ao berço dourado no canto do quarto, retirando os panos de seda que envolviam a pequena e frágil criança adormecida.

Com um suspiro cansado o imponente duque voltou-se para sua adorada esposa.

__sim. Foi-se á algumas horas__ respondeu-lhe sentando ao seu lado na cama. Isabella continuava hipnotizada com o movimento das cortinas suaves e brancas.

__viu-a?__ perguntou suavemente referindo-se a sua filha.

__sim.__ disse em mesmo tom__ já assinamos o contrato__ declarou calmamente, tentando passar tranquilidade a esposa.

Isabella fechou os olhos um tanto desgostosa e resignada.

__quando?__ perguntou ainda com os olhos fechados.

__18 anos__ mesmo que seu maior desejo era não afligir a esposa, sabia que neste momento era impossível. Isabella sempre foi contra ao acordo que fizeram, mas tanto os Cullen quando os Black nada podiam fazer, a não ser aceitar.__ já até terá passado da idade de casar.__ acrescentou tentando amenizar a situação.

Os grandes olhos castanhos procuraram os seus repentinamente, mostrando uma pontada de dor neles.

__continuaram mesmo com isso?__ perguntou visivelmente forçando as lagrimas a não caírem.

Edward abaixou a cabeça. Já haviam discutido este ponto várias vezes, mas nunca chegaram a um acordo.

__sabes que não temos escolha.

__não penso assim__ disse teimosamente__ por que forçar nossa filha a um compromisso que esta baseado em uma lenda? Uma lenda que ninguém sabe se aconteceu!

__esposa...__disse passando a mão pelos cabelos cor de cobre.

__Edward, por favor, reconsidere, quero que ela tenha o direito de escolher com quem quer casar, que ela encontre o homem amado e tenha a felicidade que temos... Como pode garantir que será feliz? __ as lágrimas já enchiam seus olhos e Edward não suportava causar dor a sua amada esposa. Segurou-lhe suas delicadas mãos.

__eu não espero que compreenda Bella__ começou carinhosamente__ você não nasceu em Cullen e não passou a vida ouvindo a profecia e como ela é importante para o nosso povo... Eu sei que para você parece cruel, mas...__ ela o cortou.

__cruel? __ disse amargamente__ vocês estão usando minha filha como um maldito feitiço! Como se ela fosse uma erva ou antídoto para todas as coisas ruins que aqui acontece!__ falou exaltada. Um gritinho suave veio antes de um choro fraco de nenê.

Edward rapidamente correu ao berço e embalou sua preciosa filha em seus braços, e conseguindo acalma-la quase repentinamente.

__eu jamais usaria minha filha para nenhum fim...__ disse olhando amorosamente para a criança em seus braços.__ por mais que você não acredite, isso tudo realmente aconteceu. __começou__ o que as pessoas do clã contam é a parte resumida da historia. Os detalhes só foram passados de pai para filho pelos chefes do clã Cullen e Black__ suspirou__ talvez seja a hora de você saber de tudo realmente.

O que os moradores dos dois clã sabiam uma pequena parte da lenda, apenas a família dos chefes a conhecia inteira e passava de geração em geração para nunca deixar a historia ser esquecida.

Após ouvir em silencio a narrativa do marido Isabella continuou observando-o com sua filha protetoramente em seus braços, e se arrependeu imediatamente do que tinha dito, Edward amava sua filha tanto quanto ela e jamais faria algo que prejudicasse sua pequena.

__eu entendo__ disse finalmente__ só me prometa que garantirá que nossa filha esta sendo entregue a um bom homem.

Edward sorriu aproximando-se da cama novamente.

__será minha prioridade.__ sentou-se na cama__, aliás, William é um homem de boa índole, criará seu filho para ser um homem de honra e merecedor de nossa menina.__ Nesse momento sua senhora esticou os braços para segurar o pequeno pacote.

Vendo as duas, Edward soube que faria o que fosse possível para assegurar a felicidade das duas, acabaria com quem se atrevesse a trazer lagrimas aos seus olhos e tristeza em suas feições.

__já deu-lhe um nome?__ comentou de repente aconchegando mais próximo das duas__ não podemos chama-la de “filha” por toda a vida__ brincou recuperando o bom humor.

Isabella sorriu meigamente.

__lembro-me de quando era meu noivo e planejávamos filhos, você mencionava o nome “Renesmee” para uma menina.__ disse timidamente__ o acho um pouco incomum, mas se você deseja...

Edward sentou-se rigidamente e Isabella percebeu sua mudança de humor.

__o que houve?__ perguntou preocupada.

__bom... Lembra-se de Tânia?__ perguntou.

__sim, como poderia esquecer a cena que fez depois de nosso casamento?__ respondeu torcendo a boca.

Jamais se esqueceria de como a mulher bêbada gritou para que todos os convidados ouvissem que ela jamais daria um filho a Edward e que jamais seriam felizes enquanto ela respirasse.

Seu marido tinha explicado que Tânia havia sido um caso de quando era moço e que jamais aceitou o fato de que ele não se casaria com ela.

No mesmo dia de seu casamento, após as ameaças feitas, a bela e loira mulher havia sido expulsa do clã, e morava em uma velha cabana perto da fronteira com o clã Black. Diziam que ela havia virado uma bruxa e que rondava os muros de Cullen espreitando sua vida e de seu marido. Mas para Edward ela havia perdido a sanidade mental.

__o que tem esta mulher haver conosco?__ perguntou desgostosa ao lembrar-se de tudo.

__Sabe que Sue é sua cunhada?__ perguntou novamente Edward. Isabella assentiu com a cabeça, sabendo que a doce mulher que era sua dama de companhia era tão diferente da cunhada megera.__ Sue disse-nos que Tânia também teve uma filha há três dias.

__ainda não entendo o que tem haver com nossa filha.

__Tânia sempre soube de que me agrada o nome Renesmee e...__ Bella a cortou.

__deixe-me adivinhar, colocou o nome de sua filha de Renesmee?__ falou bufando.

__sim.

__parece que nunca vai esquecer você, nem mesmo tendo um filho de outro homem__ declarou chateada por não colocar o nome da filha o que gostaria seu marido.

__não fique triste... Escolheremos nós dois o nome de nossa filha__ tentou anima-la__ qual Prefere?

Isabella olhou bem o rostinho da filha e admitiu que mesmo estranho “Renesmee” era o nome que queria colocar em seu bebê. Mas uma conversa que tinha tido recentemente com sua sogra Esme a fez sorrir. Já tinha um nome para sua menina.

__pelo seu sorriso imagino que já o tem__ declarou Edward.

__sim. O que acha de... Elizabeth? __disse olhando a reação surpresa de seu marido__ faz alguns dias que conversei sobre sua família com Esme e me disse que Elizabeth, mãe de seu pai, era uma senhora muito respeitada pelo clã, forte, muito bela e tinha o dom da cura. Quero que nossa filha seja como a bisavó.

__sim, lembro-me bem dela. Era uma mulher incrível.__ disse sorrindo__ Tem certeza que quer dar o nome de minha avó?__ ela assentiu convicta__ então... Seja bem vinda ao clã: Elizabeth Masen Cullen II.

Notas finais
E aí??
Ruim, Bom, Ótimo???
Como podem ver parti do inicio messssmo :)
Algumas coisas vão acontecer e com o tempo vocês vão entendendo ^^
Texto longo, curto, não entenderam??
Me digam o que acharam!!!
Tenho mais dois capítulos prontos, se realmente agradou posso posta-los antes do tempo *-*
Bjjuuuuxxx

ATÉ A PRÓXIMA