Notas iniciais
Hey people!!! Primeiramente: Feliz 2014!!!! O meu já começou....interessante ¬¬' Pois é, eu tinha avisado que demoraria em Janeiro para postar, por que estariam pegando no nosso pé, e bem, foi muito mais que isso. Não tive tempo de escrever e só terminei este capítulo por que quando tinha alguma ideia- em metrô, ônibus, na sala de aula- anotava em um caderninho kkkkkk foi dessa forma que terminei. Espero que entendam, por que a tendência é isso ocorrer mais vezes, sorry. Devo confessar a vocês que houve um momento em que desisti da fic, foi por pouco. Mas eu vinha acompanhando alguns reviews quando postados e, por causa deles- pessoas que sempre comentam- não desisti :( Ainda me incomoda o negócio das leitoras fantasmas, mas deixa quieto, acho que bati nessa tecla vezes demais e não adianta. Mas saibam - vocês fantasminhas- que estou muito tentada a seguir a recomendação da Arícia - autora/leitora, e se isso acontecer....hmmmm Também quero agradecer de TODO CORAÇÃO as lindas, maravilhosa três mocinhas que recomendaram a fic...Angélica n g, DudaBlack e Joana A Rubin.Obrigado!! Fiquei felicíssima! Espero que tenham aproveitado o capítulo!! :D Então, sei que estão ansiosas para ler, por isso deixa de papo :) Se encontrarem algum erro, por favor, avisem-me. Boa leitura....

Pelas janelas das cozinhas, Rachel vislumbrou o céu cinzento e o vento frio constante que balançava as copas das árvores. O tempo parecia refletir os corações e almas dos Black. Depois que a noticia da morte dos guerreiros que haviam morrido durante a viagem para Northumberland, os moradores do clã pareciam abatidos, a maioria das pessoas que aqui vivem são parentes por isso, todos estavam de luto.

Ela evitava sair do castelo, tanto por ter que cuidar de sua mãe – que já acordara- e sua irmã, como havia prometido ao seu pai, mas também pelo fato de não suportar olhar para os rostos chorosos das mulheres e indignados dos homens. Somente poderia imaginar como estava as mães e pais que perderam seus filhos.

Foi esta maldição terrível! Ouviu algumas pessoas resmungar no castelo.

Mas, na realidade, Rachel não acreditava que, desta vez, as mortes fossem consequência da maldição. Afinal, não estavam caminhando para uma batalha.

Suspirou colocando o líquido quente dentro de uma caneca. Ainda estava muito preocupada com Jacob, o fato de seu pai não o ter achado no meio dos corpos, não significava que havia se salvado.

Seus olhos encheram de lágrimas. E pensar que ele estava tão pensativo e – mesmo não expressando- relutante em encontrar a noiva, há quatro dias atrás.

Sacudiu a cabeça e enxugou as primeiras lágrimas que caiam em seu rosto. Precisava continuar forte. Carregando a caneca rumou em direção as escadas, tentaria fazer com que Rebecca tomasse o chá calmante, ela não havia dormido desde que recebeu a notícia da morte de Embry. Precisava descansar, pensar um pouco no bebê que carregava. Mesmo que ao pensar na criança recordaria que jamais veria novamente seu grande amor.

Hesitou em frente ao aposento da irmã e tomou uma respiração profunda, assim que entrou, percebeu que ela continuava na mesma posição em que encontrava-se quando veio vê-la duas horas atrás.

Rebecca estava sentada em uma cadeira de madeira junto a janela. Seu olhar melancólico estava direcionado para o horizonte, e segurava firmemente um xale de tecido fino e amarelo que fora presente de Embry.

__Irmã... – chamou-a para não assusta-la, mas ela continuou olhando o horizonte__ Trouxe um chá para que a ajude a descansar. Sei que não o quer, mas deve pensar no...

__Embry me presenteou no meu ultimo aniversário, – ela interrompeu erguendo um pouco o xale __ Disse-me que comprou de um comerciante do Oriente. Quando viu a cor lembrou-se de mim, o brilho lembrava meu sorriso e o tecido macio a minha pele, isso ele me falou – sorriu docemente como se recordasse da cena. Mas logo sua expressão se fechou__ Por que tinha que partir? – sua voz tornou-se um sussurro e ela voltou o olhar para a irmã, como se ela conhecesse a resposta.

__Oh, Becky! – Rachel deixou a caneca em cima de um velho baú enquanto corria e abraçava sua irmã, esta debulhou-se em lágrimas.

Segurou-a por um tempo, levou toda sua força de vontade para não entregar-se as lágrimas também. Alem de noivo da irmã, Embry sempre fora um amigo de infância.

__Irmã, – afastou-a o suficiente para olhar em seu rosto__ Sei que nada do que disser aliviará sua dor, principalmente agora com seu filho, mas seja o que papai decidir estarei sempre com você. – um soluço alto saíra dos lábios de Rebecca e novamente ela se aferrou a irmã, que a segurou fortemente, sussurrando palavras de conforto.

Após um tempo, seus soluços diminuíram.

__ Como contarei ao papai? – murmurou após um tempo.

Rachel, vendo que se encontrava mais tranquila, a soltou e sentou-se em sua frente. Também não sabia como contar ao seu pai sem este fazer um alarde.

__Encontraremos uma forma. – disse convicta __ Temos um tempo até que volte, até lá, tente descansar um pouco, minha irmã.

__Não consigo acalmar-me – levantou da cadeira em que estava e começou a passear pelo quarto, segurando sempre o tecido. __ Sei que papai não aceitará. Entendo suas razões, mas se trata de meu bebê!

Rebecca estava aflita e Rachel a compreendia. Tudo o que sempre quis era casar-se com Embry, fez o inaceitável para a filha de um chefe afim de conseguir seu objetivo e agora, soube que seu amor se foi... A deixando grávida.

__Já disse, encontraremos uma forma. – tentou tranquiliza-la, mas não houve efeito, ela também estava preocupada.

__Não Rachel, nada mudará o fato de que estou esperando um filho de Embry. Papai vai estar furioso quando souber! – continuava a andar pelo aposento__ Talvez...Talvez a única saída seja ir embora.

Finalmente parou de andar, Rachel já estava sentindo-se tonta.

Ir embora!?

__ E pra onde iria, irmã? Nossos parentes que não estão no clã, vivem muito longe. Precisaria de uma escolta e não poderia permitir isso visto pelo que acabou de acontecer com nossos soldado! – não queria lembra-la do que aconteceu, mas para retirar esta ideia descabida da irmã, faria qualquer coisa.

__E o que sugere que faça? – perguntou aos gritos __ Que papai me expulse ou pior, tome meu filho de mim!? – novas lágrimas caíam pelo seu rosto, o desespero tomando conta de seu ser __ Pois não! Não deixarei papai me tomar meu filho! Foi tudo o que Embry me deixou... – sussurrou a ultima frase.

Rachel levantou-se e segurou os ombros de Rebecca.

__Tem que ter calma Becky. Disse que irei ajuda-la, não vou deixar que ninguém lhe faça mal. Juru-o que se papai pensar em a expulsar, o que não acredito, terá que me mandar embora também! – Rebecca a abraçou chorosa.

__Oh, obrigada Rach!

__Agora deve tomar o chá que lhe trouxe e descansar. – disse Rachel mais aliviada.

__Aye, o farei! – soltou a irmã e sorriu em meio as lágrimas. __ Dei-me o…

__Rebecca, o que tens? – perguntou preocupada quando a irmã calou-se e seu rosto ficou branco.

__P-Paul... – sussurrou.

Rachel virou-se para onde sua irmã olhava assustada e lá estava o homem que sempre amou, desde criança.

O corpo de Paul preenchia toda soleira da porta do quarto. Usava um kilt xadrez com as cores do clã, sua espada estava pendurada em seu lado direito.

Seus cabelos na altura do pescoço estava alvoroçado, como sempre e seu lindo rosto estava muito sério. Um suspiro muito feminino escapou de seus lábios. Se fosse possível apaixonar-se uma segunda vez pelo mesmo homem, tinha certeza que aconteceria neste momento.

Mas então, a gravidade da situação trouxe-a de volta a realidade, arregalou os olhos.

__Há quanto tempo esta aí? – perguntou hesitantemente.

__O suficiente – respondeu com os olhos fixos em sua irmã.

Lançou um olhar rápido a Rebecca e percebeu que estava sem reação.

__Paul, por favor, não conte ao papai o que ouviu... – ele a calou com uma careta.

__Não me peça nada, Rachel. Preciso conversar com sua irmã... A sós! – enfatizou quando ela fez menção de retrucar.__ Dona Sarah esteve perguntando por você.

Suspirou não adiantava discutir com Paul, o conhecia bem, era teimoso como Jacob. E por mais que estivesse irado, sabia que estava apenas preocupado, afinal ele conhecia-as e cuidava das duas desde crianças. Sabia que, para seu azar, as considerava irmãs mais novas.

Voltou-se para Rebecca.

__Estarei com nossa mãe. – disse a confortando. Ela assentiu ainda sem falar.

__Não a assuste, ela já tem preocupações demais – murmurou para Paul assim que passou junto a ele. Pareceu ouvir um sorriso, mas não olhou-o para saber.

Rachel sempre o fazia sorrir, era uma moça espirituosa e forte, e por mais que Jacob insistisse em afirmar que era uma menina frágil e delicada, Paul sabia que não era a realidade. Rachel era inteligente e muito madura para sua idade ao contrário de sua irmã que agia por impulso e não pensava em consequências.

Paul admirava a Rachel, em momentos difíceis como este, ela continuava serena e sólida, lembrava o próprio William Black – seu pai.

Voltou-se para Rebecca escondendo o sorriso, havia algo a ser resolvido.

__Então, de quanto tempo estás? – perguntou olhando-a sentar-se na cama e remexer-se desconfortavelmente.

__Não sei ao certo. A velha curandeira só me disse que tinha algumas semanas.

__Sabe em que problemas se meteu? – perguntou enquanto puxava uma cadeira para sentar-se próximo a cama, mas não muito perto.

__Aye. – sussurrou olhando suas unhas.

Paul fez uma careta. Subitamente Rebecca sentiu a necessidade de defender-se. Oras, só queria estar casada com Embry!

__Mas entenda, Paul. Papai não nos deixou casar neste outono, e eu queria muito isso! – tentou explicar, mas até para ela, o argumento parecia fraco e sem sentido.

__Afinal por que tanta pressa em casar-se, Rebecca? – perguntou realmente curiosos __ Jacob se casaria na primavera, e seu pai lhe prometeu que você e Embry casariam logo depois.

A moça abaixou novamente a cabeça. Não era somente por um capricho, mas algo muito maior que nunca havia confessado a ninguém, nem para sua própria irmã. Agora teria que revelar a Paul.

Demorou um tempo escolhendo as palavras, mas logo fixou o olhar em Paul.

__Tenho crescido ouvindo sobre a maldição que recai sobre nós os Black e sobre os Cullen. Vi inúmeras mães chorarem as mortes de seus filhos e de pais que não se conformavam com o destino deles. – parou um momento, para tomar uma respiração __ Sim, é algo bastante triste. Mas eu jamais imaginei que, um dia, importaria-me tanto com isso quanto quando me apaixonei por Embry. – sorriu docemente __ Conhece-o, sempre foi um rapaz determinado e sempre dizia-me que o seu maior prazer era servir ao seu clã, que é a sua família. Tinha orgulho dele quando voltava das batalhas altivo, cheio de histórias, seus olhos brilhavam quando as contava, com detalhes para mim. Adorava ouvi-lo...

Porém , Rebecca via o quanto ficava trista quando um amigo ou parente era morto no campo de batalha, a partir deste momento, percebeu que a morta poderia, também, levar a Embry e começou a ficar temerosa. Havia dias, que entrava em desespero quando a comitiva demorava mais tempo para voltar. Somente Rachel via o quanto ficava apavorada. Depois de muito sofrimento em silêncio, decidiu pedir-lhe para deixar o campo de batalha e ficar com os soldados que protegiam o castelo. Achava que aceitaria rapidamente, afinal, também estaria servindo ao clã como soldado, mas permaneceria aqui, sob seus olhos. Mas Embry negou-se e disse que seu lugar era com seus companheiros em batalha. Abalada pela negação de Embry, Rebecca passou toda a noite acordada, pensando em um modo de convencê-lo a ficar, porém na encontrou alternativas. Mas no dia seguinte, enquanto o via brincando com os sobrinhos, teve a súbita ideia. Talvez, se tivessem um filho, conseguiria convencê-lo com este bom argumento e ele acabasse por aceitar a proposta.

__Primeiro pedi a papai para adiantar nosso casamento, assim não o envergonharia, mas como negou-me e meu medo a cada batalha aumentava, fiz o que achei correto. – confessou__ Não contei a Embry minha ideia, obviamente. Apenas o seduzi e fiquei grávida. – terminou com uma sinceridade e calma que até a surpreendeu.

__Sabes que para um guerreiro é muito difícil abandonar o campo de batalha, pelo motivo que for. – disse suavemente Paul.

Rebecca deu de ombros.

__Tinha que tentar algo.

Paul ficou um momento em silêncio. Esta maldição que recaia em seu clã também fora motivo de discórdia inúmeras vezes em sua família, principalmente sua mãe, que temia ver o filho morto em uma das tantas batalhas.

__Entendo-o. Mas não ameniza a gravidade de suas ações. – disse cuidadosamente. Esta moça tinha que ter consciência que seus atos provavelmente teriam uma punição__ Você é filha do chefe do clã, e como tal, deveria tornar-se um exemplo para outras moças. Tem que estar preparada para enfrentar seu pai e as consequências.

Rachel engoliu em seco, em nenhum momento duvidara que seria difícil, mas ouvir isso de uma pessoa que conhecia tão bem ao seu pai, a fez estremecer.

__Estarei preparada. Quando decidi entregar-me para Embry soube que enfrentaria a fúria de meu pai. Foi minha escolha. – disse mais corajosa __ Só dei-me um tempo, algumas semanas e estarei forte o suficiente.

Paul sacudiu a cabeça.

__Não, terás que confessar assim que seu pai voltar. Se demorar mais semanas ele poderá ficar mais enfurecido. O melhor será que saiba logo para que possa tomar uma decisão sobre o que fazer rapidamente. Deve considerar que daqui algumas semanas, sua barriga a denunciará. – disse vendo seu rosto empalidecer__ Sem contar que, você poderia planejar uma fuga, escutei quando disse esta sua sugestão descabida a Rachel.

Ela não pode protestar, esta ideia ainda martelava em sua cabeça, seria a solução mais rápida, mas como sua irmã disse, para onde iria? Há alguém querendo fazer mal aos Black por aí, seria um alvo fácil: mulher, sozinha e grávida.

__Não sei como o fazer. – confessou entristecida.

__Apenas diga o que me revelou, tenho certeza que ele não ficará irado...tão irado. – completou quando Rebecca lhe lançou um olhar incrédulo.

__E se decidir me tirar meu filho? Não posso permitir, Paul. Não o posso! – expressou seu verdadeiro medo.

As feições do homem se suavizaram e finalmente a compaixão o atingiu. O instinto materno já aflorava em Rebecca. Talvez esta criança não fosse de todo mal.

Ele aproximou-se e a abraçou, nesses momentos, parecia aquela menina briguenta e corria atrás dele e de Jacob, querendo correr o mundo de apenas 7 anos.

Ela agarrou-se ao amigo com afinco, precisava deste tipo de apoio, e somente Paul e Rachel o dariam.

__Ajuda-me Paul. Não quero estar sozinha quando contar ao papai. – pediu entre os soluços.

Ele suspirou.

__Aye...Estarei com você para certificar que seu pai a deixará explicar, mas não vou intrometer-me mais, hum? – disse. Ela sacudiu a moça freneticamente agradecida.

__Obrigada.

__Agora descanse. Rachel tem razão quando diz que deve dormir um pouco. – afastou-se pegando a caneca já fria de chá e entregando-a.__ Precisa pensar em seu filho agora.

Assim que tinha tomado o chá, Becky deitou em sua cama e fechou os olhos.

Paul fechou a porta depois que saiu, por mais que a moça tivesse equivocado-se, tinha pena pelo o que estava por vir. William Black não era conhecido por ser piedoso, e sua postura não mudava em frente a seus familiares, pelo contrário, ele se tornava mais implacável.

**

Preocupada com a irmã, Rachel encaminhou-se ao aposento dos pais. Sua mãe já estava de pé e vestida. Sarah observou sua filha entrar no quarto pelo reflexo do espelho enquanto terminava de trançar o enorme cabelo negro.

__Mam! Por que levantou-se da cama?E vestiu-se sozinha! – Rachel repreendeu horrorizada enquanto aproximava-se de Sarah. Esta apenas rolou os olhos.

__ Sabes que não consigo ficar deitada por muito tempo, Rachel. E Emily ajudou-me a me trocar. – disse amarrando a ponta do cabelo com um pedaço de couro. __Há muito o que se preparar neste castelo para o retorno de seu irmão.

A moça franziu a testa. Sua mãe parecia muito mais serena e tranquila, completamente diferente da mulher que havia desmaiado ao receber a noticia do desaparecimento do filho.

__Mam, como sabe que Jacob esta a caminho?

__ Sou sua mãe. O sinto. – respondeu tranquilamente e viu a feição confusa e incerta de Rachel, voltou-se para a olhar nos olhos.__ Não espero que compreenda agora, mas quando tiver seus próprios filhos saberá o que digo. – sorriu.

__Mas...Sabes que...que todos os outros morreram, não? – o tom da moça era hesitante.

Sarah suspirou. Estes sempre foram momentos sombrios . Sua sogra, mãe de Billy lhe havia dito que ser a Senhora do clã Black não seria fácil. Mostrar-se forte e consolar as mães que perdiam seus filhos por causa da maldição, era um dos deveres da Senhora do castelo. Mas fazer isso sabendo que seu filho poderia também estar morto...Era o mais difícil.

__Sim Emily me disse, e ainda precisamos preparar o enterro dos soldados. Preciso ir até a vila falar com as famílias... – revelou tristemente.__ Onde esta sua irmã? – trocou de assunto, tinha que preparar-se.

Rachel ficou nervosa. Se sua mãe fosse até o quarto de Rebecca neste momento, encontraria com Paul e talvez ele contasse sobre a criança.

__E-Ela esta descansando, mam. Melhor não incomoda-la. – disse rapidamente.

Sarah franziu levemente a testa.

__Esta mentindo Rachel – afirmou Sarah. Rachel arregalou os olhos. Oh não!__ Mas vou vê-la mais tarde. Sei que precisa de um momento para si mesma.

Visivelmente aliviada, a filha concordou.

__Preciso de sua ajuda, querida...

***

Nessie ficou boquiaberta, incapaz de falar. Estava terrivelmente amedrontada. Aqueles enormes soldados preenchiam sua pequena cabana facilmente e a olhavam com uma ferocidade que a deixava de pernas bambas.

__És muda, moça? O que fez com ele? – o homem enorme exigiu novamente, sua careta ficando cada vez mais irada com a falta de resposta. Era melhor encontrar a voz rapidamente.

__E-Eu não fiz nada, bom senhor. – o homem inclinou-se para ouvi-la melhor. Sua voz não passava de um sussurro. __ Bem, exceto salvar sua vida. – acrescentou corajosamente.

Seu olhar estreitou, mas o guerreiro que a mantinha cativa, apertou seu braço dela até que ela deu um pequeno grito de dor.

__Solte-a, Sam! – o homem maior ordenou.

Sam fez o que ordenou, mas a soltou tão de repente que ela caiu como um saco de batatas no chão. Um outro homem ajudou a levanta-la e a segurou novamente pelo braço, mas este parecia mais gentil.

O líder se ajoelhou ao lado do guerreiro adormecido e preocupação escureceu suas feições. Ele correu a palma da mão sobre a testa do guerreiro e depois sobre o peito e os ombros como se estivesse procurando a fonte de sua doença.

Não sabe ao certo, mas os olhos do homem pareciam marejados ao tocar no rosto do seu guerreiro.

__Jacob. – chamo-o com alívio na voz.

Jacob? É um bom nome para um guerreiro.

Jacob, não reagiu. O homem ajoelhado sobre ele voltou seu olhar preocupado em direção a Nessie. Uns olhos negros...

Claro! Só poderia ser algum parente de seu guer...Jacob. Pareciam-se muito. Um irmão mais velho, talvez?

__O que aconteceu aqui? Por que ele não desperta? – seus olhos se tornaram mais preocupados e frios quando voltou-se para ela.

Ela se virou e olhou incisivamente para o guerreiro segurando o braço dela e tentou se soltar.

__Solte-a Quil. – pediu.

Assim que livrou-se do aperto correu para onde estava Jacob, tocou carinhosamente sua testa verificando que ainda continuava com a febre.

__Está com febre – disse ela com voz rouca, tentando afastar o medo que a rodeava, assim como estes homens a cercavam.

__Isso eu posso perceber por mim mesmo – o guerreiro rosnou impaciente. __ O que aconteceu?

Nessie alcançou e afastou os restos da túnica de Jacob onde ela costurou seu lado.

O som de profundas respirações tomaram a sala e o homem ao seu lado, avançou sobre Jacob e olhou para a ferida suturada.

__ Eu não sei o que aconteceu, – disse ela com sinceridade. __Seu cavalo lhe trouxe aqui, e ele caiu no chão fora da minha porta. Tive grande um trabalho para fazê-lo entrar para que pudesse cuidar de seus ferimentos. É um corte feio no seu lado. Costurei o melhor que pude, cuidei dele bem e tentei mantê-lo aquecido desde então.

__Ela fez um bom trabalho de costura. – Quil comentou com admiração.

O homem chamado Sam, fez um careta de escarnio que a irritou, mas segurou a língua. O que ela gostaria de fazer é dar-lhe um chute. Seu braço ainda doía onde ele a agarrou.

__Sim, ela fez – o líder disse suavemente. __ Eu só gostaria de saber o que aconteceu para ele chegar tão gravemente ferido. – Virou seu olhar buscando em Renesmee, sondando, como se ele considerasse se estava sendo verdadeira com ele.

__Se eu soubesse, eu diria a você, – ela resmungou. __ Ele deve ter estado em uma emboscada ou lutaram de forma injusta. Mas, parece que ele consegue lutar muito bem sozinho.

Olhos do líder brilharam por um momento e ela jurou que quase sorriu.

__Eu sou Senhor Black e Jacob é meu filho.

Filho? Bem, ele deve ter sido pai muito cedo ou conserva-se muito bem.

Renesmee colocou os olhos para baixo e balançou uma reverência desajeitada. Ele não era o seu Senhor, mas ainda assim, um homem de sua posição ordenava respeito, o contrário do desprezível Carlisle Cullen.

__Seu nome, moça? – Perguntou ele, impaciente.

__ Renesmee – ela gaguejou. O Senhor Black ergueu uma das sobrancelhas grossas.

__ Renesmee... Apenas Renesmee – Completou rapidamente. Não era como se Cullen a reconhecia como parente. Bem, nem a ela nem a sua mãe.

__Aye, somente Renesmee. Ao que parece devo a vida do meu filho a você.

Sentiu todo seu sangue se acumular em seu rosto, odiava a essa sua mania de corar. Ela se mexeu desconfortavelmente, não estava acostumada com tal elogio.

O Senhor Black começou a emitir ordens a seus homens sobre como transportar Jacob de volta para suas terras. Sim, ela sabia que o queriam de volta para casa, mas sentiu um grande tristeza ao perceber que seu guerreiro deixaria de ocupar o seu lar.

__Seu cavalo fugiu, – desabafou ela, __Eu fiz o que pude.

Mais uma vez, algo que parecia notavelmente perto de um sorriso cintilou sobre os lábios do Senhor Black.

__Fora Thor quem nos deu uma ideia que Jacob poderia estar vivo. – respondeu, mas logo voltou-se para os outros.

Ela escutou impassível enquanto faziam planos para a partida imediata e quase perdeu a menção de seu nome.

Não, lá estava ele novamente. Com certeza falaram “Renesmee”!

Pretendiam sequestra-la?
Ela virou-se, boquiaberta diante de Sam, que escutava com a mesma careta descontente em seu rosto.

Outro parecido com Jacob. Mais um parente? Pareciam-se, os mesmos cabelos negros e porte de guerreiro, embora para ser honesto, Jacob era – sem dúvida- mais agradável ao olhar. Sam franziu a testa tão ferozmente, que ela não poderia imaginar uma mulher querendo ir a qualquer lugar perto do homem.

__ Eu não vou com você – ela protestou, tendo certeza que ela tinha ouvido falar de forma incorreta.

Sam não respondeu, nem pareceu impressionado com sua ira. Ele simplesmente a agarrou, lançando-a acima de seu ombro, e começou a caminhar pela cabana.

Por sua afronta, ela estava momentaneamente atordoada. Muda e imóvel. Quando ele chegou a seu cavalo, ela entendeu seu propósito e começou a chutar e lutar.

Em vez de forçá-la sobre seu cavalo, ele prontamente deixou-a cair no chão e olhou para ela com um olhar de aborrecimento absoluto.

Ela o olhou com ira. Definitivamente pretendia chutar a este homem.

Sam não pareceu perturbado. __Você tem duas escolhas. Pode subir sozinha no cavalo como uma dama e ceder graciosamente. Ou posso prender você, de preferência com uma mordaça, e lançá-la sobre a minha sela.

__Eu não posso só partir! Por que você me quereria? Eu não fiz nada contra o filho do Senhor Black. Salvei sua vida. Onde está a sua gratidão? Tenho pessoas que contam com minhas habilidades curativas aqui. – começou a falar desesperada. O que fariam com ela?

__Nós temos necessidade mais urgente de um curandeiro no clã Black. Nossa curandeira esta velha e não durará muito mais. – explicou.__ Você fez um trabalho bom, costurando a meu primo e o mantendo vivo. Ele ainda precisará de cuidados e fará isso no castelo de Dumfries.

Gostaria muito de cuidar de seu guerreiro, mas mudar-se as pressas para um clã desconhecido, não era o que tinha em mente.

Ela olhou quando via os homens carregando a Jacob para fora da cabana. Seu coração apertou.

__Vocês tenham cuidado para não rasgar seus pontos – ela gritou.

Sua consciência pesou. Talvez, se não os acompanhasse Jacob morreria... depois de todo o tempo que dedicou ao homem, não podia deixa-lo morrer.

Talvez a deixassem voltar para casa quando seu guerreiro estivesse curado.

Voltar para quê? Ser humilhada pelo clã Cullen e desprezada pela mãe? Uma parte má de sua mente sussurrou maliciosamente.

__Não montarei com você. – Ela cruzou seus braços obstinadamente acima de seu tórax em ênfase.

__Bem...

Ele a arrancou fora do chão e andou a passos largos acima de onde um de seus homens já montava. Ela não teve nenhuma advertência antes de ser literalmente tirada a sorte para o outro guerreiro pegar.

Sam olhou fixamente nela. __ Feliz? Você pode montar com Quil.

Ela fez uma careta de descontentamento dizendo para Sam o que exatamente pensava dele.

__Eu não gosto de você. Você é uma pessoa completamente rude.

Ele encolheu os ombros, claramente dizendo a ela que ele não se importava se ela gostava dele ou não e foi embora.

Ela puxou adiante e Quil cuidadosamente embrulhou suas mãos ao redor de sua cintura para preveni-la de cair de seu colo.

__ Não tenho nenhum desejo de partir! – Ela protestou.

Quil encolheu os ombros. __O Senhor decidiu manter você. É melhor se aceitar de boa graça. Os Black são um clã bom. E nós temos necessidade de um curandeiro desde que a avó de minha Claire adoeceu. – sua voz tornou-se doce ao mencionar o nome da moça.

Ele a ajudou a sentar-se melhor na sela do cavalo e relaxou.

Teria uma posição em um clã? Era realmente assim tão simples? Ela franziu o cenho. Ela pertenceria ao clã Black, ou seria uma prisioneira, sem nenhum privilégio do que de um cativo? Ela seria bem tratada até a recuperação de Jacob e depois que acabasse seria solta? E se ele não se recuperasse? Será que ela seria culpada por isso?

Um arrepio tomou conta do pensamento, e instintivamente aconchegou mais perto do calor do guerreiro. O vento estava cortante, e ela estava mal preparada para isso.

Não. Ela não permitiria que Jacob morresse.

Ela determinou isso a partir do momento que colocou os olhos sobre o guerreiro bonito. Atrás dela Quil amaldiçoou.

__Peguem uma capa da moça para protegê-la do frio – ele gritou. __ Ela vai congelar antes que nós cheguemos às terras Black.

Outro homem acabou jogando sua única velha capa e Quil cuidadosamente colocou ao redor de Renesmee. Estava agradecida, mas não demonstraria estar satisfeita com o arranjo, tudo isso aconteceu porque o Senhor do clã resolveu leva-la a força.

Lançou um olhar sobre ele apenas para demonstrar que estava descontente com tudo. Mas ele não prestou atenção nela, enquanto seguraram a maca improvisada de Jacob.

__Fiquem alertas – o Senhor falou enquanto os homens se preparavam para partir. __Nós não sabemos o que aconteceu durante a viagem de Jacob, e ninguém, exceto ele sobreviveu. Devemos voltar ao castelo de Dumfries sem demora.

Estavam mais próximos do castelo de Northumberland que do clã Black, mas William não quis arriscar, e por mais que os dois clã fossem amigos e tinham um propósito comum, não sabia em quem realmente confiar no momento. Seria melhor retornar a sua casa, cuidar de seu filho e proteger melhor as muralhas com os homens que haviam vindo com ele.

Renesmee estremeceu com a constatação só Senhor Black. Alguém tinha de fato tentado matar o guerreiro. Ele era o único sobrevivente.

__Está tudo bem, moça. Nós não permitiremos que nenhum dano chegue até você. – disse Quil para conforta-la.

De alguma forma ela acreditou nele. E sentiu-se ridícula em depositar toda a confiança nestes homens quando eles estavam sequestrando-a em sua própria cabana.

Com isso em mente, ela relaxou no peito de Quil e inclinou a cabeça sobre seu ombro enquanto começavam a avançar em um ritmo lento. As noites sem dormir cuidando Jacob bateram num ritmo maçante em seu crânio. Então fez a única coisa que fazia sentido.

Dormir.

Notas finais
Oh gente, alguém aí também ficou com pena da Rebecca?? Mas ela procurou, né? O que acham que o Laird Black fará com ela e o bebê?? Becky, prepare-se, querida! O.O E finalmente...Como assim levaram a Nessie???? Esperavam esse desfecho? Será melhor pra ela afastar-se dos Cullen?? Mas aqui preço? E como a própria Nessie indagou.. " Teria uma posição em um clã? Era realmente assim tão simples? Ela franziu o cenho. Ela pertenceria ao clã Black, ou seria uma prisioneira, sem nenhum privilégio do que de um cativo? Ela seria bem tratada até a recuperação de Jacob e depois que acabasse seria solta? E se ele não se recuperasse? Será que ela seria culpada por isso?" hummm difícil, hein?? Pelo menos Jake e Nessie terão mais um tempinho juntos *-* Espero seus reviews amadas de sempre, amo vocês!!! Fantasminhas, não fiquem com vergonha, não julgarei ninguém que resolver posta um "legal" agora, só por favor, demonstrem que estão ou não gostando. :) Bjãããooooo amadas. ATÉ A PRÓXIMA...