Notas iniciais
Olá! Bem, sinceramente não tenho muito o que falar, somente me desculpar pela demora. Houve um falecimento em minha família e passei alguns dias protelando o que escrever...Confesso que a ficha ainda não caiu, foi muito precoce. Enfim, o capítulo não ficou enorme e nem tem grandes acontecimentos, isso é proposital, havia planejado desde do inicio. Espero que curtam mesmo assim. Estou pensando no próximo capítulo, ainda não o escrevi, mas não demorarei como este. Como havia dito a Lary, estive - realmente - a ponto de coloca-la em Hiatus, além das - sempre problema - leitoras fantasminhas, cara são 130 pessoas acompanhando, pelo amor...Sinceramente, ainda terei uma ideia concreta sobre o que fazer sobre isso. :( Existe também um enredo FDP que não sai da minha mente!! Vamos ver se vai para frente... Enquanto isso, leiam as notas finais e me digam o que acham de um trechinho de outra ideia para fic, esta já esta sendo escrita. ^^ Quero agradecer a todas que comentaram, não tive chance de responder a todas, mas farei assim que possível. Consegui ler tudo, e vou respondê-las :D Mas quero agradecer muitíssimo a giih silva que recomendou a fic me deixando com um ânimo a mais - e eu estava precisando giih, obrigada! E claro, a todas as novas leitoras que comentaram - estão vendo fantasminhas? Até as novas comentam! - meu muitíssimo obrigada! Bem, sem Jake neste capítulo, ok? Boa leitura...

Castelo de Dumfries — Clã Black, 04 de Setembro de 1352

Renesmee se agasalhou com uma capa de pele pesada enquanto se arrastava através da neve em direção a vila, ao encontro de Claire. O sol da tarde estava alto e brilhava ao largo da paisagem coberta de neve. Alguns homens e mulheres se arriscaram a sair neste dia. O frio era um convite para permanecer em frente ao fogo. Mas, aqui estava ela enfrentando os ventos gélidos das Terras Altas por ter prometido a uma certa moça que lhe faria companhia.

Rolou os olhos. Claire poderia ser bastante ingênua, mas sabia manipular como ninguém.

Nessie sorriu enquanto passava pelos estábulos. Elas – Rachel, Claire e ela — passavam muitas noites na frente do fogo, costurando, fofocando e provocando Claire sobre sua paixão por Quil. Felizmente, ninguém havia notado ainda o interesse de Nessie por Jacob, ou se notaram, elas permaneceram em silêncio.

Quil sempre arrumava uma desculpa para permanecer na sala, geralmente para beber cerveja com os homens e discutir o treinamento do dia, mas sua atenção estava sempre voltada para Claire. Os dois jogavam um jogo de gato e rato que divertia Nessie.

Mesmo que já estivessem em um compromisso, o doce guerreiro era extremamente respeitoso em relação a Claire, deixando a moça um tanto frustrada.

Lembrou-se então, de uma das tantas noites que permaneciam sentadas próximas ao fogo, no grande salão.

Neste dia, Emily juntou-se a Claire, Rachel e ela, já que a senhora do castelo fazia companhia a outra filha, que não sentia-se bem.

Você acha que algum dia ele vai tentar me beijar? – Claire perguntou melancolicamente.

Emily franziu os lábios. – Parece-me que se ele vem tentar beijá-la, talvez você devesse levar o assunto em suas próprias mãos e beijá-lo.

A boca de Claire caiu aberta e seus olhos se arregalaram com o choque. – Oh, eu não poderia! Por que, seria descarado. Ele acharia que eu... Ele acharia que eu... – ela chegou a um impasse, claramente incapaz de soltar uma palavra.

Alguns homens precisam de um empurrão de vez em quando. Um beijo roubado não faz de você uma prostituta. Não importa o que as pessoas possam falar.

Nessie decidiu calar-se sobre o assunto. Claire era comprometida com Quil e ainda sim seria indecoroso se fossem pegos beijando-se em público constantemente. E ela própria? Que é beijada por um homem comprometido com outra?E o pior, ela anseia pelo seu toque.

Concordo com Emily. – Rachel afirmou.

Você acha? – Claire virou para olhar todas e suas orbes azuis fixaram em Rachel, um tanto chocada.

Sim, já fui beijada. Mas não foi grande coisa, no entanto. Era apenas uma menina muito curiosa. – sorriu.

Sua voz caiu para um sussurro, enquanto olhava ao redor para ter certeza de que elas não foram ouvidas pelas outras pessoas do salão. – E você, Nessie?

– Sim, – Nessie disse suavemente. – Beijei e fui beijada. Não é uma coisa vergonhosa, Claire. Se ele não for longe demais. – isso ela sempre dizia a si mesma, em relação a Jacob – Quil é um bom homem. Ele não vai tirar proveito, e se ele faz, você grita bem alto e vou chutá-lo entre as pernas.

Emily e Rachel dissolveram em gargalhada, enquanto Claire parecia ainda chocada.

Mais tarde naquela noite, Claire a tinha convidado para ir a sua casa, a fim de que conversassem mais sobre o assunto.

Poderia ir a minha casa para conversarmos mais sobre... você sabe. – inclinou-se para falar baixo. – Não é um assunto que tenho discutido durante minha vida, já que minha mãe morrera e minha avó jamais falaria sobre isso comigo.

Não era um assunto que Renesmee dominava, ela também tinha dúvidas em alguns aspectos, mas ao observar o olhar esperançoso e ansioso de Claire, se viu concordando.

Claro!

A partir deste dia, ela não tivera sossego. Todas as noites , quando se reuniam no salão era pressionada pela moça.

Seus pensamentos foram dissipados quando ouviu seu nome ser gritado, ao longe.

– Nessie! – deu a volta observando o corpo esguio e delicado de Rachel correndo em sua direção. – Para onde você esta indo? – perguntou ofegante.

– A cabana de Claire. – respondeu rolando os olhos. Rachel soprou um riso suave.

– Ela não tem sido fácil esta semana, aye? – brincou.

– A moça sabe como ser insistente. – respondeu.

– Posso acompanha-la? – perguntou de repente.

– Claro! – respondeu animadamente. Realmente apreciava a companhia de Rachel.

– Achei estranho você estar passeando pela vila. – começou quando voltaram a caminhar, desviando das poças de água. – Jacob parece querê-la para si mesmo. – Olhou-a analiticamente, como se avaliasse sua expressão.

Nessie sentiu seu rosto corar instantaneamente.

Jacob Black era um homem possessivo, principalmente no que diz respeito a ela. Renesmee não queria, mas sentia uma pontada de excitação quando ele ficava aborrecido quando tinha que ficar longe dele. Obviamente, ele tem estado bastante aborrecido ultimamente. Nessie o tem evitado a todo custo, com medo de que suas investidas acabem derrubando as barreiras que ela levantou. Era difícil ignorar um homem como Jacob Black, principalmente quando ele faz de tudo para não ser ignorado.

Porém, Nessie jamais imaginou que alguém, além dela, havia percebido esta possessividade de Jacob.

– Ãhn... Ele só tem receio que sua ferida demore a se curar e ele tenha que ficar mais tempo no quarto. – disse apressadamente.

– Mesmo assim, ele fica irritado quando você esta longe do castelo. Não ficaria surpresa se meu irmão aparecesse a qualquer momento por aqui ditando ordens. – ela riu.

– Não se preocupe. Antes de sair lhe dei um chá que o fará dormir por algumas horas. – Confidenciou.

Rachel arregalou os olhos e logo depois sorriu abertamente.

– Vê? Por isso temos nos dado tão bem.

– E eu pensei que estaria ajudando sua mãe com os preparativos do casamento. – assim que a última palavra saíra de sua boca, ela lamentou.

O sorriso contagiante de Rachel morreu.

– Creio que *mam não necessite de minha ajuda hoje. – disse deliberadamente.

Nessie assentiu sem resposta e não querendo seguir com o assunto.

Nos últimos dias Rachel tentou demonstrar indiferença sobre o casamento. Conseguiu auxiliar a mãe em alguns preparativos do matrimônio, e ajudou algumas mulheres a costurarem — as pressas – o vestido de noiva de Rebecca. Mas, esta manhã, sua irmã experimentaria o vestido, e Rachel não tinha certeza se aguentaria ver a cena, sabendo que estava se arrumando para o homem que ela amava.

O que mais a incomodava era a desanimação de Rebecca ao casamento. Ela mal ajudava-as nos preparativos e aparecia sempre abatida. Isto magoou Rachel, afinal, não era ela quem perderia o amor de sua vida para sua irmã.

Em silencio permaneceram até chegarem a casa de Claire. Uma cabana pequena e acolhedora, muito parecida com as outras vizinhas.

– Finalmente! Imaginei que você cederia em um par de dias. – comentou Claire com um sorriso caloroso, assim que abriu sua porta.

Rachel e Nessie entreolharam e sorriram cúmplices, e pela primeira vez em muito tempo, Nessie sentiu-se em casa.

– Agradeço novamente o favor. – disse Claire mais uma vez.

– Não é nada Claire. – disse Rachel – Pretendia mostrar o resto do clã a Renesmee. Assim também, ela conhece o Ancião.

Elas haviam passado algumas horas conversando e se aquecendo na lareira, enquanto Claire cozinhava o almoço. Nessie conheceu a antiga curandeira do clã, avó de Claire, e rapidamente havia se afeiçoado com a mulher.

– Iria com vocês se pudesse, mas solicitaram minha presença na cozinha do castelo. – declarou cabisbaixa.

– Não se preocupe, Claire. Nós faremos isto para você. – tranquilizou-a Nessie enquanto aceitava o embrulho morno que Claire lhe oferecera.

A cada dia entendia o quanto a jovem moça era especial. Ajudava na serventia do castelo em troca de comida para ela e sua avó, única parente viva. Claire lhe havia contado que o pai morreu em uma batalha e a mãe de uma febre quando ainda era criança. Além disto, preparava a comida de Quil e seu avô, que também viviam sozinhos.

Talvez a vida da moça se tornasse um pouco mais fácil quando casasse com Quil, assim viveriam todos em uma cabana e ela não precisaria se deslocar tanto. Mas, segundo sua avó, era um pouco jovem para casar e apesar dos seus 17 anos, a idosa queria que ela esperasse pelo menos mais um ano.

– Obrigada novamente!

Gritou assim que Rachel e Nessie estavam a poucos metros da cabana.

O ar frio a fez encolher-se em sua capa.

Segundo Rachel a cabana do Ancião – avô de Quil – ficava um pouco afastada das outras.

– Vê? – ela apontou para uma cabana que se destacava entre as outras, pela distância. Ficava isolada e quase dentro de uma floresta.

Nessie esfregou os braços. A floresta tinha um verde escuro muito belo, porém a noite provavelmente tornava-se um lugar sombrio. Era difícil de acreditar que alguém quis morar ali.

A única indicação que naquela cabana vivia alguém, era a fumaça que saia pela chaminé.

– Por que moram ali? – questionou antes que pudesse se conter. – Quero dizer, próximo a floresta. Não temem animais ou um ataque por ali?

– Meu pai disse que o Ancião deve sempre estar perto das Runas. Contou-me que sua energia se torna mais forte quando esta próximo a elas. – ela deu de ombros. – As Runas estão dentro da floresta e só o Ancião tem permissão de chegar perto. – explicou.

Quanto estavam a poucos metros da cabana, sentiu um frio na espinha. Teve vontade de dizer para que Rachel prosseguisse e a deixasse para trás.

Antes que pudesse se pronunciar, a porta da cabana se abre de repente.

Um homem com longos cabelos brancos aparecera. Ele vestia uma leve cota de malha que não deveria protegê-lo corretamente do frio que fazia, mas parecia não importar-se com isso.

Porém, nem seu rosto envelhecido e nem seu porte frágil enganavam Nessie. Algo neste homem a fazia sentir o poder que emanava nele.

– Ancião. – disse Rachel – Claire nos pediu para entregar-lhe sua comida. Ela precisou retornar aos seus afazeres.

Enquanto Rachel explicava o motivo da visita, o velho avançava para fora da cabana com os olhos fixos em Renesmee.

Rachel olhou para a amiga, que também mantinha os olhos vidrados no homem, como se estivesse sob algum feitiço.

– Curandeira. Como se chama? – ele com uma voz profunda.

Ela não conseguia encontrar uma reposta a simples pergunta. Estava intrigada pelo intenso olhar que o homem lhe dedicava.

Como ele sabia o que ela era?

– Esta é Renesmee, senhor Quil. – respondeu Rachel no lugar de Nessie.

Ele continuou olhando para Renesmee e seu cenho começou a franzir.

– Aqui esta, senhor. Precisamos voltar ao castelo – disse Rachel lhe entregando o pacote com a comida. Foi só neste momento que o ancião a olhou.

– Não demore muito. Os ventos na colina estão fortes. Não pise no gelo do lago, estão frágeis ainda, podem se quebrar facilmente. – aconselhou.

Rachel piscou. Como ele sabia que pretendia levar Nessie para conhecer a colina e, consequentemente, o lago?

Assentiu rapidamente e puxou uma Nessie ainda enfeitiçada pelo braço.

– Foi bom revê-lo, senhor Quil. – disse Rachel por cima do ombro.

– Igualmente, moça. – respondeu polidamente. – Um prazer conhecê-la, curandeira Renesmee.

Nessie assentiu rapidamente se deixando levar por Rachel.

– Você sentiu isso? – murmurou Nessie um tempo depois, quando já estavam próximas as outras cabanas.

– Sentiu o quê? – perguntou voltando-se para ela.

– Aquela...energia. – foi a primeira palavra que lhe veio a cabeça. Sim, energia, aura, não sabia ao certo, mas o que rondava aquele homem era algo forte.

– Energia? *Nae, só vi você parecendo enfeitiçada.

– Apenas fiquei surpresa com o Ancião, apenas isso. – sussurrou. Na verdade sua mudez tinha sido por conta da energia que sentiu. Uma energia muito poderosa.

– Bem, vamos. Quero te mostrar um lugar. – Rachel trocou de assunto levando-a por entre as cabanas e levando-a em direção

O Ancião olhava as duas moças avançarem para vila.

Havia visto a moça de olhos castanhos antes, nas Runas. Não sabia seu nome ou de onde viria, mas sabia que ela poderia mudar o destino de todos. Infelizmente não vira muita coisa sobre a moça, as Runas só mostram o que querem.

Mas, sabia de uma coisa, esta garota tinha um longo caminho de sofrimento que podia leva-los a morte.

– Pobre criança. – murmurou.

O verde tão intenso e vivo que vira uns dias atrás, havia sido coberto pela camada branca, macia e fria de neve. O lago a sua frente estava congelado, fazendo com que uma fina camada de gelo o cobrisse.

O local em que Rachel a levou era realmente deslumbrante.

– É lindo, Rachel! – exclamou encantada.

As duas estavam sentadas em uma grossa raiz de árvore e embaixo da mesma. A árvore ficava solitária no topo de uma pequena colina, e embaixo estava o lago congelado.

– Costumávamos vir aqui quando éramos crianças. – disse com um sorriso – Sempre que aprontávamos algo.

Logo sua expressão se fechou, e Nessie gostaria de conforta-la de alguma maneira, mas não poderia fazê-lo sem saber o que se passava.

– Rachel, sei que algo a atormenta no casamento de sua irmã. Não sei do que se trata e nem vou pedir-lhe para contar, mas saiba que se precisar de ajuda ou qualquer coisa, pode contar comigo. – abaixou a cabeça rindo ironicamente – Não sou de grande serventia, mas ficaria feliz em te ajudar.

A morena franziu o cenho olhando para Nessie.

– Claro que és de serventia, Nessie. Tem se tornado uma grande amiga – seu olhar voltou-se para o lago congelado. – Na verdade, a que mais confio no momento.

Renesmee sorriu e aguardou um pouco, Rachel parecia escolher as palavras certas.

– Sempre fomos muito unidos, digo, Jacob, Rebecca e eu. Mesmo tendo alguns anos de diferença, isso não atrapalhava. Éramos muito protetores um com o outro, Jacob sempre nos acobertava quando metia- nos em encrenca – sorriu levemente, como se recordando.

“Paul sempre fora amigo de Jacob, na verdade não recordo-me de nenhum momento de minha infância em que ele não estivesse presente. Os dois faziam de tudo para nos tirar de enrascadas e sempre nos incluía em suas aventuras...

Foi um bom tempo.”

Nessie tentou imaginar como seria ter uma infância assim. Sua mãe nunca tinha sido carinhosa ou uma companhia agradável. Tinha que cozinhar a própria comida e dela, quando não havia nada ela buscava na floresta.

Era uma criança faminta e suja, que não conheceu o amor materno e que era desprezada pelos Cullen sem saber o que havia feito.

Se não fosse a companhia de Seth e o amor de Sue, Renesmee nunca saberia o que era ter uma família.

– Então, – continuou Rachel tirando Nessie de seus próprios. – um dia, houve uma emboscada em que foram mortos grande parte dos homens do nosso clã. Os Vulturi atacaram enquanto os Black voltavam de uma feira comercial. O pai de Paul foi morto nesta emboscada. Fora neste dia em que Jacob foi obrigado a começar seu treinamento como guerreiro, assim como Paul. Estávamos vulneráveis e não haviam mais tantos soldados. Eles tinham apenas doze anos.

– Deus...-- Nessie murmurou chocada.

– No mesmo ano, foram a uma batalha. Depois disso meu irmão nunca mais foi o mesmo. – disse com pesar. – Mas nunca deixou de preocupar-se conosco, por isso, designa a Paul a missão de cuidar de nós quando está fora. Sabemos que Paul não fica contente de não ajudar no campo de batalha, porém não questiona nosso irmão. – parou um momento – Ele é um bom homem. Por isto o amo tanto.

Nessie mal segurou um som de espanto. Olhou-a surpresa, encontrando Rachel tranquila com a atenção ainda voltada para o lago.

O “amor” que ela dizia sentir por Paul não parecia ser um sentimento fraternal.

– Mas, mas... – gaguejou.

– *Aye, o amo como mulher e ele casará com Rebecca. Mas o fará isto por que minha irmã espera uma criança. – explicou deixando Nessie mais chocada.

– Sua irmã esta grávida?

– Como lhe disse, ela está, mas não é filho de Paul. É filho de seu noivo morto há alguns dias, durante o ataque ao grupo de Jacob.

– Então quer dizer que...

– Paul só faz isso para não sujar a imagem de Rebecca. O conheço bem, e temo que também fez isto para que o filho de minha irmã não sinta falta de um pai como ele sentiu. – explicou.

As duas permaneceram em silencio. Cada uma com pensamentos e questionamentos diferentes.

– Muito nobre de sua parte. – Nessie disse depois de alguns minutos.

– Entende agora por que o amo? Faço-o desde menina, mas ele nunca reparou ou não quis reparar. Rebecca me dizia formas de lhe chamar atenção e veja agora com quem ele irá casar?! – disse irritada – Talvez, se não tivesse juízo como minha irmã, ele me notaria.

– Não diga isso, Rachel! – censurou Nessie. – Se não enxergou foi um idiota, pois vai casar-se com a gêmea errada!

Rachel sorriu um pouco.

– Obrigada. – disse finalmente a olhando. – Agora entende por que quero me manter distante, pelo menos por hoje?

– Entendo-o, Rach. E a admiro por estar sempre tão tranquila durante os preparativos, e ainda ajudou. Mas, creio que talvez este casamento esteja fadado ao fracasso. Como levarão um casamento se nem ao menos se vejam como marido e mulher?

– Concordo, Rebecca dificilmente esquecerá de Embry, seu noivo. Enquanto que Paul, talvez jamais a verá como mulher. E isto é o que me entristecesse, perdê-lo para não o ver feliz.

Nessie a abraçou de lado, tentando conforta-la.

– Não te aflijas. Ele talvez possa ser feliz um dia, e você também pode encontrar um bom rapaz.

– Não acredito. Amo somente a Paul. – sorriu ironicamente. – Parece que nem eu, nem meus irmãos teremos sorte com o casamento.

– Por que diz isto?

– Eu não posso ter o homem que amo. Rebecca perdeu o pai de seu filho e casará com outro. E Jacob tem um compromisso arranjado com uma megera, que terá de aguentar antes mesmo do casamento. – Nessie prendeu a respiração ao ouvir falar de Jacob.

– Ora, por quê?

– A noiva de Jacob, Elizabeth, acompanhará seu pai em uma visita a Dumfries. Estou me preparando para enfrentar a bruxa. – disse rindo.

Renesmee perdeu a voz momentaneamente.

Ele conheceria a noiva, a odiável Elizabeth. Pelo o que ouvira da moça, tanto em Dumfries quanto em Northumberland, era uma pessoa irritante e mimada. Na verdade, Nessie não se impressionou com isso, considerando seu avô, era de se imaginar que fosse assim.

Mas algo a preocupou. Se Edward Cullen a reconhecesse? Solicitaria ao senhor Black que a expulsasse?

O medo tomou conta da garota, enquanto pensava que algo pior podia acontecer.

E se Jacob se apaixonasse pela noiva?

– Parece que os próximos dias serão difíceis. – murmurou Rachel olhando atentamente sua amiga.

Notas finais
Relembrando... *Nae - Não *Aye - Sim *Mam - mãe E aew, o que acharam? A amizade da Rachel e Nessie esta cada vez mais estreita, será que isso poderia mudar alguma coisa? Enquanto ao relato de Rachel sobre Paul e Rebecca? Acham que o casamento poderia dar certo? Reação da Nessie ao saber da chegada de Elizabeth...Opa, sinto ciúmes no ar? kkk Pode acontecer! E o mais intrigante... O Ancião. Que coisa estranha foi aquela? Mal pressagio? O.O Comentem, recomendem, fiquem á vontade. Quanto mais comentários, mais rápido posso postar - sim, isso foi uma chantagem! :/ Agora, um trechinho minúsculo do que PODE estar por vir. Por favor expressem sua opinião e o que acham que se trata. - Só sei que estou viciada em coisas de época ¬¬'. Uma fileira de remadores, de cada lado, era a outra força que impelia a embarcação para frente. Os homens davam panca¬das vigorosas com os remos longos, sentados em enormes bancos de madeira. Ao lado, guardavam suas armas: Lanças, espadas e machadinhas, prontas para serem usadas em caso de necessidade. Jacob estava na popa onde governava o rumo da embarcação pelo leme em meio as trovoadas e rajadas de vento. A tempestade se prolongou durante a noite e mais o dia seguinte. Observando agora, Jacob sabia que sua tripulação estava esgotada. Os que passaram a noite trabalhando com os remos tinham as mãos calejadas, inchadas e roxas, e alguns que trabalharam com as velas tinham passado a noite debaixo da tempestade enquanto outros havia se machucado sendo lançados de um lado a outro pela força do vento nas velas.